Já posso riscar mais um livro da minha lista de metas de leitura para 2013: "Marina", do Carlos Ruiz Zafón. Minha primeira leitura de 2012 foi um livro dele e, desde então, estou completamente apaixonada por sua forma de escrever.

"Ninguém entende nada da vida enquanto não entender a morte"

Em "Marina", Zafón nos faz viajar novamente pela Barcelona do passado. Desta vez, o leitor se encontra no final da década de 1970 e acompanha a história do adolescente Óscar Drai. Estudante de um colégio interno católico e bastante rígido, Óscar é um rapaz responsável que adora passar suas horas vagas passeando pelo centro de Barcelona, desvendando os mistérios das construções históricas da cidade. Em um de seus passeios, repara pela primeira vez a presença de um antigo casarão, escondido em um canto de uma rua igualmente escondida.

Curioso - principalmente pela presença de um gato atacando um pardal -, Óscar se aproxima da casa apenas para ficar ainda mais intrigado com o canto de uma voz feminina que parece sair da construção. No momento em que decide entrar na casa para descobrir o que está acontecendo, Óscar tem a sua vida mudada para sempre.

Alguns dias depois, Óscar conhece Marina, uma jovem encantadora com idade próxima à sua e que adora mistérios. Juntos, os dois resolvem visitar o antigo cemitério da cidade e descobrem que em todos os últimos domingos do mês uma dama vestida de preto costuma visitar uma lápide sem identificação, exceto por uma marca: uma borboleta negra. Unidos pela curiosidade, Óscar e Marina decidem seguir a dama de preto e desvendar o seu mistério. Com esse gancho, Zafón nos faz voltar a um passado ainda mais distante, apresentando um mistério bastante envolvente.

Sei que sou suspeita para falar dos livros do autor, mas achei "Marina" realmente muito bom. A narrativa é muito gostosa e envolvente, do tipo que prende o leitor. Os personagens são cativantes e, aos poucos, sentimos vontade de saber um pouco mais sobre eles. O mistério central do livro também não decepciona, fazendo com que a cada fim de capítulo o desespero para descobrir o desfecho da história aumente (o livro tem poucas páginas, o que motivou ainda mais a minha vontade de terminar). Um dos aspectos que mais gosto na forma de escrever do Zafón é a forma como ele descreve as situações, fazendo uso de expressões criativas e divertidas sem deixar o leitor entediado. Com "Marina", por vezes, me arrepiei com os acontecimentos narrados que beiram o bizarro. É um misto de Edgar Allan Poe e...não sei o quê. A "investigação" de Óscar e Marina nos leva a perceber que a misteriosa dama de preto é apenas a ponta do iceberg e Zafón nos guia numa incrível jornada ao passado, cheia de altos e baixos e grandes reviravoltas. 

Em linhas gerais, "Marina" é um livro de mistério, com uma narrativa agradável e surpreendente. Indico à todos que - assim como eu - amam os livros do Zafón e também para aqueles que nunca leram nada do autor (se quiserem saber um pouco mais sobre ele, leiam a resenha que fiz sobre o livro "O jogo do anjo"). Ah, vale lembrar que este livro não faz parte da série do Cemitério dos livros esquecidos escrita pelo autor.


4 Comentários

  1. Michas, Barcelona na década de 70 deve ser linda! Vou adicionar na minha wishlist. Um beijo grande e Feliz Natal!

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  2. parece se rum ótimo livro pelo jeito que vc descreve ele :)

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  3. Eu li e me interessei pelos outros livros do Zafón tb...

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  4. Fiquei com vontade de ler o livro por causa do lugar e da época que ele se passa.

    Beijos ;*
    Pepper Lipstick

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