Não vou nem enrolar vocês com desculpas esfarrapadas sobre o porquê de ter demorado tanto para trazer uma nova ~edição~ do meu diário de leitura. A real é: continuo não lendo muito, esqueci de escrever e, possivelmente, rolou um pouco de preguiça de minha parte. Pronto, eis a aí a verdade nua e crua. Agora que já esclareci tudo, vamos ao que mais importa no momento: as minhas quase inexistentes leituras recentes.

SDDS DOCTOR WHO

Como previsto, a leitura de Um capitão de quinze anos, do Julio (Jules?) Verne, não avançou e voltou para a estante. De novo. Um dia, quem sabe, eu tente mais uma vez. O mesmo aconteceu com The Price of Freedom - o livro prequel de "Piratas do Caribe" super bem avaliado no Goodreads -, que achei bem legal até onde li, mas como estava lendo mil coisas ao mesmo tempo, acabei deixando de lado e quando resolvi voltar a ler, já não sabia mais sobre o que era. Há também o fato de que o verão acabou (SDDS, VERÃO!) e com ele se foi a minha obsessão por histórias de pirata, alto mar e ilhas exóticas. Contudo, lembro de ter achado a leitura interessante e, eventualmente, irei me reencontrar com ela. Preciso, de verdade, me controlar com essa coisa de ler muitos livros ao mesmo tempo porque claramente não está funcionando.

Concluí as frustrantes leituras de A sereia e Os bons segredos, sobre os quais já divaguei aqui e aqui. E, se você estiver com preguiça de ler os posts e for provido de paciência, pretendo divagar sobre eles lá no canal em breve. Também terminei de ler O senhor das moscas, que não amei e sobre o qual ainda não sei direito o que pensar. Sinceramente, achei superestimado.
Também terminei de ler Ardósia, de Nicolás Irurzun, livro que só conheci porque o autor entrou em contato comigo e, gentilmente, me ofereceu um exemplar. É uma leitura leve e divertida, com cara de novela. Vai tratar desta cidadezinha escondida no interior de São Paulo e sobre os tipos de pessoas que lá vivem. O livro foi publicado pelo selo Redondeza Contos, da editora Multifoco. Pretendo fazer um vídeo sobre ele em breve.

No momento, estou lendo:


Charlie Brown e seus amigos: continua com o marcador magnético de Elvis Presley na mesma página. Chega a ser ridículo o fato de que não consegui prosseguir com a leitura de um livro (?) que reúne tirinhas, mas sou dessas mesmo. Não é que não esteja gostando, só esqueço de pegar para ler. Em minha defesa, até tentei me dar uma forcinha ao colocar o livro dentro da bolsa para que ele me fizesse companhia em momentos de ócio, mas fica difícil competir com o Spotify.
A fúria dos reis: está aqui por mera formalidade porque não pego no livro há mais de um mês. O único avanço aqui é que consegui ler o capítulo do Davos. No fundo, ando meio desinteressada em Westeros ultimamente. Até o fim do ano eu acho que termino.

A arte de pedir (o título é bem maior, mas tô com preguiça de escrever), da Amanda Palmer: antes de iniciar essa leitura - completamente influenciada pela Fran e pela Anna -, pouco sabia sobre esta mulher incrível que eu adoraria conhecer e chamar de amiga. O livro é uma mistura de autobiografia, compartilhamento de experiências e reflexões sobre o fazer artístico e a relação de interação e troca entre público e arte/artista. Por ser um livro de não-ficção, estou intercalando a leitura com outras obras, logo, estou demorando bem mais que o imaginado para chegar ao fim - o que não faz sentido, pois o livro tem uma linguagem bem descontraída, quase como um bate-papo. De qualquer forma, estou gostando e recomendo fortemente.
A Cold Legacy, de Megan Shepherd: é o livro que conclui a trilogia de The Madman's Daughter (que por aqui só ganhou o primeiro livro, "A Filha do Louco", pelas mãos da Novo Conceito), que comecei a ler em 2014 e, estranhamente, amei. Meu espanto vem do fato de que eu fujo muito de trilogias/séries YA com elementos de fantasia/sobrenatural, mas como essa foi recomendada pela Jean (booktuber escocesa que adoro e acompanho há uns anos), resolvi arriscar. A série é ambientada no século XIX e dialoga com três clássicos da literatura de terror e/ou ficção científica: "A ilha do Dr. Moreau", "O médico e o monstro" e "Frankenstein". Apesar de o primeiro livro ser praticamente idêntico ao livro do H.G. Wells, os demais fazem uso apenas de referências, o que torna a história mais interessante. A protagonista é ótima também, apesar de fazer umas burradas neste último livro super à frente de seu tempo. Enfim, gosto bastante e recomendo também.

Pretendo terminar "A Cold Legacy" assim que finalizar este post e ainda não sei o que vou começar depois. Caso alguém tenha curiosidade em saber, é só me procurar no  Goodreads e no Skoob porque provavelmente devo atualizar por lá. Por fim, no último domingo, liberei um vídeo de tag lá no canal e se você quiser assistir, é só clicar aqui.

Ufa, chegamos ao fim! Mais uma vez: se você chegou até aqui, parabéns e muito obrigada! Boas leituras e até o próximo post! 

- Michas


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