Não vou mentir, torci o nariz quando ouvi falar pela primeira vez de "Por lugares incríveis". A sinopse, a recepção no booktube gringo, a campanha de divulgação que cita outros YAs bem sucedidos...não sei, algo me dizia que o livro era superestimado. Apenas mais do mesmo, mais um livro com adolescentes problemáticos. Eu errei.

Sim, o livro traz adolescentes problemáticos. Sim, a relação deles parece a de Hazel e Gus. Sim, a princípio, parece mais do mesmo. Porém, com o desenrolar da história, percebi que não era bem assim e comecei a entender o hype. Jennifer Niven, por meio do relacionamento de Violet e Finch, aborda temas delicados que fazem parte não apenas do universo adolescente. "Por lugares incríveis" é um livro sobre depressão, distúrbio bipolar e suicídio. Não é um livro fofo, é um livro que gera desconforto. E acho que é intencional. No vídeo abaixo, vocês podem conferir as minhas impressões da leitura.


Como disse no vídeo, o livro traz várias referências literárias. Aqui estão as que eu anotei:
- Irmãs Brontë (principalmente "O morro dos ventos uivantes")
- Virginia Woolf (principalmente "As ondas")
- "A redoma de vidro", de Sylvia Plath
- "O apanhador no campo de centeio", de J.D. Salinger
- "Os irmãos Karamázov", de Dostoiévski
- "O leão, a feiticeira e o guarda-roupa", de C.S. Lewis
- "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
- "Pais e filhos", de Ivan Turguêniev


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