Antes de começar, preciso dizer uma coisa: eu adoro o Johnny Depp. De verdade, desde que tinha 13 anos e comecei a me interessar minimamente por cinema. Na época, Johnny passava por um momento de transição, saindo da categoria astro-conhecido-mas-meio-alternativo para pirata-de-super-produção. E nem preciso dizer que Michelle de 13 anos, que só foi ao cinema para ver o Legolas de pirata, saiu de lá completamente apaixonada por Jack Sp Capitão Jack Sparrow, né? Ok.

(pausa para ignorar o fato de que ele sempre foi e sempre será velho o suficiente para ser meu pai)
O fato é que, desde então, procuro, na medida do possível  - e, atualmente, de forma mais equilibrada (leia: evitando ataques de fangirl e, claro, parando de me autodenominar Sra. Depp) - demonstrar a minha admiração pelo ator; e faço isso de forma bem simples: assistindo a seus filmes e, eventualmente, compartilhando gifs e fotos no Tumblr.

Gosto de pensar que o acalmar de ânimos veio em decorrência do passar dos anos e da chegada da maturidade (pfff, who am I kidding?), que me permitem admirar um artista com certo distanciamento e apreciando o seu trabalho. Mas a verdade é mais dura e cruel: tenho me interessado menos pelo Johnny porque os filmes dele estão pavorosos. Não sei precisar exatamente quando foi que isso aconteceu, mas creio que foi em meados de 2010, quando aquela bomba que atende pelo nome Alice no País das Maravilhas chegou aos cinemas. A decepção e o choque foram tão grandes que eu - que sempre contrariei aqueles que diziam que suas atuações eram sempre Jack Sparrow com pequenas alterações -  não pude mais defender. O HORROR, meus caros, o HORROR.

De lá pra cá, foram poucos os lançamentos recentes que me dei ao trabalho de assistir, preferindo me ater aos filmes já amados e favoritados e também à busca pelos mais antigos e obscuros. Foi assim que, sem o menor planejamento, me encontrei fazendo uma maratona de filmes dele no último carnaval. E é sobre esses filmes que vos falarei hoje. Vamos lá!

O Turista 

The Tourist | Florian Henckel von Donnersmarck, 2010)
Angie e Johnny rindo para não chorar. Afinal, precisam pagar o leite das crianças.
Como primeiro filme da maratona, só posso dizer que se não conhecesse o potencial de interpretação de Johnny Depp, teria parado por aqui. Esse filme, meus caros, vocês podem evitar porque não há Johnny Depp ou Angelina Jolie - com seu talento e beleza fascinantes - que sejam capazes de o salvar do completo e absurdo ridículo. Sério, tem uma cena do Johnny Depp dirigindo uma lancha com o pé. 
Aqui, temos um sujeito chamado Frank (Depp) que é abordado por uma desconhecida em um trem. A moça, interpretada pela Angelina, demonstra um interesse suspeito pelo cara, que logo se apaixona por ela (quem nunca, né?). Logo no início, fica claro que ela é monitorada por investigadores que precisam de informações sobre seu marido, um criminoso internacional. Resumindo: a polícia confunde tudo e passa a achar que o Frank é o bandido procurado. O que se segue a partir deste ponto é uma série de sequências de perseguição pelas águas e telhados de Veneza que culminam em um plot twist bem previsível. No fim, fiquei na dúvida se estava assistindo uma comédia ou uma sátira. Desconfio que a intenção do roteiro e da direção fosse a de entregar um filme de ação.

Benny & Joon - Corações em conflito

Benny & Joon | Jeremiah S. Chechik, 1995
Sam <3 <3 <3
Este é, provavelmente, o meu filme preferido do Johnny, que vive um de seus personagens mais carismáticos - na minha opinião. No filme, acompanhamos a história de Benny, um mecânico que desde muito cedo toma conta de Joon, sua irmã, que sofre de deficiência mental. Constantemente adiando sua vida e se utilizando da situação da irmã para justificar tal comportamento, Benny luta contra a recomendação de enviar Joon para uma casa de repouso. Tudo começa a ficar ainda mais complicado quando Joon perde uma aposta e, como resultado, os dois irmãos passam a hospedar Sam (Depp) em sua casa. Aqui, um Johnny com 30-anos-mas-com-cara-de-20, dá vida a um rapaz obcecado por cinema mudo, que imita Charles Chaplin e Buster Keaton e tem um jeito doce e peculiar de enxergar a vida.
Sério, gente, esse filme é fofo. E a trilha sonora é uma graça (Só encontrei o álbum completo no Spotify e você pode escutar clicando aqui).

Dead Man

Dead Man | Jim Jarmusch, 1995
<3
Bom, esse filme foi uma experiência, i'll give you that. Com uma estética interessante e, creio eu, bastante autoral (falo isso por alto porque este é o único filme do diretor que assisti), Jim Jarmusch apresenta a história de William Blake - não o poeta inglês -, vivido por Johnny Depp. Após a morte dos pais e de gastar suas últimas economias, William parte para o oeste americano na esperança de se tornar contador. Porém, ao chegar, o que encontra é um lugar hostil e selvagem, pautado pela lógica every man for himsef. Após alguns desentendidos, ele passa a ser perseguido por pistoleiros e passa a contar com a ajuda e companhia do índio Ninguém.
Apesar de tudo indicar que estamos falando de um western, o filme é, na verdade, um drama de busca e viagem espiritual. É uma experiência interessante e que gostei de ter conhecido, mas sinceramente não sei quando irei repetir. Um aspecto que vale destacar é a trilha sonora maravilhosa assinada pelo Neil Young, que combinou com o filme e contribuiu muito para a atmosfera geral da história.

Don Juan DeMarco

Don Juan DeMarco | Jeremy Leven, 1994
Antonio Banderas, is that you?
Foi a segunda vez que assisti ao filme, mas posso jurar que pareceu a primeira, porque não lembrava de quase nada. O que recordo é da Michelle de 13 anos que passou um bom tempo escutando dos pais o quanto esse filme era lindo-maravilhoso-divertido-e-tem-o-Marlon-Brando enquanto o som do carro nos brindava com a já clássica Have You Ever Really Loved a Woman?, do Bryan Adams, durante as viagens pelas estradas desse nosso Brasil.

No filme, Marlon Brando vive um psiquiatra às vésperas da aposentadoria que, numa bela noite, é chamado para impedir que um jovem, que jura ser Don Juan - famoso womanizer da literatura espanhola -  cometa suicídio. Após ser salvo, o rapaz (Johnny de 30-e-poucos-mas-com-cara-de-20 entra novamente em ação) incia um tratamento e, em suas sessões de terapia, narra a sua história. Envolvido pelo que conta seu paciente, o personagem de Brando não só cogita a possibilidade de que esteja lidando com o verdadeiro Don Juan, como também passa a se sentir contagiado pelo romantismo inevitável do mesmo, o que o leva a repensar as suas atitudes e a maneira como lida com o seu casamento.
Bom, acho válido mencionar que, aos 13 anos, fiquei bem horrorizada com o filme - que de forma alguma era apropriado para uma mocinha daquela idade - e não entendi muito bem o final. E este, meus caros, segue a linha do plot-twist-que-não-é-tão-twist-assim porque é realmente bem óbvio. Dessa vez, além de achar o filme meio sem graça, achei tudo bem brega, sabe? Ainda assim, é legal chamar atenção para o sotaque-latino-sedutor-de-novela-mexicana que Johnny desenvolveu/aprendeu para o personagem.

E é isso, meus caros; se você leu tudo até aqui: muito obrigada! Espero que tenham gostado, que não tenham se cansado da quantidade de gifs - sério, eu tô adorando esse admirável mundo novo que conheci (pun intended) - e que este post lhes tenha sido útil de alguma forma. Como estou entrando numa onda de querer assistir muitos filmes e ler menos livros - vivo esses ciclos, migos, não me julguem -, adoraria que vocês me recomendassem algumas coisinhas para assistir na Netflix e depois comentar o que achei por aqui. E agora, sem  mais delongas, vou nessa! Até o próximo post e que a Força esteja com vocês até lá!

- Michas


2 Comentários

  1. Adorei o post :) Também sou muito fã de Johnny Depp e do Jack Sparrow ;) Não vi muitos dos filmes mais antigos dele e desta lista só vi "O Turista" que acho mesmo muito fraco :( Faça mais posts :) Beijinhos de Portugal (Sandra)

    http://champagnechoque.blogs.sapo.pt/

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  2. Oi, Sandra :)
    Fico feliz que tenha gostado do post! Adoro o Johnny Depp e, como aproveitei o feriado de carnaval para assistir a alguns dos filmes dele, tive que comentar por aqui. Ele tem vários filmes meio desconhecidos e que são verdadeiros tesouros. Recomendo muito que assista!
    Passei a fingir que "O Turista" não existe. Que filme ruim.
    Estou tentando postar mais por aqui. Hoje liberei um post sobre minhas leituras :)
    Beijos do Brasil!

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