Como sabemos, agora também sou convertida ao swiftnianismo (termo belamente cunhado por Manu), de forma que amo a moça Taylor Swift e suas músicas. Como também sabemos, 2016 foi um ano pouco gentil por aqui, pelo Brasil e, convenhamos, para o mundo de uma forma geral. Assim, no meio das incontáveis revoluções internas seguidas de crises de ansiedade e singelas, porém gratificantes, doses de autoconhecimento que este nada glorioso ano me proporcionou, a discografia dessa pessoinha polêmica-porém-incompreendida-de-forma-adorável surgiu no embalo da Revolução 1D e se consolidou como uma das minhas maiores fontes de alento e conforto.
E como hoje ela está celebrando a vigésima sétima temporada de sua vida, não poderia deixar a data passar em branco por aqui, de forma que me lancei o impossível-porém-aceitável desafio de listar as minhas músicas preferidas de seu incrível repertório. Não há preferência, amo todas da mesma forma e irei organizar a lista cronologicamente. Com a introdução concluída, senhoras e senhores, se preparem, pois este é o meu TOP 13 músicas da Taylor Swif!


Taylor Swift escrevendo sobre a minha vida muito antes que eu pudesse ter alguma noção de quem Taylor Swift era. Aqui, no auge da sabedoria de seus dezesseis anos, Taylor demonstra toda a vulnerabilidade e inadequação que todas nós, creio eu, já sentimos nessa fase da vida, quando começamos a tentar nos encontrar. Gosto do tom de otimismo de quem anseia pelo futuro, pois sabe que ele guarda grandes planos. E que planos, não? Fico imaginando o que a Taylor Princesinha Country diria se pudesse ver a Taylor 1989.
Trecho digno de nota: Got the radio on, my old blue jeans / and I'm wearing my heart on my sleeve / feeling lucky today, got the sunshine / could you tell me what more do I need / and tomorrow's just a mistery, oh yeah / but that's ok 
O banjo no começo, a guitarra, o violino! Essa música ganhou meu coração pela melodia e pelos arranjos e quando eu prestei atenção na letra, o estrago já estava feito. Não que a letra não seja boa, mas é aquela coisa, né, oh-você-deveria-ter-dito-não-e-talvez-ainda-me-teria yada yada yada direcionada ao boy-lixo que a traiu. Respeito muito a importância de colocar toda a revolta e o sentimento para fora, mas a letra, realmente, tem um total de zero impacto para mim. Mas, valorizemos as emoções de Taylor Swift adolescente porque todas nós já estivemos em tal posição.
Trecho digno de nota: olha, é como eu disse, acho a letra tão normal que não tenho nada a acrescentar.
Tay-Tay, muito romântica, decidiu que gostaria de dar um final feliz para Romeu e Julieta. E a letra é justamente a narrativa de uma história de amor. Esta foi a primeiríssima música da Taylor que escutei e, no auge da minha rebeldia infundada aos 18 anos, fazia questão de dizer que achava tudo muito ridículo - porém, por dentro, achava tudo muito lindo pois adoro coisas com vibe de contos de fadas. 
Trecho digno de nota: This love is difficult, but it's real

Confesso que até o presente momento, a era Fearless ainda não aconteceu por aqui, de forma que Love Story será sua única representante nesta prestigiosa lista.
Sabe aquela pessoa que você sabe que é uma cilada, mas que, ao sorrir, te faz ver faíscas e sentir vontade de largar tudo para dar uns beijos debaixo da chuva? A vida tem dessas e Taylor Swift fez questão de registrar em uma música que é uma delicinha de escutar. Esta foi a primeira música que gostei fora da era 1989 e foi por causa dela que decidi me jogar na discografia completa da Tay-Tay.
Trecho digno de nota: My mind forgets to remind me you're a bad idea (é cilada!)

Aqui Taylor descreve aquela situação quando estamos em um lugar em que não queríamos e, de forma inusitada, após uns flertes, acabamos por conhecer alguém encantador. Depois de uma conversa, troca de sorrisos e mais encantamento, voltamos para casa querendo muito conhecer melhor essa pessoa e torcendo para que ela não esteja apaixonada por outro alguém. Não sei se fiz justiça à música, mas ela tem umas vibes muito de contos de fadas e é por isso que gosto dela. É romântica e bonitinha. Encantadora mesmo.
Trecho digno de nota: I'll spend forever wondering if you knew I was enchanted do meet you

Há algo de épico nessa música e eu não tô falando somente da ~atmosfera~ dramática proporcionada pelos violinos ou pela performance da Taylor nos shows da Speak Now World Tour. Aqui, Taylor fala sobre como está assombrada com o fim de um relacionamento que sempre pareceu fadado ao fracasso. Ela nunca imaginou que o fim chegaria e sabe que jamais irá superar o amor perdido, mesmo que já esteja em outra.
Trecho digno de nota: Something keeps me holding on to nothing

Essa é, disparado, uma das melhores músicas que já escutei em toda a minha vida. Estamos falando de uma belíssima reflexão sobre bons momentos que são compartilhados com pessoas queridas, momentos que ficarão em nossas memórias para sempre. Se não me engano, Taylor fez a música para sua banda e seus fãs após o sucesso do Fearless, como uma forma de celebrar todas as coisas boas que vieram a partir disso e também como um agradecimento. Particularmente, sempre que escuto essa música penso em formatura de colégio, quando todos estão super felizes pela conquista e, ao mesmo tempo, estão tristes pois uma fase da vida está chegando ao fim, mas há aquele otimismo esperançoso porque a vida tá só começando e muitas aventuras estão aguardando para serem vividas.
Trecho digno de nota: I had the time of my life fighting dragons with you

Acho que agora é o momento apropriado para dizer que eu sou completamente fascinada pela forma como a Taylor Swift consegue escrever sobre sentimentos e como ela usa metáforas incríveis para fazer isso. Aqui, o encanto fica por conta da relação que ela faz entre as emoções que marcam um relacionamento, desde o início até o fim, com cores. Mas não paramos por aqui, porque ela também vai relacionar situações de um relacionamento, do início ao fim, com outros tipos de situação, como resolver palavras-cruzadas e dirigir um Maserati por uma rua sem saída. Red, que música!
Trecho digno de nota: Losing him was blue, like I'd never known / Missing him was dark grey, all alone / Forgetting him was like to know somebody you never met / But loving him was red

Possivelmente, a música mais triste de todas as músicas que a Taylor Swift já fez. Triste daquele jeito que só um coração muito machucado pode se sentir. Acho que todo mundo, pelo menos uma vez na vida, passa por um relacionamento que é um divisor de águas; que te muda, que te faz ver as coisas de um jeito diferente e que, de certa forma, te deixa com marcas que serão carregadas para sempre. Tenho para mim que o relacionamento que Taylor descreve em All Too Well foi desse tipo. Do tipo que poderia ter sido uma obra-prima, mas a vida aconteceu e tudo foi destruído e agora só nos resta lembrar de tudo muito bem enquanto remendamos nossos corações partidos.
Trecho digno de nota e muitíssimo dolorido: You call me up again, just to break me like a promise / So casually cruel in the name of being honest / I'm a crumble up piece of paper lying here / 'Cause I remember it all all all too well

No auge de seus 22 anos, Taylor celebrou a ocasião com esta música bastante identificável, que fala sobre como ter vinte e poucos anos é uma mistura de coisas e sensações boas, ruins e contraditórias. Ela fala sobre como essa fase da vida é confusa e solitária, mas também é muito libertadora e feliz. Mais um exemplo de como Taylor Swift estava escrevendo sobre a minha vida mesmo quando eu não dava a mínima atenção para quem Taylor Swift era, porque quando o Red foi lançando, eu tinha 22 anos e me sentia exatamente da forma descrita na música.
Trecho digno de nota: We're happy, free, confused, and lonely in the best way
Quando ainda vivia nas trevas e não praticava o swiftianismo, resolvi acompanhar o hype do lançamento do 1989 para ver qual era a da Taylor. Não vou mentir: na época, não gostei do álbum, mas adorei Style. Primeiro, porque não sei lidar com aquela batidinha deliciosa do início. Segundo, porque a letra é irresistível. Tay-Tay faz um paralelo entre estilos que nunca saem de moda e um relacionamento e/ou sentimentos. Além disso, tem todos aqueles elementos feitos para enlouquecer todos nós obcecados pela narrativa de vida da Taylor Swift. Quédizê, 'cês já prestaram atenção nesse título NADA sutil?
Trecho digno de nota:
That James Dean, daydream look in your eyes 
long hair slicked back
White T-shirt

Na mesma ocasião, ainda na minha vida a.T.S., escutei Out Of The Woods e achei uma das coisas mais insuportáveis contempladas (?) por meus ouvidos. Contudo, a vida dá voltas e quando 1989 aconteceu por aqui, a música foi a segunda eleita favorita (porque Style ainda reinava suprema). Como sabemos (?), há uma vertente de pesquisadores acadêmicos do swiftianismo que defende a teoria de que praticamente todo o álbum foi inspirado no relacionamento que Taylor teve com um dos integrantes de uma famosa boyband britânica. São questões. Todavia, o que sabemos com certeza é que Taylor compôs a música tendo em mente um relacionamento também fadado ao fracasso, cujo sentimento predominante era a ansiedade. Acho fascinante que, não apenas a letra, mas também tudo na música transmita esse desespero. 
Trecho digno de nota: Are we out of the woods yet?

Por fim, a minha música favorita, que também é a faixa que encerra o álbum e a era mais recente da Taylor. New Romantics é a 22 do 1989, um verdadeiro hino millennial. Aqui, lamentamos o fato de que a vida é apenas uma sala de aula, que estamos entediados e cansados de tudo, que cada dia é uma batalha, que não aguentamos mais esperar e que poderíamos construir castelos com todas as pedras que são atiradas em nós. Porém, também celebramos o fato de que somos os novos românticos, que estamos ocupados demais dançando e que as melhores pessoas são aquelas que são livres - porque, afinal de contas, nós queremos mesmo é viver as nossas vidas confusas sem ter que dar satisfação à ninguém.
Trecho digno de nota: We play dumb, but we know exactly what we're doing (só que não, pois millennials)

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Shake It Off (menção honrosa)
Porque sim.
Trecho digno de nota: Can't stop, won't stop moving / It's like I got this music in my mind saying it's gonna be alright




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