Não, vocês não leram errado. Mais uma vez estou aqui fazendo algo que não gosto de fazer. Porém, não canso de tentar me impor metas e, no fundo, sempre acho que posso cumprir alguma (s) delas. Já faz um tempinho que venho namorando a ideia de trazer posts curtos com um plano de leitura para o mês e depois de assistir aos vídeos da Duda lá no Book Addict a minha vontade só aumentou. Mesmo sabendo que um dos meus problemas com metas está no fato de torná-las públicas, resolvi me arriscar. Se não der certo, posso pelo menos dar risada do resultado, certo? Então, vamos lá!


Já começo julho com uma leitura em andamento: "Stoner", de John Williams. Estou gostando, mas empaquei. Quero terminar até o dia 4. Depois, planejo finalmente ler "O sol é para todos", que está na minha lista de leituras desde 2013; quero ver se o livro é tudo isso que dizem ser (sinceramente, tô torcendo para que seja!). Concluindo ou não a leitura, "Middlesex" será iniciado em julho. Recebi meu exemplar da Companhia das Letras em dezembro e ainda não consegui ler e juro que não faço ideia do motivo. Por fim, quero ler "O cantor de tango" e matar as saudades que estou sentindo de Buenos Aires. 

Os dois últimos livros são leituras que pretendo intercalar com os livros já citados e não tenho a pretensão de concluí-los durante o mês de julho. E sim, eu comecei a ler "A Guerra dos Tronos". Tenho um milhão de livros para ler e invento de começar mais uma série, paciência.

No momento em que escrevo este post, a minha vontade é de ler todos os livros citados em julho, mas pode ser que durante o mês os meus interesses mudem e o resultado seja bem diferente do que estou propondo. Ah, também estou pensando em participar da Maratona Literária de Inverno e isso pode mudar/aumentar as leituras do mês. Aguardemos a conclusão.


Desde que li a sinopse de "A noiva fantasma", de Yangzse Choo, fiquei bastante curiosa em relação ao livro. A história de uma jovem que recebe a proposta de se casar com um sujeito morto me pareceu irresistível, além de prometer uma ótima experiência de leitura. Há alguns meses a Darkside lançou o livro com uma edição belíssima em capa dura e pude, finalmente, conferir se minhas expectativas seriam atingidas. Infelizmente, não foi o que aconteceu; apesar de ter gostado da história, alguns aspectos me incomodaram. No vídeo abaixo vocês encontram as minhas impressões de leitura e, logo em seguida, tem algumas fotos da edição caprichada.


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A edição está belíssima, com capa dura, páginas amareladas (pólen soft) e marcador de fita. Porém, como mencionei no vídeo, traz erros de revisão no texto. Não são erros que irão atrapalhar a experiência de leitura, mas é algo que incomoda. 


Não vou mentir, torci o nariz quando ouvi falar pela primeira vez de "Por lugares incríveis". A sinopse, a recepção no booktube gringo, a campanha de divulgação que cita outros YAs bem sucedidos...não sei, algo me dizia que o livro era superestimado. Apenas mais do mesmo, mais um livro com adolescentes problemáticos. Eu errei.

Sim, o livro traz adolescentes problemáticos. Sim, a relação deles parece a de Hazel e Gus. Sim, a princípio, parece mais do mesmo. Porém, com o desenrolar da história, percebi que não era bem assim e comecei a entender o hype. Jennifer Niven, por meio do relacionamento de Violet e Finch, aborda temas delicados que fazem parte não apenas do universo adolescente. "Por lugares incríveis" é um livro sobre depressão, distúrbio bipolar e suicídio. Não é um livro fofo, é um livro que gera desconforto. E acho que é intencional. No vídeo abaixo, vocês podem conferir as minhas impressões da leitura.


Como disse no vídeo, o livro traz várias referências literárias. Aqui estão as que eu anotei:
- Irmãs Brontë (principalmente "O morro dos ventos uivantes")
- Virginia Woolf (principalmente "As ondas")
- "A redoma de vidro", de Sylvia Plath
- "O apanhador no campo de centeio", de J.D. Salinger
- "Os irmãos Karamázov", de Dostoiévski
- "O leão, a feiticeira e o guarda-roupa", de C.S. Lewis
- "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway
- "Pais e filhos", de Ivan Turguêniev


Robin Hood é um daqueles personagens de quem a gente sempre ouve falar e que mesmo sem conhecer o material que lhes deu origem, sabemos alguns detalhes sobre as suas histórias. No que diz respeito ao meu contato com o bom saxão que rouba dos ricos para dar aos pobres, a minha maior fonte de conhecimento vinha de uma animação da Disney, na qual Robin é uma raposa. Porém, esta realidade começou a mudar em janeiro, quando realizei o primeiro sorteio da minha Book Jar, e o livro escolhido foi "As aventuras de Robin Hood", de Alexandre Dumas, publicado pela editora Zahar. 

Originalmente, "As aventuras de Robin Hood" foi publicado postumamente em dois volumes ("O Príncipe dos Ladrões" e "O Proscrito"), em 1872 e 1873. Foi um trabalho produzido durante os últimos anos de vida de Alexandre Dumas, quando este vivia de forma mais reclusa. Ao longo dos séculos, muitas pessoas criaram as suas versões para a história de Robin Hood (sujeito que até hoje não se sabe com certeza se existiu) e a de Alexandre Dumas tem um valor especial, pois foi a partir dela que a história de Robin atingiu um patamar mais universal.


Como sempre, a editora Zahar caprichou no trabalho e nos entregou uma edição lindíssima. O livro de capa dura reúne pela primeira vez os dois volumes da história, traz páginas amareladas e apresentação e notas de Jorge Bastos - que ajudam na contextualização e maior compreensão da obra.