(Aquele com uma introdução longa sobre o álbum do James Bay)

Uma vez uma pessoa usou a palavra "cíclica" para me dizer que tinha fases no que diz respeito à forma como se relaciona com as diferentes formas de arte e fiquei com isso na cabeça. Desde que me entendo como alguém que deixou de ser criança, percebo que meus interesses quando busco entretenimento variam de intensidade; por exemplo: sempre gostei de filmes, televisão e livros, porém a intensidade com que me dedico à apreciação dessas formas de arte/entretenimento varia de acordo com o momento da minha vida. Esses ciclos duram anos e não há um padrão que explique o porquê de isso acontecer. E aí, tem a minha relação com a música.

Arrisco dizer que a música é uma constante na minha vida desde que meus pais escolheram o meu nome. Tenho lembranças muito antigas de momentos em que me esparramava em um tapete na sala de estar e manuseava os discos de vinil deles, pedindo para escutar. Assim, mais do que qualquer outra forma de arte, a música é aquela que mais mexe comigo, me faz sair da realidade e, claro, consegue ativar memórias que, às vezes, estavam adormecidas. Sabe aquela sensação de ligar o rádio, escutar uma música e imediatamente lembrar dos tempos de colégio, dos amigos, dos sonhos daquela época? Então, é disso que eu tô falando. E aí, lembrei de uma entrevista com a Taylor Swift em que ela fala que cada um de seus álbuns são como diários de fases de sua vida. Adorei tanto este conceito que resolvi trazer para a minha vida.

Como eu estou longe de ser talentosa como a Taylor Swift e não tenho meus próprios álbuns, resolvi adaptar isso para algo mais simples: escrever sobre os álbuns que escuto e sinto que, de alguma forma, estão marcando os momentos que vivo. Seria um registro para a Michelle do futuro, algo que ela lerá daqui cinco, dez, vinte (!!!) anos e se lembrará do que viveu hoje. O primeiro que escolhi é um que tenho escutado exaustivamente nos últimos meses: "Chaos And The Calm", do britânico James Bay.

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