Em tempos de estreia de filme novo do universo de Star Wars e de desespero porque faltam dez posts para a conclusão do Blogmas e as ideias já são inexistentes, a gente se vira como pode e tenta unir o útil ao agradável. Como sinto que pouco falei sobre livros por aqui desde o ~reboot~ e que, de forma geral, andei pouco conectada com meu lado leitora, hoje responderei a tag Star Wars Literário, que vi no canal da Jotapluftz e que, creio, foi criada pelo pessoal do Espanadores.

Chewbacca: alguém que sempre vai estar lá para você
O apanhador no campo de centeio. Como sabemos, este é um dos meus livros preferidos da vida e mesmo que seu foco maior seja na adolescência, sempre que releio alguns trechos ou me lembro de partes da história, me sinto abraçada e contagiada por uma sensação de conforto. Não costumo reler muitos livros - aliás, faz muito tempo desde que fiz isso pela última vez -, mas a história de Holden Caulfield sempre terá um espaço especial na minha vida e no meu coração.❤

C-3PO: personagem/autor perdido, desesperado.
Falando de personagem, lembrei da Naoko, de Norwegian Wood, um dos livros que mais gostei de ler em 2016. A história é toda (leiam: toda mesmo) permeada pelas ~bad vibes~, é um livro triste, doloroso e que me fez sentir angustiada em vários momentos; e, ainda que não seja a protagonista, Naoko foi, para mim, a personagem mais interessante do livro e acho que ela representa bem o tom da história, que, caso não tenha ficado claro, não é engraçadinha como o C-3PO. Ainda assim, há algo de desesperador. Agora, pensando em autor, com certeza, Marcus Sedgwick. Li Midwinterblood (o livro chegou ao Brasil pela editora Novo Século e com o título A Ilha das Sete Luas) em julho e tô até agora sem entender o que raios o autor pretendia com o livro. Nada faz sentido.

R2-D2: livro na língua mais estranha que você já leu.
Olha, em toda a minha vida apenas li livros em português ou em inglês, que não são línguas estranhas (para mim, no caso). Assim, pensei em livros que foram escritos originalmente em línguas que eu não tenha conhecimento de nenhuma palavra e cheguei à A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera, que foi escrito em tcheco. Tenho um total de zero conhecimento na língua tcheco.

Luke Skywalker: um livro que foi importante na sua "formação" (para se tornar um Jedi, claro!)
Confissões do crematório, de Caitlin Doughty, que li há pouco mais de um mês e não consigo parar de pensar a respeito. A autora parte do fato de que vivemos em uma sociedade que, por medo e dificuldade de aceitação, esconde a morte e isso precisa mudar. Assim, ela busca desmistificar o assunto, falando sobre suas experiências como funcionária de uma casa funerária e ~operadora~ dos fornos de um crematório. Ainda estou digerindo a leitura, mas acho que é muito válida e que precisamos sim falar sobre a morte, porque é a única certeza que temos.

Han Solo: bonitinho, mas ordinário…
A noiva fantasma, de Yangsze Choo, um livro sobre o qual mudo de opinião constantemente - o que não acontece em relação ao Han Solo (risos). Lembro que logo que o lançamento do livro foi anunciado aqui no Brasil, fiquei curiosa porque toda a ideia de jovens que, por dinheiro, se casavam com pessoas mortas me pareceu muito intrigante. Aí, eu li o livro e...meh. Não são um livro ou uma história ruins, mas a campanha de divulgação vendeu uma coisa e, na real, o que encontrei foi um YA sobrenatural - nada contra, aliás - , de forma que fiquei chateada e pensando que, no fim, comprei um livro lindo, porém bem mais ou menos. Talvez, precise reler um dia, sem expectativas erradas.

Princesa Leia: a força é forte nela.
Elinor Dashwood, de Razão e Sensibilidade. Antes de qualquer coisa, preciso dizer que detesto essa noção bizarra de que personagem feminina forte só é aquela que sai por aí pegando em espadas/armas de fogo e chutando bundas. Nada contra, acho ótimo que mocinhas saiam por aí chutando as bundas de homens imbecis, só que acho ainda mais admirável quando elas conseguem demonstrar força sem precisar fazer uso de qualquer tipo de violência ou, sei lá, incorporar ~características masculinas~. Gosto muito da Elinor porque sua força está justamente em sua sensatez e em sua decisão de ser fiel à si e ao que acha que é certo para sua vida, mesmo que isso signifique um casamento por amor, mas sem muitas perspectivas de sucesso financeiro - aspecto que, querendo ou não, era muito valorizado no contexto em que Jane Austen vivia. Além disso, acho louvável a maneira como ela se esforça para não deixar que suas emoções interfiram na forma como age, preferindo pensar antes de tomar uma decisão ou dizer algo. Convenhamos, chutar bundas é muito fácil perto da dificuldade de sustentar aquele carão de tá-tudo-bem-nada-me-abala-o-show-precisa-continuar.

Yoda: de sabedoria o livro é.
A arte de pedir, da Amanda Palmer. São tantas as coisas ditas no livro e que precisam ser aplicadas na minha vida, que só consigo enxergá-lo como um guia para os meus anos de jovem Padawan. De tudo o que Amanda diz, no momento, a que mais me chama atenção é a da importância da vulnerabilidade e de se permitir sentir e se mostrar dessa forma. E que não há absolutamente nada de fraco em ser vulnerável, mas justamente o oposto. Convenhamos, é preciso MUITA força para ser vulnerável nesse mundo de ninguém.


Darth Vader: seu melhor vilão
Minha criatividade e memória já estão falhando, de forma que optei por apontar um vilão tão icônico quanto Darth Vader: ninguém mais, ninguém menos que Aquele-que-não-deve-ser-nomeado, Você-sabe-quem, Lord Voldemort himself. Tá certo que quando terminei de ler As Relíquias da Morte, achei o Voldemort um tanto frustrante  - sério mesmo que você não cogitou a possibilidade de que a destruição de suas horcruxes poderia te enfraquecer e deixar o trabalho do menino Harry muito mais fácil? -, mas por sete anos da minha vida, ele foi o meu malvado favorito (ba-dum-dum-tsss) e o temor que ele gerava era real.


Millennium Falcon: parece que não... mas vai!
Crônicas de Amor e Ódio, a trilogia que começa com The Kiss of Deception. Confesso que torço muito o nariz para séries YA de qualquer tipo, mas principalmente essas que têm muito hype em cima. As chances de eu quebrar a cara são muito grandes e, por isso, evito. Contudo, contrariando minha voz interior que me dizia para não ler, segui o conselho da minha amiga Bia e me joguei na cilada. E adorei. Terminei o segundo livro faz pouco tempo e agora tô curiosa para saber qual será o desfecho da história.



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