Hoje é aniversário do meu amicão. 14 anos de pura gostosura e prepotência caninas. Um campeão! E como não poderia ser diferente, vou registrar algumas mirabolâncias do meu cérebro a respeito deste serzinho tão maravilhoso.

Scooby, meu amicão (e também filho adotivo), nasceu em 14 de outubro de 2002 e veio morar em minha residência quando tinha apenas 45 dias. O ocorrido foi um grande marco na vida desta que vos escreve pois até então, eu vivia em estado de verdadeiro pavor de cães. Meus pais já me explicaram milhares de vezes o porquê deste meu medo, mas até hoje nunca entendi muito bem. Algo a ver com um pastor alemão que morava na casa do vizinho e que latia muito alto quando eu era um bebê e me assustava pra caramba. De qualquer forma, até os meus 12 anos eu era uma pessoa que mudava de calçada para não ter que cruzar o caminho de um cachorro.

Certo dia, em um almoço na casa de amigos da família, fomos informados de que a cachorrinha deles havia tido filhotes e, como todos sabiam da minha relação com cães, me perguntaram se eu não queria tentar segurar um dos filhotinhos, só pra ver se eu não me sentia mais confortável. Foi assim que, em poucos minutos, estava eu sentada em um sofá enquanto segurava uma coisinha preta, de olhos fechados e extremamente quentinha. Fiquei assim por horas, completamente incapacitada de abandonar aquela bolinha dorminhoca que, vez ou outra, colocava uma linguinha rosa para fora e emitia uns barulhinhos agudos. Era o meu amicão. 

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Ultimamente tenho pensado em como eu preciso escrever mais. Vejam bem, não tenho a menor pretensão de me tornar uma Grande Escritora Contemporânea™, mas sabem aquela história de que escrever é uma atividade terapêutica e que faz bem para a gente? Então, é disso que tô falando. Lembrei de como durante boa parte da minha adolescência eu mantive diários e de como eu gostava de separar um momento do meu dia para me dedicar completamente à eles. Nem me lembro muito bem sobre o que eu escrevia - provavelmente algo que envergonharia profundamente a minha versão atual -, mas recordo a sensação de tranquilidade que acompanhava o ato de colocar algumas palavras em uma folha de papel.

Os diários também tinham uma quantidade de coisas coladas que variavam entre fotos de cantores/atores que eu achava bonitos, papéis de bala, bilhetinhos que trocava com as amigas de escola, adesivos, desenhos, etc. Infelizmente, não tenho nenhuma foto deles para compartilhar com vocês - o que não é algo necessariamente ruim - porque Michelle de 18 anos, em um ato de rebeldia, decidiu que não era mais mocinha de escrever diários e se desfez de todos os registros escritos de quem havia sido até então. Não vou chateá-los com lamentações, apenas saibam que o arrependimento é real.

Durante o BEDA, precisei me disciplinar para conseguir escrever um pouquinho por dia e agora, um mês e alguns dias depois do fim do desafio, começo a sentir falta daqueles momentos. Mas como sei que não sou louca de me jogar em outra cilada que envolva parir um post por dia, começo a considerar novamente a possibilidade de manter um diário e/ou journal. No ano passado, decidi que iniciaria um no meu aniversário de 25 anos porque achei que a data tinha algo de ~místico~ e digno de ser registrado em um texto escrito à mão. Aí, eu comecei o diário e ele ficou quase um ano sem nenhuma atualização. Em 2016, prometi que me empenharia mais e, vejam só, se escrevi pelo menos duas vezes até setembro, foi muito.


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