Quem já me acompanha aqui no blog desde o início deve se lembrar que, eventualmente, eu trazia posts relacionados à música, uma de minhas paixões. Confesso que já fui mais viciada e empenhada em descobrir novos artistas, por isso, quase não faço mais posts sobre o assunto. Acho que perdi a mão. Ainda assim, me prometi que em 2014 falaria mais sobre o assunto por aqui, por isso, todo mês tem mixtape :)

Com esse pensamento não pude deixar de me alegrar muito com o tema da postagem coletiva deste mês. Música sempre fez parte da minha vida, por isso, sempre que penso em alguma fase que vivi, é inevitável não me lembrar das bandas/cantores que escutava na época. Ou então, automaticamente, voltar no tempo quando escuto alguma música que marcou muito algum período. Toda essa enrolação explicação é para dizer que hoje vou listar aqui os álbuns - ou discos, como preferir - que marcaram a minha vida. Já aviso que foi bem complicado e que, obviamente, não vou mencionar todos (a lista já tá enorme). Sou uma pessoa de fases musicais marcadas, principalmente, por artistas. Logo, vou acabar listando apenas um álbum de cada, provavelmente, o meu preferido. Preparados? Allons-y!

Acústico MTV Sandy e Junior | 2007
Fui criança nos anos 1990. É óbvio que tem que ter Sandy e Junior por aqui, minha gente! Festa de aniversário não era festa de respeito se não tivesse Sandy e Junior bombando no mini system! Apesar de não ter marcado tanto quanto toda a discografia da dupla (eu tinha quase todos os CDs!), escolhi o Acústico MTV por uma questão simbólica; o disco reúne os principais sucessos da dupla em uma versão repaginada e é um registro da última turnê dos irmãos.
Faixas preferidas: Com você, No fundo do coração, A lenda e Abri os olhos
Metamorphosis | Hilary Duff, 2003
No fim dos anos 1990, começo dos anos 2000, estreou no Disney Channel uma série chamada Lizzie McGuire, que trazia as aventuras e desventuras de uma garota de 13 anos - vivida pela Hilary Duff - que tentava sobreviver ao ensino fundamental (?). Eu era completamente viciada nessa série e não perdia um episódio. Quando descobri que a Hilary Duff também cantava, tive que implorar para os meus pais me darem o CD. Metamorphosis tem uma sonoridade bem pop e traz músicas com refrões chiclete e ai, é muito amor, gente. Feelings, muitos feelings! A capa americana trazia um close-up da Hilary e era bem esverdeada; não sei por qual razão a capa brasileira (logo acima) era diferente.
Faixas preferidas: Come Clean, Love Just Is, Metamorphosis e Why Not?

Music from The O.C.: Mix #01 | 2004
Esta escolha já marca uma alteração no meu gosto musical que, aos poucos, foi se distanciando do pop e se voltando para bandas mais alternativas. Mesmo tendo acesso ao som de bandas mais clássicas, só fui começar a me interessar de verdade por rock quando estava entrando na adolescência. E agradeço todos os dias a The O.C. por fazer isso! Foi com a série que conheci The Killers, por exemplo! E esse álbum é uma coletânea de músicas que embalaram a primeira temporada da série - e o meu ensino médio.
Faixas preferidas: California, do Phanton Planet (por motivos óbvios); Honey and the moon, de Joseph Arthur; Dice, de Finley Quaye , Beth Orton & William Orbit; We used to be friends, de The Dandy Warhols (que, além de super legal, era o tema de Veronica Mars!). Aliás, toda a trilha sonora era sensacional! Se quiserem conhecer um pouquinho mais, visitem este site aqui que tem umas amostras.

Nevermind | Nirvana, 1991
Aí, eu virei adolescente e fiquei rebelde. E comecei a escutar Nirvana. Ah, que saudades daquelas tardes escutando a voz do Kurt Cobain berrando. O fato é o seguinte: adolescência é uma fase complicada, marcada por muitas revoltas (pelo menos para mim foi) e só as músicas do Nirvana pareciam fazer algum sentido para mim. Na época, me joguei tanto na história da banda, que comprava revistas, livros, DVDs e os CDs, claro. Hoje, vinte anos após a morte de Kurt Cobain, sinto que está na hora de reler a biografia dele e vir aqui conversar com vocês um pouco sobre essa banda incrível que era o Nirvana. Apesar de não ter mais forças para escutar o Nevermind, ainda curto pra caramba o MTV Unplugged.
Faixas preferidas: Smells Like Teen Spirit, Polly, In Bloom, Come as You Are e Something in the Way.

Dangerous | Michael Jackson, 1991
Ao mesmo tempo em que me revoltava com o universo, pirava com as músicas do Michael Jackson. Já comentei por aqui que, independentemente do que digam de Michael, eu sou fã de suas músicas, que marcaram muito a minha adolescência. Na época, escutava (e comprei) todos os seus álbuns e foi bem difícil escolher aquele que considero o meu preferido. Mas, no fim, Dangerous ganhou. 
Faixas preferidas: Black or White, In The Closet, Who Is It, Give In To Me e Will You Be There.

Diorama | Silverchair, 2003
Entre as fases Nirvana e Oasis, tive um período muito intenso de vício absurdo por Silverchair. A banda australiana surgiu na segunda metade dos anos 90 e estourou aqui no começo dos anos 2000, quando uma de suas músicas integrou a trilha sonora de Malhação (escolha péssima, já que a música fala sobre depressão e não combinava com o amorzinho dos protagonistas). Sinceramente, não dava muita bola para fase wannabe grunge da banda e preferia os trabalhos da fase em que Daniel Johns estava lutando contra a depressão e a anorexia. De todos os álbuns da banda, o meu preferido é o Diorama, que, apesar de um pouco obscuro em algumas letras, tem uma sonoridade bem pra cima e meio teatral.
Faixas preferidas: todas, mas tenho mais amor por Across The Night, Without You e Tuna In The Brine.

What's The Story (Morning Glory)? | Oasis, 1995
Tá, ok, mais uma vez uma escolha simbólica. Na verdade, se pudesse, listaria aqui uns três ou quatro álbuns do Oasis. Assim como as suas escolhas anteriores, Oasis foi uma banda que marcou muito os meus anos de ensino médio e também os de faculdade. Em 2009, fui a um show da banda e a experiência se tornou ainda mais importante meses depois, quando a banda terminou. Posso dizer que estive no último show do Oasis em São Paulo. Chovia muito, eu estava extremamente cansada por causa do fim do primeiro semestre de faculdade, mas nada disso importou, porque eu vi o Oasis. Tenho um carinho muito especial pela banda.
Faixas preferias: Wonderwall, Don't Look Back In Anger, Cast No Shadow, Morning Glory e Champagne Supernova.

X&Y | Coldplay, 2005
Nunca liguei para o Coldplay até 2008, quando eles lançaram o incrível Viva La Vida or Death and All of His Friends, álbum pelo qual me viciei. Até voltar um pouco na história da banda e escutar o álbum anterior: X&Y. Juro para vocês que escuto esse álbum desde 2009 e fico viciada nele por meses e meses. Meu ano não é completo se eu não tiver um momento de vício em X&Y. Um álbum pelo qual tenho um carinho especial por falar comigo no momento certo. Felizmente, pude ir ao show da banda aqui em São Paulo, em 2010 e, apesar do frio absurdo, foi uma ótima experiência. Em 2011, a banda lançou seu trabalho mais recente, que eu detestei. Nem ligo, tenho X&Y.
Faixas preferidas: Square One, White Shadows, Fix You, Talk, Speed of Sound, The Hardest Part e Swallowed in the Sea.

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E agora, vamos à Santíssima Trindade da minha lista. Três álbuns clássicos que eu amo e aos quais sempre retorno. Sim, gente, agora é um top 3!
The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars | David Bowie, 1972
David Bowie é um artista que, durante a década de 1970, se reinventou bastante. Uma de suas experiências foi Ziggy Stardust, um alienígena que veio à terra para salvá-la da destruição. Ao chegar aqui, Ziggy forma uma banda, vira rockstar e se suicida. A história de Ziggy é contada no álbum conceitual The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders from Mars que, apesar de ser bastante glam, sobreviveu bem aos anos e continua bastante atual. Conheci Bowie em 2008, se não me engano, e este álbum marcou bastante os meus primeiros anos de faculdade, quando fiquei bem viciadinha.
Faixas preferidas: Todas, pois é um álbum conceitual. Mas, juro que piro com Ziggy Stardust.
Magical Mystery Tour | The Beatles, 1967
ÓBVIO que tinha que ter Beatles aqui. Afinal, não me chamo Michelle por mero acaso. Apesar de escutar Beatles desde o berço, só fui realmente parar para escutar Beatles depois que saí do colégio, no meu ano de cursinho. Só aí, foi que a ficha caiu de verdade e eu fiquei "Meu, Deus, os Beatles são demais! Meu Deus, eu amo os Beatles!", e por aí vai. Também com os rapazes de Liverpool poderia listar mais de um álbum, mas já que é um top 3, decidi escolher apenas um e isso foi MUITO DIFÍCIL, ok? No fim, mesmo sabendo que Magical Mystery Tour é uma trilha sonora, tive que escolhê-lo porque uma de minhas músicas preferidas da vida está nele!
Faixas preferidas: Strawberry Fields Forever, The Fool on the Hill, I Am the Walrus, Penny Lane e All You Need Love.
The Dark Side of The Moon | Pink Floyd, 1973
Não tenho palavras para descrever este álbum e o quanto ele significa. Sabe quando você está escutando uma música e, de repente, sabe que ela está falando com você? Agora, imagine que, ao invés de uma música, é uma banda. É assim a minha relação com o Pink Floyd, banda que conheci em 2007 e que, a princípio, me causou bastante estranhamento. Porém, aos poucos, fui entendendo qual era a deles e hoje sei que muitas bandas virão e nenhuma será como o Floyd. Sei que, enquanto muitas bandas marcaram fases, o Floyd vai permanecer marcando! Gosto de praticamente toda a discografia da banda e estou sempre revezando qual é o meu álbum preferido, porém, não há como negar que o primeiro lugar é do INCRÍVEL The Dark Side of The Moon, aquele álbum estranho, mas que faz todo o sentido do mundo e que, no fim das contas, traz aquela tranquilidade ao saber que você não está sozinho.
Faixas preferidas: Todas. Encaro o álbum como uma enorme faixa, cheia de partes diferentes.

E esses são os álbuns que marcaram - e marcam - a minha vida! Alguns acabaram ficando de fora da lista, principalmente algumas descobertas recentes. Quem sabe, daqui um tempo, eu não volto com uma segunda edição? Veremos...Me desculpem pelo post enorme!
E aí, quais são os álbuns que mais marcaram a vida de vocês? Me contem  nos comentários. ;)

Este post faz parte de uma postagem coletiva do grupo Rotaroots, criado por blogueiros nostálgicos das antigas que decidiram resgatar a essência da antiga blogosfera, recheada de diários virtuais, onde podíamos, de fato, conhecer um pouco sobre aquelas pessoas que nos estavam escrevendo. Para fazer parte do grupo no Facebook, basta clicar aqui. O tema de abril para a postagem coletiva é: discos que marcaram a minha vida.


Seguindo a proposta do The Austen Adventures, hoje venho falar sobre as minhas impressões da adaptação de 2007 para "A Abadia de Northanger". Caso tenha interesse em saber o que pensei do livro, clique aqui.
Baseado na obra de Jane Austen, "A Abadia de Northanger" (2007, direção de Jon Jones) traz a história de Catherine Morland (Felicity Jones), uma moça de 17 anos que vive em um vilarejo bastante pacato e adora romances góticos. À convite de amigos de sua família, Catherine vai passar uma temporada na badalada cidade de Bath, onde irá conhecer pessoas de sua idade e participar de passeios no campo e bailes luxuosos. Lá, ela forma uma amizade com Isabella Thorpe (Carey Mulligan) e seu irmão, John (William Beck); assim como conhecerá Henry Tilney (JJ Feild) - por quem se apaixona - e sua irmã, Eleanor (Catherine Walker). Em meio a eventos da alta sociedade e muitas de suas leituras, Catherine começa a confundir ficção com realidade e tudo culmina com a sua visita à famosa abadia de Northanger.

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Sei que já disse que não gosto de metas e desafios literários e é verdade, não gosto mesmo. O maior problema que encontro nesse tipo de situação é constituído pelos prazos que transformam tudo em uma obrigação sem graça. Ainda assim, resolvi me colocar em mais um projeto - porque a palavra "desafio" deixa tudo muito tenso! - literário pessoal: ler todos os romances de Jane Austen.

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É cansativo, eu sei. Mas vou repetir: 2014 está passando muito rápido! Lembro que em dezembro estava super chateada porque sabia que ia demorar muito para a estreia da nova temporada de Game of Thrones, mas gente, 6 de abril é domingo já! Enfim, vamos aos favoritos de março :)


Livros e filmes:
Apesar de ter feito boas leituras em março, nenhuma delas se transformou no que eu chamaria de um favorito da vida. Ainda assim, tive uma experiência bastante agradável com "Amanhã você vai entender", de Rebecca Stead, que não foi excelente, mas me encantou pela simplicidade. Ainda penso em falar a respeito por aqui e/ou no canal :)

Em março, finalmente, voltei ao meu ritmo de assistir filmes. De acordo com as minhas contas foram seis filmes que não conhecia e mais dois que assisti novamente. Ainda vou escrever um Movie Time! (sim, vou trazer a coluna de volta!) falando sobre eles. E o favorito do mês foi "Antes do Amanhecer" (1995), a primeira parta da trilogia "before" e a minha preferida. 

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