(Ou uma lista de motivos pelos quais amo Supernatural)

Eu sei que ando monotemática, mas semana passada teve Supernatural Day e eu não posso evitar. Caso você não saiba do que eu estou falando, calma que eu te explico: no dia 13 de setembro de 2005 foi ao ar o primeiro episódio de Supernatural e o resto é história. Hoje, onze anos depois, a série é a mais longa da emissora The CW, conta os dias para a estreia da 12ª temporada e continua com uma forte e crescente base de fãs. Assim, 13 de setembro é dia de celebrar a série.

Como 2016 é o ano em que redescobri o meu amor pela série, que tem sido a melhor coisa que assisti nos últimos meses, não poderia deixar a ocasião passar em branco por aqui. Então, mesmo com atraso, decidi fazer uma lista de motivos que me fizeram gostar da série e que me motivam, depois de mais de uma década, a continuar investindo o meu tempo na saga dos Winchester.

Mas antes, só por precaução, verifiquem se tem sal na cozinha, se certifiquem de que a prataria está ao alcance de suas mãos, desenhem umas armadilhas do diabo no chão e no teto e usem sangue humano para fazer aquele símbolo anti-anjo nas paredes. E agora, sem mais delongas, senhoras e senhores, eis a minha lista de motivos para amar Supernatural.


Sam e Dean. Toda história que se preze precisa de personagens interessantes, bem desenvolvidos e cativantes, e Supernatural tem vários deles, mas é inegável que o destaque maior é dos protagonistas. Seja durante a investigação de um caso ou em um momento de descontração, os irmãos Winchester parecem reais e é por isso que gosto tanto deles e me importo com o que lhes irá acontecer. Uma das coisas que mais gosto de observar enquanto assisto aos episódios é como os dois têm personalidades bem distintas, mas ao mesmo tempo são super parecidos na forma de agir. Também adoro aqueles momentos típicos de quem tem irmão/irmã e precisa lidar com conflitos cotidianos, como reclamar da música alta no carro, da comida velha na geladeira ou das meias sujas na pia. No fim do dia, Sam e Dean são gente como a gente.

O estilo de vida Winchester. Ok, a vida dos caras não é boa. No entanto, há algo de fascinante na existência meio ~fora da lei~ que eles levam. Cada dia uma cidade, uma criatura e um disfarce diferentes (tá, esse padrão muda na ~segunda fase~ da série). Eles chegam lá, fazem o trabalho deles, não criam vínculos com ninguém e vão embora. É uma realidade triste? Sim, mas também é bastante libertadora se pensarmos que eles não precisam lidar com as coisas chatas da vida, como pagar contas e lidar com responsabilidades ~reais~. Acho que é uma compensação por todos os traumas.

Drama. Muito mais do que uma série de terror e mistério, Supernatural é uma série sobre a vida (e família!). E como a vida tem uma boa quantidade de drama, com os Winchester não seria diferente. Mas o interessante aqui é que eles não lidam só com vício em sangue de demônio e traumas pós-rolê no inferno e/ou perda de alma. Existem questões que são bastante reais, como o luto, a negligência na criação de filhos, a obsessão por vingança, o sacrifício por aqueles que amamos, a tomada de péssimas decisões em momentos de desespero, o abrir mão de sonhos em prol de algo maior, a luta para se manter verdadeiro e de acordo com o que se acredita mesmo quando tudo te diz para agir de outra forma, a falta de motivação para continuar vivendo, mas encontrando forças mesmo assim, etc. Repito: Supernatural é uma série sobre a vida.
Baby, road trip e rock clássico. Estes três elementos são fundamentais para o estilo de vida Winchester e, claro, para nos fazer amar a série. Não dá para pensar em Supernatural e não lembrar automaticamente de cenas dos irmãos cruzando os Estados Unidos em um Chevy Impala 67 (Baby, para os mais íntimos) à procura de ~assombrações~ enquanto escutam as fitas cassete (!) do Dean. A trilha sonora da série, recheada de clássicos do rock, é ótima e me apresentou a algumas das minhas músicas preferidas da vida. <3

A série não se leva a sério. E acho que se fosse diferente, talvez não tivesse durado por tantas temporadas. Obviamente, há uma construção de arcos dramáticos e épicos, mas a série também gosta de brincar um pouco com seu formato no meio disso tudo. Assim, a gente tem episódios metalinguísticos, outros que pendem mais para o humor e aqueles que flertam um pouco com outros gêneros e fazem referências à cultura pop. Acho ótimo que isso aconteça! A série se permite ousar e continua sendo interessante para quem acompanha depois de tantos anos. E quando alguma coisa não dá muito certo, os roteiristas admitem que erraram e tá tudo bem, podemos seguir em frente, o importante é tentar.

I mean, horror is one thing, but to be forced to live bad writing...

O humor. Seja durante um diálogo dos irmãos enquanto comem hamburguer, ou durante uma demonstração da completa inaptidão social do Castiel ou, ainda, com alguma fala sagaz e extremamente sarcástica do Crowley, o humor está presente em todos os episódios de Supernatural. Às vezes, de forma mais sutil e, às vezes, de forma escancarada em episódios que são inteiramente cômicos, porém completamente incorporados à mitologia da série. Algumas das cenas e diálogos se tornaram tão célebres que são sempre replicados dentro do fandom e só de lembrar, já dá vontade de rir.
Os monstros. Supernatural é tão mais que uma série de terror que só agora me lembrei de falar dos monstros. E claro que eles são importantes! Muitos são assustadores e me tiraram o sono! A mitologia da série é bem vasta e, por isso, temos um leque de possibilidades. Podemos contar com os clássicos fantasmas, vampiros e lobisomens; mas também tem umas coisas ~diferentonas~, como shtrigas, wendigos, metamorfos e tulpas. Numa escala mais épica, podemos sempre contar com demônios e anjos (sim, anjos são terríveis). E quando queremos morrer de medo mesmo, temos os humanos.

Personagens coadjuvantes. Considerando o tempo que Supernatural tá na estrada (ba-dum-dum-tss), são muitos, muitos personagens coadjuvantes. Alguns que só ficam para um episódio, outros que voltam para mais algumas participações e aqueles que aparecem tanto que são quase fixos. De forma geral, dá pra dizer que quase todo mundo que chegou para integrar o time Winchester é cativante e, por isso, tem o amor de todos nós. Claro que tem uns que insistem em permanecer na série mesmo quando tá na cara que já deveriam ter ido embora, mas não vou me ater à eles. (Metatron, tô olhando pra você). Por ora, só vou falar que amo muito Bobby, Castiel e Crowley (esses dois últimos são fixos de verdade agora).

#SPNFamily. Como ficou previamente estabelecido por aqui, ser fã é muito bom. Mas ser fã acompanhado é melhor ainda. E nesse caso, não falo apenas de pessoas que, assim como eu, gostam de assistir a série, mas também das pessoas que fazem a série. Basta assistir a qualquer vídeo de convenções para perceber que o elenco e todo mundo que faz parte da produção é muito fã de Supernatural. Não só porque a série paga suas contas, mas também porque para muitos deles, mudou a sua vida. O Jared Padalecki, por exemplo, conheceu sua esposa por causa da série. Os protagonistas são praticamente irmãos na vida real, os filhos deles crescem juntos. Supernatural is the family business.

E a base de fãs, que está sempre crescendo, é super ativa, de forma que sabemos que quando a série se despedir (coisa que tenho medo de imaginar), não será o fim. A série vai muito além de ser um programa de televisão e - pausa dramática - seu legado permanecerá em nossos corações. ❤


Deixe um comentário