Como vocês já sabiam, no último fim de semana participei da Bienal do Livro aqui em São Paulo. Não me recordo quando foi a última vez que participei do evento, mas creio que tenha sido na época em que ainda estava no ensino fundamental e Harry Potter ainda não tinha conhecimento da Ordem da Fênix. Ou seja, faz muito tempo! Sinceramente, nunca fui a mais empolgada em relação à Bienal; muita gente aglomerada em um só lugar é o suficiente para me afastar. E os preços nunca foram grandes atrativos, visto que sempre achei os livros que me interessam por valores mais baixos na internet.

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Quem já vem me acompanhando há alguns meses, deve se lembrar de um post que fiz em março, falando sobre um book buying ban que resolvi me impor. Em linhas gerais,o motivo para a decisão de parar quase completamente de comprar livros até agosto ocorreu porque estava me sentindo bastante incomodada - e sufocada! - com a quantidade de livros não lidos na minha estante. Assim, determinei que o ban duraria até agosto e tudo funcionou muito bem até junho. Foi então que resolvi jogar tudo para o alto e dizer adeus à ideia de um book buying ban; percebi que esse tipo de coisa não funciona comigo.
E, sinceramente, não estou me sentindo mal, frustrada ou decepcionada. A bem da verdade, o que ocorreu foi uma mudança de perspectiva. Me dei conta de que gosto de ter os meus livros, de colecioná-los e, principalmente, de saber que estarão ao meu alcance quando decidir lê-los. Assim como muita gente, tenho uma lista interminável de leituras que quero fazer e se já as tiver por perto, mais fácil fica de concluí-las. Porém, também gosto de pensar que há um momento certo para cada leitura, que depende tanto do humor, quanto da maturidade e das experiências do leitor. Um livro lido na hora errada, pode não causar o impacto esperado, ou pior, pode gerar frustração da parte do leitor.

Sabendo que há sim a vontade de conhecer uma determinada história - ainda que não neste exato momento - não vejo motivo para não comprá-las, principalmente se estiverem com um preço bom, certo? Claro que é interessante manter um certo equilíbrio, não sair comprando todos os livros do mundo de forma impulsiva e sem a certeza de que há um real interesse por aquela leitura. Com essa experiência de book buying ban aprendi a pensar duas, três, quatro vezes antes de comprar um livro e o saldo foi bem positivo. Mesmo comprando vários livros por mês, sinto que tudo o que comprei estava na minha wishlist há anos e não foram aquisições feitas por um repentino interesse gerado por uma promoção.

Sendo assim, e só para reforçar: adeus, book buying ban! Foi uma experiência válida, mas não pretendo repeti-la tão cedo. Principalmente com a Bienal a apenas algumas semanas de distância. :)

E para concluir o post, deixo aqui uma sugestão de vídeo: Por que compro tantos livros?, da Tary (LiteratourTV), que me fez perceber a minha mudança de visão sobre o assunto.