Não vou mentir. A minha ideia inicial era preparar um post/vídeo falando um pouco sobre livros de terror que eu tenha lido. Porém, acabei por perceber que não li muitos livros de terror na vida, apesar de ter uma boa quantidade deles aqui em casa. O motivo? Desconhecido, meus caros leitores. Com isso em mente e para não deixar a data passar em branco por aqui, resolvi falar um pouquinho sobre livros que não são de terror mas que, de alguma forma, me deram calafrios em determinados momentos. Sem mais delongas, vamos lá?


Ok, todo mundo sabe que, apesar de apresentar bruxas, o universo de Harry Potter não é propriamente de terror. Mas ainda assim, não há como negar a existência de alguns momentos um tanto ~sinistros~, né? Li A Câmara Secreta quando tinha 12 anos e não me envergonho ao dizer que morria de medo de andar sozinha em casa à noite, porque achava que ia escutar uma voz assustadora saindo das paredes. Pronto, tá aí, confessei! A verdade é que, de todos os livros da série, o segundo é o que mais me fez sentir aquela atmosfera de mistério/suspense que faz o leitor não saber o que esperar e morrer de medo ao mesmo tempo.


Sinceramente, fiquei na dúvida se esse livro é ou não de terror. Se não for, com toda a certeza, traz alguns elementos do gênero em sua narrativa. Não é segredo que Zafón consegue criar muito bem o clima para as suas histórias, que normalmente vêm acompanhadas de mistérios.

Com Marina não poderia ser diferente. Um belo dia, Oscar decide matar aula e, passeando pela Barcelona dos anos 70, acaba por encontrar um casarão abandonado de onde parece sair uma música. Curioso, o rapaz decide investigar e acaba "esbarrando" em mais mistérios que datam de muitas décadas atrás. Mas não se engane, caro leitor, o livro não segue a linha de romance policial. Tá mais para história de fogueira de acampamento, cheia de elementos bizarros e uma "pitadinha" de Frankenstein (que eu não li, logo, não posso afirmar com tanta certeza essa última parte, rs). Li Marina em um dia muito frio e chuvoso, que só acrescentou ao clima assustador da narrativa. Recomendo bastante a experiência. Para conferir a resenha, clique aqui.


Mais uma vez: Zafón sabe muito bem como criar o clima de suas histórias. Se ele arrasou ao construir o mistério em A sombra do vento, acreditem quando digo que arrasou ainda mais em O jogo do anjo - segundo livro publicado da série do Cemitério dos livros esquecidos, mas com acontecimentos anteriores aos de A sombra do vento. Só consegui começar a compreender esse livro após a leitura da terceira parte da série, lançada no ano passado. 

O enredo: Barcelona, anos 1930. Davi Martín é um escritor bastante desventurado. Não consegue publicar nenhum livro, trabalha para um jornal que lhe paga muito mal e vive em uma pousada/pulgueiro. Em tais situações, acaba por aceitar a proposta de um editor estrangeiro, que afirma conhecer seu trabalho e lhe encomenda um livro capaz de abalar os rumos da História e da humanidade. Pode não parecer muito assustador, mas afirmo que sim, é muito assustador! A atmosfera de suspense não abandona as páginas, que trazem também um mistério do passado e elementos um tanto ~estranhos~, que fazem o leitor questionar se o que é narrado está acontecendo ou não. Para entender um pouco melhor, leia a resenha que escrevi no ano passado.


A verdade é a seguinte: as fotografias em O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares me assustaram mais que a história em si. Ransom Riggs nos conta a história de Jacob, um adolescente americano que, aparentemente, não sabe o que esperar de sua vida, mesmo já tendo tudo planejado por seus pais. Desde criança, sempre escutava seu avô- judeu refugiado na Escócia, durante a Segunda Guerra Mundial - contar histórias a respeito de crianças com habilidades bastante ~peculiares~ que teria conhecido quando era criança. Após uma acontecimento bastante impactante no início do livro, Jacob irá parar em uma ilha na Escócia e descobrirá até que ponto as histórias de seu avô eram apenas para entretê-lo. Fiz uma resenha em vídeo que vocês podem conferir aqui.


Leitura do mês, Carrie, a estranha é o primeiro livro do aclamado Stephen King e vai contar a história de uma adolescente que sofre bullying na escola por conta da maneira como foi criada. Sua mãe é uma religiosa muito fanática e condena tudo, sem exceções. Após uma situação bastante traumática depois da aula de educação física, Carrie decide que está na hora de fazer alguma coisa para mudar a situação. O livro, narrado de uma forma bastante criativa, vai apresentar também um baile e telecinese. Coloquei ele na lista porque, mesmo sendo do Stephen King, achei que vai mais para o paranormal do que para o terror. O que acham? Para entender melhor, assista a resenha dessa semana lá no canal :)

Além dos já mencionados, li também Drácula - clássico do terror -, mas como não gostei e pretendo ler novamente algum dia, vou deixar para falar sobre ele mais para a frente, ok? Além deste, recomendo também a leitura de O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë, e Jane Eyre, de Charlotte Brontë, que não são livros de terror mas que com toda a certeza tem umas partes bem obscuras e sinistras, provavelmente por serem ambientados em casas antigas e decadentes.


Vou ficando por aqui! O que acharam das minhas recomendações? Já leram algum desses livros? Te deram calafrios? Quais livros vocês recomendam muito a leitura?

Me contem nos comentários!

Beijos e um feliz dia das bruxas para todos!

Michas



Imagens: 1, 2, , 3, 4, 5


Um dos meus filmes prediletos quando criança era "O Jardim Secreto", de 1993, dirigido por Agnieska Holland. Achava o clima bucólico/gótico da história da menina Mary muito encantador. Quando tinha por volta de meus 11 anos descobri a existência do livro no qual o filme foi inspirado, mas como já conhecia a história, resolvi deixar para lá. Minha vontade de ler veio por dois motivos: 1) queria celebrar o dia das crianças com a leitura de um livro infantil e 2) o vídeo da Vevs Valadares está tão bom que eu não pude me recusar mais a ler, ainda mais porque a minha irmã tem esse livro há muitos anos na estante dela.

Quem já conhece o filme, sabe a história, pois o filme é realmente muito bem adaptado. Mas vou falar sobre a adaptação mais para a frente. Por ora, vamos ao livro. "O Jardim Secreto" foi escrito pela inglesa Frances Hodgson Burnett e sua publicação data de 1911. A autora tem outros dois trabalhos bastante conhecidos: "A Princesinha" (1905) - adaptado para o cinema em 1995, por Afonso Cuarón - e "O Pequeno Lorde" (1886).
O livro traz a história de Mary Lennox, uma menina de origens inglesas criada na índia. Filha de pais muito ricos, porém ausentes, a pequena Mary é uma criança solitária e bastante mal educada. Mimada, quer tudo do seu jeito e no seu tempo; os criados a detestam e só atendem aos seus caprichos para poderem se ver livres de sua presença. Quando uma epidemia de cólera atinge a região em que Mary morava, praticamente todos os que viviam na mansão dos Lennox foram levados pela doença, inclusive seus pais.

Sem ter família próxima vivendo na índia, a criança é mandada de volta para a Inglaterra, onde deverá viver em Misselthwaite Manor, uma enorme mansão localizada no interior do país e de propriedade de um tio com quem nunca teve contato. Ao chegar na mansão, Mary percebe que tudo lhe é estranho e, aos poucos, começa a compreender que não receberá ali o mesmo tratamento que lhe era dirigido na índia. Para começar, em Misselthwaite Manor ninguém irá atender aos seus caprichos e a Sra.Medlock, a governanta, se certificará disso.

A princípio, tudo é bastante entediante para Mary. Nada naquele lugar estranho parece atrair o seu interesse e o fato de que não terá criados para atender as suas ordens também não a anima. Porém, as coisas começam a ficar mais interessantes quando dois mistérios aparecem em seu caminho. O primeiro é o jardim que pertencia a sua tia, mas que após a sua morte, foi trancado e ninguém sabe onde está a chave. Mary simplesmente decide que precisa encontrar esse jardim e não irá desistir até que o faça. Outro fato que a intriga é um choro que escuta todas as noites. Ao perguntar aos criados do que se trata, estes apenas se fazem de desentendidos e explicam que é o vento uivando.

Mesmo com esses tons de mistério que rondam parte da narrativa, "O Jardim Secreto" é, a meu ver, uma história sobre amadurecimento e crescimento pessoal. Sobre encontrar a felicidade e também sobre aprender a ser feliz. Sobre família e amizade. Apesar de ser um livro infantil, acredito que não é necessário ser uma criança para gostar na história; penso que pode ser lido em diferentes fases da vida e que a cada leitura algo novo poderá ser percebido.

Sobre a narrativa, posso afirmar que é bastante clara e, por se tratar de um livro para crianças, a impressão que fica é que a autora não subestimava a capacidade de compreensão de seus leitores, o que eu achei ótimo, porque a leitura foi uma delícia. A ambientação da história e os cenários criados são muito bem descritos, transportando o leitor para aquele universo bucólico.

|A edição|

Quanto a minha edição (da minha irmã, né?), não tenho muito do que reclamar. A Editora 34 fez um excelente trabalho com a diagramação, a tradução da Ana Maria Machado está muito boa e as ilustrações são uma beleza; acredito que sejam as que foram utilizadas para a publicação original. Meu único porém fica para a cor das páginas: branca. Gente, quando bate a luz do sol na folha branca...sério, nem vou comentar. Fico cega, só isso. De resto é só alegria! Recomendo bastante a compra dessa edição - se possível, procurem versões atualizadas com a nova ortografia - assim como a leitura desse belíssimo clássico infantil :)

Título original: The Secret Garden
Autora: Frances Hodgeson Burnett
Tradução: Ana Maria Machado
Editora: 34
Páginas: 256
ISBN: 8585490268

Observação: a edição que li foi lançada em 1993 e, apesar de trazer a mesma capa, tem uma tradução diferente. Agora, a edição da 34 traz a tradução de Marcos Maffei.

Já leram "O Jardim Secreto"? Ou assistiram ao filme? O que acharam? Ficaram com vontade de ler?

Me contem no espaço para comentários :)

Beijos e boa semana para todos!

- Michas



Mesmo não sendo a minha animação preferida, O Rei Leão tem um espaço todo especial na minha vida. Hoje a gente sabe que esse é um dos filmes mais bem sucedidos dos estúdios Disney e, até onde eu chequei, amados por muitas crianças e adultos. Como acontece com a maioria dos clássicos da Disney, com O Rei Leão não foi diferente: o filme continua a encantar gerações e gerações.

Mas eu me lembro de "estar lá" quando tudo "começou", entendem? Fui criança na década de 1990 e me lembro muito bem do que foi o fenômeno O Rei Leão. Lembro de ter ido ao cinema com a minha mãe, de ter comido pipoca, de ter sofrido com aquela-cena-terrível-que-todo-mundo-sabe-qual-é-mas-eu-não-vou-falar-aqui-para-não-contar-spoilers, de ter me encantado com a Hakuna Matata, de ter insistido muito até meus pais comprarem a pelúcia do Simba e da Nala para mim e para a minha irmã, de ter colecionado as figurinhas do chiclete Ping Pong, da alegria que foi ganhar de presente o VHS do filme e da tristeza que foi quando o vídeo cassete "engoliu" parte do filme, lembro até do clipe de Pocahontas que vinha antes do filme... #nostalgia

Por essas e outras que eu digo que amo O Rei Leão. Porque sempre que penso nesse filme, lembro de coisas boas da minha infância. Lembro que era um dos filmes preferidos para assistir quando meus primos vinham aqui em casa, e a gente decorava os diálogos e cantava as músicas. Ah, era uma época muito boa. Ser criança era muito bom! Por isso, sempre que posso, deixo aquela criança interior que vive em mim vir à tona. Faz bem, gente! Vocês deveriam, tentar, sério!

Tá, mas porque eu estou falando sobre criança interior e O Rei Leão? Porque hoje, caros leitores, eu vou FINALMENTE assistir ao musical da Brodway que está em cartaz aqui em São Paulo desde...sempre.E eu sei que vou pirar, como sempre piro quando vou ao teatro assistir a musicais. Mas calma, eu me comporto. Só que sempre me emociono e fico ansiosa...sabe como é! E na minha ansiedade, resolvi procurar no Youtube alguns vídeos de covers das minhas músicas preferidas do filme. Eis:

 

E, claro, não poderia terminar o post sem Hakuna Matata, né? Esse clipe veio como extra no DVD do filme lançado em meados de 2005, 2006, se não me engano! É o que está na foto que ilustra o post :)



Quem aí também adora O Rei Leão?  O que acharam dos covers?

Me contem tudo nos comentários!

Beijos e bom final de semana para todos!

Michas


Ultimamente ando morrendo de preguiça de começar séries. Não porque não goste delas, mas porque - na maioria dos casos - sinto que a história poderia ter sido contata em apenas um livro e que as sequências só foram escritas de acordo com os intere$$es das editoras ou dos próprios escritores. Porém, não posso sair por aí generalizando, né? Além disso, penso que quando uma história é boa e tem potencial, as sequências são muito bem-vindas. Pensando nisso, decidi listar aqui algumas séries que tenho a intenção de ler algum dia. Preparados? Vamos lá!

Divergente (Veronica Roth)
Até o meio desse ano não tinha a menor intenção de ler esses livros. Porém, depois de cansar de assistir aos vídeos de booktubers gringos elogiando a série e descobrir que duas amigas - com gostos literários bem parecidos com os meus -  não só leram, como também recomendam, eu fiquei bastante curiosa. Por isso, na minha lista de séries a serem começadas, essa é prioridade. Além do fato de ser uma distopia, não sei muito do que essa trilogia trata. Mas estou bastante ansiosa para descobrir.
As Crônicas Lunares (Marissa Meyer)
Não vou mentir: só me interessei pela série por causa da capa de Cinder, que eu acho linda. Mas aí, fui procurar algo mais a respeito e me interessei. Pelo que entendi, As crônicas lunares vai tratar de distopia, ficção científica com ciborgues e...contos de fadas. A informação procede, produção? Além da capa bonita, a opinião da Catarina também me motivou bastante. Pelo que entendi, a série irá contar com quatro livros e até agora apenas dois foram publicados. É possível que eu espere um pouquinho antes de começar essa, mas também estou bastante curiosa para conferir.
O Monstrologista (Rick Yancey)
Eu adoro histórias para o público juvenil e fui descobrir essa série enquanto passeava pela sessão destinada a esse público em uma livraria. Escrita por Rick Yancey - bem popular por conta do livro A 5a Onda -, a série d'O Monstrologista tem quatro livros que vão contar a história de um menino de 12 anos que cresceu acompanhando o trabalho de um doutor diferente, especializado em uma ciência um tanto inusitada: a monstrologia, ou o estudo dos monstros. Por alguma razão, penso que essa série deve ter ares de Supernatural para teens, com um pouco de humor. Não sei, posso estar completamente enganada. Essa aí pode até ser lida em breve, visto que já foi concluída :)
Heróis do Olimpo (Rick Riordan)
Preciso explicar? Bom, ok. No ano passado, finalmente conheci a saga do Percy Jackson e li um livro atrás do outro até terminar e ficar com aquela sensação e vazio. Mas aí, descobri que a série tem uma continuação e fiquei muito feliz! No entanto, fontes de confiança já me informaram que o Sr. Rick Riordan insiste em deixar cliffhangers nos finais de seus livros e, como sei que ainda falta um livro para concluir a saga, não tenho muita certeza se vou começar a série ainda esse ano. Melhor focar na conclusão das Crônicas dos Kane, né?
Saga do Tigre (Colleen Houck)
Não sei bem ao certo se é uma trilogia ou uma série com quatro livros. Mas pelo que entendi, o quarto livro é meio que ~opcional~ e não tem problema se você não quiser ler. Correção: já me avisaram que o quarto livro não é opcional e que muitas coisas sobre o desfecho da série estão nele. De qualquer forma, a vontade de ler esses livros surgiu há poucos meses quando, por algum motivo aleatório, vi três resenhas positivas a respeito e me interessei bastante. Outro fator que me motivou a adicionar essa saga na minha lista TBR foi: mitologia indiana. Nada sei sobre o assunto, mas resolvi que não ia doer descobrir algumas coisas, né? A Saga do Tigre vai trazer a história de uma jovem universitária órfã, um circo (yay!) e um príncipe amaldiçoado e condenado a ficar preso no corpo de um tigre.

Alguém aí já leu ou ouviu falar de alguma dessas séries? O que acham? Recomendam?

Quais séries vocês pensam em começar a ler?

Me contem no espaço para comentários :)

Beijos e boa semana para todos!

Michas





Para comemorar o Dia das Crianças aqui no blog, resolvi criar essa listinha com cinco crianças do mundo da literatura que a mini Michas - e a Michas crescidinha também, cof cof - teria adorado conhecer! A minha seleção foi feita com base no meu gosto pessoal, ok? Então não se sinta ofendido se a sua criança literária preferida não aparecer por aqui :)

Preparados? Eis o meu TOP 5: Crianças (literárias) que eu gostaria de ter conhecido!

Desde já vou deixar claro que foi bem difícil escolher qual criança eu teria mais vontade de conhecer. Então, se você me pedisse para fazer um outro TOP 5 daqui a pouco, as minhas respostas provavelmente seriam outras. Mas ok, vamos ignorar isso, ok?


Violet Baudelaire (Desventuras em Série) é aquele tipo de menina muito esperta e inteligente. Adoraria tê-la como colega de classe, assim ela poderia me ajudar a decorar a tabuada e também a criar projetos super inovadores nas feiras de ciências, afinal de contas, ela é uma inventora. Além disso, Violet é muito forte e conseguiu manter a calma e a classe diante de todas as desventuras postas em seu caminho, enquanto sobrevivia às tentativas mirabolantes do Conde Olaf de tentar roubar a sua fortuna e de seus irmãos. Aliás, ela é uma ótima irmã mais velha, sempre pronta para assumir a liderança e tranquilizar os irmãos mais novos. 


Bastian Baltazar Bux (A história sem fim) é um garoto introspectivo. Acabou de perder a mãe, o pai não conversa com ele, sofre bullying na escola e passa a maior parte do tempo sozinho. Ok, não tão sozinho assim. Bastian adora a companhia dos livros, seus melhores amigos. Assim como eu - e a maioria de vocês - Bastian é capaz de fazer qualquer coisa para obter um livro que quer muito. Mesmo que isso signifique "pegar emprestado" de uma livraria/biblioteca, contrariando as ordens do bibliotecário e correr para o sótão da escola para passar a tarde inteira lendo, ao invés de assistir a aula de matemática. Além disso, ele é aquele tipo de pessoa que mergulha na história que está lendo e se sente como se fosse amigo do protagonista. Quem nunca se sentiu dessa forma? Falando por mim: eu sempre fui assim, principalmente nos meus anos de escola. Eu e Bastian poderíamos ter sido amigos e ter conversado muito sobre as nossas leituras.


Assim como Bastian, Isabelle (A invenção de Hugo Cabret) adora a companhia dos livros. Para ela, ler é a melhor coisa que existe, pois através deles ela pode viver muitas aventuras. Mesmo com tanta coisa triste marcando sua infância, ela está sempre sorridente e pensando de forma positiva. Ela também não dá muita importância para as aparências, visto que se tornou amiga de Hugo sem jamais ligar para seus trajes sujos e rasgados, ou para o fato de que ele era visto como um ladrãozinho da estação de trem. Isabella é uma amiga fiel, que abraça a causa de Hugo, pois sabe que é importante para ele, sem nem pensar nas consequências. 


Esse é novo no meu hall de personagens preferidos de todos os tempos! Dickon (O Jardim Secreto) é o menino mais maravilhoso do mundo, de acordo com a pequena Mary Lennox e eu tenho que concordar com ela. O rapazinho de 12 anos é conhecido e amado por todos nas redondezas de Misselthwaite Manor, incluindo os animais e as plantas. Dickon é um menino de natureza simples e com um grande coração, disposto a ajudar a todos sempre que possível, mesmo que isso signifique ter que lidar com uma garotinha chata e mimada. Ele também é bastante otimista e tenta sempre enxergar o lado positivo em tudo. Dickon é alto-astral e seu sorriso ilumina até o mais escuro dos lugares.


E é claro que o meu primeiro lugar vai para o menino que não quer crescer. Peter Pan é simplesmente um dos personagens mais fantásticos que já existiu. Além de não crescer e jamais ter que se preocupar com coisas de adulto, Peter mora em um lugar chamado Terra do Nunca, onde trava batalhas com piratas, conversa com sereias, participa de festas com índios e tem uma fadinha como melhor amiga. Ele é o líder dos meninos perdidos e adora ouvir histórias. Com pensamentos positivos e uma ajudinha de pó mágico das fadas, ele pode voar. Sua vida é uma grande aventura e, convenhamos, quem é que nunca quis viver uma aventura na Terra do Nunca? Falando por mim: eu sempre quis. Adoraria sobrevoar Londres junto com Peter e Sininho, lutar com o Capitão Gancho, dançar com as fadas, nadar com as sereias...Seria tudo muito lindo! E por isso, Peter Pan sempre será a minha criança favorita da literatura. Até porque, ao contrário dos demais apresentados aqui, Peter será sempre uma criança. :D


E aí, quais são as suas crianças preferidas da literatura?

Me contem no espaço para comentários!

Agora, eu vou ficando por aqui! Desejo à todos um Feliz Dia das Crianças!

Beijos,

Michas








Não sei vocês, mas sempre me espanto quando encontro alguém que não gosta de ler. Mas o susto dura só um pouquinho, porque aí me lembro que nem todos receberam um estímulo positivo em relação à leitura. A maioria das pessoas só conhece o mundo dos livros por meio da escola e, convenhamos, isso nem sempre é legal. Eu, felizmente, sempre contei com o apoio dos meus pais, que sempre me mostraram que ler é uma ótima diversão.

Particularmente, gosto de pensar que não existe gente que não gosta de ler; mas sim gente que ainda não encontrou o livro certo. Sabe aquele livro incrível que te fez passar horas acompanhando a história de personagens encantadores? Então, é disso que estou falando. E pensar nisso tudo que já mencionei me fez compreender que leitores são formados quando pequenos, por isso é muito importante saber escolher direitinho qual livro entregar nas mãos de uma criança. Ele poderá mudar a vida dela para sempre. Para melhor, ou para pior.

Com essa ideia em mente, resolvi listar aqui oito livros infantis que já li e recomendo a leitura. Preparados? Então vamos lá!


1. Alice no País das Maravilhas (Lewis Caroll)

Claro que não poderia deixar de recomendar esse livro, né? A história todo mundo conhece: a pequena Alice está entediada quando enxerga um coelho branco correndo, com um relógio de bolso nas mãos e gritando que está muito atrasado. Intrigada, a menina resolve segui-lo até a sua toca e...vai parar no País das Maravilhas, um lugar sem pé nem cabeça e  cheio de personagens bizarros, onde viverá altas confusões nonsense.

2. A Fantástica Fábrica de Chocolate (Road Dahl)

Esse é um daqueles livros que eu li na adolescência desejando ter lido na infância. Assim como acontece com a indicação anterior, o enredo de A Fantástica Fábrica de Chocolate é bastante conhecido por conta das adaptações cinematográficas que foram lançadas em 1971 e 2005, respectivamente. Charlie é um menino muito pobre que vive em uma pequena casa junto com os pais e os avós maternos e paternos. Um belo dia, a sorte de Charlie resolve mudar e ele encontra um bilhete premiado em uma barra de chocolate , ganhando o direito de conhecer a fábrica de chocolate do enigmático Willy Wonka.



 3. Desventuras em Série - Um mau começo (Lemony Snicket)

Ok, essa recomendação é de uma série. No entanto, este livro em questão marca o início das desventuras dos irmãos Violet, Klaus e Sunny Baudelaire que, além de descobrirem que se tornaram órfãos, ainda precisam se livrar das garras do maligno Conde Olaf que está determinado a conseguir a fortuna que as crianças herdaram e não medirá esforços para obter o que deseja. O enredo, como um todo, é bem triste se formos parar para pensar. Mas, o que surpreende nessa série é o quando o autor - na verdade Daniel Handler sob o pseudônimo de Lemony Snicket, também personagem na saga dos desafortunados órfãos - consegue ser engraçado e sarcástico ao narrar os acontecimentos das vidas dessas crianças, além de nos envolver em uma teia de mistérios.

4. O Mágico de Oz (L. Frank Baum)

Lembro de ter lido O Mágico de Oz depois de ter assistido ao filme, só para encontrar diferenças. E eu as encontrei. E apesar de elas existirem e eu preferir o filme, o livro não é, de forma alguma, dispensável. Acompanharemos as aventuras da menina Dorothy e seu cãozinho Totó que, após sobreviverem a um tornado no Kansas, foram parar na mágica terra de Oz, habitada por munchkins, macacos voadores e bruxas malvadas. Desesperada para voltar para casa, Dorothy precisará da ajuda do maravilhoso Mágico de Oz e, para encontrá-lo, irá contar com o auxílio do Espantalho, do Homem de Lata e do Leão Covarde. E sim, ela viverá altas confusões.


5. O Menino Maluquinho (Ziraldo)

O Menino Maluquinho não tem bem aquilo que poderíamos chamar de enredo principal. Na verdade, o que encontramos nesse livro é uma série de peripécias e invenções de um menino bastante sapeca. Tudo isso acompanhado pelas ilustrações de Ziraldo, o que resulta em uma ótima descrição do que poderia ser chamado de "a essência da infância". Não me recordo muito bem das aventuras do menino, além do fato de que ele enlouquecia a vida de sua mãe, mas uma coisa é fato: O Menino Maluquinho foi uma das leituras mais marcantes - mesmo eu não lembrando muito, ok? - da minha infância. O mais interessante é que só o li por obrigação escolar.


6. O Mundo do meu amigo (Ana Cecília Reis e Robinson Damasceno dos Reis)

Mais um livro que li por obrigação escolar, mas que ainda assim, adorei. O Mundo do meu amigo traz a história de Fred, um menino da cidade grande, e de Júlio, um menino do campo. Os dois se tornam amigos depois que Júlio vai estudar na escola de Fred e, a partir daí, um começa a conhecer o universo do outro. É uma história sobre descobrir outras realidades e como elas, mesmo sendo diferentes, são interdependentes. Eu adorava. Li mais de três vezes.


7. Os Amigos (Kazumi Yumoto)

Esse livro foi doloroso e me lembro de ter chorado com o final. Pelo que me recordo, ele traz a história de três amigos que, ao descobrirem que um velhinho que morava na vizinhança estava para morrer, resolvem se aproximar dele para presenciar a sua morte. Porém, conforme o tempo vai passando, o velhinho melhora e o relacionamento entre ele e os meninos se torna mais forte e pessoal. É aquele tipo de livro que te mostra que nem tudo dura para sempre e que, em algum momento, todos precisaremos lidar com perdas. É lindamente doloroso.


8. O Jardim Secreto (Frances Hodgeson Burnett)

 Ainda não terminei a minha leitura, mas acho válido já vir aqui recomendar. Em O Jardim Secreto acompanhamos a história de Mary Lennox,  uma menina de temperamento forte e um tanto mimada/malcriada de origem inglesa, mas que vive na Índia. No fundo, Mary é uma criança solitária e sua vida começa a mudar logo após a morte de seus pais, quando é mandada para a Inglaterra, onde deverá viver em uma mansão sob os cuidados de seu tio, um homem calado e miseravelmente infeliz. Lá, ela irá redescobrir a sua vida em meio à natureza, animais e novos amigos. (Resenha)

Agora você já sabe o que dar de presente para o seu filho/sobrinho/irmão/primo no dia doze, né? Espero que tenha ajudado vocês de alguma forma - tanto na escolha de um bom presente, quanto na hora de alegrar aquela criança interior que vive dentro de cada um de nós.

Alguém aí já leu algum desses livros? Quais são as recordações que vocês tem das 
leituras feitas na infância? Algum livro que marcou muito?

Me contem tudo nos comentários :)

Beijos,

Michas


A primeira semana de outubro já chegou ao fim e eu aqui, atrasadíssima com os comentários das leituras de setembro. Me desculpem! O post de hoje será dividido em duas partes: a primeira será o vídeo em que falo brevemente um pouquinho sobre o que li no mês passado; a segunda será uma tentativa de plano de leitura para o mês de outubro, ok? Allons-y!



Outubro, como muitos de vocês devem se lembrar, é o mês do dias das crianças e também do dia das bruxas! Com essa ideia em mente, resolvi que esse mês iria ler, pelo menos, um livro infantil e um livro de terror. A ideia é vir aqui resenhar para vocês esses livros e, quem sabe, falar um pouquinho sobre literatura infantil e literatura de terror. 

Até a semana passada, estava lendo A 5ª Onda, do Rick Yancey, mas a protagonista estava me dando nos nervos, por isso, resolvi fazer uma pausa.  Aí, assisti ao vídeo da Vevs Valadares, e TIVE que começar a ler O Jardim Secreto; em breve venho aqui contar para vocês o que achei. Assim que sentir vontade, retomarei a leitura do livro do Rick Yancey, ok?


 Alguém aí já leu algum desses livros ou tem a curiosidade de saber algo a respeito deles?
Me contem no espaço para comentários :)

E não deixem de fazer a inscrição no canal, para poder assistir aos vídeos primeiro \o/
Vou ficando por aqui e desejo à todos uma bom dia, cheio de boas leituras!

Beijos,

Michas




Antes de começar o post de hoje, gostaria de agradecer à todos os que responderam o questionário para me ajudar a melhorar o blog. Já estou anotando as sugestões de vocês :) Quanto ao layout, decidi mudar mais uma vez! Mas esse é temporário e deve ficar por aqui até eu ter paciência conseguir corrigir os erros do tema anterior. Aliás, se alguém aí souber como faz para mexer nos layouts da Difluir, por favor, me avise!

Agora, vamos ao que interessa: O Circo da Noite, de Erin Morgenstern, um dos melhores livros que li esse ano e que não poderia deixar de comentar com vocês. Fiz a resenha dele em vídeo e, dessa vez, optei por não fazer a resenha em texto. Ambas ficariam iguais. Para assistir, basta clicar no play. 



Minha edição (Mass market paperback)

Título: The Night Circus
Autor: Erin Morgenstern
Editora: Anchor Books
Número de páginas: 508
ISBN: 0345802624
ISBN13:  9780345802620
Avaliação: 5/5



E agora, vou ficando por aqui. Não deixem de me dizer nos comentários o que vocês acharam do post/vídeo de hoje e não se esqueça de se inscrever no canal para receber os vídeos primeiro, ok?

Beijos, boa noite e boa semana para todos!

Michas



*Imagem retirada do site da Livraria Cultura.


Antes de começar o post de hoje, quero agradecer à todos os que já responderam ao questionário para me ajudar a melhorar o blog! Já dei uma olhadinha em algumas sugestões e gostei bastante, gente! Já tenho até algumas ideias :) Caso você que está lendo esse texto não tenha ideia do que eu estou falando, clique aqui e descubra \o/

Pois bem, vamos aos filmes do mês. Em setembro não assisti a muitos filmes, na verdade, assisti apenas três que, curiosamente, estão em cartaz. Ou seja, filmes recentes.  No geral, foram bons filmes, mas nada que vá entrar para a minha lista de filmes preferidos da vida. Ainda assim, vale à pena conferir, por isso, vamos lá!


Os Estagiários (The Internship, 2013)
Direção: Shawn Levy | Gênero: Comédia | Avaliação: 4/5 

Esse filme é estrelado pelos penetras bons de bico - filme que, pasmem, ainda não assisti! - Owen Wilson e Vince Vaughn, na pele de dois quarentões que trabalham no ramo de venda de relógios. Em um belo dia, aparentemente normal, os dois são demitidos e se encontram na difícil situação de ter que encontrar um novo lugar no mercado de trabalho. Além disso, suas habilidades não estão muito atualizadas. Já quando sentem que atingiram o fundo do poço, surge a oportunidade de competir por um estágio no Google. O plot não tem muitas complicações e é super tranquilo de acompanhar. Apesar de trazer situações divertidas, não gargalhei tanto. Mas isso não quer dizer que o filme seja fraco ou dispensável. Acho que vale à pena pelas referências à cultura pop/nerd e também por mostrar - ainda que de forma um tanto exagerada - como funciona uma das maiores empresas do mundo.





Jobs (Jobs, 2013)
Direção: Joshua Michael Stern | Gênero: Biografia/drama | Avaliação:4/5
Desde que anunciaram que o Ashton Kuther viveria Steve Jobs no cinema fiquei curiosa para ver o resultado. Não sou uma pessoa aficionada pela Apple e/ou seus produtos (nada contra, mas é que nunca liguei muito para tecnologia, além do básico mesmo), mas ao longo dos anos de faculdade aprendi a admirar o homem que Steve Jobs foi. Tanto por ser um inovador em seu campo, mas também por ser um grande empreendedor. O filme acompanha os principais momentos da vida de Jobs, desde o tempo em que abandonou a escola e resolveu montar uma pequena empresa na garagem da casa de seus pais, até se tornar um dos empresários mais importantes do século XX. A narrativa começa em 2001 e depois volta para os anos 1970 e assim segue até, aproximadamente, 1996, quando Jobs retomou o controle da Apple.

É interessante mencionar que o filme não apresenta apenas o lado criativo e inovador de Steve Jobs, mas também seu lado mais humano, mais obscuro, que lutava o tempo todo com conflitos pessoais (o fato de ser adotado, por exemplo) e uma personalidade forte e difícil de lidar. As interpretações são muito boas e Ashton Kutcher cumpriu muito bem o seu papel, não só por parecer fisicamente com Jobs, mas por conseguir "copiar" até os seus trejeitos, ao falar e andar.



Elysium (Elysium, 2013)
Direção:Neill Blomkamp | Gênero: Ação/ficção-científica | Avaliação: 3,5/5

Quando entrei na sala de cinema não fazia ideia do que esperar de Elysium. Pouco sabia a respeito do filme além do fato de trazer em seu elenco Matt Damon e Wagner Moura. Foi na fila para retirar o ingresso que descobri que o filme apresentava um futuro nada promissor para a humanidade.

Em 2054, a humanidade está dividida em duas classes sociais: os ricos e poderosos  - que vivem em uma base espacial chamada Elysium - e os pobres, residentes de um planeta Terra arruinado e marcado pela superpopulação. É nessa condição miserável que vive Max (Matt Damon), que após sofrer um terrível acidente radioativo no trabalho, se encontra em condição de desespero para salvar a sua vida. E a única forma de fazer isso é indo até Elysium, porém, não é assim tão fácil entrar na base espacial, pois a secretária Rhodes (Jodie Foster)  - uma oficial do governo muito poderosa - fará de tudo para garantir que a paz de Elysium jamais seja perturbada pela chegada de imigrantes da Terra. Sabendo disso, Max procura a ajuda de Spider (Wagner Moura, sensacional no papel) -  um homem que tem meios ilegais de fazer com que pessoas cheguem à Elysium - e acaba aceitando fazer parte de uma missão que poderá salvar não apenas a sua vida, mas a de todos os que vivem na Terra.

O filme é mais um sobre a guerra de classes sociais e o final é bastante previsível, mas nem por isso deixou de ser um bom filme. Os efeitos especiais são ótimos, assim como as interpretações dos atores. A única que me decepcionou um pouco foi a Alice Braga, que está longe de ter feito um trabalho ruim, mas fiquei com a sensação de que sua personagem foi meio "mais do mesmo", sabe? Ainda assim, ela está bem no papel. Em linhas gerais, recomendo Elysium para todos aqueles que curtem filmes futuristas, com algumas explosões e um roteiro interessante - ainda que previsível.



Gostaram do post de hoje? Já assistiram ou pensam em assistir a algum desses filmes?

Alguém aí tem alguma sugestão?

Me contem nos comentários :)

Beijos,

Michas