(Ou: #BlogDay feat. Despedida do BEDA)
Trilha sonora sugerida para o post
Hoje é o Blog Day e não consigo pensar em data e pauta melhores para finalizar o BEDA (THIS IS NOT A DRILL)! Aprendi com Natália que esta data foi escolhida para celebrar a blogosfera porque os números 3108, quando colocados dessa forma, parecem formar a palavra blog. Achei o fato curioso e resolvi compartilhar a informação. Durante esse dia especial pensei um pouco sobre a minha história na blogosfera e como, sem prestar muita atenção ao fato, o universo dos blogs vem marcando a minha vida há bastante tempo.

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Chegamos ao penúltimo post do BEDA e não vou mentir: estou exausta. Não me levem a mal, adorei o desafio, mas é que arranjar tema para trinta e um posts seguidos não é uma missão fácil. No entanto, sinto que aprendi algumas coisas durante a brincadeira e gostaria de registrá-las aqui.

Com organização, dá tudo certo (ou quase). Quando comecei a cogitar a ideia de participar do BEDA, um dos primeiros pensamentos que me ocorreram foi o de que seria impossível porque eu não conseguiria ter a disciplina para manter a regularidade dos posts. Na época, o blog estava respirando com a ajuda de aparelhos e essa visão fazia sentido. Porém, insisti na ideia, decidi montar um planner e logo percebi que o desafio não seria inviável. Ao longo do mês - apesar de alguns atrasos -, ter um ~cronograma~ dos posts e dos temas sobre os quais gostaria de escrever facilitou bastante a vida.

Não exigir demais dos posts. Vou ser sincera, um dos motivos para deixar o blog quase morto e de ter relutado em participar do BEDA é que sou um pouco ~perfeccionista~ com aquilo que escrevo. Não me considero nenhuma grande escritora contemporânea para me dar ao luxo de pensar dessa forma, mas é assim que as coisas são por aqui e eu sempre acho o resultado daquilo que escrevi meio ruim. Porém, em tempos de BEDA, ignorei esse pensamento porque se não fizesse isso, não teria post (quase) todo dia.

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O BEDA tá se despedindo e eu vou finalizar o Meme Literário de Um Mês. No caso, vamos à terceira parte e se você não sabe do que eu estou falando, as perguntas anteriores estão aqui e aqui.

21. Cite 3 personagens literários favoritos. Fale sobre eles. 
Heathcliff (O morro dos ventos uivantes), porque é um personagem muito complexo e cheio de camadas. Ao mesmo tempo em que é possível detestá-lo, é inevitável sentir um pouco de empatia por ele também. Holden Caulfield (O apanhador no campo de centeio), porque me identifico muito com ele. Holden é bem rabugento e passa boa parte do tempo reclamando de tudo, mas ele é muito sensível, vulnerável e complexo. Sinceramente, acho que ele é um dos personagens mais injustiçados da literatura e acho que precisam compreendê-lo melhor. Elinor Dashwood (Razão e Sensibilidade), porque é a minha heroína preferida da Jane Austen e também aquela com que mais me identifico. Gosto da força e do altruísmo da personagem.

22. Cite 3 escritores que você gosta.
Agatha Christie, John Green e Carlos Ruiz Zafón.

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Faltou energia e todos os meus planos para uma tarde de domingo preguiçosa foram frustrados. Só queria ficar na cama fazendo vários nada intercalados com pausas para ler uns blogs, assistir uns episódios, escrever um pouquinho. Mas, não. Faltou energia e eu não tinha um plano B.

Felizmente, o dia estava ensolarado e eu resolvi ficar na sacada, tomando sol enquanto observava o movimento da rua, como imagino que os gregos antigos deviam fazer. Nada de muito emocionante acontecia: mãe e filha sentadas na calçada enquanto um cachorro fazia companhia, um grupo de jovens conversando e lavando um carro, duas senhoras jogando conversa fora na porta de uma casa. Tudo bem corriqueiro, sem emoção alguma. Mas fiquei ali, só observando e pensando na vida. Foi então que me dei conta de que há muito tempo eu não fazia algo assim, tão banal.

Passo tanto tempo conectada, assistindo a vida e o mundo acontecerem através de telas, que às vezes é fácil esquecer de como a vida ocorre no mundo real, desconectado. Percebi que cada vez mais me torno tão dependente dessa conexão que o fato de faltar energia me desesperou porque eu não poderia usar a internet. Não fiquei preocupada porque poderia não ter água quente para tomar banho ou para carregar o celular, mas porque não poderia usar a internet. E aí, pensei em como meu tempo é consumido quando uso a internet.

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Decidi que iria para a Bienal nos 45 do segundo tempo. Acontece que nunca fui o tipo de pessoa louca por Bienal e creio que isso aconteça por alguns motivos, sendo os principais: 1) moro bem longe do Pavilhão do Anhembi; 2) não sei lidar direito com lugares nos quais as pessoas se aglomeram e fico o tempo todo irritada e um tanto desesperada; 3) adoro comprar livros pela internet porque os preços são sempre melhores. Então, de verdade, nunca fiz questão de ir à Bienal, apesar de achar o ideia toda do evento ótima e apoiar muito esse tipo de coisa.

Porém, desde que comecei a fazer parte da ~comunidade literária~ na internet, escrevendo e gravando vídeos sobre as minhas leituras, passei a prestar mais atenção nesse tipo de evento e não demorei para perceber que a Bienal é o mais aguardado de todos. Muito mais do que uma ocasião para editoras divulgarem seus lançamentos e incentivarem a leitura, a Bienal se tornou um ponto de encontro para aqueles que amam ler e produzir/consumir ~conteúdo literário~ na internet. Nos três anos que vivi nessa comunidade, conheci muitas pessoas legais e a oportunidade de conversar com elas pessoalmente é algo imperdível. É muito bom poder abraçar e olhar nos olhos de quem a gente assiste e/ou de quem assiste a gente e falar sobre livros, a nossa paixão pela literatura, a experiência da Bienal ou jogar conversa fora sobre o calor absurdo, as filas para comer e ir ao banheiro e, claro, sobre as compras e preços.

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Durante os meus anos de primário, uma das coisas que eu mais detestava fazer era caligrafia. Até hoje penso na paciência da minha mãe para me fazer entender que eu precisava escrever as coisas dentro dos limites das linhas e fechar o "a" maiúsculo para que não ficasse parecendo um "c" acompanhado de um "i" sem pingo. Minha letra sempre foi meio estranha, nunca ficou exatamente reta e, apesar de linhas serem de muita ajuda, opto pela ausência delas sempre que posso. Até o Ensino Médio, costumava escrever com letra de mão e nunca gostei muito do resultado. Aí, quando estava na faculdade, comecei a usar letra de forma - primeiro apenas em caixa alta e depois respeitando as maiúsculas e minúsculas.

Hoje, ela é meio que uma mistura das duas formas. Sempre escrevi muito rápido - eis aí o motivo para detestar caligrafia, é preciso paciência e isso é coisa que não tenho em abundância -, então faço o que for mais prático para mim no momento. Assim,  o "m", o "j", o "e", o "i", o "f" e mais um monte de outras vogais e consoantes são escritas de formas diferentes por aqui e de acordo com o meu humor. Sem ideias e buscando inspiração em outros blogs que também estão fazendo BEDA, encontrei o Meme Escrito, que é bem autoexplicativo.

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Hoje vou continuar a responder o Meme Literário de Um Mês e se você não sabe do que eu tô falando, a primeira parte da série de perguntas está aqui. Assim, sem mais delongas, vamos às respostas.

11. O que faz um grande escritor? O que faz um grande livro? Quais são as qualidades essenciais em ambos, na sua opinião, para que eles estejam entre os melhores?
Perguntas complicadas e com respostas bem subjetivas. No meu caso, acho que um grande livro é aquele que me faz ficar interessada pelo enredo e pelos personagens, que me envolva e que, ao final da leitura, me deixe com a sensação de que aprendi algo e de que carregarei alguma coisa tirada de lá. Um grande escritor é aquele que consegue escrever uma história que traga as características que mencionei. Alguns exemplos de autores que já li e que, para mim, entram nessa ~categoria~ são Jane Austen, J.D. Salinger, as irmãs Brontë, Machado de Assis, Oscar Wilde e Mark Twain. Dos contemporâneos, gosto do Carlos Ruiz Zafón e do John Boyne.

12. Você prefere livros narrados em primeira ou em terceira pessoa? Na sua opinião, o tipo de narrador pode influenciar a história do livro? Fale sobre o assunto.
Não tenho preferência e acho que há espaço para as duas formas de narrativa, desde que o livro seja bem escrito. Porém, acredito que o tipo de narrador pode sim influenciar na forma como vamos receber o livro. Uma narrativa em primeira pessoa faz com que o leitor fique o tempo todo preso "dentro da cabeça" do personagem e isso pode ser bom e ruim; se não existir identificação com o personagem, por exemplo, o leitor pode achar a narrativa enfadonha e detestar a experiência de leitura.


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Pois bem, já estamos na reta final do BEDA, a minha criatividade sumiu há pelo menos uma semana e, por isso, qualquer ideia que surge vira a ideia. Não vou mentir: tô frustrada por usar a ideia de hoje justo neste momento ~conturbado~, porque, sinceramente, é a melhor ideia de todas. 'Cês não fazem ideia de como sonhei com o momento em que sentaria para escrever este post e, por isso, já peço desculpas à Michelle do futuro por não entregar um texto à altura da magnitude dessa ideia. Na real, é sempre difícil escrever sobre aquilo que a gente gosta de forma muito irracional. Então, muita calma e paciência nessa hora.

Quem me conhece há algum tempo - seja na vida real ou nessa internet de ninguém - sabe que eu gosto muito de escutar música e que levo essa atividade muito a sério. De verdade, música é aquilo que chega mais perto de fazer por mim o que fé e religião fazem por muita gente. Então, sim, eu levo muito a sério o tipo de coisa que decido colocar na playlist da minha vida e, para isso, levo em consideração um critério bem razoável: a capacidade que uma música e/ou artista tem de me fazer sentir qualquer coisa. Pode ser tristeza, felicidade ou uma vontade incontrolável de balançar o esqueleto e rebolar a bunda. Não interessa, o que importa é sentir. E 2016 tem sido muito feliz neste departamento, meus caros; e eu atribuo este fato a um acontecimento marcante que data do já longínquo dia 9 de fevereiro, quando eu resolvi apertar o play e me entregar de corpo-alma-e-coração à grande obra-prima musical contemporânea chamada Made In The A.M.

Senhoras e senhores, se preparem. Hoje eu vou falar sobre One Direction.

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A ideia de escrever sobre esse assunto está morando no meu cérebro deste que resolvi fazer o ~reboot~ do blog, mas ainda não tinha encontrado ocasião oportuna. No entanto, para a felicidade geral da blogosfera, digo à todos que o BEDA me deu forças para tal. \o/

Não gosto do termo guilty pleasure. É sério, não entendo muito bem o porquê dessa expressão e a noção de que há culpa em algum gosto não faz o menor sentido para mim. Vejam bem, não estou falando de coisas criminosas, mas sim das pequenas coisas da vida que nos fazem bem. No meu caso, falo de cultura e entretenimento, mas a lógica pode ser aplicada à outras coisas, tipo comida (mas aí, tem a questão da saúde, então nada sei).

Penso assim: aquilo que você gosta está te fazendo mal ou afetando negativamente outras pessoas? Se a resposta for não, então seja feliz e ame intensamente aquilo que te faz bem sem se importar com o que os outros vão pensar e/ou dizer sobre você. Sabe, a gente só vive uma vez e a vida é muito curta para nos sentirmos constrangidos pelos nossos gostos. Ou pior: deixar que outras pessoas nos façam nos sentir dessa maneira.

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Eu odeio frio. Não adianta, podem me apresentar um milhão de motivos para achar dias frios os melhores dias do mundo e eu, ainda assim, não vou mudar de opinião. Sim, há uma série de coisas legais que só podem ser feitas com frio, mas elas não anulam o fato de que o frio me deixa muito indisposta para viver e com uma vontade constante de chorar. Junte o frio à uma segunda-feira de ressaca pelo fim das Olimpíadas - que, aliás, nem acompanhei direito - e temos uma perfeita receita para bad. Assim, enquanto passei o dia congelando e com dores musculares, decidi ser ~otimista~ e encontrar motivos para sorrir. Eis a minha listinha:

120 dias para o verão. Sim, eu pesquisei no Google e, apesar de parecer um período longo, 120 dias passam mais rápido que 365. Ou seja, falta pouco. #staypositive

Panic! At The Disco. Hoje, o Spotify resolveu colocar Northern Downpour nas Descobertas da Semana e eu fiquei feliz porque lembrei que Michelle de 18 anos amava o Pretty.Odd. (2008), segundo álbum da banda. Por motivos de ~pegava mal~ gostar de Panic! At The Disco naquela época, nunca explorei direito a discografia deles. Assim, passei a tarde de segunda-feira corrigindo isso.

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Como já sabemos, eu adoro a Sandy. Assim, não vou negar a minha surpresa ao me dar conta de que ainda não tinha assistido ao novo DVD dela, Meu Canto, que comprei na pré-venda e aguardei ansiosamente para conferir. A vida tem dessas e a gente acaba adiando algumas experiências. No fim, apesar de já ter escutado o álbum em versão digital no Spotify algumas vezes, valeu a pena esperar por um domingo chuvoso, gelado e preguiçoso de agosto para assistir ao show. E foi desse jeito que, enrolada em um cobertor e com a companhia de cookies e chá, me deixei levar pela simpatia e talento da minha melhor amiga cantora desde os tempos de infância.
Uma das coisas que mais gosto na carreira solo da Sandy é a sinceridade de suas letras. É como se, por meio delas, ela nos revelasse um pouco de quem é. Não é segredo para ninguém que tenha nascido no Brasil em algum momento das duas últimas décadas que Sandy cresceu diante da mídia e teve sua vida bastante exposta por conta disso. Assim - e ela fez questão de comentar em entrevistas -, desde que encerrou a carreira com o irmão e partiu para sua jornada pessoal na música, ela tem optado por manter uma postura mais reservada e, de forma geral, distante dos holofotes.

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(Um post meio inútil)
Acordei às 10h17 e percebi que lá fora chovia. Estava frio também, então me revirei no colchão, me cobri ainda mais e resolvi dormir só mais cinco minutinhos aproveitando o som da chuva. Por uma hora fiquei deitada, meio dormindo, meio olhando para o teto e meio pensando no que iria fazer em um dia tão ~cinzento~. Faz umas semanas que resolvi iniciar uma tradição de escutar rock antigo nas manhãs de fim de semana, assim, sem muita empolgação, resolvi alcançar os fones de ouvido e ativar o shuffle da minha playlist de rock-pé-na-estrada. Comecei o sábado ao som de 100 Years Ago, dos Rolling Stones. Depois que a faixa terminou, resolvi levantar, colocar um roupão quente por cima do pijama e descer para ingerir a dose matinal de cafeína.

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Enquanto pensava em uma ideia para o post de hoje, comecei a vasculhar em umas notas perdidas no computador e foi assim que encontrei o Meme Literário de Um Mês. Ele foi criado em 2011 pelo blog Happy Batatinha (que não existe mais, mas você encontra as perguntas aqui) e propõe que a gente responda uma pergunta por dia durante um mês. Porém, como não tenho a intenção de encarar mais um desafio de post diário pelos próximos meses, resolvi dividir as perguntas em três posts e hoje trago a primeira parte das minhas respostas.

1. Que livro você está lendo? Sobre o que é? Onde você está? Você está gostando?
Costumo ler vários livros ao mesmo tempo, mas o principal é o que eu deixo na barra lateral do blog; no caso, é o Do que é feita uma garota, da Caitlin Moran. Faz uns dias que comecei a ler, mas ando tão sem interesse em leituras que não passei do segundo capítulo. O livro é legal, eu é que estou lendo devagar. Pelo que entendi, é um romance de formação que conta a história de uma garota que vive em uma cidade pequena na Inglaterra dos anos 1990. Já conheço o ~estilo~ da autora e pelas poucas páginas que li, já posso sentir que tem o humor dela.

2. Qual foi o último livro que você leu? Qual é o próximo que lerá? (Fale um pouco sobre eles).
O último que li foi o Tá todo mundo mal - o livro das crises, da Jout Jout, e já falei sobre ele aqui. Ainda não sei qual será a minha próxima leitura. Normalmente, escolho o que vou ler na empolgação do momento e como ultimamente não ando lendo com tanta frequência, fica realmente difícil imaginar o que vou escolher.

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(Aquele em que penso sobre quem eu era em 2006 e resolvo falar umas coisinhas)

Você não precisa ser boa em tudo. Se a nossa memória não falha, você já aceitou essa realidade no ano passado (o seu, não o meu), mas acho que é importante bater nessa tecla novamente. Por mais que hoje eu seja uma pessoa muito mais segura e confiante, ainda há momentos em que duvidamos do nosso potencial para as coisas que são relevantes de verdade, e iniciamos uma cobrança absurda para sermos as melhores em coisas que nem são importantes.

Um coração partido não é o fim dos tempos e você vai sobreviver. Eu sei que você ainda está se lamentando porque aquele garoto te magoou no ano passado (novamente, o seu) e, sinceramente, hoje sei que muito do sofrimento foi desnecessário. Então, o quanto antes você superar, melhor. Até porque ele nem era tudo aquilo que você acha (é sério, se você pudesse ver o tipo de pessoa que ele é hoje, você iria rir da sua cara; eu ri). Depois dele, outros virão e você vai se divertir, se apaixonar e se machucar novamente e tá tudo bem. A vida é assim mesmo e, no fim de tudo, você vai se surpreender com nossa força para sair desse tipo de situação. Dica de ouro: daqui uns dois anos (pra você, não para mim), uma moça chamada Taylor Swift vai começar a fazer sucesso; por favor, preste atenção no que ela canta. De nada.

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Hoje vou mostrar o lugar de onde escrevo os posts deste blog e edito os vídeos do meu canal no Youtube. A ideia inicial era fazer um comparativo com as imagens de um post que fiz em 2014, porém, como tive ~problemas~ de hospedagem, perdi várias imagens de postagens antigas. De qualquer forma, de lá pra cá, pouca coisa mudou; continuo escrevendo do mesmo canto do mesmo quarto, apenas alterei a organização dos objetos e, de certa forma, deixo a escrivaninha (?) mais vazia.

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(Aquele em que respondo a hashtag #fav7films na calada da madrugada)

Não vou mentir: hoje procrastinei horrores para sentar e escrever o post do dia. Acontece que ontem a Anna Vitória convidou uma galera para brincar de #fav7films lá no Twitter e eu, nesse clima de desespero que é bedar, decidi na hora que iria transformar minhas respostas em post. Para quem não sabe do que eu tô falando, a hashtag consiste em algo muito simples - só que, obviamente, não: fazer uma lista com os seus sete filmes preferidos. Não sei o porquê do número sete, mas vou arriscar uma interpretação ~criativa~ e dizer que deve ser porque o cinema é a 7ª arte. Ba-dum-tss.

Antes de partir para a lista, gostaria de dizer algumas coisinhas. A primeira delas é que eu acho que o cinema, assim como toda forma de arte, nos atinge de diferentes maneiras e nós o buscamos por motivos distintos. Ou seja, nem sempre o que é bom para mim, é bom para você e tá tudo bem. No meu caso, apesar de adorar uns filmes mais ~inteligentes~ e que nos fazem refletir sobre a condição e existência humanas, não sou o tipo de pessoa que tem estrutura para assistir esse tipo de coisa com muita frequência. Cinema para mim é um escape, é algo a que recorro quando quero conforto porque a vida não tá legal. Então, por mais difícil que seja fazer minha lista de filmes favoritos, a única certeza que tenho é que ela estará cheia dos blockbusters hollywoodianos porque é com esse tipo de filme que eu cresci e é pra esse tipo de filme que eu sempre volto quando quero me sentir bem. And I think that's beautiful. #feelingsaretheonlyfacts

Também gostaria de antecipar um pedido de desculpas à todos os filmes que ficaram de fora da lista. Só tinha lugar para sete e eu os escolhi de forma meio aleatória. Literalmente, sentei na frente do computador e digitei os sete títulos que pipocaram primeiro na minha cabeça. Então, sem mais delongas, vamos aos meus #fav7films! \o/

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Terceira semana de BEDA e, novamente, um total de zero posts programados. Como hoje estou particularmente sonolenta e ~preguiçosa~, vou aproveitar que a internet está sempre aqui para a nossa alegria e salvação e responderei a Grande TAG Musical, criada pelo Victor Almeida, do canal Geek Freak. Então, sem mais delongas, separem seus fones de ouvido e se preparem para muitos links e abas no YouTube. Shall we begin?

1. Gênero favorito?
Pop e Rock e tudo que tá aí no meio.

2. Banda ou cantor(a) mais ouvido(a) no momento?
De acordo com o Last.Fm, é o BØRNS. Descobri na semana passada e não consigo parar de escutar.


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(Possivelmente o texto mais difícil que já escrevi)

Eu adoro o meu pai. E eu quero deixar isso registrado aqui porque, como disse, vou escrever para me lembrar. Então, eu adoro o meu pai e desde que me entendo por gente é assim que eu penso. Meu pai é aquele cara alto astral, que chega nos lugares e começa a falar com todo mundo e tá sempre fazendo piada com qualquer coisa. O senso de humor dele é incrível e sensacional. Posso estar vivendo o pior dia da minha vida, mas basta ele fazer algum comentário aleatório sobre qualquer coisa banal, e eu já tô rindo e a vida já tá melhor. É aquele tipo de pessoa que deixa o ambiente mais agradável. Quando ele quer, claro.

Meu pai também sabe ser um cara muito chato. Sabe aquele tipo de pessoa que vive acelerada, que quer as coisas para ontem e espera que todo mundo compreenda todos os raciocínios na mesma velocidade que ela? Meu pai é assim. Ele também tem mania de achar que sabe tudo sobre todos os assuntos do universo e se ele coloca na cabeça que o jeito que ele pensa é o jeito certo, ai de quem discordar. Não, ele não é o tipo intolerante do Facebook, muito pelo contrário, ele é super adepto do diálogo e do debate, mas é muito teimoso e raramente muda de ideia quando acha que está certo. Ele é advogado e, acredite, ele vai tentar fazer com que você passe a enxergar as coisas do jeito dele.

É por causa dele que me tornei uma pessoa questionadora. Meu pai nunca tentou me dizer o que pensar ou como pensar. O que ele fez foi me ensinar a pensar por mim e eu acho que esse é um dos melhores presentes que ele poderia me dar. Quando, ainda na adolescência, comecei a lidar com ~crises existenciais~, foi ele que me assegurou de que 1) é normal passar por isso e 2) eu ia ficar bem. E ele continua a fazer isso sempre. Raramente discutimos e isso acontece porque a gente se parece demais e pensamos mais ou menos da mesma maneira sobre a-vida-o-universo-e-tudo-mais. No entanto, por sermos impacientes e termos temperamentos explosivos, quando nossas ideias não estão de acordo o mundo desaba e tem muita gritaria e disputa de egos. Eu odeio brigar com meu pai. E odeio ainda mais o fato de que não consigo ficar com raiva dele quando a gente briga.

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(Aquele sobre a 1ª temporada de Supernatural)
A primeira temporada de Supernatural é, possivelmente, a temporada de série que mais assisti em toda a minha vida. É sério, mais do que as de The O.C. ou Friends. Michelle de 15 anos era tão obcecada pela saga dos Winchester que resolveu economizar parte do dinheiro do recreio para comprar o box da 1ª temporada. Hoje, analisando a quantidade de vezes que assisti, acho que fiz um bom investimento. O box foi um marco por aqui pois foi o primeiro da minha ~coleção~ de séries.

Ao revisitar a temporada não tive muitas surpresas. Na real, não tive surpresa alguma porque eu realmente me lembrava de tudo. Se não fosse no início, bastava que alguns minutos se passassem para eu recordar os acontecimentos. Então, de verdade, me sinto segura para dizer que dos 22 episódios que a integram, só cinco fazem parte ~mais ou menos~ do arco central da temporada: "Pilot" (1x10), "Home" (1x10), "Shadow" (1x16), "Dead Man's Blood" (1x19), "Salvation" (1x20) e "Devil's Trap" (1x22). Ainda assim, alguns dos demais episódios trazem fragmentos que se ligam com a história principal.

No que diz respeito a premissa da temporada, é tudo bem simples pois é justamente aquilo que o primeiro episódio propõe: a família Winchester, a princípio bastante comum, é vítima de uma tragédia envolvendo coisas ~sobrenaturais~ que resulta na morte de Mary (a esposa e mãe) e, consequentemente, arrasta os demais para um universo de monstros, espíritos e demônios desconhecido por todos, com exceção dos caçadores. O principal objetivo de John, Dean e Sam é descobrir e destruir o que matou Mary; e enquanto isso não acontece, eles caçam outras criaturas também.

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(Aquele em que eu gostaria de ter criado um título melhor, mas não consegui)

Nos últimos meses percebi que tenho sentido uma vontade literária nova: quero ler mais livros de não ficção. Não precisa ser uma biografia enorme de alguém super famoso ou algum livro que busque provar alguma teoria super complexa. Estou falando de livros em que a pessoa que escreve - conhecida por algo de notável que tenha feito - resolve contar um pouco da sua história, fala um pouco do seu trabalho e compartilha algum aprendizado que surgiu a partir de suas experiências. Não sei se a minha ~explicação~ foi clara, porém, como vou aproveitar este post para falar sobre três leituras de não ficção que se encaixam no que eu quis dizer, talvez vocês entendam do que eu tô falando. Coincidentemente (ou não), os três livros foram escritos por mulheres. \o/

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(Meus crushes fictícios)

Hoje eu acordei meio besta. Quem me conhece, sabe que eu sou uma pessoa meio besta durante 80% do tempo, porém, como tenho cara de ~metida~, consigo me passar por séria. Mas, sério, eu sou muito besta. E hoje, como dizia, acordei especialmente besta. Sei lá, a vida tem dessas. Não vou mentir, gosto quando tô besta porque isso significa que estou feliz por motivos simples e, na maioria dos casos, idiotas. Dessa vez, não sei qual foi a causa da minha felicidade besta - e nem vou perder o meu sono tentando descobrir -, porém, como esta semana o BEDA tá sendo vida-loka-tudo-no-improviso, resolvi me aproveitar do meu atual ~estado de espírito~ para dar vida (?) à um post sugerido no grupo de apoio para blogueiros que fazem BEDA lá no Facebook.

Então, sem mais delongas, senhoras e senhores, se preparem! Este é aquele post em que vou fangirlizar e contar para vocês quais são os meus crushes fictícios preferidos! Mas, antes, vamos à definição (encontrada neste site aqui):

Crush significa uma paquera ou uma paixão passageira, mais conhecida como quedinha ou  estar afim de alguém, podendo também ser algo platônico, se apaixonar por alguém que não sabe da existência da pessoa que se apaixonou.

Já deu pra ter uma noção do que 'cês vão encontrar aqui hoje, né? Pois bem, I REGRET NOTHING. Como boa pisciana que sou, já estou habituada a viver em um mundo só meu, em outra sintonia e, claro, a sonhar acordada. Então sim, eu sou o tipo de pessoa que tem crush por personagens fictícios. And I think that's beautiful. Já dizia o sábio BUELLER, Ferris que a "a vida passa rápido demais; e se você não parar, de vez em quando, para vivê-la, acaba perdendo seu tempo" (ou algo do tipo). E é isso mesmo! #YOLO

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Você sabe o que é uma newsletter? Pois eu não tinha a menor ideia do que era uma newsletter até ler este post da Anna Vitória há alguns meses. Recomendo muito que você leia também para ter uma noção melhor do que estou falando. Mas, resumidamente, uma newsletter nada mais é do que uma correspondência eletrônica que você assina para receber conteúdo diretamente em sua caixa de entrada. Sim, no seu e-mail. Pode ser a newsletter de um site, por exemplo, que irá listar todos os links da semana e você poderá se manter atualizado e se certificar de que não perdeu nada de interessante. E pode ser também a newsletter de gente-como-a-gente, o que proporciona uma variedade enorme de conteúdo.

Tem gente que gosta de reunir links legais que viu durante a semana - partindo da ideia de que a correspondência seja semanal -, outras pessoas gostam de escrever textos mais íntimos e/ou ficcionais e há também aqueles que optam por bater um papo sobre os últimos dias, a rotina da vida, coisas interessantes (ou não) que tenham lhe acontecido, etc. Como disse, a coisa é bem ampla e pode abranger todo tipo de conteúdo. Particularmente, após iniciar a minha navegação por este universo paralelo, percebi que tenho preferência pelas newsletters com cara de blog pessoal do início dos anos 2000. No caso, são aquelas em que a pessoa que envia a cartinha fala um pouco sobre como anda a vida e depois aproveita para falar sobre algum filme que assistiu, ou um livro que leu, ou qualquer outra coisa que ela ache legal compartilhar.

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(Aquele com a TAG do BuzzFeed)

Pois é, chegamos à segunda semana do BEDA e, se às 22h58 da segunda-feira passada eu estava assistindo Supernatural tranquilamente porque sabia que o post sobre a Maratona Literária de Inverno já estava programado, hoje estou surtando porque tenho um total de zero posts prontos e/ou encaminhados para os próximos 22 dias. Ou seja, hoje vai ter TAG por aqui porque a gente faz o que pode com o que nos é dado.

No caso, como o título do post evidencia, vou responder 31 perguntas que, aparentemente, servem para quebrar um silêncio constrangedor. Conheci a TAG no blog da Juliana, o Há Flores em Júpiter, que, por sua vez, informou que até o BuzzFeed respondeu. Então, sem mais delongas, vamos às perguntas!


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Nos últimos dias andei pensando muito na palavra mudança e no que ela significa para mim de uma forma mais conectada ao ~meu eu interior~. Claro, há aquelas mudanças mais óbvias por serem visíveis, como um corte de cabelo. Porém, gostaria de me ater ao tipo de mudança mais sutil, aquele que acontece com a gente de forma mais lenta e gradual e que nem sempre é tão perceptível para os outros. E quando é, normalmente é só para quem nos conhece muito bem.

Eu gosto de mudanças, mas não sei se foi sempre assim. É sério, não sei dizer. O desconhecido me assusta, porém, sou o tipo de pessoa que opta pelo desconhecido quando o conhecido deixa de me satisfazer. Partindo da ideia de que aqui a mudança seria o desconhecido, por mais assustadora que ela seja, eu gosto de sua chegada. Como ser humano, acredito que estou em constante transformação; a cada dia que durmo, deixo lentamente de ser quem eu sou para me transformar em outra pessoa e isso é muito louco, mas também é muito lindo. Muitas possibilidades surgem a partir das mudanças.

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Como podemos perceber (?) a partir desta tentativa de postar todos os dias do mês de agosto, eu não ando muito afim de gravar vídeos ultimamente. Já cheguei a comentar um pouco sobre o assunto lá no Snapchat e na newsletter (falarei sobre ela em breve, aguardem), mas, de forma bem resumida, é o seguinte: criei o meu canal porque gosto de ler e queria conhecer outras pessoas com as quais pudesse falar sobre isso. Desde sempre, encarei como uma diversão, porém há alguns meses percebi que tudo estava parecendo uma obrigação, então decidi dar um tempo. Porém, isso não significa que irei sumir da internet.

Por isso, aproveito esta oportunidade para 1) listar todas as redes sociais onde você pode me encontrar e 2) explicar como funciona a minha ~dinâmica~ em cada uma delas. Shall we begin?


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(Aquele sobre um livro que poderia dar certo, mas não deu)

Não me lembro de como ou onde ouvi falar de "Midwinterblood", de Marcus Sedgwick. Assim, só me resta aceitar o fato de que comprei o livro de forma impulsiva pelo Book Depository, em 2014, e sem pensar muito sobre o que estava fazendo. O exemplar ficou parado na estante por dois anos até que decidi transformá-lo em uma das minhas escolhas da #MLI2016; e agora venho contar o que achei, mas já aviso: foi uma experiência duas estrelinhas, it was ok.

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Na real, sou muito velha pra ser jovem. Assim, enquanto muita gente da mesma ~faixa etária~ que eu passa a sexta-feira pulando de alegria por motivos de baladinha, churras dos brother e/ou barzinho, eu sonho com o momento em que poderei colocar pijama, me enrolar em cobertores e colocar as séries de TV que acompanho em dia. Como sei que não tô sozinha nessa, resolvi aproveitar a oportunidade para vasculhar o catálogo da Netflix (que, infelizmente, não tá me patrocinando) à procura de séries que já assisti, aprovei e recomendo muito para maratonas de fim de semana. Então, se você terminou a sua série favorita do momento e/ou está em crise porque não tem Doctor Who este ano, não se preocupe! Eu te entendo e este post é para você. Preparado?

Stranger Things
Eu sei, todo mundo só fala em Stranger Things. Mas eu preciso fazer o mesmo, então se você não aguenta mais o assunto, pode pular para próxima série da lista, ok? Stranger Things é um ótimo exemplo de como uma receita comum acompanhada de uma generosa dose de nostalgia pode dar muito certo. Analisando friamente, a série não tem absolutamente nada de inovador, muito pelo contrário, ela é uma mistura de várias coisas que a gente já viu em filmes dos anos 80 que foram reprisados exaustivamente na Sessão da Tarde para a alegria de nossas infâncias. Ainda assim, a produção da Netflix merece todo o reconhecimento que tem recebido porque foi um belíssimo acerto.

Não quero entregar muito do enredo porque a primeira temporada só tem oito episódios e é interessante descobrir as coisas conforme elas vão acontecendo, porém acho que é seguro dizer que Stranger Things é uma série de mistério e ficção científica com cara de filme do Steven Spielberg e que tem potencial para agradar adultos, crianças e adolescentes. E, claro, há MUITA referência à cultura pop da época.

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Hoje eu quero falar sobre amizade. Basicamente, quero deixar registrado o que penso hoje sobre o assunto, mas acho legal falar um pouco sobre como a minha percepção da ideia de amizade mudou (ou não) através dos anos.

Nunca fui o tipo de pessoa que tem um milhão de amigos. No entanto, de forma um tanto estranha, sempre fui capaz de conciliar a minha timidez (é sério, eu sou bem tímida) com algumas habilidades comunicativas e isso sempre me possibilitou fazer amizades nos primeiros dias de aula. Então, apesar de não ter um milhão de amigos, nunca passei o recreio sozinha na escola. Aliás, falemos um pouco sobre quem eu era no Rolê da Escola. Nunca fui a garota popular, no entanto, também não era 1) a pessoa que ninguém lembra o nome, 2) a pessoa que sofre bullying, ou 3) a pessoa esquisita e caladona com quem ninguém gosta muito de falar. Sei lá, eu tinha meus amigos, mas sempre que estes estavam ausentes, eu conseguia "me enturmar" com os integrantes das ~outras tribos~.

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Desde que li este post da Juli lá no Mundo de Morfeu fiquei pensando em quais seriam as minhas cantoras favoritas. Vejam bem, por mais que música tenha sido parte do meu crescimento e formação como ser humano, eu não sou uma pessoa com um ~repertório~ muito amplo quando falamos de mulheres que atuam no meio. Na real, música é algo muito abrangente, então é óbvio que não manjo muito nem quando estamos falando de homens que se destacam na área. Ainda assim, é inegável que há uma predominância masculina na playlist da minha vida.

Isso acontece porque, acreditem, houve uma época em que não suportava vocais femininos - uma questão de gosto, mas que nunca entendi muito bem -, mas também porque, como em todas as áreas da arte e do entretenimento, homens ocupam mais lugares de destaque do que mulheres. E seguindo essa lógica injusta, é meio que natural que eu conheça mais cantores e menos cantoras. Porém, uma vez que a gente abre os olhos para esta realidade e passa a pensar no que significa ser mulher e em como isso, infelizmente, muitas vezes se configura como um obstáculo em nossas vidas, a gente resolve fazer algo para mudar as coisas. E isso inclui prestar atenção no que mulheres tem feito, inclusive na música. Assim, depois de pensar um pouquinho, finalmente consegui chegar à uma lista com cinco mulheres bastante talentosas e que marcaram diferentes fases da minha vida. Para conferir, basta continuar lendo.

(clique nas imagens para ser redirecionado para as músicas)

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Daí que, do nada, decidi que iria participar da Maratona Literária de Inverno 2016 (#MLI2016), organizada pelo canal Geek Freak. Como desde que o ano começou não ando lendo como costumava - é sério, lia uma média de 3 a 5 livros por mês; hoje, se leio um é muito -, achei a ocasião oportuna. Estava com vontade de ler, tinha adquirido livros novos e mais um monte de gente louca por livros iria participar do evento, então não tinha como eu desanimar e perder o foco, certo? Errr, mais ou menos.

Semana #01: 

03/07 - 09/07
Depois de analisar a estante, montar uma possível TBR (apresentada apenas no Snapchat; se não me segue: michasborges), estabelecer a meta de um livro por semana e preparar aquele café dos campeões, me acomodei na minha cama e me entreguei ao desafio. Era sábado, dia 3 de julho, e o livro era o belíssimo "Em algum lugar nas estrelas", de Clare Vanderpool.

O livro é uma mistura de "Conta comigo" e "As aventuras de Huckleberry Finn" e traz uma narrativa envolvente, personagens cativantes e uma história interessante, ainda que dramática e ~misteriosa~. Concluí a leitura quase uma semana depois e aí, já parti para a segunda escolha.

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Recentemente "descobri" uns textos que escrevi para um antigo blog. Na época, com 19 anos, tinha acabado de sobreviver ao primeiro semestre da faculdade de jornalismo e ideias - muitas ideias! - estavam pipocando na minha cabeça. Nada inovador ou empreendedor, apenas aqueles tipos de pensamento que surgem vez ou outra quando a gente passa por choques de realidade e nossas visões de mundo começam a mudar ou a ser formar.

Dramática e hiperbólica como era - e sempre serei! -, havia algo de fatalista na forma como eu enxergava as coisas, tanto que o ~subtítulo~ do blog era algo como "os desabafos de uma mente perturbada pelas loucuras da vida". Ah, o exagero! Bom, o fato é que hoje não vejo mais a-vida-o universo-e-tudo-mais como a Michelle de 19, porém, a minha versão de 26 adorou  muito a experiência de visitar o passado por meio daquelas palavras. É impressionante como alguns parágrafos foram capazes de me transportar para outra época e, inevitavelmente, me fazer lembrar de todos os anseios e angústias que senti e vivi naqueles tempos. E isso só foi possível porque eu escrevi sobre tudo aquilo. Há algo de muito mágico nas palavras. Sejam elas de um Machado de Assis, de uma Taylor Swift ou, sei lá, de nós mesmos.

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