E o fim de 2013 finalmente chegou! Hora de fazer os planos para o ano que vai começar e também de fazer retrospectivas. Esse fim de ano está bastante corrido por aqui, por isso, vou ficar devendo as retrospectivas cinematográficas e musicais (posso fazer no comecinho de 2014, vale?), mas não poderia deixar os livros passarem em branco por aqui, né? Como no ano passado, participei da retrospectiva literária criada pelo blog Pensamento Tangencial e as minhas respostas podem ser conferidas no vídeo abaixo:

(Caso não consiga visualizar o vídeo clique aqui ou aqui)


E agora, como prometido, segue a lista com todas as leituras que realizei durante o ano de 2013:

Jane Eyre, Charlotte Brönte **
A Garota Americana, Meg Cabot **
Apaixonada Por Palavras, Paula Pimenta
A última carta de Amor, Jojo Moyes
O Hobbit, J.R.R. Tolkien *
Anna e o Beijo Francês, Stephanie Perkins
Morte Súbita, J.K. Rowling
Firmin, Sam Savage**
A Hospedeira, Stephenie Meyer (resenha)
O Diário de Anne Frank (resenha)**
O Palácio de Inverno, John Boyne (resenha)**
A Livraria 24 Horas do Mr. Penumbra, Robin Sloan (resenha)
Quem é você, Alasca?, John Green (resenha)
The Red Pyramid/A Pirâmide Vermelha, Rick Riordan (resenha)
Summer and the City, Candace Bushnell
O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald (resenha)*
A Seleção, Kiera Cass (resenha)
O Príncipe, Kiera Cass
O Prisioneiro do Céu, Carlos Ruiz Zafón
O Mistério do Trem Azul, Agatha Christie (resenha)
O Futuro de Nós Dois, Jay Asher e Carolyn Mackler (resenha)
Lugar Nenhum, Neil Gaiman (resenha)
O Oceano no Fim do Caminho, Neil Gaiman (resenha)
Convite para um homicídio, Agatha Christie (resenha)
Elixir, Hilary Duff (resenha)
House of Secrets, Chris Columbus & Ned Vizzini (resenha)
O Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares, Ransom Riggs (resenha em vídeo)
The Night Circus/O Circo da Noite, Erin Morgenstern (vídeo)
Laços, Victor Cafaggi & Lu Cafaggi (vídeo)
Devoted - A Devoção, Hilary Duff
True, Hilary Duff
O Jardim Secreto, Frances Hodgson Burnett (resenha)
Carrie, a estranha, Stephen King (vídeo)
Anjo Mecânico, Cassandra Clare (resenha)
The Throne of Fire/O Trono de Fogo, Rick Riordan (resenha)
The Serpent's Shadow/ A Sombra da Serpente, Rick Riordan (resenha)
O Festim dos Corvos, George R.R. Martin
Divergent/Divergente, Veronica Roth
O Natal de Poirot, Agatha Christie (resenha)
Deixe a neve cair, John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle (vídeo-resenha)
O Chamado do Cuco, Robert Galbraith (J.K. Rowling)


* Releitura
** Leituras para o Desafio Literário 2013

***

De uma forma geral, acho que fiz boas leituras durante o ano. Li algumas coisas que não vão mudar a minha vida, outras que poderiam ter ficado de fora da lista, mas também tive a felicidade de conhecer ótimos livros, alguns que até entraram para a lista de favoritos :) 

Espero que 2014 venha cheio de boas leituras e descobertas literárias! Não só para mim, mas para todos vocês :) Agora, vou ficando por aqui e desde já deixo o meu agradecimento para todos vocês que me acompanharam este ano por aqui e pelo canal - que cresceu muito mais do que eu esperava! 

Feliz ano novo para todos e até o ano que vem!
Beijos, 
- Michas


O fim do ano está logo ali e, antes de fazer a retrospectiva, chega a hora de falar um pouco sobre as metas. No meu caso, as metas de leitura! Como vocês sabem, eu não me dou bem com metas de leitura e, por isso, adorei a tag que a Mell Ferraz criou, porque ela me permite estabelecer planos de uma forma mais aberta, sem muita pressão ou expectativa. A ideia é bem simples: liste os livros que você tem a intenção de ler em 2014; não tem um número específico e também não tem prazo ou data certa para a leitura de nada. Você faz o seu plano (e no meu caso, tentarei cumprir). No vídeo abaixo, vocês podem conferir as minhas metas:

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E para finalizar as comemorações de natal por aqui e pelo canal, trago mais um vídeo para vocês! Dessa vez, respondi The Christmas Tag, que vi em um canal internacional (Pointless Blog) e resolvi traduzir como A Tag de Natal. É tudo muito simples: respondo a oito perguntas relacionadas aos meus gostos natalinos e mais umas outras perguntas relacionadas. Mesmo não sendo algo literário, adorei a ideia e resolvi participar! Espero que gostem :)

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Nem sei se este post vai agradar a maioria, mas mesmo assim resolvi fazer. Fãs de Doctor Who sabem que em menos de uma semana poderemos assistir ao Christmas Special desse ano e, dessa vez, em particular, vai ser um especial ainda mais especial, pois vai marcar a saída do Eleventh Doctor, um dos mais queridos - na minha opinião, claro. Digo isso porque, comecei a assistir a série com Matt Smith, mesmo sabendo da existência dos doutores anteriores; a culpa foi do site de torrent, que só tinha a partir da quinta temporada. Só depois é que fui pensar na Netflix. De qualquer forma, querendo ou não, é ao Eleven que eu tenho a agradecer por gostar tanto dessa série (não só ele, né? Os companions ajudaram muito!) e foi pensando nesse momento agridoce de sua despedida que resolvi montar uma listinha de episódios que considero os melhores de sua fase para serem assistidos em uma maratona até o dia 25 de dezembro. Como sou legal, resolvi compartilhar também! Prontos? Geronimo!

Ah, lembrando que, por conta dos poucos dias até o natal, irei reduzir a minha lista apenas àqueles episódios que considero realmente importantes para serem assistidos até o especial de natal. Sim, terei que ignorar alguns episódios bem interessantes e fofos. E sim, River Song avisa que podem vir spoilers. (Para quem não está em dia com a série, claro).

***

5ª Temporada
The Eleventh Hour (5x01): recomendo este episódio por motivos óbvios; foi com ele que podemos ver pela primeira vez o décimo primeiro doutor e aquela que, mais tarde, virou uma das companions preferidas de muita gente, Amelia Pond. Neste episódio, o Doctor enfrenta uma criatura alienígena chamada de Prisioneiro Zero e no final, escuta pela primeira vez algo a respeito do Silêncio. Silence will fall...

The Time of The Angels (5x04) e Flash and Stone (5x05): apesar de acompanhar de forma mais "sutil" o plot da rachadura nas paredes do universo, esses dois episódios marcam o retorno dos Wheeping Angels e da Dra. River Song. Os anjos, a meu ver, são umas das criaturas mais assustadoras que já conheci por meio de séries de TV e nestes episódios, o Doctor vai enfrentar uma multidão deles. Acredito que seja um episódio importante por nos apresentar mais fatos sobre a River e também por mostrar como a relação entre o Doctor e a Amy vai sendo construída. E, claro, os Wheeping Angels sempre rendem bons episódios.

The Pandorica Opens (5x12) e The Big Bang (05x13): os dois episódios marcam o fim da temporada e apresentam uma série de mensagens enigmáticas que levam o Doctor, Amy Pond e River Song até Stonehenge, onde encontram a Pandorica, uma prisão construída para prender o ser mais temido do universo, o Doctor. Além da surpresa de encontrar Ror como um romano de plástico, também podemos ver a união de várias espécies "vilãs" que resolvem agir contra o Time Lord. É um episódio cheio de ação e reviravoltas e que, no final, nos mostra a incrívell Amy Pond salvando o dia, e o Doctor, claro! Destaque para os passos de dança sensacionais do Eleven no casamento dos Ponds.

É com muito pesar no coração de que deixo o episódio Vincent and The Doctor (5x10) de fora da lista; mas fica aqui a minha dica para quem tiver mais tempo até o natal; outro episódio interessante é o The Lodger (5x11), que não acrescenta muita coisa ao plot da rachadura no universo (acho), mas nos apresenta a Craig, que viria a se tornar um amigo do Doctor e fazer um ótimo retorno na temporada seguinte.

***

6ª Temporada
Considero a sexta temporada a que traz o melhor plot da fase do Eleven; adoro a maneira como ela inicia e o fato de que só obteremos uma explicação para os fatos ali apresentados no último episódio da temporada.

The Impossible Astronaut (6x01) e Day of The Moon (6x02): é nesses dois episódios que somos apresentados - ainda que sutilmente - ao Silêncio. Uma versão levemente mais velha do Doctor convoca Amy, Rory e River Song para os Estados Unidos onde diz que precisam ir para 1969; mas antes disso, diz que irão fazer um lanchinho na beira de um lago. E é lá que todos irão presenciar o assassinato do Doctor por um astronauta que surge do nada no meio do lago. Instantes depois do choque, o trio irá encontrar o quarto convidado para o evento: a versão mais nova do Doctor, aquela que estávamos acompanhando até o fim da temporada anterior. Já em Day of The Moon, seremos levados ao 1969 e descobrimos que o Presidente Nixon está recebendo ligações de uma criança que pede ajuda porque um astronauta está atrás dela. O Doctor e seus amigos irão ajudar e, mais uma vez, salvar o dia...ou mais ou menos isso.

A Good Man Goes to War (6x07) e Let's Kill Hitler (6x08): depois de descobrir o que havia de muito estranho com Amy Pond e sua suposta gravidez, o Doctor precisa salvá-la de poderosos inimigos que a sequestraram, a prenderam em um asteroide no futuro e planejam fazer algo de muito ruim com a sua bebê recém-nascida, Melody. Para ser bem sucedido em sua missão, o Time Lord irá convocar um exército de pessoas que lhe devem favores. O episódio como um todo traz algumas reviravoltas e revelações, mas acredito que nenhuma seja tão bombástica quanto a que se dá nos últimos segundos, quando finalmente descobrimos quem é River Song. Let's Kill Hitler vai nos mostrar como Melody Pond, tirada dos braços de sua mãe quando ainda era um bebê e enviada para o passado, consegue reencontrar seus pais quando estes ainda eram crianças, se transformar na melhor amiga de sua mãe, dar aquele empurrãozinho inicial na relação dos Ponds e, claro, se tornar completamente obcecada pelo Doctor, o homem que ela deve matar.

The God Complex (6x11): acredito que este episódio seja inspirado no mito do labirinto do minotauro e, apesar de não acrescentar nada ao plot principal, levanta uma questão muito importante. O Doctor, Amy e Rory vão parar em um hotel espacial que muda o layout dos corredores constantemente; ficamos sabendo que cada uma das pessoas que ali estão tem um quarto que guarda o seu medo mais profundo. Todos os que enfrentam os seus medos, não sobrevivem para contar a história, mas antes de perecer, cada um se volta para a sua fé pessoal. É interessante descobrir que o que os levou até lá foi a fé quase cega de Amy no Doctor, que Rory não acredita e não teme absolutamente nada (2000 anos como o último centurião deve ter relação com isso) e que o Doctor, que parece ser alguém tão destemido, tem um quarto com seu medo o aguardando. Claro que não podemos ver o que o quarto de número 11 revela ao Time Lord, mas sabemos que o que está ali é uma pessoa. Não nos foi explicado quem era, mas acredito que já fosse uma dica do que viria no final da sétima temporada e em The Day of the Doctor.

The Wedding of River Song (6x13): como o nome sugere, o fim do episódio traz um casamento e o Doctor revela o seu verdadeiro nome para aquela que viria a ser a sua esposa. Mas antes disso, ele impede a sua morte no lago e como resultado, uma realidade completamente absurda surge. O Silêncio - liderado pela desprezível Madame Kovarian - "venceu", mas o Doctor descobre uma maneira de mudar essa realidade; ele também descobre que a única forma de fazer isso acontecer é se realmente for morto pelo astronauta do lago. É no final deste episódio que novamente ouvimos falar que silence will fall when the question is asked e que, não importa o que o Doctor faça, isso será inevitável.

***

7 ª Temporada

A sétima temporada foi dividida em duas partes que são completamente diferentes uma da outra; particularmente, não foi uma das minhas temporadas preferidas, mas trouxe algumas coisas muito interessantes, como a saída dos Ponds (triste, mas já estava na hora) e a introdução da nova companion, Clara Oswald.
The Asylum of The Daleks (7x01): alguns meses se passaram desde o fim da temporada anterior, e o casamento de Rory e Amy está desmoronando. Sem entender muito bem o que está acontecendo, o Doctor os leva em mais uma aventura. Ao chegarem ao Dalek Asylum, deparam com muitos daleks defeituosos e insanos (mais insanos que o normal) que querem se libertar; presos naquele lugar, os Ponds e o Doctor irão contar com a ajuda de Oswin, uma garota hacker que consegue libertá-los daquele lugar. O final do episódio, além de trazer um momento super fofo entre os Ponds, revela algo muito triste e terrível sobre Oswin. Destaque para a primeira aparição de Jenna Coleman, linda e adorável :)

The Angels Take Manhattan (7x05): as despedidas em Doctor Who são sempre tristes; umas mais e outras nem tanto, mas são sempre tristes. A despedida desse episódio entra para o ranking das mais tristes. Nível triste Rose-Tyler-fica-presa-em-outro-universo. Durante uma viagem para Nova Iorque, a vida de Rory entra em perigo. Ele foi vítima dos Wheeping Angels e acabou parando na Manhattan dos anos 1930 (se não me engano). Felizmente, ele não está tão sozinho, porque lá irá encontrar River Song. Enquanto isso, Doctor e Amy sairão a procura de Rory antes que seja tarde demais. Esse episódio traz os Wheeping Angels em sua forma mais vilanesca e o resultado é uma das despedidas mais tristes e uma das cenas/diálogos mais emocionais entre Doctor e Amy. Saudades, Ponds!
The Snowman (Christmas Special/2012): após a despedida completamente injusta dos Ponds, o Doctor se isola na Inglaterra vitoriana onde conta com a ajuda de Madame Vastra, Jenny e Strax para superar sua tristeza. Nesse contexto, ele acaba conhecendo Clara Oswald e instantaneamente sabe que precisa dela. Juntos, eles enfrentam uma força chamada a Grande Inteligência que assume a forma de bonecos de neve assustadores que atacam as pessoas. Clara é uma garota um tanto misteriosa, que trabalha como garçonete durante uns dias e depois, vai para o campo, onde exerce a função de governanta (num estilo bem Mary Poppins de ser) em uma mansão. Com o passar dos acontecimentos, o Doctor sente uma certa familiaridade em relação à Clara e só vai compreender o que isso significa após a moça sofrer um acidente e antes de morrer lhe dizer as exatas mesmas palavras que Oswin havia lhe dito no Dalek Asylum.
The Bells of Saint John (7x06): decidido a desvendar o mistério de Clara, The Impossible Girl, o Doctor vai para a Londres atual onde conhecerá Clara Oswald, uma jovem que sonhava em conhecer o mundo mas que se acomodou como babá de umas crianças que perderam a mãe recentemente. Tendo a certeza de que já encontrou essa jovem duas vezes em épocas diferentes no tempo e no espaço, o Doctor a convida para viajar com ele. Neste episódio, mais uma vez encontramos a Grande Inteligência.

The Name of the Doctor (7x13): como disse, a sétima temporada é a que menos me agrada. A segunda metade da mesma é bastante aleatória, com episódios que não acrescentam muito ao plot de Clara, The Impossible Girl. A trama só volta a ligar os pontos sobre a identidade de moça no último episódio. Em The Name of the Doctor, descobrimos que o lugar de descanso final do Time Lord será em Trenzalore (dando sentido a toda aquela história de the silence will fall) e que a Grande Inteligência tem um plano muito maligno para destruir de vez o Doctor. Nessa aventura, iremos encontrar, mais uma vez, Madame Vastra, Jenny e Strax, assim como River Song - a versão conservada na biblioteca pelo Tenth Doctor -, e juntos vamos todos parar em Trenzalore. É lá que Clara, sem entender muito bem o que está fazendo, salva o Doctor e, ao mesmo tempo, explica porque é tão impossível. Destaque para os segundos finais quando descobrimos a existência do War Doctor.
The Day of the Doctor (50th Anniversary Special): dando continuidade ao grande plot twist do fim da sétima temporada, o especial de 50 anos da série nos revela o War Doctor - uma regeneração secreta que o Doctor sempre escondeu de todos -, aquele que ficou conhecido pela destruição de Gallifrey. Ao encontrar o Momento - na forma de Rose 'Bad Wolf' Tyler -, o War Doctor descobre que suas futuras ações lhe causarão arrependimento pelo resto da vida; dessa forma, o Momento reúne o War Doctor, o décimo e o décimo primeiro Doctor, que juntos irão viver aventuras na Inglaterra de Elizabeth I, salvarão a Terra dos Zygons e, claro, Gallifrey. Clara, The Impossible Girl, também participa, e, apesar de salvar o dia novamente, não tem muito destaque. O que mais gostei nesse especial é o fato de que, a partir dele, tudo vai mudar. Teremos um Doctor menos amargo e mais esperançoso, provavelmente à procura de seu planeta natal. Mas, se isso for verdade, vai ficar nas mãos de Peter Capaldi.

***

E, depois de assistir todos esses episódios, chega a hora de segurar o coração, separar o sorvete e os lencinhos e se alegrar e chorar muito com o especial de natal de 2013, com a saída de Matt Smith e a breve estreia de Peter Capaldi.

Eu sei que a lista de episódios ficou enorme e que é quase impossível assistir a isso tudo em menos de uma semana, mas espero ter ajudado um pouco. Alguns desses episódios eu me lembro bem e vou assistir apenas aqueles que estão meio "apagados" da minha memória. E agora, vou ficando por aqui! Espero que tenham gostado da lista!


Dessa vez, vou tentar fazer um post de divagações mais curtinho e direto ao ponto, ok? Não garanto que eu vá conseguir, mas o que vale é a intenção, certo? Pois bem, então vamos lá! E antes de começar, preciso avisar que vou falar sobre as minhas impressões a respeito do segundo filme de uma trilogia, então, se você não leu o livro ou não assistiu a O Hobbit - Uma jornada inesperada sugiro que vá ler o livro/assistir ao primeiro filme e depois venha aqui ler o post, certo?

Assim como acontece com as duas sequências de A Sociedade do Anel, A desolação de Smaug não faz uma recapitulação do que aconteceu no primeiro filme, levando os personagens ao ponto em que o segundo filme inicia. Então, se você não tem uma boa memória e já assistiu ao primeiro filme há mais ou menos um ano, acho válido assistir novamente para refrescar as lembranças; porque o mais próximo que o filme traz de uma recapitulação é a cena inicial,  que é um flashback mostrando uma conversa entre Thorin e Gandalf no Pônei Saltitante (aquela estalagem/bar que fica no povoado de Bri, sabe?).  A cena toda é uma referência à trilogia anterior de Peter Jackson, que até brinca um pouco com a gente, criando uma sensação de dèja vu.

Depois dessa cena inicial, tudo volta ao curso normal e acompanhamos a jornada dos doze anões, Bilbo e Gandalf rumo à Montanha Solitária. Sim, a comitiva irá enfrentar muitos obstáculos: orcs, elfos, homens e...sim, um dragão. O tal Smaug do título. Não entrarei em detalhes de como esses obstáculos serão desenvolvidos, mas irei comentar um pouquinho a respeito deles. Os orcs, como sempre, são desprezíveis e podemos observar que estão servindo a uma força obscura que surge nos confins de Dol-Guldur (e todo mundo sabe que força é essa, certo?); já os elfos que conhecemos agora são da espécie que vive na floresta negra (acho que é Lothlorien, onde conhecemos a Galadriel, mas não tenho certeza), um povo muito bom na luta mas um tanto "cabeça-dura" em relação às demais espécies da Terra-Média. O rei élfico Thandruil, além de muito assustador, é bastante egocêntrico/egoísta.


Legolas está de volta, trazendo consigo todas as suas habilidades no arco e na flecha; e dessa vez ele vem acompanhado de Tauriel, elfa tão boa quanto ele nas lutas. A personagem foi criada por Peter Jackson e, desde então, tem gerado bastante polêmica entre os fãs. Eu, particularmente, gostei dela; acho que no livro falta uma personagem feminina forte e Tauriel veio para suprir essa falta nos filmes. O que me incomodou foi um tímido ~triângulo amoroso~ que foi criado; vou poupá-los dessa parte, porque é tão sutil que se você fingir que ela não existe, tudo fica bem. Legolas também não está no livro O Hobbit, mas a sua presença agregou valor ao filme, rs.


Os homens também são introduzidos nesse segundo filme. Estou falando do povo da cidade de Dale, que se estabeleceu próximo a Montanha Solitária e que vive em situação de bastante miséria, por conta de um governo bastante corrupto. É nesse contexto que conhecemos Bard, mercador viúvo e com três filhos, que interfere no rumo da jornada dos anões. Claro que, ao longo do filme, descobrimos muito mais a respeito dele. 
 Agora, vamos ao dragão: Smaug é tudo o que você deve ter imaginado enquanto lia o livro de Tolkien; a equipe de efeitos visuais (?) está de parabéns, porque, sério, o dragão ficou muito bonito (para um dragão, óbvio). Toda a sequência do diálogo entre Bilbo e Smaug está linda de viver (e as mina pira sabendo que Watson e Sherlock estão dialogando na Terra Média!) e a pedra Arkhen não deixa a desejar. Ah, enquanto tudo isso vai acontecendo, também acompanhamos as investigações de Gandalf e Radagast em Dol-Guldur (partes criadas para unir as trilogias, mas que eu achei muito interessantes em bem-vindas). 

 O único porém que preciso mencionar é a longa duração da sequência final. Não vou dizer o que acontece, mas é aquela típica cena de luta e ação que poderia ter sido bem menor, mas a produção decidiu que tinha que ser gigante só para abusar da tecnologia. É aquela sequência que a gente assiste uma vez e acha legal e quando vai assistir em DVD, acaba passando. Em linhas gerais, A Desolação de Smaug é uma boa sequência, muito mais ágil que o filme anterior, mas que, no fundo, fica no meio termo. Nada parece acontecer, o final não traz uma conclusão, mas deixa um bom gancho para a última parte da trilogia.
  

Destaques:
- Cena inicial com Thorin e Galdalf que, mesmo não acrescentando muita coisa, funciona muito bem para ativar aquele sentimento nostálgico de quem acompanhou O Senhor dos Anéis.
- A personalidade de Bilbo que começa a mostrar pequenas alterações por conta do Um Anel.
- A sequência da fuga com os barris.
- Beorn, o shapeshiffter, que fica pouquíssimo tempo em cena. #chateada
- Obviamente, Smaug, o dragão.
- A música tema do filme: I See Fire, do fofíssimo Ed Sheeran.



E aí, alguém já foi assistir A Desolação de Smaug? O que acharam do filme?

Me contem nos comentários :)
Beijos,
Michas









PS: tenho a sensação de que o destino de um dos personagens foi alterado no filme;
PS2: me perdoem, mas não sei escrever/falar pouco :(

Imagens: 1, 2






Hoje eu voltei com mais um post de sugestões natalinas e dessa vez vou falar sobre filmes que gosto de assistir durante essa época do ano. O meu critério de seleção foi bastante pessoal/subjetivo e os filmes foram selecionados ao olhar para a minha estante de filmes a estante da minha irmã. Acho que consegui selecionar alguns filmes que assisto quase todos os anos (lembrando que nem todos são filmes de natal, ok?). Gravei um vídeo falando sobre os filmes, mas se você não quiser assistir, não tem problemas porque depois do vídeo vou comentar brevemente as minhas escolhas:)

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Como já tinha dito por aqui e pelo canal, neste mês de dezembro decidi que iria ler alguma coisa natalina e o primeiro escolhido foi "O natal de Poirot", da minha querida Agatha Christie. Quem já vem me acompanhando há um certo tempo já deve ter percebido que eu gosto dos livros da autora; os considero ótimas companhias para os dias de tédio, pois sempre trazem histórias envolventes que nos prendem até a última página. Pensei que, ao escolher um livro da Agatha para ler essa semana iria ter essa sensação. E errei; mas calma, que eu já explico.

Em "O natal de Poirot" somos apresentados à família Lee e a história tem inicio em 23 de dezembro, quando, às vésperas de natal, o sr. e a sra. Albert Lee se preparam para realizar uma festa que deverá reunir toda a família em sua mansão. Até aí, tudo bem, pois é isso que se espera do natal, certo? Mas a família Lee não é o que a gente chamaria de uma família unida. Além de Lydia e Albert Lee, na mansão também vive Simeon Lee, o patriarca da família que fez sua fortuna na África do Sul. Com a exceção de Alfred, nenhum dos outros filhos de Simeon Lee tem paciência para o pai, que é um homem bastante desagradável e de gênio forte. Ah, os filhos de Simeon Lee também não se dão bem uns com os outros.

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E para encerrar o assunto As Crônicas dos Kane por aqui e pelo canal, trago o vídeo sobre a série. Dessa vez, faço uma introdução à trilogia, falando mais sobre o enredo do primeiro livro (sem spoilers, claro), porém comentando os demais de uma forma mais geral. Explico o que achei da narrativa, do desfecho e, obviamente, a minha opinião. Para conferir, é só continuar no post :)

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Novembro foi um mês estranho. Não sei explicar o motivo, mas sei que rolou um certo desinteresse de minha parte em relação aos livros. Não que minhas escolhas tenham sido erradas, eu que não estava com vontade mesmo, sabe? De qualquer forma, ainda tem o fator fall season e 50 anos de Doctor Who para levar em consideração. Desde setembro, quando as séries que acompanho estreiam novas temporadas, meu ritmo de leitura deu uma reduzida. No fim das contas, pretendia ler três livros e meio e terminei lendo dois e meio. Falo melhor sobre isso no vídeo :)



Mesmo não conseguindo seguir o meu plano de leitura à risca, estou feliz com o que consegui ler. Foram três livros e meio (kinda, né?) que me empolgaram e me deixaram feliz por tê-los lido :)

Agora, para o mês de dezembro vou tentar não estipular regras. A ideia é terminar O Chamado do Cuco, ler algo natalino e, se tudo der certo, dar início à leitura de Divergente, de Verônica Roth. Na imagem, A Christmas Carol está representando o "algo natalino"; ainda não me decidi se irei ler ele mesmo.

E aí, vocês leram muito no mês passado? Leram algo muito bom? Ou muito ruim? Me contem no espaço para comentários :)

Beijos,

Michas





Não assisti a muitos filmes durante o mês de novembro, mas posso afirmar que todos os que assisti me agradaram. Por coincidência, todos os que vou falar hoje foram assistidos no cinema e são, de certa forma, sequências. Vamos lá?

Thor: O Mundo Sombrio (Thor: The Dark World, 2013)
Direção: Alan Taylor | Gênero: Ação/aventura/fantasia | Avaliação: 4/5

 Não sou aqueeeela pessoa que entende tudo sobre super-heróis, mas, no geral, gosto dos filmes que são feitos a respeito deles...ou da maioria deles. No caso dos heróis da Marvel, o meu preferido é o Thor, por motivos de Chris Hemsworth que desconheço. Acho que toda aquela coisa de ser um deus vindo de outro planeta me agrada. No entanto, serei sincera  e concordarei com a maioria: o primeiro filme é bem fraquinho. Felizmente, o mesmo não pode ser dito a respeito de O Mundo Sombrio. No novo filme, conhecemos os elfos negros, uma espécie alienígena inimiga dos asgardianos e que todos acreditavam estar extinta. Porém, todo mundo se enganou, pois os elfos negros estavam apenas "adormecidos" e agora voltaram, liderados pelo líder Malekith (vivido pelo Christopher Eccleston aka Nineth Doctor <3), buscando vingança contra Asgard.
Também ficamos sabendo que os vilões estão à procura de uma arma fatal chamada Éter (que não tem absolutamente  nada a ver com aquilo que a gente via na tabela periódica, ok?) e que se conseguirem atingir o seu objetivo, poderão causar a destruição dos Nove Reinos - a Terra inclusa. Obviamente, Thor (Chris Hemsworth) irá fazer de tudo para impedir que isso aconteça, mesmo que isso signifique contrariar Odin (Anthony Hopkins) e pedir ajuda para...Loki (Tom Hiddleton). 
No geral, achei que foi um bom filme. O enredo foi interessante, bem desenvolvido e coerente com a realidade do filme. No entanto, achei que o "núcleo" da Terra foi bem sem graça; Darcy tava forçada demais tentando ser engraçada, e a Natalie Portman foi super mal aproveitada na pele da mocinha em perigo. Quer dizer, tinha toda uma história de alinhamento dos planetas e fim do mundo e...cadê Jane astrofísica? Tem que ver isso aí. E, mesmo Thor sendo o protagonista, quem rouba a cena e mostra desenvolvimento de personagem é o Loki. Sério, só pelo Loki o ingresso já valeu a pena. Recomendo para quem gosta de super-heróis, filmes de super-heróis e de Os Vingadores.


Jogos Vorazes: Em Chamas (The Hunger Games: Catching Fire, 2013)
Direção: Francis Lawrence | Gênero: Ação/distopia/ficção-científica | Avaliação: 5/5

Ok, o que falar do filme que tá todo mundo falando sem soar completamente redundante? Não dá, por isso me perdoem por repetir as palavras de todos. Em Chamas - sequência de Jogos Vorazes - vai acompanhar Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) após a saída da arena, agora com todos os "benefícios" de uma vitoriosa e tendo que lidar com as consequências de sua "jogada final", que salvou não só a sua vida, mas também a de Peeta Mellark (Josh Hutcherson) e resultou no início de uma rebelião em alguns distritos. Mesmo seguindo à risca cada uma das ordens do Presidente Snow (Donald Sutherland), Katniss percebe que as suas ações na arena já influenciaram muito a população de Panem que se recusa a se manter submissa. 
Determinado a manter o seu poder, o Presidente Snow aproveitará a ocasião dos setenta e cinco anos dos Jogos Vorazes que trará uma edição especial chamada de Massacre Quartenário. Dessa vez, os tributos serão escolhidos a partir dos campeões das edições anteriores. Como a única representante feminina do Distrito 12, Katniss irá voltar para a arena
.
A adaptação está extremamente fiel ao livro e, em partes, chega a ser melhor. Jennifer Lawerence e o resto do elenco dispensam comentários, já que todo mundo fez tudo direitinho. Destaque para Jena Malone como Johanna Mason, que está incrível. Recomendado para todos os fãs dos livros e do primeiro filme.



Doctor Who: The Day of The Doctor (2013)
Direção: Nick Hurran | Gênero: Aventura/ficção-científica | Avaliação: 5/5

Esse aqui vai ser difícil comentar. Primeiro porque, mesmo sendo um filme, tá mais para um episódio especial. Segundo, porque é difícil falar sobre The Day of The Doctor para qualquer pessoa que não saiba o que é Doctor Who. Mas, vamos tentar. Allons-y!
The Day of The Doctor marca a comemoração dos 50 anos de Doctor Who - série de TV britânica que bateu o recorde por ser a série de ficção-científica há mais tempo no ar, com episódios novos ainda sendo produzidos. Para esse filme/episódio especial, a BBC não poupou os gastos e produziu tudo com a melhor qualidade possível, incluindo transmissão simultânea pelas televisões e salas de cinema 3D em vários países. Brasil incluso, claro. (Beijo para o Cinemark que trouxe o evento para várias cidades brasileiras).
O especial retoma a história do ponto em que a sétima temporada terminou, com a aparição do War Doctor (John Hurt) e o segredo do Doctor sendo revelado (Calma, Doctor who? continua sendo uma pergunta). Pouco antes de por em ação seu plano de destruição de Gallifrey durante a Guerra do Tempo, o Doctor tem um "encontro" com o "Momento" - caracterizado (a) como Rose Tyler (Billie Piper) que lhe mostra que nem tudo precisa ser como ele está planejando e que a decisão que ele está prestes a tomar poderá lhe trazer arrependimento pelo resto da vida. Para isso, o Momento cria aberturas no tempo e no espaço e leva o War Doctor, junto com a  décima primeira encarnação do Doctor (Matt Smith) para a Inglaterra da rainha Elizabeth I, que desfrutava de um encontro romântico com o décimo Doctor (David Tennant). Clara, The Impossible Girl (Jenna Coleman) também vai.  Ao mesmo tampo, conhecemos os Zygons, que são uma espécie alienígena carnívora capaz de assumir a forma de qualquer ser vivo, que estão aparecendo na Terra em diferentes épocas.
Sim, é bem complicado tentar explicar o plot desse especial. Aliás, é bem complicado tentar explicar Doctor Who sem me atrapalhar completamente. Mas o que importa mesmo é que o especial foi incrível, feito totalmente para os fãs e sem ignorar o legado da série clássica. Foi um especial que fez jus à série e que eu vou rever muitas e muitas e muitas vezes. Recomendo para fãs de Doctor Who :)


E é isso! Esses foram os filmes que eu assisti em novembro.

Alguém aí assistiu algo muito bom e que gostaria de me recomendar?
Me conte nos comentários :)

Beijos e bom final de semana para todos!

Beijos,

Michas












Imagens retiradas do site Filmow.


Ando tão distraída ultimamente que me esqueci completamente de postar aqui o meu resumo de leituras durante o mês de outubro e o plano para este mês de novembro que já está na metade! :O Mas como o meu lema é antes tarde do que nunca, farei isso agora e já atualizo vocês sobre como andam as minhas leituras agora em novembro, ok? Então vamos lá!

De acordo com o meu plano de leitura para outubro, minhas metas eram ler pelo menos um livro infantil e um livro de terror, por conta do dia das crianças e do dia das bruxas. Separei quatro livros que se encaixavam na meta, porém, só li dois: O Jardim Secreto e Carrie, a estranha.



Mesmo fracassando pela metade em minhas metas, não me restringi apenas a ler dois livros no mês passado. Para comemorar o dia das bruxas, li mais dois contos de Sir Arthur Conan Doyle (comento sobre eles no vídeo) que, apesar de não me surpreenderem muito, foram uma leitura bastante agradável. Também li A queda da casa de Usher, conto famosíssimo de Edgar Allan Poe. No geral, não me surpreendi muito, visto que um professor já havia comentado a respeito do conto em uma aula na faculdade, o que, de certa forma, estragou a "surpresa" no final. Ainda assim, não há como negar que é um conto bem escrito e que merece sim ser lido. É um clássico, gente!

No Kobo, dei uma avançadinha em O Festim dos Corvos, mas é como já disse: este me parece ser o menos envolvente dos livros das Crônicas de Gelo e Fogo. Não suporto os capítulos da Brienne e juro que cochilei no da Asha Greyjoy. Mas tudo bem, vou continuar firme e forte e devagar e sempre. Um dia eu chego lá. Também no e-reader, li o primeiro livro das Peças Infernais de Cassandra Claire, Anjo Mecânico. Para saber mais o que achei da leitura, clique aqui e leia a resenha.

Não encostei em Crime e Castigo em outubro. Sinceramente, acho que vou concluir a leitura até a metade do ano que vem. E agora, vamos ao plano de leitura para o mês de novembro:

Posso dizer que completei quase metade da minha meta para esse mês, tendo em vista que já li O Trono de Fogo (clique aqui para ler a resenha) e no momento estou lendo A Sombra da Serpente. Por hora, apenas direi que tenho gostado bastante da leitura e que a narrativa da Sadie é a minha preferida. Falarei melhor e com mais detalhes a respeito do que achei da série em breve, ok?

Também esse mês quero finalmente poder terminar de ler A 5a Onda, do Rick Yancey, que está parado na minha estante faz dois meses. E só quando eu tiver concluído essa tarefa darei inicio à leitura de O Chamado do Cuco, de ~Robert Galbraith~. A ideia é que essa perspectiva sirva de incentivo para terminar o drama de Cassiopeia e o apocalipse alien. Veremos.



E aí, o que acharam das minhas leituras? E das leituras que separei para novembro? 

Leram muito no mês passado? E este mês?
Me contem tudo nos comentários :)

Vou ficando por aqui! Um bom fim de semana para todos!

Beijos,

Michas


Fãs de Doctor Who começam a vibrar de empolgação porque amanhã, 23 de novembro de 2013, poderemos finalmente assistir ao tão aguardado episódio especial em comemoração aos 50 anos da série. Simultaneamente, nos cinemas ou na televisão. Como alguém que gosta muito da série, não queria deixar essa data passar em branco por aqui e, por isso, resolvi responder a TARDIS Book Tag, que já estava circulando pelos canais literários há alguns meses.

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Há alguns meses pedi no canal algumas sugestões para os próximos vídeos e essa semana gravei uma delas: a tag Sua vida em livros. Originalmente criada pelo canal Dani on Books, essa tag foi traduzida para o português pela Tatiana Feltrin do Tiny Little Things.

É uma tag bem simples com oito perguntas que respondi no vídeo abaixo. Logo após o vídeo vocês poderão encontrar as perguntas caso queiram respondê-las também.

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Para ser sincera, nunca tive interesse em ler a série Os Instrumentos Mortais. Por nenhum motivo específico. Apenas não me interessei pela história. Porém, o mesmo não posso dizer a respeito da outra série da mesma autora, As Peças Infernais. Desde que assisti ao vídeo da Evelyn à respeito de Anjo Mecânico - o primeiro livro da trilogia -, fiquei morrendo de curiosidade e no mês passado pude, finalmente, fazer algo à respeito. Li, gostei e agora venho aqui falar um pouco sobre o livro para vocês. Ah, li no Kobo, por isso não tenho imagens para mostrar, ok? :(

Antes de começar, é preciso avisar que os acontecimentos apresentados em As Peças Infernais são anteriores aos apresentados em Os Instrumentos Mortais. Ambientado no século XIX, Anjo Mecânico traz a história de Tessa Gray, uma jovem de 16 anos que perdeu os pais ainda muito nova e que, no início do livro, vive com uma tia em Nova Iorque. Seu irmão, Nate, um viciado em jogatina, partiu para Londres por conta de uma proposta de emprego e raramente entra em contato. As coisas começam a mudar quando a tia de Tessa morre e Nate lhe envia uma carta falando para ela ir morar com ele em Londres.

Com as malas prontas, Tessa parte para a Terra da Rainha - na época, a Vitória - e é aí que as coisas começam a dar errado. Logo ao chegar na cidade, Tessa percebe que Nate não estava à sua espera e que enviara duas senhoras - de nomes bem suspeitos, diga-se de passagem - para recebê-la em seu nome. Um tanto contrariada, a moça resolve acreditar nas duas e é sequestrada. Enquanto é mantida em cativeiro, Tessa é obrigada pelas senhoras Black e Dark - eu disse que os nomes eram suspeitos, não? - a desenvolver uma habilidade que, até então, ela nem sabia que tinha: a capacidade de se transformar em outras pessoas.

Bom, não vou falar muito sobre como esse "treinamento" é realizado, mas aviso que em determinado momento, Tessa consegue escapar do cativeiro e vai parar num instituto de Caçadores de Sombra, onde vai conhecer Charlotte, Henry, Jessamine, Jem e, claro, Will - o boy magia do livro. Aos poucos, Tessa começa a compreender que o mundo que ela achava que conhecia não é exatamente tão claro assim; que, além do mundo dos humanos, existe o submundo, povoado por criaturas sobrenaturais, como vampiros, feiticeiros e demônios. Além dos já citados Nephilim, os Caçadores de Sombra, que são...uma espécie de guerreiros do bem, que protegem os humanos dos seres cruéis do submundo.

A narrativa, no geral, flui bem. Nunca tinha lido nada da autora, mas gostei da forma como ela termina os capítulos, deixando um gancho para o próximo e, ao mesmo tempo, alimentado a curiosidade do leitor. Dois mistérios prendem a atenção durante a maior parte do tempo: 1) o que é Tessa? e 2) o que aconteceu com Nate?, mas não é como se o foco ficasse nisso durante toda a narrativa. Em determinados momentos, o leitor até se esquece de Tessa e Nate e passa a se preocupar mais com outros aspectos. O livro traz também um pouco de steampunk, gênero que pouco conheço e do qual nunca li nada, logo, Anjo Mecânico funcionou como uma porta de entrada.

O livro, assim como seu universo e personagens, são bastante coerentes, e eu enxergo isso como algo positivo, porque tá difícil encontrar isso nessas séries YA, convenhamos. Cassandra Clare conseguiu dosar bem a quantidade de mistério e, principalmente, de romance. Em nenhum momento fiquei com raiva de Tessa - a protagonista adolescente - ou senti que a narrativa estava enrolada demais em conflitos amorosos. Como disse, tudo aparece na dosagem certa. Ou, quase tudo. Senti falta de um pouco mais de ação, mas nada que estrague o livro. Outra coisa que me incomodou um pouco foi a falta de explicação do que é o que, sabe? Tudo bem que essa série foi escrita depois de Os Instrumentos Mortais, mas ainda assim, o que acontece com aqueles que - como eu - não tem um pingo de interesse na história de Clary Fray, mas que ainda assim, se interessaram pela de Tessa Gray? Joguem no Google e se virem? Tem que ver isso aí.

No geral, a leitura de Anjo Mecânico foi positiva. Não superou as minhas expectativas, porém está longe de ter sido péssima. Atribuo a minha falta de empolgação ao fato de que ando meio sem paciência para essas séries YA. Recomendo a leitura? Recomendo para aqueles que gostam de histórias de mistério que envolvam elementos sobrenaturais e de fantasia e que não se incomodem com personagens adolescentes. Vou continuar a ler? Sim, mas não será a minha prioridade no momento.


Não vou mentir. A minha ideia inicial era preparar um post/vídeo falando um pouco sobre livros de terror que eu tenha lido. Porém, acabei por perceber que não li muitos livros de terror na vida, apesar de ter uma boa quantidade deles aqui em casa. O motivo? Desconhecido, meus caros leitores. Com isso em mente e para não deixar a data passar em branco por aqui, resolvi falar um pouquinho sobre livros que não são de terror mas que, de alguma forma, me deram calafrios em determinados momentos. Sem mais delongas, vamos lá?


Ok, todo mundo sabe que, apesar de apresentar bruxas, o universo de Harry Potter não é propriamente de terror. Mas ainda assim, não há como negar a existência de alguns momentos um tanto ~sinistros~, né? Li A Câmara Secreta quando tinha 12 anos e não me envergonho ao dizer que morria de medo de andar sozinha em casa à noite, porque achava que ia escutar uma voz assustadora saindo das paredes. Pronto, tá aí, confessei! A verdade é que, de todos os livros da série, o segundo é o que mais me fez sentir aquela atmosfera de mistério/suspense que faz o leitor não saber o que esperar e morrer de medo ao mesmo tempo.


Sinceramente, fiquei na dúvida se esse livro é ou não de terror. Se não for, com toda a certeza, traz alguns elementos do gênero em sua narrativa. Não é segredo que Zafón consegue criar muito bem o clima para as suas histórias, que normalmente vêm acompanhadas de mistérios.

Com Marina não poderia ser diferente. Um belo dia, Oscar decide matar aula e, passeando pela Barcelona dos anos 70, acaba por encontrar um casarão abandonado de onde parece sair uma música. Curioso, o rapaz decide investigar e acaba "esbarrando" em mais mistérios que datam de muitas décadas atrás. Mas não se engane, caro leitor, o livro não segue a linha de romance policial. Tá mais para história de fogueira de acampamento, cheia de elementos bizarros e uma "pitadinha" de Frankenstein (que eu não li, logo, não posso afirmar com tanta certeza essa última parte, rs). Li Marina em um dia muito frio e chuvoso, que só acrescentou ao clima assustador da narrativa. Recomendo bastante a experiência. Para conferir a resenha, clique aqui.


Mais uma vez: Zafón sabe muito bem como criar o clima de suas histórias. Se ele arrasou ao construir o mistério em A sombra do vento, acreditem quando digo que arrasou ainda mais em O jogo do anjo - segundo livro publicado da série do Cemitério dos livros esquecidos, mas com acontecimentos anteriores aos de A sombra do vento. Só consegui começar a compreender esse livro após a leitura da terceira parte da série, lançada no ano passado. 

O enredo: Barcelona, anos 1930. Davi Martín é um escritor bastante desventurado. Não consegue publicar nenhum livro, trabalha para um jornal que lhe paga muito mal e vive em uma pousada/pulgueiro. Em tais situações, acaba por aceitar a proposta de um editor estrangeiro, que afirma conhecer seu trabalho e lhe encomenda um livro capaz de abalar os rumos da História e da humanidade. Pode não parecer muito assustador, mas afirmo que sim, é muito assustador! A atmosfera de suspense não abandona as páginas, que trazem também um mistério do passado e elementos um tanto ~estranhos~, que fazem o leitor questionar se o que é narrado está acontecendo ou não. Para entender um pouco melhor, leia a resenha que escrevi no ano passado.


A verdade é a seguinte: as fotografias em O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares me assustaram mais que a história em si. Ransom Riggs nos conta a história de Jacob, um adolescente americano que, aparentemente, não sabe o que esperar de sua vida, mesmo já tendo tudo planejado por seus pais. Desde criança, sempre escutava seu avô- judeu refugiado na Escócia, durante a Segunda Guerra Mundial - contar histórias a respeito de crianças com habilidades bastante ~peculiares~ que teria conhecido quando era criança. Após uma acontecimento bastante impactante no início do livro, Jacob irá parar em uma ilha na Escócia e descobrirá até que ponto as histórias de seu avô eram apenas para entretê-lo. Fiz uma resenha em vídeo que vocês podem conferir aqui.


Leitura do mês, Carrie, a estranha é o primeiro livro do aclamado Stephen King e vai contar a história de uma adolescente que sofre bullying na escola por conta da maneira como foi criada. Sua mãe é uma religiosa muito fanática e condena tudo, sem exceções. Após uma situação bastante traumática depois da aula de educação física, Carrie decide que está na hora de fazer alguma coisa para mudar a situação. O livro, narrado de uma forma bastante criativa, vai apresentar também um baile e telecinese. Coloquei ele na lista porque, mesmo sendo do Stephen King, achei que vai mais para o paranormal do que para o terror. O que acham? Para entender melhor, assista a resenha dessa semana lá no canal :)

Além dos já mencionados, li também Drácula - clássico do terror -, mas como não gostei e pretendo ler novamente algum dia, vou deixar para falar sobre ele mais para a frente, ok? Além deste, recomendo também a leitura de O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë, e Jane Eyre, de Charlotte Brontë, que não são livros de terror mas que com toda a certeza tem umas partes bem obscuras e sinistras, provavelmente por serem ambientados em casas antigas e decadentes.


Vou ficando por aqui! O que acharam das minhas recomendações? Já leram algum desses livros? Te deram calafrios? Quais livros vocês recomendam muito a leitura?

Me contem nos comentários!

Beijos e um feliz dia das bruxas para todos!

Michas



Imagens: 1, 2, , 3, 4, 5


Um dos meus filmes prediletos quando criança era "O Jardim Secreto", de 1993, dirigido por Agnieska Holland. Achava o clima bucólico/gótico da história da menina Mary muito encantador. Quando tinha por volta de meus 11 anos descobri a existência do livro no qual o filme foi inspirado, mas como já conhecia a história, resolvi deixar para lá. Minha vontade de ler veio por dois motivos: 1) queria celebrar o dia das crianças com a leitura de um livro infantil e 2) o vídeo da Vevs Valadares está tão bom que eu não pude me recusar mais a ler, ainda mais porque a minha irmã tem esse livro há muitos anos na estante dela.

Quem já conhece o filme, sabe a história, pois o filme é realmente muito bem adaptado. Mas vou falar sobre a adaptação mais para a frente. Por ora, vamos ao livro. "O Jardim Secreto" foi escrito pela inglesa Frances Hodgson Burnett e sua publicação data de 1911. A autora tem outros dois trabalhos bastante conhecidos: "A Princesinha" (1905) - adaptado para o cinema em 1995, por Afonso Cuarón - e "O Pequeno Lorde" (1886).
O livro traz a história de Mary Lennox, uma menina de origens inglesas criada na índia. Filha de pais muito ricos, porém ausentes, a pequena Mary é uma criança solitária e bastante mal educada. Mimada, quer tudo do seu jeito e no seu tempo; os criados a detestam e só atendem aos seus caprichos para poderem se ver livres de sua presença. Quando uma epidemia de cólera atinge a região em que Mary morava, praticamente todos os que viviam na mansão dos Lennox foram levados pela doença, inclusive seus pais.

Sem ter família próxima vivendo na índia, a criança é mandada de volta para a Inglaterra, onde deverá viver em Misselthwaite Manor, uma enorme mansão localizada no interior do país e de propriedade de um tio com quem nunca teve contato. Ao chegar na mansão, Mary percebe que tudo lhe é estranho e, aos poucos, começa a compreender que não receberá ali o mesmo tratamento que lhe era dirigido na índia. Para começar, em Misselthwaite Manor ninguém irá atender aos seus caprichos e a Sra.Medlock, a governanta, se certificará disso.

A princípio, tudo é bastante entediante para Mary. Nada naquele lugar estranho parece atrair o seu interesse e o fato de que não terá criados para atender as suas ordens também não a anima. Porém, as coisas começam a ficar mais interessantes quando dois mistérios aparecem em seu caminho. O primeiro é o jardim que pertencia a sua tia, mas que após a sua morte, foi trancado e ninguém sabe onde está a chave. Mary simplesmente decide que precisa encontrar esse jardim e não irá desistir até que o faça. Outro fato que a intriga é um choro que escuta todas as noites. Ao perguntar aos criados do que se trata, estes apenas se fazem de desentendidos e explicam que é o vento uivando.

Mesmo com esses tons de mistério que rondam parte da narrativa, "O Jardim Secreto" é, a meu ver, uma história sobre amadurecimento e crescimento pessoal. Sobre encontrar a felicidade e também sobre aprender a ser feliz. Sobre família e amizade. Apesar de ser um livro infantil, acredito que não é necessário ser uma criança para gostar na história; penso que pode ser lido em diferentes fases da vida e que a cada leitura algo novo poderá ser percebido.

Sobre a narrativa, posso afirmar que é bastante clara e, por se tratar de um livro para crianças, a impressão que fica é que a autora não subestimava a capacidade de compreensão de seus leitores, o que eu achei ótimo, porque a leitura foi uma delícia. A ambientação da história e os cenários criados são muito bem descritos, transportando o leitor para aquele universo bucólico.

|A edição|

Quanto a minha edição (da minha irmã, né?), não tenho muito do que reclamar. A Editora 34 fez um excelente trabalho com a diagramação, a tradução da Ana Maria Machado está muito boa e as ilustrações são uma beleza; acredito que sejam as que foram utilizadas para a publicação original. Meu único porém fica para a cor das páginas: branca. Gente, quando bate a luz do sol na folha branca...sério, nem vou comentar. Fico cega, só isso. De resto é só alegria! Recomendo bastante a compra dessa edição - se possível, procurem versões atualizadas com a nova ortografia - assim como a leitura desse belíssimo clássico infantil :)

Título original: The Secret Garden
Autora: Frances Hodgeson Burnett
Tradução: Ana Maria Machado
Editora: 34
Páginas: 256
ISBN: 8585490268

Observação: a edição que li foi lançada em 1993 e, apesar de trazer a mesma capa, tem uma tradução diferente. Agora, a edição da 34 traz a tradução de Marcos Maffei.

Já leram "O Jardim Secreto"? Ou assistiram ao filme? O que acharam? Ficaram com vontade de ler?

Me contem no espaço para comentários :)

Beijos e boa semana para todos!

- Michas