Às 23h59 de ontem a terceira edição da Maratona Literária chegou ao fim e eu estou aqui para falar para vocês sobre o meu desempenho fail durante o evento.

Como disse no post de apresentação, não estipulei metas e nem me pressionei para cumprir um determinado número de páginas lidas por dia. Minha única meta era ler mais do que as minhas 50-70 páginas diárias e que as leituras realizadas durante a semana seriam dos livros que já haviam sido começados por mim. Consegui terminar dois dos livros em andamento, iniciar dois e quase concluí um mangá.

Cheguei ao fim de Tempos Extremos, da Míriam Leitão, e gostei bastante; a resenha deve sair nos próximos dias. Tentei concluir Este lado do paraíso, do Fitzgerald, mas não rolou, a leitura estava muito enfadonha e eu entrei em uma ressaca literária (ou pelo menos confirmei minhas suspeitas). Resolvi então iniciar Por isso a gente acabou, de Daniel Handler, que vocês (ou alguns de vocês) escolheram na última votação; a leitura estava morna e não estava gostando muito da história e /da protagonista/narradora. Resolvi abandonar por uns dias, mas fiquem tranquilos que vou terminar, ok

Por fim, terminei A ilha do Dr. Moreau, de H.G. Wells; gostei tanto que resolvi continuar com a série de A filha do louco/The Madman's Daughter e li aproximadamente 20 páginas do e-book Her Dark Curiosity, que ainda não foi lançado aqui no Brasil. No meio das leituras de todos os livros, intercalei o segundo volume de Sailor Moon e quase terminei durante a maratona.

No final, não sei quantas páginas li, mas estou satisfeita com o resultado. Principalmente porque estava com uma ressaca literária e, de certa forma, consegui me livrar dela durante a maratona. Nos próximos dias devo terminar Her Dark Curiosity e dar continuidade ao Por isso a gente acabou. E aí, claro, escreverei resenhas.


O domingo está quase no fim e eu, de última hora, resolvi que vou participar da terceira edição da Maratona Literária! Para quem não sabe, a Maratona Literária é um evento criado pelo blog Café com Blá Blá Blá - em parceria com Psychobooks, Bookeando, Leiturinhas e Por essas páginas - com o intuito de estimular nós, leitores, a lermos ainda mais. Desta vez, a maratona vai ocorrer a partir da meia-noite do dia 21 de julho e vai até às 23h59 do dia 27.

Em época de ressaca pós-Copa do Mundo, ando com as minhas leituras bem atrasadas - mais por procrastinação do que por falta de interesse, diga-se de passagem - e a Maratona Literária é tudo que preciso para melhorar essa situação. Como sempre, não vou me impor um número X de livros/páginas por dia e se conseguir ultrapassar a minha média de 50-70 páginas diárias, me darei por contente! Quanto ao TBR, para esta edição resolvi ter em mente a palavra pendências e estabeleci como meta terminar algumas das minhas leituras em andamento, que são:

- Tempos Extremos, de Mírian Leitão: minha leitura atual e que quero concluir durante a maratona;

- Este lado do paraíso, de F. Scott Fitzgerald: leitura que começou lenta e não me empolgou muito; e a situação só piorou com o clima de Copa;
- A ilha do Dr. Moreau, de H.G. Wells: clássico de maio que pausei a leitura e ainda não retomei. É um e-book e deve faltar umas 50 páginas para terminar; 

- Macário, de Álvares de Azevedo: tenho essa peça na minha edição de Noite na Taverna e, como só deve ter uma 30 páginas, não vejo porque não ler durante a maratona.

- Por isso a gente acabou, de Daniel Handler: o único que não comecei a ler nesta lista e que estou devendo uma resenha. Vocês o escolheram como leitura na última votação e eu estou enrolando para ler.

Se sentir que as leituras estão se arrastando, devo mesclá-las com alguns quadrinhos e mangás. E se conseguir concluir a lista e ainda sobrar tempo, pretendo começar Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo. Durante a semana, não pretendo fazer posts por aqui ou vídeos no canal sobre a maratona, mas quem quiser pode me acompanhar pelo Twitter e pelo Facebook, que é onde pretendo fazer comentários sobre as minhas leituras e o meu desempenho durante a maratona, ok? No próximo domingo (ou na segunda), faço um post de conclusão.

Não tenho ideia se terei uma semana agitada e/ou se conseguirei dar conta de ler tudo o que me impus, mas vou tentar! Me desejem sorte :)


Os amores de Pandora (Pandora and The Flying Dutchman, 1951)

Nunca tinha ouvido falar deste filme e só assisti porque faz parte da coleção Folha Astros do Cinema e também porque nunca tinha assistido a algum filme com Ava Gardner, considerada uma das atrizes mais bonitas da Hollywood clássica. Assim, tudo foi uma grande surpresa. 

Gostei da história do Holandês Voador e da maldição de seu capitão; gostei também da forma como a história foi contada, iniciando com o "final" do filme e meio que retrocedendo para explicar para o espectador o que foi que aconteceu e como aconteceu. O enredo, assim como o desenrolar da história são bem interessantes; ainda assim, ao terminar de assistir, fiquei com a sensação de que o filme não falou comigo. Acho que, assim como com os livros, às vezes crio expectativas com filmes, ainda mais os clássicos. Por isso, pretendo assistir novamente daqui a um tempo e ver se a minha opinião muda.

Também achei que a fotografia é linda e adorei as cenas de fim de tarde na praia. O figurino que Ava Gardner usa é muito elegante e bonito, combinando com a personalidade de Pandora. Aliás, Pandora é a personagem de que mais gostei na história, ainda que a explicação sobre a sua personagem, já ao final do filme, tenha me parecido meio abrupta. Repito, terei que assistir ao filme novamente.

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A espada era a lei (The Sword in the Stone, 1963)

Tentei, mas não consegui me lembrar da primeira vez em que assisti A espada era a lei; lembro apenas que a fita era uma das minhas preferidas quando era criança. Como o VHS não está mais na moda, comecei a reconstruir a minha coleção da Disney aos poucos e este era um título que nunca encontrava. Então, imaginem a minha alegria ao passear pela Livraria Cultura e encontrá-lo nas prateleiras! 

Chegando em casa, eu e o boy fomos correndo assistir e, gente, o filme continua divertido! Fato curioso: a animação é baseada no primeiro livro da série O único e eterno rei, de T.H. White! Adivinhem quem quer comprar e ler todos os livros? 

Sobre o enredo, afirmo que é bastante mirabolante e previsível em algumas partes, mas não é nada que tire o encanto da animação. Gosto dos métodos de ensino do atrapalhado Merlin, que transforma o pequeno Arthur em peixe e pássaro. A parte com a Madame Min também continua divertida, apesar de parecer meio solta em relação ao resto da história. Por fim, apenas digo que vocês precisam assistir esse filme só para conhecer Arquimedes, um dos sidekicks mais engraçados e irônicos da Disney.

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Malévola (Maleficent, 2014)

Desde criança nunca gostei muito de A Bela Adormecida, filme que achava meio parado e com uma princesa bem sem graça, e confesso que só fui assistir Malévola porque muita gente que conheço recomendou. De fato, não tinha o menor interesse em conferir a história "verdadeira" do famoso conto de fada. Ainda assim, fui assistir.

Visualmente falando, não há como negar a beleza da produção, que vai desde Angelina Jolie (impressionante como até de chifres essa mulher fica bonita, viu?) até belíssimos efeitos visuais e figurinos. Porém, não é só de beleza que um filme é feito, certo? O roteiro tem que ser convincente e, nesse caso, algo não funcionou. Para mim, tudo ficou muito raso, superficial e artificial. Não consegui acreditar na história da protagonista; não porque Angelina não tenha sido capaz de convencer, mas porque a história realmente não me convenceu.

Uma das poucas coisas de que gosto na animação é a participação das fadinhas Fauna, Flora e Primavera; porém, no filme novo elas são realmente chatas. Não via a hora de elas simplesmente sumirem. Aurora também é outro problema, já que não tem carisma algum. Tudo bem que ela não é o centro do filme, mas, ainda assim, é estabelecida uma relação entre ela e a protagonista e, mais uma vez, a história não me convenceu. No fundo, já tô cansada dessa onda de recontar os contos de fadas e, sinceramente, não recomendaria esse filme como primeira opção para ninguém.

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Como treinar o seu dragão 2 (How to Train Your Dragon 2, 2014)

O melhor filme de junho, com certeza! Gosto quando uma animação tem o poder de falar com crianças e adultos e Como treinar o seu dragão 2, assim como o filme anterior, consegue fazer isso. Gostei muito de reencontrar Soluço e perceber que os anos entre uma aventura e outra também passaram para ele, que agora tem 20 anos. Poder ver que o personagem cresceu e amadureceu é algo que me agrada bastante.

A sequência também ganha pontos positivos por trazer mais informações sobre o passado da relação dos dragões com Berk e também com a família de Soluço. Também há bastante equilíbrio na história, com humor, drama, ação e romance na medida certa. E Banguela, o adorável Fúria da Noite, continua muito encantador. Sério, gente, onde eu compro um para mim?

Assim como na história anterior, este filme também traz momentos de drama em seu desfecho capazes de fazer o espectador chorar. No cinema, tinha uma garotinha do meu lado que se emocionou bastante. E não é para menos, acho que nunca vi nada tão triste em uma animação desde O Rei Leão - quem assistiu aos dois filmes sabe do que eu to falando. Para concluir: se você ainda não assistiu Como treinar o seu dragão, assista! Se já assistiu o primeiro filme, assista o segundo! Se já assistiu aos dois filme, me conte o que achou nos comentários!


Ok, o ano já passou da metade. Pergunto novamente: sou eu, ou 2014 está passando muito rápido? Sei que já falei isso algumas vezes, mas é verdade, gente! Esse ano está voando! Então, sem mais delongas, vamos ao resumão de tudo o que rolou por aqui e pelo canal durante o mês de junho!

Leituras e resumo

Junho foi, para mim, o mês em que me senti menos produtiva no que diz respeito a leituras. De qualquer forma, ainda que com essas minhas "dificuldades", acho que fiz boas leituras, já os livros me agradaram bem mais do que os lidos em maio. Comecei com "Iluminadas", de Lauren Beukes, que me envolveu bastante com seu enredo que mistura história policial com história de serial killer e viagem no tempo. Depois, optei pelo clássico brasileiro "Noite na Taverna", de Álvares de Azevedo, e pude finalmente riscar da minha lista de metas uma leitura que queria fazer desde que tinha 16 anos e estudei o Romantismo na escola. A minha edição do livro inclui "Macário", uma peça, e assim que tiver lido, faço uma resenha das duas obras para vocês.

A escolha de YA contemporâneo do mês foi o "Cartas de amor aos mortos", de Ava Dellaira, que me agradou até chegar ao fim...e minha opinião mudar completamente. Para saber melhor o que achei, sugiro que confira a resenha. Também em junho resolvi voltar à Nárnia e li "O cavalo e seu menino", a terceira história e a minha favorita até o momento. Já fiz resenha por aqui e o vídeo deve sair na semana que vem! No momento, estou lendo o clássico "Este lado do paraíso", de F. Scott Fitzgerald, e "O Herói Perdido", primeiro livro da série Heróis do Olimpo, de Rick Riordan. Assim que tiver concluído as leituras, conto para vocês o que achei.

Em julho pretendo dar continuidade às séries que estou acompanhando ("As crônicas de Nárnia" e "Heróis do Olimpo"), ler "A vida do livreiro A.J. Fikry" e "Tempos Extremos", livros enviados pela Companhia das Letras e pela Intrínseca, respectivamente. A escolha de YA é o "Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo". Espero que consiga dar conta de todas essas leituras e que essa "ressaca literária" vá embora.


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Além de ler e assistir a filmes e seriados, uma das coisas que mais gosto de fazer é escutar música. Já faz algum tempo que venho ensaiando um retorno desse tema aqui no blog e comecei pelas mixtapes de todo mês. Ainda assim, como gosto de dar um enfoque maior para os livros por aqui, decidi inaugurar um novo tipo de post que relacionasse essas minhas duas paixões. 

Gosto de ler escutando música; não é sempre que funciona, mas quando dá certo, fico muito feliz. E quando a música combina com o livro, melhor ainda. Adoro escutar uma música e perceber que ela capta a essência ou a atmosfera de uma história e é sobre isso que vou falar nesses posts.
Para começar, escolhi o livro "As virgens suicidas", de Jeffrey Eugenides, e a música Teen Idle, do álbum Electra Heart, lançado em 2012 por Marina & The Diamonds. "As virgens suicidas" traz a história das cinco irmãs Lisbon, que vivem em um subúrbio americano dos anos 1970 e que resolvem se suicidar. O livro é narrado em pelos meninos que viviam na vizinhança das Lisbon e que, após muitos anos, ainda não conseguiram superar o ocorrido; por isso, resolvem recordar o período dos últimos meses de vida das meninas e tentar encontrar um motivo para a decisão delas. (Ficou curioso? Clique aqui para ler a resenha).

Por mais que a história pareça obscura e depressiva, não é isso que o leitor encontra. Jeffrey Eugenides faz tudo parecer muito leve e lúdico, ao mesmo tempo em que torna possível ao leitor sentir a angústia dos meninos e também querer descobrir as motivações para os suicídios das Lisbon. Teen Idle consegue captar tudo isso. A letra me fez pensar em Lux, a mais "rebelde" das Lisbon, e no quanto ela e suas irmãs eram cheias de vida e sonhos; e em como foram reprimidas e presas, impossibilitadas de viver e de serem adolescentes.

Versão ao vivo:


Versão de estúdio: