(Aquele em que não consegui pensar em um título para o post sobre o feriado)

Não quero ser o tipo de pessoa que começa um blog - ou faz um reboot no que já tem - e desaparece depois do post de apresentação. Assim, vou tentar manter atualizações frequentes por aqui, mas sem pressão e sem a garantia de que os posts serão grandes reflexões sobre o destino da humanidade, ok? Hoje vai ser um negócio meio aleatório, uma mistura de relato do feriado com comentários sobre o que li, escutei e assisti.

Não tinha planos para  o feriado, mas aí, decidi no meio da semana passada que eu precisava ver o mar. Assim, do nada mesmo. Como meus pais já estavam se organizando para a viagem, resolvi com alguns dias de antecedência que iria também e me preparei psicologicamente para as incontáveis e eternas horas de trânsito. Devo confessar que esperava algo bem pior do que o que de fato encontrei (na ida, pois a volta foi lastimável).

Claro, São Paulo às vésperas de um feriado às 19h é caótica e todo mundo aqui é meio louco para, não só cogitar, mas aceitar o martírio que é sair de casa nessas condições, mas juro que esperava ficar pelo menos três horas parada nas infames marginais. Até salvei a bateria do celular para deixar para escutar música quando o ~cenário~ fosse mais agradável...e cheiroso. Felizmente, fiquei pouco tempo no inferno, a estrada estava pouco movimentada (?) e deu para escutar Ed Sheeran com calma. Chegamos ao nosso destino  - o qual não terá sua localização revelada por motivos de internet é um local público e a gente tem que controlar os limites da nossa exposição - pouco depois da meia-noite e eu caí no sono logo em seguida. Na manhã seguinte, tive o prazer de ser agraciada com um belíssimo sol e esta vista digna de clipe da Lana Del Rey:
Brace yourselves, migos: a era 1989 chegou ao fim, mas eu ainda não superei as polaroids.
Deixem-me contar um pouco sobre a relação desta que vos escreve com o mar. Cresci frequentando esta mesma praia e, rezam as lendas da minha família, quando ainda era bebê costumava me arrastar/engatinhar em direção ao mar, completamente fascinada. Esse amor durou toda a minha infância, porém ao chegar aos fatídicos 13 anos nossa relação se tornou conturbada e eu nem sei bem os motivos que levaram a isso. Vou me contentar em afirmar que eu estava entrando na adolescência. Porém, há uns dois anos voltei a me conectar com as minhas "raízes" e passei a valorizar demais meus momentos de reflexão-melancólica-ao-sol-encarando-o-mar. Gente, sério, o mar faz bem, de verdade. Recomendo.

Nos momentos em que não estava na praia ou fazendo vários nadas - porque, convenhamos, praia é para relaxar e largar a vida -, aproveitei para ler, escutar música e assistir filmes e séries.

Leituras

A arte de pedir (Amanda Palmer): estou lendo desde março e achando ótimo. Mas, por ser não-ficção, acabo lendo outras coisas e deixando ele de lado. Pretendia concluir a leitura ainda em abril, mas já sei que vai ficar para maio.

Um passado sombrio (Peter Straub): livro com um enredo de terror meio manjado, mas recomendado pelo Stephen King e que promete explodir a cabeça dos leitores. Li quase cem páginas e passei a questionar os critérios que uso para escolher o que vou ler. Já adianto que depois desse, vou passar longe do autor e de futuras recomendações do Stephen King.

Fangirl (Rainbow Rowell): tinha no Kobo, que só levei na viagem por precaução caso ficasse entediada com as outras opções. Que bom que fiz isso! Li 20% e já tô adorando. Deve ser a minha leitura principal da semana.

Uma das coisas que eu mais gosto de fazer quando estou no litoral é ir em banca de jornal. Sério, sempre acho umas revistas antigas ou até mais recentes, mas que jamais compraria porque não iria ler na minha vida ~ normal~ em São Paulo. Foi durante uma dessas visitas casuais que encontrei um Guia Definitivo do Pink Floyd publicado pela Rolling Stone em 2014 e que não sei por que raios ainda não tinha. Passei deliciosas tardes na companhia da revista e, claro, da discografia (leia: dos álbuns que lembrei de salvar na biblioteca offline do Spotify) do Pink Floyd.

Músicas

Fatos sobre a minha vida musical: não costumo escutar músicas avulsas, raramente escuto playlists e prefiro escutar álbuns completos, apreciando a ~obra~ como um todo. Ultimamente, tenho escutado sempre os mesmos álbuns - os favoritos do momento! - e, já que estava mudando de ares, resolvi mudar um pouco a trilha sonora também.

+ (Ed Sheeran, 2011): Album of the Year no Michas Awards 2012, só escutei porque minha amiga Alessandra falou dele algumas horas antes de eu viajar e fiquei com saudades. Recomendo: Drunk, Small Bump e Give Me Love.

Paradise Edition (Lana Del Rey, 2012): na verdade, esta é a segunda parte do Born To Die, mas quando eu vou para a praia - ou estou no clima de verão - gosto de escutar só o Paradise mesmo.  São oito gloriosas faixas para sentir. Lana Del Rey é a minha trilha sonora preferida para dias na praia. Recomendo: American e Gods & Monsters.

Blue Neighbourhood (Troye Sivan, 2015): tô tentando escutar direito faz uns meses e nunca consigo chegar até o final sem ficar cansada. Porém, nos últimos dias consegui escutar uma vez inteirinho e, olha, adorei. Vou ver se consigo repetir a experiência. Recomendo: WILD e BITE.

Pink Floyd (1967 - 2014): sério, escutem tudo e escolham os seus álbuns preferidos. Eu escutei bastante o The Division Bell (1994) e o P.U.L.S.E (1995). Mas precisei reviver a experiência que é o The Dark Side of The Moon (1973).

1989 (Ryan Adams, 2015): o álbum cover da obra-prima da Taylor Swift - também conhecido como minha mais recente obsessão. Como queria escutar ~coisas diferentes~, achei uma boa ideia escutar as versões do Ryan Adams para os hinos da Taylor. Não morri de amores, mas gostei de algumas faixas. Recomendo: Style, All You Had to Do Was Stay e Bad Blood. (Deus, por favor, me deixe viver em um filme do John Hughes, pfvr nunca te pedi nada)

E terminei a viagem de volta ao som de Made In The A.M. porque não sou de ferro e já estava com abstinência de One Direction. Sério. Recomendo todas as músicas.

Filmes e Séries

Ok, não tem muita coisa nessa ~categoria~

Star Wars: O Despertar da Força finalmente chegou em DVD e Blu-Ray e eu tive que assistir de novo. O filme foi o meu favorito de 2015 e desde que vi no cinema já estava sonhando com o momento em que assistiria novamente. É lindo, é emocionante, é para os fãs (antigos e novos) e continua incrível da segunda vez. <3

Game of Thrones: para me preparar para a grande estreia do último domingo, resolvi reviver os destaques da 5 ª temporada. No momento em que escrevo, já assisti o primeiro episódio da nova temporada e, Meu Deus, que emocionante que é ter Game of Thrones de novo na TV com episódios inéditos.

One Direction - Where We Are: Live from San Siro Stadium: eu disse que estava com abstinência, então, assisti de novo esse show maravilhoso.

Links

Gostaria também de compartilhar uns links legais, mas como não tive muita conexão com a internet nos últimos dias (sem wi-fi e nem preciso dizer que internet móvel no litoral é sempre uma piada, né?), tô meio atrasada nesse quesito também. Assim, vou deixar este vídeo da Patrícia Pirota, no qual ela fala um pouco sobre a polêmica do bela, recatada e do lar. Achei interessante o fato de ela frisar que o feminismo luta pelo direito da mulher ser o que quiser, inclusive, bela-recatada-e-do-lar e ninguém tem que julgar ninguém por isso.

2016 será um ano triste para whovians, pois não teremos uma temporada de Doctor Who (não tô sabendo lidar com essa realidade ainda). Nessas circunstâncias, qualquer informação sobre o futuro de Doctor Who é muito bem-vinda para ajudar a matar as saudades. E quando a informação é o anúncio de uma NOVA COMPANION o negócio fica melhor ainda. Gostei da Pearl Mackie e acho que ela será uma ótima companion. Também achei o nome Bill bem curioso e exótico. SAUDADES, DOCTOR WHO.

E não custa nada fazer um jabá pessoal, né? Pois então, ontem teve vídeo novo lá no meu canal e eu comentei sobre o que achei de A sereia, da Kiera Cass, e Os bons segredos, da Sarah Dessen. Já aviso que não amei nenhum dos dois, mas juro juradinho que tentei ser clara nas minhas explicações para isso.

Ah, e agora você pode receber - se quiser -  os posts do blog na sua caixa de entrada. Basta se inscrever com o seu e-mail na barra lateral. ;)

And that's all, folks! O que vocês fizeram no feriado? Leram, escutaram ou assistiram algo legal? Sintam-se livres para deixar aí nos comentários. Obrigada à quem comentou no post anterior, vou retribuir tudo essa semana! <3 <3


Uma boa semana para vocês!

- Michas


(Aquele sobre mais mudanças)

Tá, mudei...de novo. Na verdade, só agora estou conseguindo colocar em prática o que disse aqui, aqui e aqui. Ao mesmo tempo, sinto que estou me contradizendo um pouco e até confundindo quem me acompanha. Foi mal e juro que esta não é mesmo a minha intenção, migos. Acontece que sou de peixes e, de vez em quando (leia: quase sempre), esse tipo de coisa acontece. Mas, calma, vou tentar explicar o que é que tá rolando por aqui.
A vida - ah, a vida - anda meio estranha. Não tá horrorosa, mas também não tá maravilhosa. Tô passando pela famigerada crise dos 20 e poucos anos, lidando com tudo o que isso significa e sem muita vontade de comentar sobre o assunto agora. Sinto que nos últimos meses vivi uns seis anos, nos quais cada dia fui uma pessoa diferente, com muitas coisas pipocando e borbulhando em minha mente. Uma verdadeira revolução. Vou dormir todos os dias imaginando como será a Michelle que vai acordar no dia seguinte. E, por mais assustador que isso possa parecer, juro juradinho que tô fazendo o possível para não perder meu sono por conta da situação. Afinal de contas, a vida é curta demais para desperdiçarmos umas boas horas de sono, né?

Apesar de ser bastante comunicativa, sou uma pessoa de natureza introspectiva e, em alguns momentos, esta é a única característica que me define. E sim, estou vivendo um desses momentos. E tô achando ótimo, porque isso significa que, como um Pokémon, estou ~evoluindo~. Não sei expressar em palavras o que é essa transformação, mas sei que em alguns anos vou recordar esta ~fase da minha vida~ e vou saber que foi um momento importante. E para me ajudar a lembrar, quero manter um registro dos meus pensamentos; e, convenhamos, não há melhor forma de fazer isso do que colocando tudo em um blog pessoal, né? Porque sim, decidi que este será um espaço pessoal, mais próximo de um blog que criei em 2009 (cujo subtítulo era os desabafos de uma mente perturbada pelas loucuras da vida e que foi, OBVIAMENTE, desativado há uns anos) e com um pouco do que eu costumava fazer por aqui em 2012. E, para isso, algumas mudanças - que vão além do nome e do layout - precisarão ocorrer.

Assim, resolvi ~oficialmente~ desvincular este blog do meu canal no YouTube. (pausa dramática)

Eu sei que muitos dos seguidores do blog chegaram até aqui por meio do canal e à procura de conteúdo mais voltado para o universo literário e, não se preocupem, porque vou continuar a falar sobre livros. Porém, pretendo manter o meu registro de leituras lá no canal e deixar este espaço reservado para divagações sobre, essencialmente, qualquer coisa sobre a qual eu tenha interesse em falar a respeito (inclusive livros!). Sim, sou uma leitora e amo o universo literário, mas também sou um monte de outras coisas e a ideia é registrar quem eu sou e não só a Michelle leitora.

Vejam bem: não há uma ~linha editorial~, não há critérios e tá tudo meio em construção. A ideia é escrever e ver onde é que isso tudo vai parar. É possível que alguns de vocês se identifiquem com o que eu digo e que troquemos experiências e é possível também que eu fique aqui falando apenas para alguns leitores fantasmas. Não importa, porque vou escrever, em primeiro lugar, para mim - a Michelle do futuro. Não garanto que vou escrever sobre a vida, o universo e tudo mais - aliás, tô bem longe de ser uma Grande Pensadora Contemporânea e os textos, provavelmente, serão constituídos de vários nadas -, mas pelo menos pretendo me divertir durante esta jornada. E, quem quiser, está mais do que convidado a me acompanhar. \o/
Assim que defini o novo rumo do blog, decidi que o nome faria referência ao meu signo, Peixes. Além disso, sempre achei a palavra lunático um tanto fascinante e eu sei que parte desse fascínio se deve ao meu amor transcendental pelo Pink Floyd. Mas há também o fato de que a definição de lunático é justamente a de alguém dado à divagações, que vive no mundo da lua, meio inconstante e essa definição tem muito a ver comigo neste momento e define bem um pisciano. Logo, juntei as duas ideias, as duas palavras e cheguei à Lunatic Pisces. Em inglês porque gosto da sonoridade das palavras nesta língua - que eu adoro.

Quanto ao layout, continuo usando o modelo gratuito "Aquarela" disponibilizado pela Karoline Vendramini, do blog Follow Your Dreams, e alterei apenas o background e o cabeçalho. As imagens e vetores utilizados foram retirados do Freepik. Apesar de ainda achar que lilás é a minha cor do momento, penso que os tons de azul e verde tem mais a ver com o título e com as sereias (eu adoro sereias!) que escolhi colocar na nova identidade visual do blog.

Para saber mais sobre esta que vos escreve, basta visitar a guia QUEM DIVAGA. Todos os textos que já foram publicados no blog continuarão no arquivo da barra lateral e se você quiser ler as resenhas que já escrevi, basta visitar a guia LIVROS. Os marcadores precisarão ser reformulados e, por enquanto, estão desativados, mas logo isso se resolve. Se quiserem manter contato comigo por outros meios, basta clicar nos links para as redes sociais que estão abaixo da minha foto de perfil.  E, claro, se quiser saber o que eu acho dos livros que estou lendo, se inscreva no meu canal lá no YouTube! E por hoje é só. Até o próximo post ;)

- Michas


2016 tem sido um ano meio complicado para as mim no que diz respeito à livros. Não sei se o problema está comigo, ou com as minhas escolhas de leitura, mas o fato é que até o presente momento, quase nada me empolgou muito. E foi entre leituras um tanto frustrantes que conheci a história de Ardósia, uma cidade que, de tão pequena, não está nem no  mapa. Quem me falou pela primeira vez de "Ardósia" foi o próprio autor, Nicolás Irurzun, que gentilmente me ofereceu um exemplar. Gostaria de deixar registrado aqui o meu agradecimento por este feito, porque o livro, além de trazer uma narrativa muito envolvente e gostosa de ler, é muito divertido. E para saber um pouco mais sobre Ardósia, seus moradores e histórias peculiares e as minha impressões disso tudo, basta assistir ao vídeo abaixo.

Gostou do vídeo? Então não deixe de se inscrever no canal para receber as atualizações ;)

Informações sobre a edição:


O livro foi publicado em 2015 pelo selo Redondeza Contos, da editora Multifoco. Para obter mais informações e impressões sobre "Ardósia", você pode visitar o blog do autor clicando aqui. Ou então, procurá-lo no Instagram e/ou Facebook

Título: Ardósia
Autor: Nicolás Irurzun
Editora: Multifoco
Páginas: 246
ISBN: 9788579613555

- Michas