Durante os meus anos de primário, uma das coisas que eu mais detestava fazer era caligrafia. Até hoje penso na paciência da minha mãe para me fazer entender que eu precisava escrever as coisas dentro dos limites das linhas e fechar o "a" maiúsculo para que não ficasse parecendo um "c" acompanhado de um "i" sem pingo. Minha letra sempre foi meio estranha, nunca ficou exatamente reta e, apesar de linhas serem de muita ajuda, opto pela ausência delas sempre que posso. Até o Ensino Médio, costumava escrever com letra de mão e nunca gostei muito do resultado. Aí, quando estava na faculdade, comecei a usar letra de forma - primeiro apenas em caixa alta e depois respeitando as maiúsculas e minúsculas.

Hoje, ela é meio que uma mistura das duas formas. Sempre escrevi muito rápido - eis aí o motivo para detestar caligrafia, é preciso paciência e isso é coisa que não tenho em abundância -, então faço o que for mais prático para mim no momento. Assim,  o "m", o "j", o "e", o "i", o "f" e mais um monte de outras vogais e consoantes são escritas de formas diferentes por aqui e de acordo com o meu humor. Sem ideias e buscando inspiração em outros blogs que também estão fazendo BEDA, encontrei o Meme Escrito, que é bem autoexplicativo.

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Hoje vou continuar a responder o Meme Literário de Um Mês e se você não sabe do que eu tô falando, a primeira parte da série de perguntas está aqui. Assim, sem mais delongas, vamos às respostas.

11. O que faz um grande escritor? O que faz um grande livro? Quais são as qualidades essenciais em ambos, na sua opinião, para que eles estejam entre os melhores?
Perguntas complicadas e com respostas bem subjetivas. No meu caso, acho que um grande livro é aquele que me faz ficar interessada pelo enredo e pelos personagens, que me envolva e que, ao final da leitura, me deixe com a sensação de que aprendi algo e de que carregarei alguma coisa tirada de lá. Um grande escritor é aquele que consegue escrever uma história que traga as características que mencionei. Alguns exemplos de autores que já li e que, para mim, entram nessa ~categoria~ são Jane Austen, J.D. Salinger, as irmãs Brontë, Machado de Assis, Oscar Wilde e Mark Twain. Dos contemporâneos, gosto do Carlos Ruiz Zafón e do John Boyne.

12. Você prefere livros narrados em primeira ou em terceira pessoa? Na sua opinião, o tipo de narrador pode influenciar a história do livro? Fale sobre o assunto.
Não tenho preferência e acho que há espaço para as duas formas de narrativa, desde que o livro seja bem escrito. Porém, acredito que o tipo de narrador pode sim influenciar na forma como vamos receber o livro. Uma narrativa em primeira pessoa faz com que o leitor fique o tempo todo preso "dentro da cabeça" do personagem e isso pode ser bom e ruim; se não existir identificação com o personagem, por exemplo, o leitor pode achar a narrativa enfadonha e detestar a experiência de leitura.

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Pois bem, já estamos na reta final do BEDA, a minha criatividade sumiu há pelo menos uma semana e, por isso, qualquer ideia que surge vira a ideia. Não vou mentir: tô frustrada por usar a ideia de hoje justo neste momento ~conturbado~, porque, sinceramente, é a melhor ideia de todas. 'Cês não fazem ideia de como sonhei com o momento em que sentaria para escrever este post e, por isso, já peço desculpas à Michelle do futuro por não entregar um texto à altura da magnitude dessa ideia. Na real, é sempre difícil escrever sobre aquilo que a gente gosta de forma muito irracional. Então, muita calma e paciência nessa hora.

Quem me conhece há algum tempo - seja na vida real ou nessa internet de ninguém - sabe que eu gosto muito de escutar música e que levo essa atividade muito a sério. De verdade, música é aquilo que chega mais perto de fazer por mim o que fé e religião fazem por muita gente. Então, sim, eu levo muito a sério o tipo de coisa que decido colocar na playlist da minha vida e, para isso, levo em consideração um critério bem razoável: a capacidade que uma música e/ou artista tem de me fazer sentir qualquer coisa. Pode ser tristeza, felicidade ou uma vontade incontrolável de balançar o esqueleto e rebolar a bunda. Não interessa, o que importa é sentir. E 2016 tem sido muito feliz neste departamento, meus caros; e eu atribuo este fato a um acontecimento marcante que data do já longínquo dia 9 de fevereiro, quando eu resolvi apertar o play e me entregar de corpo-alma-e-coração à grande obra-prima musical contemporânea chamada Made In The A.M.

Senhoras e senhores, se preparem. Hoje eu vou falar sobre One Direction.

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A ideia de escrever sobre esse assunto está morando no meu cérebro deste que resolvi fazer o ~reboot~ do blog, mas ainda não tinha encontrado ocasião oportuna. No entanto, para a felicidade geral da blogosfera, digo à todos que o BEDA me deu forças para tal. \o/

Não gosto do termo guilty pleasure. É sério, não entendo muito bem o porquê dessa expressão e a noção de que há culpa em algum gosto não faz o menor sentido para mim. Vejam bem, não estou falando de coisas criminosas, mas sim das pequenas coisas da vida que nos fazem bem. No meu caso, falo de cultura e entretenimento, mas a lógica pode ser aplicada à outras coisas, tipo comida (mas aí, tem a questão da saúde, então nada sei).

Penso assim: aquilo que você gosta está te fazendo mal ou afetando negativamente outras pessoas? Se a resposta for não, então seja feliz e ame intensamente aquilo que te faz bem sem se importar com o que os outros vão pensar e/ou dizer sobre você. Sabe, a gente só vive uma vez e a vida é muito curta para nos sentirmos constrangidos pelos nossos gostos. Ou pior: deixar que outras pessoas nos façam nos sentir dessa maneira.

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Eu odeio frio. Não adianta, podem me apresentar um milhão de motivos para achar dias frios os melhores dias do mundo e eu, ainda assim, não vou mudar de opinião. Sim, há uma série de coisas legais que só podem ser feitas com frio, mas elas não anulam o fato de que o frio me deixa muito indisposta para viver e com uma vontade constante de chorar. Junte o frio à uma segunda-feira de ressaca pelo fim das Olimpíadas - que, aliás, nem acompanhei direito - e temos uma perfeita receita para bad. Assim, enquanto passei o dia congelando e com dores musculares, decidi ser ~otimista~ e encontrar motivos para sorrir. Eis a minha listinha:

120 dias para o verão. Sim, eu pesquisei no Google e, apesar de parecer um período longo, 120 dias passam mais rápido que 365. Ou seja, falta pouco. #staypositive

Panic! At The Disco. Hoje, o Spotify resolveu colocar Northern Downpour nas Descobertas da Semana e eu fiquei feliz porque lembrei que Michelle de 18 anos amava o Pretty.Odd. (2008), segundo álbum da banda. Por motivos de ~pegava mal~ gostar de Panic! At The Disco naquela época, nunca explorei direito a discografia deles. Assim, passei a tarde de segunda-feira corrigindo isso.

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