Ultimamente ando meio sem inspiração para escrever. No entanto, hoje acordei decidida a escrever sobre algo, qualquer coisa.

Mas sobre o que escrever em um dia frio, cinzento e com cara de que vai chover a qualquer instante? Foi quando eu tive a brilhante ideia de escutar música, algo que combinasse como clima. Escolhi o clássico de 1973, Dark Side of the Moon, do Pink Floyd. Não vou falar sobre o álbum, que é um marco na história do rock, e que está entre os meus preferidos.

Enquanto escutava, comecei a me perguntar o que significa a expressão o lado escuro da lua, qual a mensagem que a banda quis transmitir. 

De acordo com a ciência, o lado escuro da lua é aquele que não recebe iluminação proveniente do sol, o lado que não podemos ver daqui da Terra; isso ocorre porque os movimentos de translação e rotação lunares ocorrem durante o mesmo período, dessa forma a face da Lua que podemos ver aqui no Brasil é a mesma que pode ser vista no Japão.

Sendo assim, o conceito de lado escuro da lua, do Pink Floyd, poderia ser encarado como o lado escuro do ser humano; o lado onde estão os aspectos de nossa personalidade que não mostramos à ninguém, que ficam escondidos por trás das muitas máscaras que usamos em diferentes locais no cotidiano de nossas vidas. 

O lado escuro guarda a nossa verdadeira essência, os nossos medos, nossos sentimentos, quem nós realmente somos e que por algum motivo, talvez pelas regras e costumes impostos pela sociedade, somos impedidos de mostrar.

There is no dark side in the moon, really. Matter of fact, it's all dark. É com essa frase que o álbum termina. Reflita.

Texto originalmente publicado em um blog já falecido, mas que resolvi importar para este espaço. -M