Pois bem, já estamos na reta final do BEDA, a minha criatividade sumiu há pelo menos uma semana e, por isso, qualquer ideia que surge vira a ideia. Não vou mentir: tô frustrada por usar a ideia de hoje justo neste momento ~conturbado~, porque, sinceramente, é a melhor ideia de todas. 'Cês não fazem ideia de como sonhei com o momento em que sentaria para escrever este post e, por isso, já peço desculpas à Michelle do futuro por não entregar um texto à altura da magnitude dessa ideia. Na real, é sempre difícil escrever sobre aquilo que a gente gosta de forma muito irracional. Então, muita calma e paciência nessa hora.

Quem me conhece há algum tempo - seja na vida real ou nessa internet de ninguém - sabe que eu gosto muito de escutar música e que levo essa atividade muito a sério. De verdade, música é aquilo que chega mais perto de fazer por mim o que fé e religião fazem por muita gente. Então, sim, eu levo muito a sério o tipo de coisa que decido colocar na playlist da minha vida e, para isso, levo em consideração um critério bem razoável: a capacidade que uma música e/ou artista tem de me fazer sentir qualquer coisa. Pode ser tristeza, felicidade ou uma vontade incontrolável de balançar o esqueleto e rebolar a bunda. Não interessa, o que importa é sentir. E 2016 tem sido muito feliz neste departamento, meus caros; e eu atribuo este fato a um acontecimento marcante que data do já longínquo dia 9 de fevereiro, quando eu resolvi apertar o play e me entregar de corpo-alma-e-coração à grande obra-prima musical contemporânea chamada Made In The A.M.

Senhoras e senhores, se preparem. Hoje eu vou falar sobre One Direction.

(ou melhor, vou tentar falar sobre One Direction)

Mas, calma, meu intuito neste post não é falar sobre a formação da banda e nem sobre quem é quem. Tenho certeza de que o Google pode fazer isso muito melhor do que eu. O que quero é divagar sobre os seis meses nos quais One Direction se fez uma presença obrigatória na trilha sonora da vigésima sexta temporada da minha vida e as consequências dessa ~revolução~. Porque sim, houve um impacto significativo por aqui.

Comecemos, obviamente, pelo início. Ou quase isso. Pois bem, quando One Direction se transformou em um fenômeno mundial durante a era paleozóica, também conhecida como o ano 2012, esta que vos escreve estava no último ano da faculdade de jornalismo e prestes a concluir um TCC. Como vocês devem imaginar, tinha muita coisa borbulhando no meu cérebro e, por isso, pouco me importei para o que raios poderia ser One Direction. E assim permaneci por mais alguns anos - menos a parte do TCC, claro. Vejam bem, não era preconceito, era indiferença. Até entendo que para algumas pessoas o conceito de boyband pode ser algo meio inadmissível, mas para esta ser humana que cresceu ao som de Hanson e Backstreet Boys, tudo é bem natural. No entanto, permaneci nas trevas por longos quatro anos.

Uma breve lista dos meus conhecimentos sobre 1D até fevereiro de 2016:
1 - A música do Nissim é, na verdade , What Makes You Beautiful;
2 - Um deles se chama Harry e ele tem um corte de cabelo ~estiloso~;
3 - Esse que se chama Harry é também um ex-lover da Taylor Swift;
4 - Um deles tem um filho;
5 - Um tal de Zayn já fez parte da banda, mas um dia se cansou e pediu para sair.

Porém, durante uma tarde do verão brasileiro, motivada pela curiosidade levantada por um review da Rolling Stone e do constante incentivo de Anna Vitória, resolvi dar uma chance para a banda e encontrei a luz. Meus caros, eu era muito triste e não sabia. E o One Direction foi o furacão que me tirou da vida em sépia para me jogar em Oz. Um admirável mundo novo se abriu para mim e todos os meus demônios foram exorcizados. Pode parecer exagero, mas juro juradinho que não é. Tenho certeza de que existem estudos que analisam os efeitos de One Direction em nosso organismo. Tem que existir. Basicamente, o que acontece é uma explosão de sentimentos positivos. Uma mistura muito louca de alegria alucinada e vontade de voar. É o tipo de coisa que você sente quando encontra o Peter Pan e ele te convida para ir para a Terra do Nunca com a ajuda de pó de pirlimpimpim. One Direction te faz acreditar em unicórnios.
De fevereiro pra cá, meu conhecimento sobre a banda aumentou consideravelmente e confesso que passei mais horas do que deveria assistindo entrevistas com os integrantes em programas de talk show (obviamente, os meus preferidos são os com James Corden). AND I REGRET NOTHING. E, melhor ainda, acredito que a principal característica da ~Revolução 1D~ foi abrir as portas para um mundo de possibilidades musicais. Porque desde então, já adicionei tanta coisa que jamais imaginei escutar ao meu ~repertório~ que em alguns momentos nem me reconheço. And I think that's beautiful.

***
Pensei em fazer uma lista dos motivos que me fazem amar a banda, porém, como tenho certeza de que boa parte deles teria alguma relação com a aparência dos meninos/rapazes/cantores/integrantes (???), o comportamento deles em entrevistas e os gloriosos e brilhosos cabelos do Harry (#ripharryshair) irei me ater a apenas dois. O primeiro deles é a já citada sensação de euforia insana proporcionada pela experiência que é escutar One Direction; sensação essa que não só parece ser sentida por nós que escutamos, mas também por aqueles que cantam. Basta uma rápida pesquisa por apresentações ao vivo para ter certeza de que os integrantes do 1D de fato sentem muita felicidade quando estão no palco (com exceção do Zayn nessa apresentação aqui, que só evidencia o fato de que o melhor mesmo foi sair da banda). One Direction é melhor que drogas.
O segundo motivo tem mais a ver comigo do que com o 1D. Desde que me entendo por gente, guardo no coração aquilo que amo e que amo fangirlizar a respeito. No entanto, normalmente, adoto uma postura mais ~contida~ quando pratico a fangirlização e isso tem mais a ver com a minha natureza do que com qualquer tipo de crítica à quem ama intensamente e demonstra esse amor por meio de histeria. Aliás, acho lindo que as pessoas vivam suas vidas de fandom histericamente. A vida é curta demais para a gente não se permitir ser histérico com aquilo que amamos. Acontece que eu sou uma pessoa introspectiva e, normalmente, sinto intensa e histericamente na minha cabeça enquanto por fora sustento um carão de metida-descolada-demais-para-gritar-por-motivos-irracionais. Porém, depois de seis meses nessa vida directioner, percebi que é humanamente impossível amar One Direction sem perder a linha, sem sair berrando para os quatro cantos do mundo, sem ESCREVER EM CAPS LOCK QUE ONE DIRECTION É A MELHOR BANDA ABSUVJHBUUHBSYKGNIUBEUYFBF

I know, Harry. I have absolutely no control.
One Direction é tipo aquela xícara de café que você bebe e fica ligadona por horas. Só que sem a gastrite e um tipo diferente de dor que só pode ser sentida quando há amor demais envolvido. Acreditem, everything hurts. Mas é que nem a dor de academia que a gente passa a gostar quando percebe os resultados. E, meus caros, amar One Direction só tem se provado algo 100% saudável e positivo para mim.

Há algo de muito maravilhoso e louvável na arte de fangirlizar intensamente sobre aquilo que a gente ama. Principalmente quando isso deixa a gente meio besta. E eu adoro ser besta. Mesmo sendo criança dos anos 90 e tendo vivido durante a Era de Ouro das Boybands, nunca pude mergulhar de cabeça nesse tipo de fandom. Eu era muito nova, não assistia MTV e preferia gastar meu dinheiro do cofrinho com chiclete. Mas como eu era, basicamente, a sombra da minha prima mais velha - que até hoje é muito fã do Justin Timberlake - e queria ser como ela, acabei sendo influenciada e acho que é por isso que tenho um pouquinho da essência de fangirl de boyband no meu DNA. E, de verdade, eu acredito sim que todas nós precisamos ter uma boyband do coração, sabe? É tipo um rito de passagem e agora, com o One Direction, posso me entregar à essa vida de vez. Ou não, já que a banda entrou em ~hiato~. Eu sempre sou aquela que chega atrasada para a festa.

***
Ainda quero dedicar um post inteirinho ao Made In The A.M., que é o álbum mais executado por aqui e, com certeza, um dos melhores do meu ano. E sim, também vai rolar um top 10, porém, enquanto esses dias não chegam e, como gosto de me considerar uma pessoa legal, montei uma playlist para que vocês possam se alegrar também. ONE DIRECTION MELHOR BANDA REPASSEM
#feelingsaretheonlyfacts

- Michas


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