Não assisti a muitos filmes durante o mês de novembro, mas posso afirmar que todos os que assisti me agradaram. Por coincidência, todos os que vou falar hoje foram assistidos no cinema e são, de certa forma, sequências. Vamos lá?

Thor: O Mundo Sombrio (Thor: The Dark World, 2013)
Direção: Alan Taylor | Gênero: Ação/aventura/fantasia | Avaliação: 4/5

 Não sou aqueeeela pessoa que entende tudo sobre super-heróis, mas, no geral, gosto dos filmes que são feitos a respeito deles...ou da maioria deles. No caso dos heróis da Marvel, o meu preferido é o Thor, por motivos de Chris Hemsworth que desconheço. Acho que toda aquela coisa de ser um deus vindo de outro planeta me agrada. No entanto, serei sincera  e concordarei com a maioria: o primeiro filme é bem fraquinho. Felizmente, o mesmo não pode ser dito a respeito de O Mundo Sombrio. No novo filme, conhecemos os elfos negros, uma espécie alienígena inimiga dos asgardianos e que todos acreditavam estar extinta. Porém, todo mundo se enganou, pois os elfos negros estavam apenas "adormecidos" e agora voltaram, liderados pelo líder Malekith (vivido pelo Christopher Eccleston aka Nineth Doctor <3), buscando vingança contra Asgard.
Também ficamos sabendo que os vilões estão à procura de uma arma fatal chamada Éter (que não tem absolutamente  nada a ver com aquilo que a gente via na tabela periódica, ok?) e que se conseguirem atingir o seu objetivo, poderão causar a destruição dos Nove Reinos - a Terra inclusa. Obviamente, Thor (Chris Hemsworth) irá fazer de tudo para impedir que isso aconteça, mesmo que isso signifique contrariar Odin (Anthony Hopkins) e pedir ajuda para...Loki (Tom Hiddleton). 
No geral, achei que foi um bom filme. O enredo foi interessante, bem desenvolvido e coerente com a realidade do filme. No entanto, achei que o "núcleo" da Terra foi bem sem graça; Darcy tava forçada demais tentando ser engraçada, e a Natalie Portman foi super mal aproveitada na pele da mocinha em perigo. Quer dizer, tinha toda uma história de alinhamento dos planetas e fim do mundo e...cadê Jane astrofísica? Tem que ver isso aí. E, mesmo Thor sendo o protagonista, quem rouba a cena e mostra desenvolvimento de personagem é o Loki. Sério, só pelo Loki o ingresso já valeu a pena. Recomendo para quem gosta de super-heróis, filmes de super-heróis e de Os Vingadores.


Jogos Vorazes: Em Chamas (The Hunger Games: Catching Fire, 2013)
Direção: Francis Lawrence | Gênero: Ação/distopia/ficção-científica | Avaliação: 5/5

Ok, o que falar do filme que tá todo mundo falando sem soar completamente redundante? Não dá, por isso me perdoem por repetir as palavras de todos. Em Chamas - sequência de Jogos Vorazes - vai acompanhar Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) após a saída da arena, agora com todos os "benefícios" de uma vitoriosa e tendo que lidar com as consequências de sua "jogada final", que salvou não só a sua vida, mas também a de Peeta Mellark (Josh Hutcherson) e resultou no início de uma rebelião em alguns distritos. Mesmo seguindo à risca cada uma das ordens do Presidente Snow (Donald Sutherland), Katniss percebe que as suas ações na arena já influenciaram muito a população de Panem que se recusa a se manter submissa. 
Determinado a manter o seu poder, o Presidente Snow aproveitará a ocasião dos setenta e cinco anos dos Jogos Vorazes que trará uma edição especial chamada de Massacre Quartenário. Dessa vez, os tributos serão escolhidos a partir dos campeões das edições anteriores. Como a única representante feminina do Distrito 12, Katniss irá voltar para a arena
.
A adaptação está extremamente fiel ao livro e, em partes, chega a ser melhor. Jennifer Lawerence e o resto do elenco dispensam comentários, já que todo mundo fez tudo direitinho. Destaque para Jena Malone como Johanna Mason, que está incrível. Recomendado para todos os fãs dos livros e do primeiro filme.



Doctor Who: The Day of The Doctor (2013)
Direção: Nick Hurran | Gênero: Aventura/ficção-científica | Avaliação: 5/5

Esse aqui vai ser difícil comentar. Primeiro porque, mesmo sendo um filme, tá mais para um episódio especial. Segundo, porque é difícil falar sobre The Day of The Doctor para qualquer pessoa que não saiba o que é Doctor Who. Mas, vamos tentar. Allons-y!
The Day of The Doctor marca a comemoração dos 50 anos de Doctor Who - série de TV britânica que bateu o recorde por ser a série de ficção-científica há mais tempo no ar, com episódios novos ainda sendo produzidos. Para esse filme/episódio especial, a BBC não poupou os gastos e produziu tudo com a melhor qualidade possível, incluindo transmissão simultânea pelas televisões e salas de cinema 3D em vários países. Brasil incluso, claro. (Beijo para o Cinemark que trouxe o evento para várias cidades brasileiras).
O especial retoma a história do ponto em que a sétima temporada terminou, com a aparição do War Doctor (John Hurt) e o segredo do Doctor sendo revelado (Calma, Doctor who? continua sendo uma pergunta). Pouco antes de por em ação seu plano de destruição de Gallifrey durante a Guerra do Tempo, o Doctor tem um "encontro" com o "Momento" - caracterizado (a) como Rose Tyler (Billie Piper) que lhe mostra que nem tudo precisa ser como ele está planejando e que a decisão que ele está prestes a tomar poderá lhe trazer arrependimento pelo resto da vida. Para isso, o Momento cria aberturas no tempo e no espaço e leva o War Doctor, junto com a  décima primeira encarnação do Doctor (Matt Smith) para a Inglaterra da rainha Elizabeth I, que desfrutava de um encontro romântico com o décimo Doctor (David Tennant). Clara, The Impossible Girl (Jenna Coleman) também vai.  Ao mesmo tampo, conhecemos os Zygons, que são uma espécie alienígena carnívora capaz de assumir a forma de qualquer ser vivo, que estão aparecendo na Terra em diferentes épocas.
Sim, é bem complicado tentar explicar o plot desse especial. Aliás, é bem complicado tentar explicar Doctor Who sem me atrapalhar completamente. Mas o que importa mesmo é que o especial foi incrível, feito totalmente para os fãs e sem ignorar o legado da série clássica. Foi um especial que fez jus à série e que eu vou rever muitas e muitas e muitas vezes. Recomendo para fãs de Doctor Who :)


E é isso! Esses foram os filmes que eu assisti em novembro.

Alguém aí assistiu algo muito bom e que gostaria de me recomendar?
Me conte nos comentários :)

Beijos e bom final de semana para todos!

Beijos,

Michas












Imagens retiradas do site Filmow.


Ando tão distraída ultimamente que me esqueci completamente de postar aqui o meu resumo de leituras durante o mês de outubro e o plano para este mês de novembro que já está na metade! :O Mas como o meu lema é antes tarde do que nunca, farei isso agora e já atualizo vocês sobre como andam as minhas leituras agora em novembro, ok? Então vamos lá!

De acordo com o meu plano de leitura para outubro, minhas metas eram ler pelo menos um livro infantil e um livro de terror, por conta do dia das crianças e do dia das bruxas. Separei quatro livros que se encaixavam na meta, porém, só li dois: O Jardim Secreto e Carrie, a estranha.



Mesmo fracassando pela metade em minhas metas, não me restringi apenas a ler dois livros no mês passado. Para comemorar o dia das bruxas, li mais dois contos de Sir Arthur Conan Doyle (comento sobre eles no vídeo) que, apesar de não me surpreenderem muito, foram uma leitura bastante agradável. Também li A queda da casa de Usher, conto famosíssimo de Edgar Allan Poe. No geral, não me surpreendi muito, visto que um professor já havia comentado a respeito do conto em uma aula na faculdade, o que, de certa forma, estragou a "surpresa" no final. Ainda assim, não há como negar que é um conto bem escrito e que merece sim ser lido. É um clássico, gente!

No Kobo, dei uma avançadinha em O Festim dos Corvos, mas é como já disse: este me parece ser o menos envolvente dos livros das Crônicas de Gelo e Fogo. Não suporto os capítulos da Brienne e juro que cochilei no da Asha Greyjoy. Mas tudo bem, vou continuar firme e forte e devagar e sempre. Um dia eu chego lá. Também no e-reader, li o primeiro livro das Peças Infernais de Cassandra Claire, Anjo Mecânico. Para saber mais o que achei da leitura, clique aqui e leia a resenha.

Não encostei em Crime e Castigo em outubro. Sinceramente, acho que vou concluir a leitura até a metade do ano que vem. E agora, vamos ao plano de leitura para o mês de novembro:

Posso dizer que completei quase metade da minha meta para esse mês, tendo em vista que já li O Trono de Fogo (clique aqui para ler a resenha) e no momento estou lendo A Sombra da Serpente. Por hora, apenas direi que tenho gostado bastante da leitura e que a narrativa da Sadie é a minha preferida. Falarei melhor e com mais detalhes a respeito do que achei da série em breve, ok?

Também esse mês quero finalmente poder terminar de ler A 5a Onda, do Rick Yancey, que está parado na minha estante faz dois meses. E só quando eu tiver concluído essa tarefa darei inicio à leitura de O Chamado do Cuco, de ~Robert Galbraith~. A ideia é que essa perspectiva sirva de incentivo para terminar o drama de Cassiopeia e o apocalipse alien. Veremos.



E aí, o que acharam das minhas leituras? E das leituras que separei para novembro? 

Leram muito no mês passado? E este mês?
Me contem tudo nos comentários :)

Vou ficando por aqui! Um bom fim de semana para todos!

Beijos,

Michas


Fãs de Doctor Who começam a vibrar de empolgação porque amanhã, 23 de novembro de 2013, poderemos finalmente assistir ao tão aguardado episódio especial em comemoração aos 50 anos da série. Simultaneamente, nos cinemas ou na televisão. Como alguém que gosta muito da série, não queria deixar essa data passar em branco por aqui e, por isso, resolvi responder a TARDIS Book Tag, que já estava circulando pelos canais literários há alguns meses.

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Há alguns meses pedi no canal algumas sugestões para os próximos vídeos e essa semana gravei uma delas: a tag Sua vida em livros. Originalmente criada pelo canal Dani on Books, essa tag foi traduzida para o português pela Tatiana Feltrin do Tiny Little Things.

É uma tag bem simples com oito perguntas que respondi no vídeo abaixo. Logo após o vídeo vocês poderão encontrar as perguntas caso queiram respondê-las também.

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Para ser sincera, nunca tive interesse em ler a série Os Instrumentos Mortais. Por nenhum motivo específico. Apenas não me interessei pela história. Porém, o mesmo não posso dizer a respeito da outra série da mesma autora, As Peças Infernais. Desde que assisti ao vídeo da Evelyn à respeito de Anjo Mecânico - o primeiro livro da trilogia -, fiquei morrendo de curiosidade e no mês passado pude, finalmente, fazer algo à respeito. Li, gostei e agora venho aqui falar um pouco sobre o livro para vocês. Ah, li no Kobo, por isso não tenho imagens para mostrar, ok? :(

Antes de começar, é preciso avisar que os acontecimentos apresentados em As Peças Infernais são anteriores aos apresentados em Os Instrumentos Mortais. Ambientado no século XIX, Anjo Mecânico traz a história de Tessa Gray, uma jovem de 16 anos que perdeu os pais ainda muito nova e que, no início do livro, vive com uma tia em Nova Iorque. Seu irmão, Nate, um viciado em jogatina, partiu para Londres por conta de uma proposta de emprego e raramente entra em contato. As coisas começam a mudar quando a tia de Tessa morre e Nate lhe envia uma carta falando para ela ir morar com ele em Londres.

Com as malas prontas, Tessa parte para a Terra da Rainha - na época, a Vitória - e é aí que as coisas começam a dar errado. Logo ao chegar na cidade, Tessa percebe que Nate não estava à sua espera e que enviara duas senhoras - de nomes bem suspeitos, diga-se de passagem - para recebê-la em seu nome. Um tanto contrariada, a moça resolve acreditar nas duas e é sequestrada. Enquanto é mantida em cativeiro, Tessa é obrigada pelas senhoras Black e Dark - eu disse que os nomes eram suspeitos, não?  - a desenvolver uma habilidade que, até então, ela nem sabia que tinha: a capacidade de se transformar em outras pessoas.

Bom, não vou falar muito sobre como esse "treinamento" é realizado, mas aviso que em determinado momento, Tessa consegue escapar do cativeiro e vai parar num instituto de Caçadores de Sombra, onde vai conhecer Charlotte, Henry, Jessamine, Jem e, claro, Will - o boy magia do livro. Aos poucos, Tessa começa a compreender que o mundo que ela achava que conhecia não é exatamente tão claro assim; que, além do mundo dos humanos, existe o submundo, povoado por criaturas sobrenaturais, como vampiros, feiticeiros e demônios. Além dos já citados Nephilim, os Caçadores de Sombra, que são...uma espécie de guerreiros do bem, que protegem os humanos dos seres cruéis do submundo.

A narrativa, no geral, flui bem. Nunca tinha lido nada da autora, mas gostei da forma como ela termina os capítulos, deixando um gancho para o próximo e, ao mesmo tempo, alimentado a curiosidade do leitor. Dois mistérios prendem a atenção durante a maior parte do tempo: 1) o que é Tessa? e 2) o que aconteceu com Nate?, mas não é como se o foco ficasse nisso durante toda a narrativa. Em determinados momentos, o leitor até se esquece de Tessa e Nate e passa a se preocupar mais com outros aspectos. O livro traz também um pouco de steampunk, gênero que pouco conheço e do qual nunca li nada, logo, Anjo Mecânico funcionou como uma porta de entrada.

O livro, assim como seu universo e personagens, são bastante coerentes, e eu enxergo isso como algo positivo, porque tá difícil encontrar isso nessas séries YA, convenhamos. Cassandra Clare conseguiu dosar bem a quantidade de mistério e, principalmente, de romance. Em nenhum momento fiquei com raiva de Tessa - a protagonista adolescente - ou senti que a narrativa estava enrolada demais em conflitos amorosos. Como disse, tudo aparece na dosagem certa. Ou, quase tudo. Senti falta de um pouco mais de ação, mas nada que estrague o livro. Outra coisa que me incomodou um pouco foi a falta de explicação do que é o que, sabe? Tudo bem que essa série foi escrita depois de Os Instrumentos Mortais, mas ainda assim, o que acontece com aqueles que - como eu - não tem um pingo de interesse na história de Clary Fray, mas que ainda assim, se interessaram pela de Tessa Gray? Joguem no Google e se virem? Tem que ver isso aí.

No geral, a leitura de Anjo Mecânico foi positiva. Não superou as minhas expectativas, porém está longe de ter sido péssima. Atribuo a minha falta de empolgação ao fato de que ando meio sem paciência para essas séries YA. Recomendo a leitura? Recomendo para aqueles que gostam de histórias de mistério que envolvam elementos sobrenaturais e de fantasia e que não se incomodem com personagens adolescentes. Vou continuar a ler? Sim, mas não será a minha prioridade no momento.



Título original: Clockwork Angel
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501400246

Minha avaliação: 3/5



E aí, alguém já leu Anjo Mecânico? O que acharam? Pretendem ler?

Me contem nos comentários :)

Beijos e boa semana!

Michas


*Imagem retirada do Skoob.