Confesso que não fazia ideia do tempo que passou desde que escrevi o último post sobre filmes assistidos. Nos últimos dois meses fui ao cinema e também assisti bastante coisa na Netflix, mas resolvi fazer uma seleção apenas com aqueles que assisti na telona, ok? Vamos lá!
Entre Abelhas (2015) | Direção: Ian SBF
Não sei o que há de errado em gostar do Fabio Porchat. Digo isso porque toda vez que vejo alguém falando sobre ele é para criticar de forma negativa. Particularmente, não morro de amores pelo Porta dos Fundos, mas não tenho nada contra o moço e até gosto de "Meu passado me condena". Em "Entre Abelhas" podemos encontrar uma faceta diferente do ator, mais distante do humor e mais próxima do drama. Há sim um pouco de humor, mas este aparece na medida certa.

Gostei da proposta do filme, que me prendeu desde o início e que me deixou curiosa para tentar entender o que estava acontecendo com o protagonista. O filme também atenta para o fato de que hoje as pessoas parecem viver apenas para si, em um estado de extremo egocentrismo e incapazes de enxergar qualquer coisa ou pessoa ao seu redor. O final também é bem interessante, sem cair em clichês e aberto para diferentes interpretações.

Jurassic World - O mundo dos dinossauros (Jurassic World, 2015) | Direção: Colin Trevorrow
Não vou mentir: esperava me decepcionar profundamente com este filme. Felizmente, ele acabou se revelando uma grata e nostálgica surpresa. Mais que apresentar o universo de "Jurassic Park" para uma nova geração, o filme faz uma homenagem recheada de referências ao filme de 1993.

A história é praticamente a mesma - afinal, a única diferença está no fato de que o parque finalmente foi inaugurado - e todo mundo já sabe como vai terminar, porém isto não quer dizer que a diversão será menor. Muito pelo contrário, tive a impressão de que virei criança novamente e vibrei de emoção ao ver os velociraptors e o T-Rex de novo em cena; também morri de medo do Inominus Rex, o novo vilão. Adorei o personagem do Chris Pratt, a criança esperta-mas-sem-ser-chata e seu irmão adolescente americano clichê e desinteressado até tudo se transformar em uma aventura. A única coisa que me incomodou foi a personagem da Bryce Dallas Howard, porque não entendi muito bem as alterações no comportamento dela e juro que gostaria de entender o porquê da decisão de fazer a mulher usar salto alto durante o FILME TODO. Inclusive para fugir do T-Rex. A trilha sonora, como era de se esperar, continua incrível e emocionante. Já estou ansiosa pela sequência.

Minions (2015) | Direção: Kyle Bada e Pierre Coffin
Ultimamente, parece que há uma revolta da parte de muita gente com esse excesso de minions, mas eu nem ligo, eu amo os minions! Logo, estava bem curiosa para saber como o filme ficaria e para saber a origem daquelas fofuras amarelinhas. No fim, achei...ok. Porém, creio que o problema não está só no filme em si, mas no trailer que praticamente conta o filme todo, inclusive as piadas. 

O roteiro não está perfeito, mas é divertido. Gostei de que pelo menos três minions tem nomes e a gente sabe diferenciar cada um deles (Bob <3). As referências pop também são bem legais, assim como a trilha sonora, que foi bem selecionada. Ainda assim, esperava mais e fiquei com a sensação de que algo estava faltando (provavelmente a Agnes, que ótima!). A vilã, apesar de bastante caricata, não traz carisma, como aconteceu com Gru. Enfim, é um bom filme, garante umas risadas, mas não chega aos pés dos filmes originais.

O Exterminador do Futuro: Gênesis (Terminator: Genisys, 2015) | Direção: Alan Taylor
Antes de assistir a este filme é preciso ter em mente que tudo o que você conhecia de O Exterminador do Futuro será distorcido, porque é isso que acontece com viagens no tempo. Aqui temos algo meio parecido com o que acontece com o Marty McFly em De volta para o futuro 2, quando ele volta a 1985 e percebe que está tudo diferente de como ele lembrava. Sarah Connor não é mais aquela jovem inocente e assustada que precisa de proteção, muito pelo contrário, ela já sabe cuidar de si desde muito pequena. E a Skynet, mais uma vez, faz o possível para que o dia do Julgamento Final aconteça e chega, inclusive, a tomar medidas drásticas no que concerne a John Connor.

Gostei muito da escolha de Emilia Clarke para dar vida à Sarah Connor, já gostava dela em Game of Thrones (tá certo que a Khaleesi tá bem ruinzinha ultimamente) e acho que ficou muito bem no filme. O personagem do Matt Smith, que ninguém sabia muito o que seria, também foi uma boa revelação e adição à nova franquia; Arnold Schwarzenegger reprisa o seu papel de Terminator (porém, um tanto modificado) e satisfaz, como era de se esperar. Também gostei das novas camadas que Jason Clarke conferiu à John Connor. Meu único problema ficou por conta do ator escolhido para ser Kyle Reese, que não tem absolutamente nada a ver com o ator do filme original.

Cidades de Papel (Paper Towns, 2015) | Direção: Jack Schreier
Não é segredo para ninguém que meu livro preferido do John Green é "Cidades de papel" (leia a resenha); assim, estava muito ansiosa para ver como a adaptação tinha ficado e estou muito feliz por saber que o filme é bom. Em termos de adaptação, tudo está bem fiel, algumas alterações foram feitas, mas de forma geral, a essência está mantida (exceto por uma cena no início que faz sentido no livro e fica meio solta no filme). A principal diferença que encontrei está no tom das obras. Enquanto o livro parece trazer um tom mais sombrio e ~triste~, fiquei com a impressão de que o filme é mais leve, bem humorado. Ficou com cara de filme do John Hughes e, por isso, me fez sentir nostalgia. 

O elenco foi muito bem selecionado; Nat Wolff ficou muito bem como Quentin, e os atores que vivem Radar e Ben foram sábias escolhas. Meu problema ficou por conta de Cara Delevigne. Não acho que ela tenha interpretado mal, só acho que ela tem mais a ver com a Alaska, de forma que ficou faltando algo à sua Margo. Ainda assim, pode ter sido apenas impressão minha. A trilha sonora é ÓTIMA. Por fim, recomendo tanto a experiência de assistir ao filme, quanto a de ler o livro. Ambas se complementam. 


4 Comentários

  1. Eu também amo os minions e não ligo para a overdose de criaturinhas amarelas por aí... Achei muito legais algumas piadas da cultura pop (minions sendo pisados pelos Beatles = melhor parte), mas de fato é um filme bem infantil, e as muitas crianças que estavam na sala de cinema riam mesmo é das pequenas bobagens e momentos com minions sem roupa. Mas o filme não deixa de ter seu encanto.
    Beijos!

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  2. A minha opinião sobre o filme Jurassic World é bem parecida com a sua. Infelizmente não vi o novo Exterminador do futuro, mas parece ser bom. Parabéns pelo Post

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  3. Lê, a parte dos Beatles e a parte do homem na lua foram as referências que mais gostei em "Minions", hehe. É, sinto que o filme foi feito pensando mais nas crianças do que nos adultos. Mas concordo, é fofinho e não deixa de ter o seu encanto!
    Beijos

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  4. Oi, Thiago
    Achei Jurassic World tão legal :)
    O novo Exterminador é bem interessante, vale a pena conferir se você gosta da série.
    Fico feliz que tenha gostado do post!

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