Daí que, do nada, decidi que iria participar da Maratona Literária de Inverno 2016 (#MLI2016), organizada pelo canal Geek Freak. Como desde que o ano começou não ando lendo como costumava - é sério, lia uma média de 3 a 5 livros por mês; hoje, se leio um é muito -, achei a ocasião oportuna. Estava com vontade de ler, tinha adquirido livros novos e mais um monte de gente louca por livros iria participar do evento, então não tinha como eu desanimar e perder o foco, certo? Errr, mais ou menos.

Semana #01: 

03/07 - 09/07
Depois de analisar a estante, montar uma possível TBR (apresentada apenas no Snapchat; se não me segue: michasborges), estabelecer a meta de um livro por semana e preparar aquele café dos campeões, me acomodei na minha cama e me entreguei ao desafio. Era sábado, dia 3 de julho, e o livro era o belíssimo "Em algum lugar nas estrelas", de Clare Vanderpool.

O livro é uma mistura de "Conta comigo" e "As aventuras de Huckleberry Finn" e traz uma narrativa envolvente, personagens cativantes e uma história interessante, ainda que dramática e ~misteriosa~. Concluí a leitura quase uma semana depois e aí, já parti para a segunda escolha.



Semana #02:

10/07 - 16/07
Bom, aqui as coisas ficaram intensas e começaram a se enrolar. Curiosamente (?), esta foi a semana mais produtiva da maratona. Comecei com o um-tanto-frustrante "A guerra dos mundos", de H.G. Wells, que, não vou mentir, atrapalhou um pouco o meu ~desempenho~. Lá pela metade da semana, resolvi intercalar a leitura do clássico com algo mais leve. Assim, decidi seguir um dos desafios e tirei da estante um livro que me aguardava há mais de um ano: "Midwinterblood", de Marcus Sedwick.

Intercalei as leituras e terminei "A guerra dos mundos" no domingo. Vejam bem, achei a leitura válida, porém nada prazerosa. Sinto que hoje, no século XXI, já não há nada de tão inovador na história, mas creio que deve ter sido realmente impactante na época de sua publicação.


Semana #03: 

17/07 - 23/07
Voltemos ao "Midwinterblood". Não lembro quando, nem onde ou porquê ouvi falar deste livro, mas a premissa parecia interessante e os primeiros capítulos foram bem intrigantes. Porém, pouco depois da metade o livro ficou ~esquisito~ e, resumindo, não gostei. Acho que a ideia foi boa, mas a execução foi lastimável. Enfim, já escrevi as minhas impressões da leitura e devo publicar em breve.

Depois de duas leituras desanimadoras, concluí a graphic novel "Supernatural: Origins" e aí, parti para "Agnes Grey", um clássico vitoriano e exatamente o tipo de leitura que tem tudo para me prender às páginas.

Semana #04:

24/07 - 30/07
Talvez eu tenha escolhido o romance vitoriano errado, porque às 23h do dia 30 de julho eu tinha chegado apenas à marca dos 50% de "Agnes Grey". E o status permanece inalterado até hoje. Sinceramente, estou achando a leitura entediante e desinteressante. Até o momento, nada aconteceu e acho que nada irá acontecer. Juro que não quero me precipitar em julgamentos, mas já acho a Anne a irmã Brontë menos legal. Como me desafiei a terminar a leitura até o próximo domingo, não devo tardar a comentar o que achei (provavelmente em setembro; o mesmo vale para todos os livros que citei).

*****
De forma geral, adoro maratonas literárias. Desde que comecei a fazer parte da ~comunidade literária~ na internet, acho esse tipo de evento super divertido e, quando estou no clima, faço o possível para participar. No entanto, minha experiência recente me provou que, de fato, maratonas muito longas não servem para mim. Por mais que queira me dedicar, sempre chega aquele momento em que percebo que a energia inicial já não existe mais e aí, acabo perdendo o foco ou desviando-o para algo mais ~atraente~, tipo uma temporada inteira de Stranger Things.

Ainda assim, sigo forte na defesa de maratonas literárias. No meu caso, continuo achando que aquelas que duram apenas uma semana são as que funcionam melhor para mim. Sobre a experiência recente, por mais que tenha flopado no final, valeu à pena por me fazer ler mais de um livro no mês. Então, de certa forma, saí do desafio vitoriosa.

- Michas


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