Creiciane que sou, hoje vou brincar de blogueira famosa e vou mostrar para vocês o nada fabuloso conteúdo da minha bolsa. Escolhi fazer o post mostrando o que eu levei comigo na ocasião da celebração dos 25 anos da Analu, na última sexta-feira. Por ser à noite e em um karaokê, não encontrei necessidade de levar muitas coisas além do básico e na foto abaixo vocês podem conferir o quão sem graça eu sou nesse tipo de brincadeira (risos): 
A bolsa de modelo saquinho é a mais recente que adquiri e veio para substituir uma que estava comigo desde 2012 e sobrevivia com a ajuda de aparelhos. Como faz pouco menos de um mês que saquinho e eu estamos em um relacionamento, tenho pouco a dizer, além de que estou satisfeita pois ela atende aos requisitos básicos. E na ocasião em questão, ela estava super dentro da temática tendência anos 90 e combinou com o meu look (que, infelizmente, não foi fotografado. Não desistam de mim, pfvr). Quanto ao conteúdo, como vocês podem observar pela foto, não é nada de outro mundo:

- Chaveiros com as chaves de casa (essa flor amarela com glitter é herança da infância, pois veio com uma Barbie da minha irmã, e já vivemos muitas aventuras juntas);
- Prendedor/elástico de cabelo em espiral (?), que já tá ficando esticado, pois tenho muitos cabelos;
- Carteira com essa ~vibe~ from UK e um adorável cão mordendo um evelope;
- Álcool em gel (muito necessário, sempre carreguem) com cheiro de frutas cítricas (pois sou dessas, meio fresca, me deixem) que comprei na Renner;
- Celular (Samsung modelo S5 Mini), com esse case do amor que comprei na Colab55;
- Fones de ouvido, porque eu sempre saio de casa com fones de ouvido;
- Bolsinha/necessaire que veio com um kit de pincéis de maquiagem, mas que eu uso para carregar outras coisas. Por coincidência, nesse dia, coloquei maquiagem (risos). No caso, pouca coisa, já que já estava maquiada e só levei pó compacto (Vult) e batom (Vinhom, da Quem Disse, Berenice?) para fazer retoques. O pincel é da The Beauty Box e o espelhinho vem da Argentina e foi presente da minha tia.



Eu nunca fui uma pessoa com medo de livros clássicos. Juro que não tô falando isso para parecer aaaah-nossa-que-intelectual-que-ela-é, mas sim para explicar que até um tempo atrás nunca tinha parado para pensar muito no ~peso~ deles. Quando comecei oficialmente a minha vida como gente que gosta de ler, aos 11 anos, não havia muita opção além de Harry Potter, O Senhor dos Anéis e O Diário da Princesa, fato que me faz sentir uma certa invejinha de quem é xófem hoje, que tem realmente MUITAS possibilidades de escolha. Contudo, como dizia, eu não tinha tantas opções, de forma que recorria aos adultos que conhecia à procura de alguma iluminação. Posso afirmar que as melhores recomendações foram feitas pelo meu pai, que me apresentou a alguns dos livros que leu na ~época do ginásio~ e que, por coincidência, eram clássicos: As aventuras de Tom Sawyer, A Ilha do Tesouro e Viagem ao centro da Terra

Então, acho que dá para dizer que desde que me entendo por leitora, já tinha algum contato com os chamados clássicos, às vezes conhecidos como livros inalcançáveis, de difícil leitura e compreensão, além de absurdamente chatos e complexos. Só que não era assim que eu enxergava as coisas, para mim esses livros eram apenas livros que tinham se tornado famosos ao longo dos séculos porque muitas pessoas os tinham lido e aprovado; e isso já era o suficiente para instigar a minha curiosidade em relação a eles. Para a versão menor deste pequeno hobbit, clássicos eram livros como quaisquer outros. Só que aí, as coisas começaram a mudar e o tal do medo resolveu bater à minha porta. Não sei ao certo até que ponto estou correta, mas sinto que comecei a me sentir intimidada por alguns livros clássicos depois que resolvi brincar de booktube. Talvez porque haja alguma ~idealização~ desse tipo de livro, talvez porque comecei a me interessar por clássicos de fato assustadores. Não sei, são questões. O fato é que tenho uma listinha TBR de clássicos que quero ler antes de morrer, mas de uns tempos pra cá, sinto que sou completamente incapaz de riscar alguns itens da lista simplesmente porque eles me intimidam. Me apavoram. Me paralisam. #dramaqueen
Aí, em tempos de quase-BEDA fajuto, sem ideias e com um total de zero motivação, eis que Mia sugere uma pauta que serviu como uma luva, tanto para que eu tire as teias de aranha deste singelo espaço na world wide web, quanto para me lembrar de alguns ~livros de peso~ que estão na minha estante, apenas aguardando para serem lidos e celebrados de alguma forma. Afinal de contas, se eles estão lá é porque eu os adquiri e isso quer dizer que os quero ler. Eventualmente. No futuro. Um dia. Antes de morrer. (Bear with me). Pois bem, sem mais delongas - porque esse introdução já tá enorme -, vamos aos clássicos que me intimidam)

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(Ou: Uma ode à minha infância)

Eu era muito fã de Sandy & Junior. E até hoje não sei dizer a dimensão do impacto que a dupla e suas músicas tiveram na minha formação e na minha vida de forma geral. Posso até estar enganada, mas creio que o álbum Sonho Azul (1997) foi o primeiro CD da minha ~coleção~. Fui criança nos anos 90 e só sentia que minhas festinhas de aniversário estavam completas se Sandy & Junior estivessem na trilha sonora, tentava aprender as coreografias das músicas e queria todo e qualquer acessório, figurinha de chiclete, sandália/tênis, brinquedo, revista, caderno, etc. que tivesse relação com a dupla (o que não quer dizer que tive). Aí, veio a adolescência. Irei poupá-los de detalhes muito aprofundados e apenas direi que 1) eu queria ser a Sandy; 2) tinha pôsteres do Junior e 3) enlouqueci praticamente todos os adultos da minha vida com a minha ~obsessão~. Em minha defesa, digo que a dupla foi um excelente exemplo para a adolescente impressionável que fui (todos somos, não?) e não sinto nenhum arrependimento por meus excessos. Ser fã é bom demais. #feelingsaretheonlyfacts (Pai, foi mal por todas as vezes que te fiz escutar os CDs em loop eterno no carro) (Mãe, me desculpe por te fazer assistir Aquária).

Creicices à parte, hoje quando paro para pensar naquela época, o faço com muito carinho e saudade. Vejam bem, ser adolescente é complicado. Ser adolescente desajustada é ainda pior e Sandy & Junior faziam parte das preciosidades que me traziam algum tipo de conforto. Eu encontrava muita #paz ao gastar o troco do lanche da escola em revistas sobre a dupla, passar as tardes depois da escola sonhando acordada enquanto a Sandy cantava sobre romance juvenil de um jeito bem psicopata e especulava acerca das próximas confusões vividas pela dupla e seus amigos no seriado que passava na Globo aos domingos (MELHOR SÉRIE DA TELEVISÃO BRASILEIRA). O ápice do fangirling ocorreu durante 2001-2002, com aquele álbum preto e branco, a carreira internacional e o show épico no Maracanã. Foi, de fato, uma boa época para estar viva e ser xófem.

Depois disso eles começaram a fazer um som mais ~maduro~ e que refletia o que estavam vivendo naquela época, sendo eles dois jovens adultos, cujos dilemas e emoções pouco faziam sentido para uma mocinha de 13 anos que ainda nem sabia direito o que era o vestibular e que tinha como principal preocupação a data de lançamento do próximo livro do Harry Potter. Jamais me esquecerei do espanto que senti quando assisti pela primeira vez o clipe de Desperdiçou (Junior sequestrador!!!, Sandy âncora de jornal/repórter!!!! e eu tenho certeza de que poderia problematizar aquele final, mas não). Tudo muito sério, muito adulto. Mas aí, no mesmo álbum, tinha umas músicas de amor e sobre o meio ambiente (?) e tava tudo bem, tudo ótimo. Só que eles demoraram uns três anos para lançar um sucessor para o Identidade (2003), período em que este pequeno hobbit entrou no Ensino Médio, virou uma grande telespectadora da MTV (sdds eternas) e resolveu que queria ser rockeira-alternativa-grunge-indie e não tinha mais tempo para música pop (mentira, porque eu não perdia um lançamento dos Backstreet Boys e da Britney Spears, mas bear with me). Ainda assim, comprei o último álbum de estúdio da dupla, que me lembro de ter escutado uma quantidade de vezes razoável (sem jamais compartilhar este fato, pois precisava manter a minha ~reputação de descolada~).

É importante frisar que mesmo com o distanciamento, a dupla continuou tendo um espaço especial no meu coração, que não teve outra opção além de se partir no dia 17 de abril de 2007, quando o fim da dupla foi anunciado. Fatos dignos de nota: Michelle se formando no Ensino Médio. J.K. Rowling lançando o último Harry Potter. Britney Spears 2007. Sandy e Junior se separando. 
MEU
MUNDO
CAIU
2007 foi, de fato, um ano difícil. Um ano de transição, de incertezas, de novos horizontes, de despedidas. E é claro que o álbum acústico foi a trilha sonora do encerramento da minha vida como a conhecia até então. #dramaqueen #pisciana #eu

Como dez anos se passaram e eu sou muito adepta da nostalgia e da celebração de coisas maravilhosas, não poderia deixar a data passar em branco por aqui. E louca das listas que sou, também não vou perder a oportunidade de contar para vocês quais são as minhas músicas preferidas da dupla. Assim, sem mais delongas porque vocês já sabem o esquema desses posts, senhoras e senhores, com vocês o meu top 15 maiores sucessos de Sandy & Junior!

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(9. An album with good memories)

Quando eu era adolescente e estava iniciando a minha ~formação musical~, tive uma fase meio indie-rock-alternativo, o que quer dizer que eu escutava várias músicas parecidas, de bandas que faziam praticamente o mesmo tipo de som, cujos integrantes eram, essencialmente, uns caras magricelas vestindo calças skinny e camisetas coladas. Tipo o Seth Cohen, se Seth Cohen fosse músico.

I don't know what I'm doing wrong
Maybe I've been here too long
The songs on the radio sounds the same
Everybody looks the same
(In The Morning)

A real é que eu não as diferenciava muito bem e também não ia atrás de me informar melhor sobre o assunto. Ainda assim,  o auge da fase bostaiada indie foi a banda inglesa Razorlight e juro que Johnny Borrell só não foi mais crush porque eu já era completamente obcecada pelo Jensen Ackles (que não é ~teoricamente~ um músico de rock alternativo, mas bear with me). Conheci a banda em meados de 2007 por meio da HBO, que transmitiu alguma reprise de algum festival ou programa - não me lembro, faz dez anos - com várias bandas se apresentando, sendo uma delas o Razorlight. Pouco me lembro da apresentação além do combo skinny branca feat. camiseta branca colada com gola em v usado pelo vocalista, cujos cabelos encaracolados e olhos azuis deixaram uma boa marca na adolescente impressionável de 17 anos que eu era.
"If I saw me I’d want to speak to me, too – I’d think, ‘That guy looks like he’s from Mars, he’s somehow strangely compelling". (BORRELL, Johnny)

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Daí que a primeira semana de quase-BEDA tá chegando ao fim e por aqui tá rolando um pouco de fracassinho já que 1) deixei de postar um dia essa semana e 2) começo a escrever este post às 22h28 do dia 7 de abril. Ah, também não sei muito bem o que será do post de domingo. Mas tudo bem, vai dar tudo certo e no final do mês teremos 15 posts (ou mais! Sou brasileira, after all). A ideia é que alguma coisa mais reflexiva e ~autoconhecedora~ surja no meio disso tudo e enquanto isso não acontece, a gente se vira na medida do possível com os memes disponíveis nessa internet de todos nós, ok? E já que 2017 tem se mostrado um ano de filmes por aqui (apesar de nem de longe estar assistindo a quantidade que gostaria), a escolha da vez é sobre isso. No caso, as perguntas são de um meme cujo nome desconfio que seja Com que filme eu vou? e que vi no blog da minha amiga Sharon. Sem mais delongas, vamos lá!

Qual foi o último filme que você assistiu?
Rock of Ages: O Filme (2012), que desconfio que seja o meu musical preferido no presente momento. Adaptada do musical da Broadway, a história é ambientada na Hollywood do fim dos anos 1980 e nos apresenta à Sherrie e Drew, dois jovens que sonham em viver de música. Obviamente eles vão se apaixonar e obviamente vai ter uma série de obstáculos em seus caminhos. Paralelamente, acompanhamos também a história de Stacee Jax, um rockstar meio falido e que tá tentando se encontrar, além da ~ala conservadora~ que quer acabar com a influência do Rock na cidade. A história é muito básica e completamente previsível, mas aaaaaaah, tão boa! As músicas são ótimas, só clássicos do rock-farofa tipo Bon Jovi, Poison, Journey, etc. E, claro, Tom Cruise todo trabalhado na vibe Axl Rose.
Um filme que você quer muito ver?
Olha, difícil responder apenas um porque 2017 tá cheio de lançamentos interessantes. Os primeiros em que consigo pensar são Mulher Maravilha e, obviamente, Star Wars - Episódio VIII: O Último Jedi (eu perco o sono só de pensar nesse filme, sério). Contudo, preciso dizer que meu coração é completamente vendido para a franquia Piratas do Caribe desde que eu tinha 13 anos e, por isso, tô sim bem ansiosa para a próxima aventura daquela capitão pirata lá interpretado por aquele ator lá. Me deixem. #paz

Um filme para chorar?
Lion: Uma jornada para casa (2016). Não sou uma pessoa que chora muito assistindo filmes, apesar de me emocionar bastante e chegar bem perto de derramar algumas lágrimas. Lion é um desses casos e foi uma grata surpresa. Na minha ~maratona Oscar 2017~, não estava muito empolgada para assistir ao filme, mas resolvi arriscar e que bom que o fiz porque o filme é lindo, gente. Nada menos que isso. Acompanhar a história do pequeno Saroo depois de se perder do irmão em uma estação de trem em Calcutá e passar por muitos perigos até ser adotado por uma família autraliana foi uma emoção enorme e os sentimentos só se intensificaram quando descobri - só no final! - que era uma história real. É um filme para chorar sim, mas daqueles que te deixam com esperança.

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(Aquele sobre mais uma frustração literária)

Faz pouco mais de um mês desde que concluí a leitura de Juntando os pedaços, de Jennifer Niven, e até agora não sei muito bem como falar sobre a minha experiência. Contudo, depois de muito procrastinar pensar, vou tentar. Acho válido começar dizendo que, apesar de já fazer um tempo considerável que deixei de ser público de livros YA, reservo um espaço especial no meu coração para livros do gênero. Entre os tipos de história que mais me atraem estão aquelas com protagonistas meio desajustados e que só querem encontrar seu lugar ao sol enquanto tentam entender qual é a desse mundo em que vivemos. Tenham em mente que minha alma é bastante vendida para esse tipo de história e, por isso, a determinação para amar o livro é muito real.

Assim, quando soube que Jennifer Niven estava lançando um novo trabalho, minha primeira reação foi berrar internamente e depois pesquisar a data de lançamento, pois já tinha decidido que iria tatuar a história em todo o meu ser. Vejam bem, já estava considerando a autora como minha melhor amiga escritora famosa, tanto porque Por lugares incríveis, seu livro de estreia, mexeu muito comigo quanto porque não tem como não querer ser amiga de uma pessoa que tem ESSA foto de perfil no Twitter: 
Se você pensou que ela faz referências à Supernatural no livro, pensou certo.
Somos todas Jeniffer Niven.
Jeniffer Niven é gente como a gente.
*screams internally*

Então, sim, eu tinha algumas expectativas para Juntando os pedaços, mas juro juradinho que elas não têm relação com minha decepção. Esta fica completamente por conta da premissa excelente, porém, infelizmente, mal executada. Mas calma, vamos por partes.

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(Aquele que não é uma piada de 1º de abril, "me apresento" de novo e me jogo em mais uma cilada)

É uma verdade universalmente desconhecida o fato de que para esta que vos escreve o ano só começa de verdade em março. Assim, não me descabelei com a parca quantidade atualizações dese bloguinho durante os primeiros meses de 2017. No entanto, por mais que eu pense, jamais serei capaz de apresentar alguma resposta plausível para a ocorrência de apenas um post no mês passado. Para todos os efeitos digo que é assim que as coisas são e vida que segue. No caso do blog, isso se dá com a chegada  da hora de dizer adeus à poeira e às teias de aranha da melhor e única maneira possível: na forma de cilada.
É sabido que durante os meses com nomes que começam com a primeira letra do alfabeto a blogosfera old school se joga no desafio chamado BEDA, que consiste na publicação de um post por dia durante 30 dias. Contagiada por essa ~energia~, frustrada por não conseguir escrever e, obviamente, porque adoro um rolê errado decidi participar da brincadeira. E ando tão vidaloka que nem planejamento prévio fiz (leia: só tenho umas ideias anotadas, mas nada muito concreto), então, de forma alguma irei me comprometer com um desafio completo. Logo, fica estabelecido que em abril vai rolar a quantidade de pelo menos 15 (quinze) posts e a ideia inicial é postá-los nos dias ímpares do mês. Qualquer coisa extra será exatamente isso: um extra, um bônus, um plus, algo a mais, etc. Por ora, digo que penso em alguns posts sobre livros, outros sobre música, alguns Projetos Pessoais™ e, claro, aqueles memes espertos que salvam vidas. Mas, de verdade, tô aceitando sugestões. :)

***

Para dar a largada de mais uma maratona freneticamente desesperadora de posts, decidi responder o meme Conhecendo a blogueira, já que o blog do jeito que tá hoje é relativamente novo e eu nunca me apresentei de forma apropriada (não que eu vá fazer isso hoje, mas bear with me). Também é um jeito de mostrar àqueles que estão chegando aqui em abril qual é a deste circo. O meme tem duas etapas: 1) listar onze fatos aleatórios sobre mim e 2) responder onze perguntas feitas por quem me indicou. Como ninguém me indicou e mesmo assim quis responder, pedi para que minhas amigas mandassem algumas perguntas e também vou contar com o auxílio da Michas de 22 anos.

(Se preparem porque esqueci como faz para ser concisa e o post ficou grande)


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(Aquele em que espero um mês para dar as caras e ainda falo sobre 2016)

Pois bem, o Carnaval já passou, o Oscar também, assim como o meu aniversário. Já exorcizei 2016 da minha vida. Contudo, espíritos com negócios inacabados insistem em assombrar as páginas deste inóspito espaço da world wide web, de forma que pendências ainda se fazem presentes e eu preciso fazer algo a respeito. Principalmente porque me impus o desafio de só escrever sobre as coisas de 2017 quando tiver finalizado a award season do bloguinho. Então, sem mais delongas, senhoras e senhores, se preparem: peguem a prataria, o sal e os isqueiros e venham comigo abrir uns caixões para a gente queimar uns restos mortais! coloquem seus figurinos de gala, estourem a champagne e coloquem We are the champions para tocar! Com vocês, a terceira (e última!) parte do Lunatic Pisces Awards 2016, também conhecida como a retrospectiva de séries.

Disclaimer: de forma alguma fui capaz de acompanhar todas as séries que chegaram ao catálogo da Netflix em 2016 ou as estreias da Fall Season americana. Seria uma tarefa inviável! Assim, acho importante destacar que a retrospectiva traz as séries que eu assisti em 2016 e que, de alguma forma, marcaram o meu ano e merecem algum destaque nesta singela publicação.
(Se preparem mais uma vez, porque lá vem textão)


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{Janeiro de 2017}

Faz um milhão de anos desde que gravei o último vídeo para o meu canal no YouTube e como, até o momento, não me bateu nenhum arrependimento ou vontade de fazer algo a respeito, irei utilizar este espaço para comentar brevemente sobre as minhas leituras durante o mês de janeiro (leia: duas mini-resenhas e depois comentários curtos sobre o que estou lendo). 

Postcards from the Edge (Carrie Fisher)
Aqui somos apresentados à Suzanne Vale, uma jovem atriz que, após sofrer uma overdose e passar meses internada em uma clínica de reabilitação, precisa se readaptar à sua vida e carreira. O livro é dividido em duas partes: a primeira trata do período em que a protagonista está internada e a segunda, dos meses que se seguem depois que é liberada.

Acho que o que eu mais gostei na leitura é o quê de autobiografia. Para mim, foi impossível não imaginar Suzanne com a aparência de Carrie ou não considerar muitas das observações da personagem como sendo as da própria autora. Basta assistir a alguma entrevista com a atriz para conhecer um pouco de seu humor, que também se faz presente no livro. Assim, cada comentário vem carregado de uma boa dose de sarcasmo e, claro, de crítica à Hollywood e o estilo de vida que propaga. Creio que as situações vividas por Suzanne sejam recorrentes na indústria cinematográfica - puxação de saco de gente pedante, o vício em drogas, a escolha de uns papeis meio duvidosos porque é o que tem, as amizades falsas, as fofocas nos banheiros das festas, etc.  - e duvido que Carrie Fisher tenha sido a primeira pessoa a tratar delas, contudo, há sim aquele peso por se tratar das palavras de alguém que viveu e viu aquela realidade bem de perto. Ainda no que toca na questão da autobiografia, também achei inevitável relacionar a relação conturbada de Suzanne com sua mãe com a da própria Carrie com Debbie Reynolds. No caso, senti algumas alfinetadas.

O que mais me marcou, talvez, tenha sido a forma como Carrie tratou da dependência química. Por meio de trechos de diários de Suzanne e de outro personagem, Alex, o leitor tem acesso aos pensamentos de uma pessoa viciada e que luta contra isso, mas que também lida com a perversidade de seu vício. Gostei principalmente do momento em que ela retrata um momento de recaída. Fiquei meio sem fôlego e definitivamente angustiada. Saber também sobre como pode ser reclusivo o período de readaptação à sociedade depois da reabilitação foi algo que me chamou a atenção porque, realmente, nunca tinha parado para pensar nesta questão. Creio que, mesmo sem entrar em pormenores e usar os termos exatos, o livro também aborda a depressão e a bipolaridade - dois distúrbios que fizeram parte da vida de Carrie Fisher.

De forma geral, gostei do livro. Não morri de amores, mas gostei de ter lido pois sinto que pude conhecer um pouco mais sobre Carrie Fisher, uma mulher que admiro. Como cheguei a mencionar em outro post, comecei a leitura em uma edição antiga e com uma tradução bem ruim e, por isso, pode ser que tenha perdido parte do encanto da leitura. Se puder, leia no idioma original. Ah, o livro tem uma continuação - The Best Awful -, que não sei exatamente sobre o que trata, mas tenho sim o interesse em ler eventualmente.


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Reza a lenda que o ano só começa de verdade depois do Carnaval e, por isso, vou aproveitar que ainda estamos no fim de janeiro para dar continuidade à ~award season~ deste prestigioso espaço da world wide web. Na segunda parte do Lunatic Pisces Awards, irei falar sobre as músicas, as vozes, as bandas e os álbuns que fizeram do meu fatídico 2016 um ano tolerável. Já começo por dizer que fazia muito tempo que não me sentia tão "musical" como me senti em 2016. É claro que tô sempre escutando música, mas não me recordo quando foi a última vez que fiz isso quase que com a mesma frequência com que respiro. Atribuo esta peculiaridade em minha personalidade ao fato de que o ano passado foi devastadoramente tenebroso e que apenas com uma trilha sonora 24/7 foi possível lidar com tamanho pesadelo.

E se 2016 foi um ano difícil, cheio de dores e crises para todos nós, no departamento musical foi só alegria. Primeiramente, porque resolvi explorar mais as funcionalidades e o catálogo do Spotify à procura de ~descobertas da semana~ e, segundamente (?), porque abracei de vez a causa dos sentimentos como únicos fatos. E uma vez que fiz isso, não teve volta, abri as portas da felicidade e uma revolução aconteceu por aqui. Na real, se tivesse que descrever a vibe musical de 2016, diria que foi um constante *screams internally*. Mas, chega de enrolação e me deixem explicar como é que essa folia vai funcionar: começarei por entregar troféus para os vencedores de algumas categorias criadas por mim e depois, partirei para a fabulosa lista dos meus discos favoritos de 2016.
Disclamer: acho importante frisar que 1) não escutei todos os lançamentos de 2016 e 2) o post é sobre o que eu escutei em 2016 e, por isso, a retrospectiva irá incluir coisas que não necessariamente foram lançadas durante o ano. Na verdade, a maior parte dos álbuns é de 2015 (risos) (sou sempre aquela que chega atrasada para a festa).
E agora, sem mais delongas, senhoras e senhores, eis a minha Retrospectiva Musical 2016!
(se preparem, porque é textão)


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É uma verdade universalmente desconhecida o fato de que eu levo um pouco a sério a escolha da primeira leitura do ano. Não sou uma pessoa que pensa muito antes de decidir qual será o próximo habitante da minha mesa de cabeceira; costumo escolher o que vou ler meio-no-impulso-meio-Deus-no-comando e se não rolar, tudo bem, vida que segue, tem outros livros. Contudo, a coisa muda de figura quando falamos da Primeira Leitura do Ano™.

Vejam bem, não estou falando apenas de uma leitura, mas sim daquele que será o pontapé inicial de mais uma jornada literária. Não posso simplesmente olhar para a estante e, aleatoriamente, tirar algo de lá. Não. A escolha do primeiro livro do ano é um procedimento que exige muito cuidado, dedicação, análise, pesquisa, etc. Gosto de pensar que a intensidade do esforço dedicado durante o processo é diretamente proporcional à qualidade literária do meu ano. As chances de encarar doze meses de leituras ~mais ou menos~ por conta de um começo mal planejado é real. E é por isso que começo a pensar no primeiro livro do ano desde dezembro. Deu certo na maioria dos casos.

***

Se a memória não falha, comecei 2010 com as palavras de Michael J. Fox em Um otimista incorrigível. Lembro que, na época, havia acabado de sobreviver ao meu primeiro ano de faculdade e à avalanche de emoções, concepções, desconstruções e decepções que essa fase da vida acarreta. Para coroar o bolo com uma cereja, lidei com um heartbreak e precisei por um fim em um dos relacionamentos mais tóxicos que já vivi. Assim, acompanhar um dos atores que mais me marcaram falando sobre as dificuldades de lidar com a descoberta do Mal de Parkinson durante o auge de sua carreira e das mudanças que ocorreram em sua vida - pessoal e profissional - sem se entregar às bad vibes foi inspirador. Hoje sei que foi com essa leitura que compreendi aquele ditado (?) que diz que quando uma porta se fecha, outras se abrem. Foram palavras otimistas para dar início a um ano que me trouxe O mundo de sofia, On The Road e Bukowski. Analisando do futuro, foi um ano bem legal. Já estava acostumada com o ritmo da faculdade, já estava em #paz comigo, me divertia horrores com os migos e fui à uma quantidade obscena de shows de rock internacional. 2010, que ano bom. SDDS, 2010.

Aí, dei as boas-vindas à 2011 com O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde (a.k.a. autor que preciso conhecer mais). Respeitando a tradição de início de ano, estava no litoral e, entre mergulhos e sonecas, acompanhava a intensa e complexa história do jovem que vende sua alma em troca da juventude eterna. Irei poupá-los da rasgação de seda, apenas leiam este livro, por favor. Da mesma forma que as experiências vividas pelo protagonista da narrativa de Oscar Wilde oscilam entre agradáveis e o oposto disto, meu 2011 se revelou um ano agridoce. Foi durante este período que lidei com a primeira (?) e, possivelmente, pior crise de aNsIeDaDe de toda a minha existência. Contudo, concluí o ano com positividade e, novamente, na praia, onde iniciei meu contato com as histórias de Carlos Ruiz Zafón.

2012 também foi um ano bem legal e eu não poderia esperar menos de uma fase que tem início com A Sombra do Vento. O livro tem a sua quantidade de dor, violência, melancolia e muito sofrimento. Mas também consegue ser doce, divertido, assustador, mágico, envolvente e mais um monte de coisas que só livros realmente especiais podem ser. No livro da minha vida, escrevi os capítulos sobre ter 22 anos e comemorar meu aniversário com a casa cheia de amigos e familiares, fazer TCC, me formar na faculdade e, obviamente, não ter a menor ideia do que fazer depois disso. Mas, assim como acontece nas histórias de Zafón, foi em 2012 que meu avô sofreu um AVC e, consequentemente, mudanças do tipo doloroso começaram a ocorrer lentamente. Sem sombra de dúvidas, um ano agridoce.

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Na minha família temos uma tradição de sempre nos despedir do/iniciar o ano na praia. É assim desde que me entendo por gente e, mesmo quando rola um ~atraso~, para nós é como se a transição de um ano para o outro só estivesse realizada depois de alguns dias de praia, mar e muito sol. Este foi o caso dessa vez.

Passei a virada do ano em São Paulo e, embora agradável,  a ocasião não teve muito impacto. Não senti aquela vibe de mudança, sabem? Teve também o fato de que meus pais estavam longe, coisa que já tinha acontecido antes, mas mesmo assim, me gerou estranhamento. Preciso registrar que Ano Novo sem o pavê da minha mãe não é a mesma coisa.

Assim, me despedi de 2016 na companhia da minha irmã, meu cunhado e uma amiga deles. Demos muita risada, comemos e bebemos bastante, escutamos música e, claro, assistimos ao Show da Virada na Globo - porque somos brasileiros e é assim que as coisas acontecem por aqui. Também foi possível ver fogos pela sacada, o que eu achei ótimo porque, por mais que deteste o barulho, acho lindo de assistir e penso que é um costume legal para receber uma nova fase. Principalmente depois do fatídico 2016.

Das tradições particulares, a única que consegui manter foi a de ativar o shuffle e deixar o destino escolher a primeira música do ano e, consequentemente, lançar o tom do novo período que se inicia. Faço isso todo ano e tenho um ritual: espero o momento adequado - normalmente, quando as coisas estão mais calmas e eu já estou de pijama, deitada na cama e pronta para dormir -, apago as luzes, coloco fones de ouvido e deixo o modo aleatório fazer a sua mágica. Confesso que, de todos os costumes de despedida/início de ano,  este é o meu preferido. Sempre fico nervosa e apreensiva, com medo de começar o ano com uma nota negativa. Contudo, 2017 chegou de forma louvável ao escolher Rhiannon, do Fleetwood Mac, para sua estreia. Quédizê, não dá para esperar coisas ruins de um ano que começa com Fleetwood Mac. 
***

Mas, como ia dizendo, temos a tradição de viver a transição de um ano para o outro na praia. E foi assim que, depois de jogar uns biquinis, uns vestidos e umas Havaianas na mala, na madrugada do dia seis de janeiro, caí na estrada junto com meus pais e minha irmã. Desde criança, gosto de fazer essa viagem e conheço de vista vários pontos da estrada. Adoro ver a paisagem de concreto de São Paulo ir se transformando em campos verdes - cheios de plantações de eucaliptos e de vaquinhas no pasto - e, depois, em vegetação litorânea. O céu muda, as cores mudam, o ar muda. E, consequentemente, as vibes mudam. Enquanto cochilava e escutava a minha playlist de rock pé na estrada, pude assistir ao nascer do sol. Viver é bom demais!

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Senhoras e senhores, é com muito orgulho que lhes apresento a primeira edição do Lunatic Pisces Awards, o troféu desta prestigiosa (?) publicação! Por aqui, a award season será dividida em etapas e hoje falarei sobre os livros que marcaram - ou não! - o fatídico ano de 2016 que, felizmente, já nos deixou. Creio que devo ter comentado por algum lugar desta internet de todos nós que 2016 foi um ano meio bléh para a Michelle Leitora™. E foi mesmo. O ano começou com leitura em andamento de 2015, ano que, em seus derradeiros momentos, me jogou em uma ressaca literária da qual só comecei a me recuperar oficialmente quase doze meses depois (!).

Se fosse classificar meu 2016 literário com apenas uma palavra, seria medíocre. Foram poucas as leituras que detestei, mas também não foram muitas as que amei-de-corpo-alma-e-coração. De modo geral, o que predominou foi aquela coisa mediana, meio foi ok ou gostei, mas não o suficiente para sair berrando este fato pelos quatro cantos do mundo na tentativa de convencer toda a humanidade a ler os livros. Foi um ano desnutrido e pensei que fosse definhar em meio a tanto marasmo. 

Hiperbolismos à parte, tentei, na medida do possível, respeitar meu momento de ~ressaca~ e só li quando estava genuinamente interessada na atividade. Contudo, foi difícil me manter esperançosa depois de tanto livro mais ou menos. Ainda assim, depois de tanto 7x1, 2016 resolveu ser um pouco gentil - mas só um pouco, né -, e começou a me agraciar com algumas leituras que, não só foram prazerosas, mas também me fizeram mudar algumas convicções e/ou perspectivas sobre a-vida-o-universo-e-tudo-mais. E para a alegria geral desta que vos escreve, cheguei ao fim do ano concluindo uma das minhas leituras favoritas e eu só tenho a agradecer aos céus?, aos Sete?, à Força? pela graça alcançada e pela possibilidade de fechar 2016 com alguma positividade.

Lidos em 2016

O maior livro 
Os bons segredos, com 408 páginas

O menor livro 
Distância de resgate, com 144 páginas


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