Como já sabemos, eu adoro a Sandy. Assim, não vou negar a minha surpresa ao me dar conta de que ainda não tinha assistido ao novo DVD dela, Meu Canto, que comprei na pré-venda e aguardei ansiosamente para conferir. A vida tem dessas e a gente acaba adiando algumas experiências. No fim, apesar de já ter escutado o álbum em versão digital no Spotify algumas vezes, valeu a pena esperar por um domingo chuvoso, gelado e preguiçoso de agosto para assistir ao show. E foi desse jeito que, enrolada em um cobertor e com a companhia de cookies e chá, me deixei levar pela simpatia e talento da minha melhor amiga cantora desde os tempos de infância.
Uma das coisas que mais gosto na carreira solo da Sandy é a sinceridade de suas letras. É como se, por meio delas, ela nos revelasse um pouco de quem é. Não é segredo para ninguém que tenha nascido no Brasil em algum momento das duas últimas décadas que Sandy cresceu diante da mídia e teve sua vida bastante exposta por conta disso. Assim - e ela fez questão de comentar em entrevistas -, desde que encerrou a carreira com o irmão e partiu para sua jornada pessoal na música, ela tem optado por manter uma postura mais reservada e, de forma geral, distante dos holofotes.

Então, como fã, acho uma delícia poder conhecê-la por meio de suas palavras porque sinto que dessa forma ela torna a relação com seu público mais pessoal. Para mim, é fácil a identificação com os assuntos sobre os quais ela canta (amor, a vida, o universo e tudo mais), além de sentir uma sensação de conforto, pois ao mesmo tempo em que escuto algo que compreendo, as músicas são cantadas por alguém que se fez presente em minha vida- ainda que de forma distante e meio indireta - desde que me entendo por gente. Meu coração se aquece quando escuto músicas da Sandy.

Dessa forma, eu já sabia que iria amar Meu Canto antes mesmo de assistir. E estava certa, porque amei demais, amei intensamente. Continuo a amar.
Gravado no Teatro Municipal de Niterói, Meu Canto reúne músicas dos dois álbuns de estúdio da cantora - Manuscrito (2010) e Sim (2013) -, alguns covers e músicas inéditas. Há também as participações especiais de Tiago Iorc e Gilberto Gil (!), além de versões repaginadas de antigos sucessos. Ou seja, é um show que traz o que é esperado desse tipo de evento, porém, é mais que isso. É uma chance de poder - ou tentar - ver a Sandy sem os filtros impostos pelos rótulos que sempre carregou e contra os quais sempre lutou. É um show intimista e ela abre as portas de seu cantinho para quem estiver interessado em conhecê-la.

Faz anos que ela se desprendeu da imagem da Sandy criada pelo imaginário coletivo brasileiro e basta um olhar mais atento direcionado para os seus trabalhos mais recentes para perceber isso. Com o perdão do trocadilho ridículo e infame, Sandy cresceu e agora é mulher. Mas, na real, faz tempo que isso aconteceu. Hoje, aos 33 anos, casada, mãe e com uma carreira sólida, Sandy parece não dar a mínima para o que vão dizer sobre ela (talvez ela sempre tenha pensado dessa maneira) e parece estar bastante confortável em ser quem é e do jeito que é.

Assim, o que vemos em Meu Canto é uma jovem mulher talentosa e feliz por poder, mais uma vez, compartilhar um pouco de si e de seus sonhos com seu público. E ela o faz com muita meiguice, simpatia e delicadeza. Há momentos em que parece se emocionar quando seu canto é arrancado de sua alma, outros em que mostra o orgulho que sente por ter chegado onde está e também aqueles em que é genuinamente divertida e espontânea, meio que sem se levar muito à sério. Sandy, no fim das contas, é gente como a gente.


|Momentos preferidos|

(Clique no título da música para ser redirecionado para o vídeo)

Sim
Porque, às vezes, tudo o que precisamos para fazer as coisas melhorarem é confiar mais na gente e dizer sim para o mundo, para os sonhos e para tudo o que a gente não previa.

Me Espera
É a parceria cheia de amor entre a Sandy e o Tiago Iorc. Adoro a música e o aspecto melancólico-porém-esperançoso que ela traz. Agora, quero um álbum inteiro de colaboração entre os dois.

Respirar
É uma das faixas inéditas e que fala sobre se libertar para as possibilidades da vida, de ser feliz sem ser refém (de nada e de ninguém).

Olhos Meus
Essa é uma das músicas mais bonitas da Sandy, porém, preciso dizer que a versão com o Gilberto Gil me fez nunca mais querer escutar a versão original. Sério, ficou muito linda nas vozes dos dois. É uma música triste, porém que parece ver que há alguma esperança no fim do túnel.

Nada É Por Acaso
Aqui a nostalgia bate forte e é lindo poder reviver a emoção de escutar um sucesso de Sandy & Junior. Gostei da versão repaginada e que combina com a ~atmosfera~ das músicas novas e do show.

***
Por fim, gostaria apenas de dizer que Meu Canto é uma delícia de escutar, porém, se você tiver a oportunidade de assistir, assista (esse link tem o show completo!). O cenário, a iluminação e a Sandy merecem ser assistidos e acho que a experiência é ainda melhor.

- Michas


2 Comentários

  1. huahua eu só ouvia Sandy quando era criança <3 nem sabia que ela ainda cantava!

    ✦ ✧ http://bruna-morgan.blogspot.com ✧ ✦

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  2. Sandy foi a rainha da infância de muita gente, né? Adoro muito <3
    Então, ela continua um amor!

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