Chegamos ao último post de 2014, este ano que começou super rápido e demorou eras para terminar. Não sei vocês, mas fiquei com a sensação de que este foi um ano pesado e nos últimos meses já aguardava ansiosamente o momento em que chegaria o fim.

Desta vez, optei por não fazer a Retrospectiva Literária criada pelo blog Pensamento Tangencial e resolvi fazer um TOP 10 com as melhores leituras que fiz em 2014. Lembrando que os livros não foram necessariamente lançados este ano, mas sim lidos por mim durante este período. Como sempre, tive que deixar algumas boas leituras de fora da lista e peço desculpas para elas; juro que não é nada pessoal. No vídeo abaixo, vocês podem conferir as minhas escolhas e, na sequência, coloquei a lista de todos os livros que li em 2014, assim como os links para suas possíveis resenhas. Preparados? Vamos lá!

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No post de hoje venho contar para vocês o que achei de "Anjos à mesa", de Debbie Macomber, uma leitura previsível, porém agradável. Além de ter sido a minha primeira escolha de leitura natalina (mas nem tanto) deste ano.

"Anjos à mesa" traz Goodness, Shirley e Mercy, anjos criados por Debbie Macomber e que já apareceram em seis outros romances da autora. Porém, os livros podem ser lidos em qualquer ordem. Nesta história, o trio precisa treinar um novo aprendiz, Will, e a ocasião escolhida para visitar a Terra é o dia de Ano Novo.

Na Times Square, faltando pouco tempo para a contagem regressiva, Lucie se encontra perdida, sem saber onde se encontram suas amigas. Cansada de esperar e decidida a ir embora, ela esbarra em Aren e os dois, inesperadamente e inexplicavelmente, se beijam ao soar da meia-noite. Depois de sair da rua movimentada, os dois decidem tomar um café para conversarem e descobrem que foram feitos um para o outro. Pouco sabiam que a maneira inusitada como se conheceram fora resultado de um descuido do jovem anjo Will. E como toda ação tem uma reação, este descuido trará consequências.

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Não vou nem entediar vocês com desculpas esfarrapadas para a demora em fazer este post ou com explicações sobre os motivos de o blog (e o canal) estarem meio abandonados ultimamente. Em linhas gerais: falta tempo e, às vezes, motivação. Não se preocupem, estou bem. E agora, vamos então aos filmes de outubro!

A máquina do tempo (The Time Machine, 1960)

Não sei muito bem o que dizer deste filme, que apesar de muito bem feito, não me agradou tanto quanto eu esperava. Primeiramente, gostei da homenagem feita a H.G. Wells ao batizar o Viajante do Tempo (que não tem um nome no livro) com seu nome. Aliás, gostei que os personagens no filme tem nomes, inclusive aquele que nos conta a história.

Acho que o meu maior problema diz respeito ao foco mantido na adaptação. Mesmo mantendo a história original do romance de H.G. Wells, o filme se prende bastante no romance entre o viajante e uma moça Eloi que ele conhece no futuro, de forma que, muitas vezes, aventura e mistério - bastante presentes no livro - perdem espaço. Também sinto que muitas das reflexões levantadas por Wells a respeito do homem e o futuro da humanidade não receberam o devido destaque, o que torna o filme bastante superficial.

Como produção, é uma obra de arte. Os figurinos e os cenários são todos muito bonitos e atraentes aos olhos de quem, como eu, tem um certo fascínio por produções clássicas. Sempre fico encantada com a capacidade que as equipes de produção de antigamente tinham para criar um universo sem fazer uso das tecnologias atuais. A trilha sonora sonora também merece destaque. Muito bonita e emocionante.

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Há alguns meses parei de postar os favoritos do mês junto com os resumos e leituras do mesmo período. Quando tomei essa decisão, expliquei que era porque estava pensando em fazer algo que envolvesse o canal também. Depois de meses e uma certa insistência da parte da Stela (The Dandelion in Spring) e da Amanda (Lendo e Comentando), finalmente trago o primeiro vídeo de favoritos do La vie en rose...!

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Como vocês já sabiam, no último fim de semana participei da Bienal do Livro aqui em São Paulo. Não me recordo quando foi a última vez que participei do evento, mas creio que tenha sido na época em que ainda estava no ensino fundamental e Harry Potter ainda não tinha conhecimento da Ordem da Fênix. Ou seja, faz muito tempo! Sinceramente, nunca fui a mais empolgada em relação à Bienal; muita gente aglomerada em um só lugar é o suficiente para me afastar. E os preços nunca foram grandes atrativos, visto que sempre achei os livros que me interessam por valores mais baixos na internet.

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Quem já vem me acompanhando há alguns meses, deve se lembrar de um post que fiz em março, falando sobre um book buying ban que resolvi me impor. Em linhas gerais,o motivo para a decisão de parar quase completamente de comprar livros até agosto ocorreu porque estava me sentindo bastante incomodada - e sufocada! - com a quantidade de livros não lidos na minha estante. Assim, determinei que o ban duraria até agosto e tudo funcionou muito bem até junho. Foi então que resolvi jogar tudo para o alto e dizer adeus à ideia de um book buying ban; percebi que esse tipo de coisa não funciona comigo.
E, sinceramente, não estou me sentindo mal, frustrada ou decepcionada. A bem da verdade, o que ocorreu foi uma mudança de perspectiva. Me dei conta de que gosto de ter os meus livros, de colecioná-los e, principalmente, de saber que estarão ao meu alcance quando decidir lê-los. Assim como muita gente, tenho uma lista interminável de leituras que quero fazer e se já as tiver por perto, mais fácil fica de concluí-las. Porém, também gosto de pensar que há um momento certo para cada leitura, que depende tanto do humor, quanto da maturidade e das experiências do leitor. Um livro lido na hora errada, pode não causar o impacto esperado, ou pior, pode gerar frustração da parte do leitor.

Sabendo que há sim a vontade de conhecer uma determinada história - ainda que não neste exato momento - não vejo motivo para não comprá-las, principalmente se estiverem com um preço bom, certo? Claro que é interessante manter um certo equilíbrio, não sair comprando todos os livros do mundo de forma impulsiva e sem a certeza de que há um real interesse por aquela leitura. Com essa experiência de book buying ban aprendi a pensar duas, três, quatro vezes antes de comprar um livro e o saldo foi bem positivo. Mesmo comprando vários livros por mês, sinto que tudo o que comprei estava na minha wishlist há anos e não foram aquisições feitas por um repentino interesse gerado por uma promoção.

Sendo assim, e só para reforçar: adeus, book buying ban! Foi uma experiência válida, mas não pretendo repeti-la tão cedo. Principalmente com a Bienal a apenas algumas semanas de distância. :)

E para concluir o post, deixo aqui uma sugestão de vídeo: Por que compro tantos livros?, da Tary (LiteratourTV), que me fez perceber a minha mudança de visão sobre o assunto.


Às 23h59 de ontem a terceira edição da Maratona Literária chegou ao fim e eu estou aqui para falar para vocês sobre o meu desempenho fail durante o evento.

Como disse no post de apresentação, não estipulei metas e nem me pressionei para cumprir um determinado número de páginas lidas por dia. Minha única meta era ler mais do que as minhas 50-70 páginas diárias e que as leituras realizadas durante a semana seriam dos livros que já haviam sido começados por mim. Consegui terminar dois dos livros em andamento, iniciar dois e quase concluí um mangá.

Cheguei ao fim de Tempos Extremos, da Míriam Leitão, e gostei bastante; a resenha deve sair nos próximos dias. Tentei concluir Este lado do paraíso, do Fitzgerald, mas não rolou, a leitura estava muito enfadonha e eu entrei em uma ressaca literária (ou pelo menos confirmei minhas suspeitas). Resolvi então iniciar Por isso a gente acabou, de Daniel Handler, que vocês (ou alguns de vocês) escolheram na última votação; a leitura estava morna e não estava gostando muito da história e /da protagonista/narradora. Resolvi abandonar por uns dias, mas fiquem tranquilos que vou terminar, ok

Por fim, terminei A ilha do Dr. Moreau, de H.G. Wells; gostei tanto que resolvi continuar com a série de A filha do louco/The Madman's Daughter e li aproximadamente 20 páginas do e-book Her Dark Curiosity, que ainda não foi lançado aqui no Brasil. No meio das leituras de todos os livros, intercalei o segundo volume de Sailor Moon e quase terminei durante a maratona.

No final, não sei quantas páginas li, mas estou satisfeita com o resultado. Principalmente porque estava com uma ressaca literária e, de certa forma, consegui me livrar dela durante a maratona. Nos próximos dias devo terminar Her Dark Curiosity e dar continuidade ao Por isso a gente acabou. E aí, claro, escreverei resenhas.


O domingo está quase no fim e eu, de última hora, resolvi que vou participar da terceira edição da Maratona Literária! Para quem não sabe, a Maratona Literária é um evento criado pelo blog Café com Blá Blá Blá - em parceria com Psychobooks, Bookeando, Leiturinhas e Por essas páginas - com o intuito de estimular nós, leitores, a lermos ainda mais. Desta vez, a maratona vai ocorrer a partir da meia-noite do dia 21 de julho e vai até às 23h59 do dia 27.

Em época de ressaca pós-Copa do Mundo, ando com as minhas leituras bem atrasadas - mais por procrastinação do que por falta de interesse, diga-se de passagem - e a Maratona Literária é tudo que preciso para melhorar essa situação. Como sempre, não vou me impor um número X de livros/páginas por dia e se conseguir ultrapassar a minha média de 50-70 páginas diárias, me darei por contente! Quanto ao TBR, para esta edição resolvi ter em mente a palavra pendências e estabeleci como meta terminar algumas das minhas leituras em andamento, que são:

- Tempos Extremos, de Mírian Leitão: minha leitura atual e que quero concluir durante a maratona;

- Este lado do paraíso, de F. Scott Fitzgerald: leitura que começou lenta e não me empolgou muito; e a situação só piorou com o clima de Copa;
- A ilha do Dr. Moreau, de H.G. Wells: clássico de maio que pausei a leitura e ainda não retomei. É um e-book e deve faltar umas 50 páginas para terminar; 

- Macário, de Álvares de Azevedo: tenho essa peça na minha edição de Noite na Taverna e, como só deve ter uma 30 páginas, não vejo porque não ler durante a maratona.

- Por isso a gente acabou, de Daniel Handler: o único que não comecei a ler nesta lista e que estou devendo uma resenha. Vocês o escolheram como leitura na última votação e eu estou enrolando para ler.

Se sentir que as leituras estão se arrastando, devo mesclá-las com alguns quadrinhos e mangás. E se conseguir concluir a lista e ainda sobrar tempo, pretendo começar Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo. Durante a semana, não pretendo fazer posts por aqui ou vídeos no canal sobre a maratona, mas quem quiser pode me acompanhar pelo Twitter e pelo Facebook, que é onde pretendo fazer comentários sobre as minhas leituras e o meu desempenho durante a maratona, ok? No próximo domingo (ou na segunda), faço um post de conclusão.

Não tenho ideia se terei uma semana agitada e/ou se conseguirei dar conta de ler tudo o que me impus, mas vou tentar! Me desejem sorte :)


Os amores de Pandora (Pandora and The Flying Dutchman, 1951)

Nunca tinha ouvido falar deste filme e só assisti porque faz parte da coleção Folha Astros do Cinema e também porque nunca tinha assistido a algum filme com Ava Gardner, considerada uma das atrizes mais bonitas da Hollywood clássica. Assim, tudo foi uma grande surpresa. 

Gostei da história do Holandês Voador e da maldição de seu capitão; gostei também da forma como a história foi contada, iniciando com o "final" do filme e meio que retrocedendo para explicar para o espectador o que foi que aconteceu e como aconteceu. O enredo, assim como o desenrolar da história são bem interessantes; ainda assim, ao terminar de assistir, fiquei com a sensação de que o filme não falou comigo. Acho que, assim como com os livros, às vezes crio expectativas com filmes, ainda mais os clássicos. Por isso, pretendo assistir novamente daqui a um tempo e ver se a minha opinião muda.

Também achei que a fotografia é linda e adorei as cenas de fim de tarde na praia. O figurino que Ava Gardner usa é muito elegante e bonito, combinando com a personalidade de Pandora. Aliás, Pandora é a personagem de que mais gostei na história, ainda que a explicação sobre a sua personagem, já ao final do filme, tenha me parecido meio abrupta. Repito, terei que assistir ao filme novamente.

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A espada era a lei (The Sword in the Stone, 1963)

Tentei, mas não consegui me lembrar da primeira vez em que assisti A espada era a lei; lembro apenas que a fita era uma das minhas preferidas quando era criança. Como o VHS não está mais na moda, comecei a reconstruir a minha coleção da Disney aos poucos e este era um título que nunca encontrava. Então, imaginem a minha alegria ao passear pela Livraria Cultura e encontrá-lo nas prateleiras! 

Chegando em casa, eu e o boy fomos correndo assistir e, gente, o filme continua divertido! Fato curioso: a animação é baseada no primeiro livro da série O único e eterno rei, de T.H. White! Adivinhem quem quer comprar e ler todos os livros? 

Sobre o enredo, afirmo que é bastante mirabolante e previsível em algumas partes, mas não é nada que tire o encanto da animação. Gosto dos métodos de ensino do atrapalhado Merlin, que transforma o pequeno Arthur em peixe e pássaro. A parte com a Madame Min também continua divertida, apesar de parecer meio solta em relação ao resto da história. Por fim, apenas digo que vocês precisam assistir esse filme só para conhecer Arquimedes, um dos sidekicks mais engraçados e irônicos da Disney.

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Malévola (Maleficent, 2014)

Desde criança nunca gostei muito de A Bela Adormecida, filme que achava meio parado e com uma princesa bem sem graça, e confesso que só fui assistir Malévola porque muita gente que conheço recomendou. De fato, não tinha o menor interesse em conferir a história "verdadeira" do famoso conto de fada. Ainda assim, fui assistir.

Visualmente falando, não há como negar a beleza da produção, que vai desde Angelina Jolie (impressionante como até de chifres essa mulher fica bonita, viu?) até belíssimos efeitos visuais e figurinos. Porém, não é só de beleza que um filme é feito, certo? O roteiro tem que ser convincente e, nesse caso, algo não funcionou. Para mim, tudo ficou muito raso, superficial e artificial. Não consegui acreditar na história da protagonista; não porque Angelina não tenha sido capaz de convencer, mas porque a história realmente não me convenceu.

Uma das poucas coisas de que gosto na animação é a participação das fadinhas Fauna, Flora e Primavera; porém, no filme novo elas são realmente chatas. Não via a hora de elas simplesmente sumirem. Aurora também é outro problema, já que não tem carisma algum. Tudo bem que ela não é o centro do filme, mas, ainda assim, é estabelecida uma relação entre ela e a protagonista e, mais uma vez, a história não me convenceu. No fundo, já tô cansada dessa onda de recontar os contos de fadas e, sinceramente, não recomendaria esse filme como primeira opção para ninguém.

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Como treinar o seu dragão 2 (How to Train Your Dragon 2, 2014)

O melhor filme de junho, com certeza! Gosto quando uma animação tem o poder de falar com crianças e adultos e Como treinar o seu dragão 2, assim como o filme anterior, consegue fazer isso. Gostei muito de reencontrar Soluço e perceber que os anos entre uma aventura e outra também passaram para ele, que agora tem 20 anos. Poder ver que o personagem cresceu e amadureceu é algo que me agrada bastante.

A sequência também ganha pontos positivos por trazer mais informações sobre o passado da relação dos dragões com Berk e também com a família de Soluço. Também há bastante equilíbrio na história, com humor, drama, ação e romance na medida certa. E Banguela, o adorável Fúria da Noite, continua muito encantador. Sério, gente, onde eu compro um para mim?

Assim como na história anterior, este filme também traz momentos de drama em seu desfecho capazes de fazer o espectador chorar. No cinema, tinha uma garotinha do meu lado que se emocionou bastante. E não é para menos, acho que nunca vi nada tão triste em uma animação desde O Rei Leão - quem assistiu aos dois filmes sabe do que eu to falando. Para concluir: se você ainda não assistiu Como treinar o seu dragão, assista! Se já assistiu o primeiro filme, assista o segundo! Se já assistiu aos dois filme, me conte o que achou nos comentários!


Ok, o ano já passou da metade. Pergunto novamente: sou eu, ou 2014 está passando muito rápido? Sei que já falei isso algumas vezes, mas é verdade, gente! Esse ano está voando! Então, sem mais delongas, vamos ao resumão de tudo o que rolou por aqui e pelo canal durante o mês de junho!

Leituras e resumo

Junho foi, para mim, o mês em que me senti menos produtiva no que diz respeito a leituras. De qualquer forma, ainda que com essas minhas "dificuldades", acho que fiz boas leituras, já os livros me agradaram bem mais do que os lidos em maio. Comecei com "Iluminadas", de Lauren Beukes, que me envolveu bastante com seu enredo que mistura história policial com história de serial killer e viagem no tempo. Depois, optei pelo clássico brasileiro "Noite na Taverna", de Álvares de Azevedo, e pude finalmente riscar da minha lista de metas uma leitura que queria fazer desde que tinha 16 anos e estudei o Romantismo na escola. A minha edição do livro inclui "Macário", uma peça, e assim que tiver lido, faço uma resenha das duas obras para vocês.

A escolha de YA contemporâneo do mês foi o "Cartas de amor aos mortos", de Ava Dellaira, que me agradou até chegar ao fim...e minha opinião mudar completamente. Para saber melhor o que achei, sugiro que confira a resenha. Também em junho resolvi voltar à Nárnia e li "O cavalo e seu menino", a terceira história e a minha favorita até o momento. Já fiz resenha por aqui e o vídeo deve sair na semana que vem! No momento, estou lendo o clássico "Este lado do paraíso", de F. Scott Fitzgerald, e "O Herói Perdido", primeiro livro da série Heróis do Olimpo, de Rick Riordan. Assim que tiver concluído as leituras, conto para vocês o que achei.

Em julho pretendo dar continuidade às séries que estou acompanhando ("As crônicas de Nárnia" e "Heróis do Olimpo"), ler "A vida do livreiro A.J. Fikry" e "Tempos Extremos", livros enviados pela Companhia das Letras e pela Intrínseca, respectivamente. A escolha de YA é o "Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo". Espero que consiga dar conta de todas essas leituras e que essa "ressaca literária" vá embora.


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Além de ler e assistir a filmes e seriados, uma das coisas que mais gosto de fazer é escutar música. Já faz algum tempo que venho ensaiando um retorno desse tema aqui no blog e comecei pelas mixtapes de todo mês. Ainda assim, como gosto de dar um enfoque maior para os livros por aqui, decidi inaugurar um novo tipo de post que relacionasse essas minhas duas paixões. 

Gosto de ler escutando música; não é sempre que funciona, mas quando dá certo, fico muito feliz. E quando a música combina com o livro, melhor ainda. Adoro escutar uma música e perceber que ela capta a essência ou a atmosfera de uma história e é sobre isso que vou falar nesses posts.
Para começar, escolhi o livro "As virgens suicidas", de Jeffrey Eugenides, e a música Teen Idle, do álbum Electra Heart, lançado em 2012 por Marina & The Diamonds. "As virgens suicidas" traz a história das cinco irmãs Lisbon, que vivem em um subúrbio americano dos anos 1970 e que resolvem se suicidar. O livro é narrado em pelos meninos que viviam na vizinhança das Lisbon e que, após muitos anos, ainda não conseguiram superar o ocorrido; por isso, resolvem recordar o período dos últimos meses de vida das meninas e tentar encontrar um motivo para a decisão delas. (Ficou curioso? Clique aqui para ler a resenha).

Por mais que a história pareça obscura e depressiva, não é isso que o leitor encontra. Jeffrey Eugenides faz tudo parecer muito leve e lúdico, ao mesmo tempo em que torna possível ao leitor sentir a angústia dos meninos e também querer descobrir as motivações para os suicídios das Lisbon. Teen Idle consegue captar tudo isso. A letra me fez pensar em Lux, a mais "rebelde" das Lisbon, e no quanto ela e suas irmãs eram cheias de vida e sonhos; e em como foram reprimidas e presas, impossibilitadas de viver e de serem adolescentes.

Versão ao vivo:


Versão de estúdio:


"Iluminadas", de Lauren Beukes, mistura elementos de histórias policiais, de fantasia e de ficção-científica para apresentar ao leitor a história de Harper Curtis, um andarilho violento que vive na Chicago dos anos 1930, marcada pela crise econômica, Lei Seca, gângsters e cortiços. Certa noite, enquanto fugia da polícia, entrou em uma casa abandonada, que revelou uma peculiar propriedade: a de transportar quem ali entra pelo tempo.

Apesar da aparência exterior de abandono, o interior da casa é mobiliado e bastante aconchegante. Harper decide morar ali e passa chamar a nova residência de Casa. Estimulado por algum comando que parecia partir da Casa, Harper se transforma em um serial killer e passa a perseguir as chamadas "meninas iluminadas", garotas escolhidas meticulosamente e espalhadas por diferentes décadas. Com a possibilidade de viajar no tempo, Harper comete crimes impossíveis de serem solucionados ou conectados, saindo impune da cada uma das situações. Comete o crime perfeito em todas as vezes. Ou quase todas.

Kirby Mazrachi, uma jovem estudante de jornalismo, vive na Chicago dos anos 1990 e poderia ser considerada uma garota comum, não fosse pelo fato de que era uma das "meninas ilumidadas" de Harper e sobrevivera ao seu ataque. Após quase perder a vida de forma grotesca e marcada por muitas cicatrizes físicas e emocionais, Kirby desiste de esperar que a polícia encontre o homem que a atacou. Ao conseguir um estágio no Chicago Sun-Times como estagiária do ex-repórter policial Dan Velasquez, Kirby passa a procurar por crimes semelhantes àquele do qual foi vítima no arquivo do jornal e, aos poucos, começa a se convencer de que sobreviveu ao ataque de um serial killer. Mas quanto mais ela investiga, mais se convence de que diante de algo impossível.

***

No momento em que li a sinopse, já sabia que tinha que ler "Iluminadas". Livro policial com viagem no tempo? I'm sold! A proposta de misturar elementos de diferentes gêneros resultou em um thriller bastante envolvente e difícil de abandonar, pois tudo é muito intrigante.

A narrativa, feita em terceira pessoa, é dividida entre os pontos de vista de Harper, de suas vítimas - com maior destaque para Kirby -, do jornalista Dan Velasquez e de um viciado em drogas. Cada um desses personagens dá título a um ou mais capítulos, que aparecem acompanhados pela data em que os fatos ocorrem. Apesar da narrativa de Harper ser linear, os crimes que ele comete não são. Ou seja, o leitor começa a história nos anos 1930, vai até os 1980, volta para os 1950, e por aí vai. As narrativas de Kirby e Dan também são lineares, mas por vezes apresentam flashbacks, mostrando o passado deles, e flashforwards, mostrado o futuro. Os capítulos são intercalados entre as perspectivas dos personagens, permitindo ao leitor acompanhar de forma paralela os crimes de Harper e as investigações de Kirby. Pode parecer um pouco confuso à princípio, mas conforme a leitura vai avançando, o leitor se acostuma e entra no ritmo da história. 

No que diz respeito ao desenvolvimento do enredo, Lauren Beukes peca em alguns aspectos. Um deles é a falta de profundidade das vítimas de Harper. Com exceção de Kirby, todas são apresentadas brevemente, o leitor tem conhecimento superficial de quem são, o que fazem e, pronto!, elas morrem. Não dá tempo de conhecê-las, entender suas motivações e de sofrer com suas mortes. Por mais grotescos que sejam os procedimentos de Harper, não consegui sentir nada em relação às suas vítimas; com a exceção de Kirby, como já foi mencionado.

Há também o romance entre Kirby e Dan. Enquanto o leitor tem a visão de Dan do que está acontecendo, nada é apresentado em relação à Kirby, de forma que fica tudo meio abrupto quando começa a acontecer, o que torna a situação meio difícil de acreditar. Fiquei na dúvida se era necessário inserir um romance na história, porque, no fundo, não acrescentou nada ao desenvolvimento do enredo.

A investigação começa bem, mas em alguns momentos mais para o final, não é muito explorada. De modo que o leitor sabe que Kirby fez descobertas, mas não entende muito bem a linha de raciocínio dela. Não chega a ser algo completamente negativo, mas pode incomodar quem for mais detalhista. Aliás, é válido mencionar que este não é um livro que traz explicações para tudo. As investigações são concluídas, descobrimos o porquê de muitos acontecimentos, mas é importante ter em mente que algumas questões, como a viagem no tempo, não serão explicadas. Mais uma vez: não é algo que atrapalhe a leitura, mas pode incomodar algumas pessoas. 

De uma forma geral, gostei da leitura pois a achei bastante instigante. É um livro policial bastante inusitado e diferente de tudo o que já li. O fato de ter o ponto de vista do assassino também foi bem interessante, pois não me lembro de ter lido algum livro policial que me apresentasse esse tipo de perspectiva. Também não me incomodei com o fato de não encontrar explicações para tudo, porque o que prevaleceu foi uma atmosfera de mistério que me permite criar teorias. Ainda que de forma sutil, o livro traz aspectos de romance histórico; por meio das narrativas das vítimas, podemos ter um panorama geral na época em que viviam. Gosto quando livros me permitem visitar o passado e conhecer locais e períodos diferentes. Leitura recomendada para quem gosta de thrillers e se interessa por histórias de viagem no tempo e/ou de serial killers.


Gente, estamos na metade do ano! 2014 está voando! E aqui está o post com as leituras, o resumo do que rolou por aqui e pelo canal e os favoritos do mês de maio. :)

Leituras e resumo:

Em maio li um total de cinco livros e dois mangás, deixando apenas uma das leituras sem conclusão: "A ilha do Dr. Moreau", clássico de H.G. Wells, que pretendo terminar. As leituras do mês foram (para ler ou assistir as resenhas, basta clicar nos títulos): "A filha do louco" (Megan Shepherd), "O inimigo secreto" (Agatha Christie), "Juvenília" (Jane Austen e Charlotte Brontë), "Eleanor & Park" (Rainbow Rowell) e a releitura de "A culpa é das estrelas" (John Green). 

De uma forma geral, gostei das minhas leituras de maio, apesar de esperar mais de alguns livros. A grande surpresa (?) foi a releitura de "A culpa é das estrelas", que me permitiu compreender porque tanta gente ama o livro. Esperava mais de "O inimigo secreto" e do queridinho do momento, "Eleanor & Park". Me irritei com a Juliet, de "A filha do louco", mas, ainda assim, pretendo continuar com a série. Também aproveitei o mês para ler alguns mangás e pretendo continuar com a série "Sailor Moon".

Para junho tracei o seguinte plano de leitura: "Por isso a gente acabou" (Daniel Handler), que deveria ter lido em maio; "Iluminadas" (Lauren Beukes), "Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo" (Benjamin Alire Sáenz) e iniciar a série "Heróis do Olimpo" (Rick Riordan). O clássico do mês ainda não foi definido, mas devo escolher algo de Shakespeare ou da literatura nacional.


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Demorei, mas finalmente trouxe um post com filmes do mês! Em maio fui ao cinema três vezes e também consegui assistir a dois clássicos. Logo abaixo conto para vocês as minhas impressões sobre todos eles! Já aviso que o post ficou um tanto longo, mas acredito que isso não será um problema, já que está dividido por filme.

O espetacular Homem-Aranha 2: A ameaça de Electro (The Amazing Spider Man 2, 2014) 

Sem querer ofender ninguém, mas juro que não entendo porque todo mundo gosta desses novos filmes do Homem-Aranha. Antes de tudo, não sou fã de quadrinhos de super-heróis e todo o meu conhecimento a respeito dos mesmos foi adquirido por meio dos filmes baseados em suas histórias que desde o início dos anos 2000 parecem estar na moda. Logo, sim, tenho muito carinho pela trilogia do Sam Raimi; são filmes que marcaram a minha adolescência, filmes que me lembro de assistir no cinema com meus pais e ficar morrendo de ansiedade antes de serem lançados. Porém, sei que não são os mais fiéis aos quadrinhos. Nesse aspecto, creio que os filmes de Marc Webb sejam mais felizes.

Mas, ainda assim, não quero fazer comparações entre séries. Afinal, são duas histórias diferentes, contadas por diretores diferentes. É como se O Espetacular Homem-Aranha fosse um reboot, com uma nova mitologia e novas explicações sobre as habilidades de Peter Parker. E até aí, tudo bem. O problema, para mim, parece ser a fraqueza do roteiro. Não diferente do primeiro filme, A ameaça de Electro parece começar muito bem...até descambar em algo bem estranho e superficial. O tempo todo é possível entender as motivações dos personagens, mas a forma como tudo é desenvolvido me fez sair da sala de cinema me sentindo bem subestimada; como se o filme fosse feito para não se pensar e apenas aceitar o que é colocado. 

É como se durante o filme inteiro, estivéssemos vendo o Peter Parker e não o Homem-Aranha, entendem? O lado humano do personagem é mais ou menos desenvolvido, já o lado super-herói é apresentado de forma bem rasa. Peter e Gwen são fofinhos, mas desde o começo do filme já dá para saber o rumo da relação; a explicação para a introdução de Harry Osborne também foi bem fraca; e prefiro não comentar o vilão, ok? É um vilão interessante, mas as motivações dele...socorro. Novamente, roteiro horroroso.

No fim, a sensação que fica é que esses filmes parecem episódio de série de tv. Legais de assistir, um bom entretenimento mas que jamais podem ser levados tão a sério (no contexto de filmes de super-heróis, claro). Só para não falar nada de positivo: os efeitos visuais estão incríveis e Andrew Garfield, mais uma vez, fez um ótimo trabalho.

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Ontem foi o último dia da décima edição do Bout of Books - desafio literário do qual resolvi participar na semana passada - e aqui estou para falar um pouco sobre as minhas leituras e sobre o meu desempenho.

Como disse no post de apresentação, pretendia concluir algumas das minhas leituras em andamento, mais precisamente, três delas. E fui quase bem sucedida nessa missão. Comecei a semana concluindo a leitura de A filha do louco, de Megan Shepherd, e, de forma bem geral gostei da leitura. Não foi nada acima da média, alguns aspectos na protagonista/narradora me irritaram bastante, mas a criatividade ao criar uma série que dialoga com clássicos do terror é realmente muito boa. Pretendo escrever uma resenha ainda essa semana e aí, explico melhor a minha opinião. Pretendo continuar com série.

O segundo livro foi A culpa é das estrelas, de John Green, que na verdade foi uma releitura. Adorei a experiência e falei melhor sobre o que achei do livro neste post aqui. Para terceiro livro, não quis voltar para a ilha afastada no meio do Pacífico - A filha do louco dialoga com A ilha do Dr. Moreau - e, por isso, resolvi recorrer à querida Agatha Christie. O escolhido da vez foi O inimigo secreto, que traz Tommy e Tuppence, personagens que ainda não conhecia. Foi uma boa leitura, um tanto enfadonha em algumas partes, mas que trouxe um final satisfatório. Pretendo falar melhor em uma resenha.

Infelizmente, não consegui ler todos os dias da semana: sexta e sábado foram praticamente nulos e na terça li apenas o meu número normal de páginas. Ainda assim, estou feliz com o meu resultado. No total foram 572 páginas lidas! Considerando a semana agitada e os dois dias em que praticamente não li, estou feliz com o meu resultado.

Esta maratona foi, para mim, uma luta contra a procrastinação. Ultimamente, passo tanto tempo sem fazer nada de útil na internet (sério, nem Netflix!) que sinto que poderia aproveitar esse tempo vago com a leitura. E para isso, o Bout of Books cumpriu o seu papel. Aliás, na empolgação, resolvi participar do grupo #AYEARATHON lá no Goodreads e, eventualmente, vou ver se participo de algumas maratonas temáticas e mensais que eles criam.


Isso mesmo! Estamos entrando na segunda-semana de maio e eu resolvi participar de mais uma maratona literária! Dessa vez, vou participar da décima edição do Bout of Books, um desafio literário criado pela Amanda, do blog On a Book Bender, e que parece fazer bastante sucesso entre os vloggers literários estrangeiros que acompanho.

Os moldes do Bout of Books são os mesmos utilizados na Maratona Literária: durante uma semana, devemos nos propor a ler mais do que normalmente lemos. Então, se você costuma ler 10 páginas por dia, que tal tentar ler 15, ou quem sabe 20, durante o desafio? É bem simples!

O Bout of Books 10.0 começa à meia-noite do dia 12 de maio e vai até às 23h59 do dia 18 de maio. Para participar, basta fazer a sua inscrição no blog oficial do desafio utilizando o link de uma dessas redes sociais: Youtube, Twitter, Facebook, Google +, Goodreads ou o seu blog pessoal. Todas as informações necessárias estão no site.

Não vou estabelecer muitos objetivos. Apenas gostaria de concluir três das minhas leituras em andamento: A ilha do Dr. Moureau, A filha do louco e A culpa é das estrelas (releitura). Se Possível, quero avançar a leitura de Juvenília e também iniciar algum com algum e-book (o Kobo anda abandonadinho, coitado!). Espero que dê tudo certo. Pretendo mantê-los atualizados pelo meu perfil no Goodreads e, provavelmente, pela fanpage. Na segunda-feira, dia 19, volto com um post de conclusão! Desejem-me sorte! 


Desta vez, ao invés de fazer dois posts separados, resolvi juntar tudo em um post só contando as minhas leituras, comentando os meus favoritos e resumindo o que rolou por aqui durante o mês de abril. Se o formato funcionar, penso em mantê-lo. Preparados? Vamos lá!

Leituras e resumo:
Começando pelas leituras, no total foram quatro livros e meio e, de uma forma geral, gostei de todos. Resumindo: concluí "As Virgens Suicidas" (Jeffrey Eugenides) e li "Bliss" (Lauren Myracle), "A outra volta do parafuso" (Henry James), "O segredo do meu marido" (Liane Moriarty) e "Fortunately, the milk..." (Neil Gaiman). Para ler ou assistir as resenhas, basta clicar no título do livro.

A grande surpresa literária do mês foi, sem sombra de dúvidas, "O segredo do meu marido", de Liane Moriarty. Não esperava muita coisa e fiquei completamente envolvida pela leitura que, aliás, recomendo muito. Por um outro lado, esperava muito de "Bliss" e fiquei um pouco frustrada; é uma história legal e para por aí mesmo. No entanto, gostei bastante da escrita da Lauren Myracle e não teria problemas em ler outros trabalhos dela.

No vídeo abaixo, comento que no momento estou lendo "A Filha do Louco (Megan Shepherd); naquele mesmo dia comecei a ler no Kobo "A Ilha do Dr. Moreau" (H.G. Wells), que serviu de inspiração para o livro de Megan Shepard. Também já comecei a flertar com um livro de contos de Jane Austen e Charlotte Brontë, chamado "Juvenília", que vou resenhar para o Literature-se. E, mais uma vez, me contrariando resolvi fazer um plano de leitura para o mês de maio: além de concluir o que já estou lendo, pretendo reler "A culpa é das estrelas" (em andamento!) e ler "Eleanor & Park" e "Por isso a gente acabou". Espero que dê tudo certo e eu não me canse de ler tanto YA em um único mês.


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Quem já me acompanha aqui no blog desde o início deve se lembrar que, eventualmente, eu trazia posts relacionados à música, uma de minhas paixões. Confesso que já fui mais viciada e empenhada em descobrir novos artistas, por isso, quase não faço mais posts sobre o assunto. Acho que perdi a mão. Ainda assim, me prometi que em 2014 falaria mais sobre o assunto por aqui, por isso, todo mês tem mixtape :)

Com esse pensamento não pude deixar de me alegrar muito com o tema da postagem coletiva deste mês. Música sempre fez parte da minha vida, por isso, sempre que penso em alguma fase que vivi, é inevitável não me lembrar das bandas/cantores que escutava na época. Ou então, automaticamente, voltar no tempo quando escuto alguma música que marcou muito algum período. Toda essa enrolação explicação é para dizer que hoje vou listar aqui os álbuns - ou discos, como preferir - que marcaram a minha vida. Já aviso que foi bem complicado e que, obviamente, não vou mencionar todos (a lista já tá enorme). Sou uma pessoa de fases musicais marcadas, principalmente, por artistas. Logo, vou acabar listando apenas um álbum de cada, provavelmente, o meu preferido. Preparados? Allons-y!

Acústico MTV Sandy e Junior | 2007
Fui criança nos anos 1990. É óbvio que tem que ter Sandy e Junior por aqui, minha gente! Festa de aniversário não era festa de respeito se não tivesse Sandy e Junior bombando no mini system! Apesar de não ter marcado tanto quanto toda a discografia da dupla (eu tinha quase todos os CDs!), escolhi o Acústico MTV por uma questão simbólica; o disco reúne os principais sucessos da dupla em uma versão repaginada e é um registro da última turnê dos irmãos.
Faixas preferidas: Com você, No fundo do coração, A lenda e Abri os olhos
Metamorphosis | Hilary Duff, 2003
No fim dos anos 1990, começo dos anos 2000, estreou no Disney Channel uma série chamada Lizzie McGuire, que trazia as aventuras e desventuras de uma garota de 13 anos - vivida pela Hilary Duff - que tentava sobreviver ao ensino fundamental (?). Eu era completamente viciada nessa série e não perdia um episódio. Quando descobri que a Hilary Duff também cantava, tive que implorar para os meus pais me darem o CD. Metamorphosis tem uma sonoridade bem pop e traz músicas com refrões chiclete e ai, é muito amor, gente. Feelings, muitos feelings! A capa americana trazia um close-up da Hilary e era bem esverdeada; não sei por qual razão a capa brasileira (logo acima) era diferente.
Faixas preferidas: Come Clean, Love Just Is, Metamorphosis e Why Not?

Music from The O.C.: Mix #01 | 2004
Esta escolha já marca uma alteração no meu gosto musical que, aos poucos, foi se distanciando do pop e se voltando para bandas mais alternativas. Mesmo tendo acesso ao som de bandas mais clássicas, só fui começar a me interessar de verdade por rock quando estava entrando na adolescência. E agradeço todos os dias a The O.C. por fazer isso! Foi com a série que conheci The Killers, por exemplo! E esse álbum é uma coletânea de músicas que embalaram a primeira temporada da série - e o meu ensino médio.
Faixas preferidas: California, do Phanton Planet (por motivos óbvios); Honey and the moon, de Joseph Arthur; Dice, de Finley Quaye , Beth Orton & William Orbit; We used to be friends, de The Dandy Warhols (que, além de super legal, era o tema de Veronica Mars!). Aliás, toda a trilha sonora era sensacional! Se quiserem conhecer um pouquinho mais, visitem este site aqui que tem umas amostras.

Nevermind | Nirvana, 1991
Aí, eu virei adolescente e fiquei rebelde. E comecei a escutar Nirvana. Ah, que saudades daquelas tardes escutando a voz do Kurt Cobain berrando. O fato é o seguinte: adolescência é uma fase complicada, marcada por muitas revoltas (pelo menos para mim foi) e só as músicas do Nirvana pareciam fazer algum sentido para mim. Na época, me joguei tanto na história da banda, que comprava revistas, livros, DVDs e os CDs, claro. Hoje, vinte anos após a morte de Kurt Cobain, sinto que está na hora de reler a biografia dele e vir aqui conversar com vocês um pouco sobre essa banda incrível que era o Nirvana. Apesar de não ter mais forças para escutar o Nevermind, ainda curto pra caramba o MTV Unplugged.
Faixas preferidas: Smells Like Teen Spirit, Polly, In Bloom, Come as You Are e Something in the Way.

Dangerous | Michael Jackson, 1991
Ao mesmo tempo em que me revoltava com o universo, pirava com as músicas do Michael Jackson. Já comentei por aqui que, independentemente do que digam de Michael, eu sou fã de suas músicas, que marcaram muito a minha adolescência. Na época, escutava (e comprei) todos os seus álbuns e foi bem difícil escolher aquele que considero o meu preferido. Mas, no fim, Dangerous ganhou. 
Faixas preferidas: Black or White, In The Closet, Who Is It, Give In To Me e Will You Be There.

Diorama | Silverchair, 2003
Entre as fases Nirvana e Oasis, tive um período muito intenso de vício absurdo por Silverchair. A banda australiana surgiu na segunda metade dos anos 90 e estourou aqui no começo dos anos 2000, quando uma de suas músicas integrou a trilha sonora de Malhação (escolha péssima, já que a música fala sobre depressão e não combinava com o amorzinho dos protagonistas). Sinceramente, não dava muita bola para fase wannabe grunge da banda e preferia os trabalhos da fase em que Daniel Johns estava lutando contra a depressão e a anorexia. De todos os álbuns da banda, o meu preferido é o Diorama, que, apesar de um pouco obscuro em algumas letras, tem uma sonoridade bem pra cima e meio teatral.
Faixas preferidas: todas, mas tenho mais amor por Across The Night, Without You e Tuna In The Brine.

What's The Story (Morning Glory)? | Oasis, 1995
Tá, ok, mais uma vez uma escolha simbólica. Na verdade, se pudesse, listaria aqui uns três ou quatro álbuns do Oasis. Assim como as suas escolhas anteriores, Oasis foi uma banda que marcou muito os meus anos de ensino médio e também os de faculdade. Em 2009, fui a um show da banda e a experiência se tornou ainda mais importante meses depois, quando a banda terminou. Posso dizer que estive no último show do Oasis em São Paulo. Chovia muito, eu estava extremamente cansada por causa do fim do primeiro semestre de faculdade, mas nada disso importou, porque eu vi o Oasis. Tenho um carinho muito especial pela banda.
Faixas preferias: Wonderwall, Don't Look Back In Anger, Cast No Shadow, Morning Glory e Champagne Supernova.

X&Y | Coldplay, 2005
Nunca liguei para o Coldplay até 2008, quando eles lançaram o incrível Viva La Vida or Death and All of His Friends, álbum pelo qual me viciei. Até voltar um pouco na história da banda e escutar o álbum anterior: X&Y. Juro para vocês que escuto esse álbum desde 2009 e fico viciada nele por meses e meses. Meu ano não é completo se eu não tiver um momento de vício em X&Y. Um álbum pelo qual tenho um carinho especial por falar comigo no momento certo. Felizmente, pude ir ao show da banda aqui em São Paulo, em 2010 e, apesar do frio absurdo, foi uma ótima experiência. Em 2011, a banda lançou seu trabalho mais recente, que eu detestei. Nem ligo, tenho X&Y.
Faixas preferidas: Square One, White Shadows, Fix You, Talk, Speed of Sound, The Hardest Part e Swallowed in the Sea.

***

E agora, vamos à Santíssima Trindade da minha lista. Três álbuns clássicos que eu amo e aos quais sempre retorno. Sim, gente, agora é um top 3!
The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars | David Bowie, 1972
David Bowie é um artista que, durante a década de 1970, se reinventou bastante. Uma de suas experiências foi Ziggy Stardust, um alienígena que veio à terra para salvá-la da destruição. Ao chegar aqui, Ziggy forma uma banda, vira rockstar e se suicida. A história de Ziggy é contada no álbum conceitual The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders from Mars que, apesar de ser bastante glam, sobreviveu bem aos anos e continua bastante atual. Conheci Bowie em 2008, se não me engano, e este álbum marcou bastante os meus primeiros anos de faculdade, quando fiquei bem viciadinha.
Faixas preferidas: Todas, pois é um álbum conceitual. Mas, juro que piro com Ziggy Stardust.
Magical Mystery Tour | The Beatles, 1967
ÓBVIO que tinha que ter Beatles aqui. Afinal, não me chamo Michelle por mero acaso. Apesar de escutar Beatles desde o berço, só fui realmente parar para escutar Beatles depois que saí do colégio, no meu ano de cursinho. Só aí, foi que a ficha caiu de verdade e eu fiquei "Meu, Deus, os Beatles são demais! Meu Deus, eu amo os Beatles!", e por aí vai. Também com os rapazes de Liverpool poderia listar mais de um álbum, mas já que é um top 3, decidi escolher apenas um e isso foi MUITO DIFÍCIL, ok? No fim, mesmo sabendo que Magical Mystery Tour é uma trilha sonora, tive que escolhê-lo porque uma de minhas músicas preferidas da vida está nele!
Faixas preferidas: Strawberry Fields Forever, The Fool on the Hill, I Am the Walrus, Penny Lane e All You Need Love.
The Dark Side of The Moon | Pink Floyd, 1973
Não tenho palavras para descrever este álbum e o quanto ele significa. Sabe quando você está escutando uma música e, de repente, sabe que ela está falando com você? Agora, imagine que, ao invés de uma música, é uma banda. É assim a minha relação com o Pink Floyd, banda que conheci em 2007 e que, a princípio, me causou bastante estranhamento. Porém, aos poucos, fui entendendo qual era a deles e hoje sei que muitas bandas virão e nenhuma será como o Floyd. Sei que, enquanto muitas bandas marcaram fases, o Floyd vai permanecer marcando! Gosto de praticamente toda a discografia da banda e estou sempre revezando qual é o meu álbum preferido, porém, não há como negar que o primeiro lugar é do INCRÍVEL The Dark Side of The Moon, aquele álbum estranho, mas que faz todo o sentido do mundo e que, no fim das contas, traz aquela tranquilidade ao saber que você não está sozinho.
Faixas preferidas: Todas. Encaro o álbum como uma enorme faixa, cheia de partes diferentes.

E esses são os álbuns que marcaram - e marcam - a minha vida! Alguns acabaram ficando de fora da lista, principalmente algumas descobertas recentes. Quem sabe, daqui um tempo, eu não volto com uma segunda edição? Veremos...Me desculpem pelo post enorme!
E aí, quais são os álbuns que mais marcaram a vida de vocês? Me contem  nos comentários. ;)

Este post faz parte de uma postagem coletiva do grupo Rotaroots, criado por blogueiros nostálgicos das antigas que decidiram resgatar a essência da antiga blogosfera, recheada de diários virtuais, onde podíamos, de fato, conhecer um pouco sobre aquelas pessoas que nos estavam escrevendo. Para fazer parte do grupo no Facebook, basta clicar aqui. O tema de abril para a postagem coletiva é: discos que marcaram a minha vida.