Reza a lenda que o ano só começa de verdade depois do Carnaval e, por isso, vou aproveitar que ainda estamos no fim de janeiro para dar continuidade à ~award season~ deste prestigioso espaço da world wide web. Na segunda parte do Lunatic Pisces Awards, irei falar sobre as músicas, as vozes, as bandas e os álbuns que fizeram do meu fatídico 2016 um ano tolerável. Já começo por dizer que fazia muito tempo que não me sentia tão "musical" como me senti em 2016. É claro que tô sempre escutando música, mas não me recordo quando foi a última vez que fiz isso quase que com a mesma frequência com que respiro. Atribuo esta peculiaridade em minha personalidade ao fato de que o ano passado foi devastadoramente tenebroso e que apenas com uma trilha sonora 24/7 foi possível lidar com tamanho pesadelo.

E se 2016 foi um ano difícil, cheio de dores e crises para todos nós, no departamento musical foi só alegria. Primeiramente, porque resolvi explorar mais as funcionalidades e o catálogo do Spotify à procura de ~descobertas da semana~ e, segundamente (?), porque abracei de vez a causa dos sentimentos como únicos fatos. E uma vez que fiz isso, não teve volta, abri as portas da felicidade e uma revolução aconteceu por aqui. Na real, se tivesse que descrever a vibe musical de 2016, diria que foi um constante *screams internally*. Mas, chega de enrolação e me deixem explicar como é que essa folia vai funcionar: começarei por entregar troféus para os vencedores de algumas categorias criadas por mim e depois, partirei para a fabulosa lista dos meus discos favoritos de 2016.
Disclamer: acho importante frisar que 1) não escutei todos os lançamentos de 2016 e 2) o post é sobre o que eu escutei em 2016 e, por isso, a retrospectiva irá incluir coisas que não necessariamente foram lançadas durante o ano. Na verdade, a maior parte dos álbuns é de 2015 (risos) (sou sempre aquela que chega atrasada para a festa).
E agora, sem mais delongas, senhoras e senhores, eis a minha Retrospectiva Musical 2016!
(se preparem, porque é textão)



Escutei pouco, mas gostei e quero prestigiar em 2017
Nunca achei que fosse chegar o dia em que diria uma coisa dessas, mas a única resposta possível é Purpose (2015), do Justin Bieber. 2016 foi um ano bem pop por aqui e, no meio de tantas descobertas e lançamentos, não consegui dar a devida atenção ao que me parece ter sido o trabalho mais aclamado do xófem. Foram algumas as vezes em escutei o álbum e gostaria de destacar as faixas What Do You Mean?, Love Yourself e The Feeling.

Vou aproveitar para fazer uma menção honrosa ao Joanne (2016), da Lady Gaga, que escutei logo que foi lançado, mas parei de escutar depois de algumas semanas sem um motivo aparente. Das faixas, gostei principalmente de Million Reasons (pois é claro que sim) e Angel Down.


Achei que ia amar, mas flopou
Por mais doloroso que seja, não posso mentir: Glory (2016), de Neidoca. Vejam bem, não é que eu não tenha gostado do milionésimo comeback da Britney Spears, muito pelo contrário, até rebolei a bunda ao som de Glory. Acontece que, depois de umas semanas já tinha enjoado e nem ligava mais.

Outro que entra nessa categoria é o Shawn Mendes. Numa dessas de sair explorando as possibilidades do Spotify, comecei a escutar as músicas do menino Shawn e, por um breve momento, achei que ele preencheria momentaneamente o vazio em meu coração deixado pelo Ed Sheeran. Mas não. Acho que depois de uma tarde escutando Handwritten (2015), percebi que menino Shawn não é pra mim e o resto é flop.

Morri de preguiça
mInD oF mInE (2016), dO gArOtO nOrMaL dE 24 aNoS, zAyN. Porque, convenhamos, o álbum todo é bem pretensioso (leia: muitos, muitos bocejos) e depois de um tempo eu cansei de escutar sobre como o zAyN transa muito, transa pra c***lho e, nossa, como ele é foda por transar muito. #Ai #Zayn

Foi bom enquanto durou
Southerner (2005), do Trent Dabbs. Descobri a música Follow Suit na trilha sonora de Pretty Little Liars, gostei bastante e resolvi escutar o álbum todo. Acho que nosso relacionamento deve ter durado um total de uma semana e meia e aí, nos separamos. Foi bom enquanto durou, sempre me lembrarei de Southerner em dias frios e chuvosos. Ou não.

Bombs Away (2015), do Sheppard, sugerido pelo Spotify. Logo que escutei fiquei empolgadíssima e saí berrando e recomendando pelos quatro cantos da world wide web o quão legal-Geronimo-é-todos-precisam-escutar-Sheppard-é-ótimo-melhor-descoberta-de-2016. Quinze dias depois, nem lembrava mais. A vida tem dessas. 

A descoberta do ano
BØRNS, ou Garret Borns. Até agora não sei direito como me referir a este ser humano musical que adorei conhecer em 2016. Como mais pra frente neste post pretendo falar mais sobre seu álbum de estreia, apenas direi que meu encanto veio das vibes meio Lana Del Rey meets MGMT. E, nossa, OLHA ESSA AESTHETICS.

O reencontro do ano
Claro que este troféu só poderia ser entregue para a minha melhor amiga de infância, Sandy. Acho que não tínhamos contato desde 2013, quando ela lançou o Sim, que eu gostei, mas não vivi intensamente. Contudo, em 2016 ela nos agraciou com Meu Canto, um trabalho ao vivo que reúne trabalhos anteriores de sua carreira e também apresenta faixas inéditas. A sensação de conforto é real e eu só sei sentir. Eu amo a Sandy, gente.

Finalmente entendi o hype
Taylor Swift. 2016 foi o ano em que finalmente entendi do que todo mundo tava falando e finalmente me apaixonei por Tay-Tay. Agora, já a considero minha melhor amiga famosa e só quero fazer parte do squad dela. Taylor Swift, que pessoa intrigante, que músicas sensacionais. Eu amo a Taylor Swift, gente.

Classicão que só aconteceu na minha vida agora
Com toda a certeza deste mundo, Fleetwood Mac. Eu não faço ideia de quando foi que ouvi falar da banda pela primeira vez, mas faz tempo. Provavelmente, durante minha adolescência bombardeada por informações da MTV. Só que eu simplesmente ignorei a banda até 2016. E não consigo enxergar este fato como nada além de lastimável, porque Fleetwood Mac é bom demais e só me resta lamentar o tempo perdido. O sentimento de arrependimento é tão grande que estou determinada a transformar o Fleetwood Mac na minha banda do ano em 2017, então, por enquanto falarei pouco sobre a maravilhosidade que é o som deles e da minha pequena obsessão pela Stevie Nicks. Me aguardem.

A voz do ano
De acordo com as estatísticas do Last.Fm, a voz solo que mais escutei em 2016 foi a do James Bay e este fato faz muito sentido porque eu realmente escutei muito as músicas dele. E isso deve ter acontecido porque a voz do James é tudo o que eu mais gosto em vocais masculinos: algo meio rouco, mas forte e que consegue oscilar entre a suavidade e a agressividade. Há algo de ~rockeiro~ no James Bay e em sua voz e meu coração é muito vendido pra esse tipo de coisa, 'cês me perdoem.

A banda do ano
One Direction, pois óbvio, pois é claro, pois jamais poderia ser diferente. Louis, Liam, Niall e Harry são os responsáveis por uma parcela considerável da minha sanidade em 2016 e, por isso, serei eternamente grata a esses quatro seres humanos adoráveis. Obrigada por tudo, 1D - you light up my world like nobody else. ❤

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Bate-bola das músicas

A música do ano: Craving (James Bay) e/ou New Romantics (Taylor Swift).
As ~good vibes~ do ano: What a Feeling (One Direction), In a Night Like This (Hilary Duff feat. Kendall Shmidt), Touch and Go (Ed Sheeran) e American Money (BØRNS).
Sofrência do ano: All Too Well (Taylor Swift)
Rocks do ano: Gimme Shelter (Rolling Stones), All Along The Watchtower (Jimi Hendrix), Peace of Mind (Boston), Refugee (Tom Petty and the Heartbreakers), Don't Fear The Reaper (Blue Öyster Cult) e Go Your Own Way (Fleetwood Mac)
Grata surpresa do ano: Simple Man (cover do Jensen Ackles)
Chegou no fim do ano, mas ganhou meu coração mesmo assim: Just Hold On (Louis Tomlinson feat. Steve Aoki)
São questões: PILLOWTALK, BeFoUr e dRuNk (claramente do zAyN)

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Aqueles que voltaram para aquecer e abraçar meu coração
X (Ed Sheeran, 2014). Essa belezinha tá integrando a trilha sonora da minha vida desde que foi lançada. Jamais me canso de Ed Sheeran e, na ausência de álbum novo, tô sempre escutando o X. Só que em 2016 optei pela versão Wembley Edition, que conta com várias faixas bônus. 

Diorama (Silverchair, 2002). Simplesmente porque um belo dia acordei e me lembrei de que era muito doente por Silverchair quando era mais nova e, por isso, decidi escutar o álbum da vida da Michelle de 18 anos. Diorama continua sensacional e falando diretamente com esta que vos escreve. Saudades, Silverchair. Saudades, Daniel Johns do Diorama

The Division Bell (Pink Floyd, 1994). Curiosamente  - e infelizmente, convenhamos -, o Pink Floyd não teve muito espaço para brilhar no meu 2016. Considerando a avalanche de derrotas que foi o fatídico ano passado, até que faz sentido. De qualquer forma, não importa muito porque eu sei que, eventualmente, sempre volto para a banda da minha vida. Pink Floyd é relacionamento longo, sério e que vai durar para sempre. The Division Bell, como já era esperado, continua lindo, emocionante e extremamente relevante. De toda a discografia da banda, este é o álbum que mais me transmite uma sensação de #paz e conforto; é sempre a ele que recorro quando tô lidando com bad e aNsIeDaDe. Obviamente, não poderia ficar de fora do repertório musical de 2016.

Menção honrosa
Cover With Friends (Jason Manns, 2016)
Com um título autoexplicativo, o álbum reúne alguns covers de músicas bastante conhecidas feitos por Jason Manns e seus amigos. Não vou mentir, não fazia ideia de quem era Jason Manns e só cheguei ao seu álbum por conta de vídeos do YouTube relacionados a Supernatural. Acontece que alguns dos amigos dele que participaram do álbum também fazem parte do elenco da série. Foi uma feliz descoberta que, durante vários dias - principalmente tardes de domingo preguiçosas ,- me fez companhia, aqueceu meu coração e, por isso, merece um espaço nesta retrospectiva.


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TOP 10: melhores álbuns de 2016
Honeymoon (Lana Del Rey, 2015)
Este foi o disco que mais escutei durante metade do verão 2016, principalmente quando estava na praia. Assim como em seus trabalhos anteriores, aqui Lana evoca aquela atmosfera que remete a décadas passadas, anos 50 ou 60. Contudo, sinto que em Honeymoon, mais do que em qualquer outro álbum da cantora, a vibe queria-estar-morta-mas-já-que-não-estou-vou-curtir-uma-summertime-sadness está muito forte. Não ligo, tem horas que a gente só quer mesmo ficar curtindo uma melancolia durante dias ensolarados e este álbum é a trilha sonora perfeita.

Blue Nighbourhood (Troye Sivan, 2015)
Não vou mentir, queria muito ter escutado mais e amado mais intensamente o trabalho de estreia do Troye Sivan. Juro que não tenho absolutamente nada de negativo para dizer a respeito de Blue Neighbourhood; o álbum é realmente muito bom. Delicinha mesmo de escutar. Daqueles que você aperta o play na primeira faixa e deixa tocar todinho porque todas as músicas são gostosas. Foram muitas as tardes na companhia deste disco, que aqueceu sim meu coração no gelado 2016. É um trabalho que traz melodias que ficam na cabeça, arranjos bonitos e toda uma vibe de urgência da juventude. É exatamente o álbum que eu teria escutado até furar quando tinha 15, 16 anos.
Faixas preferidas: BITE, TALK ME DOWN, YOUTH e LOST BOY.

Dangerous Woman (Ariana Grande, 2016)
Sinceramente, eu não fazia ideia de quem era Ariana Grande na fila do pão até meados de abril de 2016. Claro que não estava vivendo debaixo de uma pedra e, por isso, já tinha escutado o nome da moça, mas era só isso. Aí, numa bela madrugada de aNsIeDaDe e insônia, o YouTube sugeriu o clipe de Dangerous Woman e eu fiquei fascinada pela voz (gente, que voz!), pelo arranjo e pelas vibes ~rockeiras~ da música. Em poucas semanas, o álbum foi lançado e eu vivi toda a empolgação e o hype junto com a galera e foi ótimo. O que mais me surpreendeu no Dangerous Woman é que eu ainda estava escutando suas músicas em novembro e achando tão deliciosas quanto da primeira vez. A atmosfera geral do álbum é essa do título mesmo:  Ariana poderosa, perigosa, mulherão, etc.
Faixas preferidas: Dangerous Woman, Into You, Side To Side, Greeeeeeedy (pois óbvio), Leave Me Lonely e Touch It.

Breathe In. Breathe Out. (Hilary Duff, 2015)
Se Sandy é minha melhor amiga da infância, Hilary é minha melhor amiga da pré-adolescência. De forma que toda e qualquer coisa que ela lança rapidamente ganha o meu interesse. E, céus, como ela demora para lançar as coisas. Acho que foram uns três anos até que todos nós pudéssemos escutar seu comeback depois de sete/oito anos afastada da música. E, olha, que delicinha de álbum pop e que pena que foi um super flop. Quanto à temática, acho que dá pra resumir em dois assuntos: fim de relacionamento e sentimentos em relação ao novo crush. Já a sonoridade geral é de pop dançante e bem condizente com o que a gente escuta no rádio atualmente. Não chega a ser um álbum super original - analisando friamente, pode ser considerado um pouco genérico -, mas isso não quer dizer que não seja bom. Com certeza, é o melhor trabalho da carreira musical da Hilary e, sinceramente, acho que ele merecia mais - tanto dela, quanto dos fãs.
Faixas preferidas: My Kind, Breathe In. Breathe Out., Tattoo (Ed Sheeran sendo Ed Sheeran mesmo quando não tá cantando), Night Like This e Belong.

E.MO.TION (Carly Rae Jepsen, 2015)
Pelo amor de Deus, alguém me explica por que raios a Carly Rae Jepsen é tão subestimada? Ela lançou um dos melhores trabalhos pop de 2015 e quase ninguém comenta. Pensem em um álbum pop com vibes anos 80, com hits dançantes e refrões chicletosos, deliciosamente viciantes e que te deixam com vontade de dançar. Então, esse é o E.MO.TION. Não tem absolutamente nenhuma - repito: nenhuma! - faixa ruim. Assim como o trabalho do Troye Sivan, o álbum da Carly Rae é para dar play na primeira música e escutar inteirinho, deixando que os sentimentos sejam os únicos fatos. O que mais me encanta neste disco é que eu tenho certeza absoluta de que daqui a uns cinco anos eu ainda estarei escutando e achando maravilhoso. Por favor, valorizem mais a menina Carly Rae e prestigiem seu trabalho. Ela merece e vocês, com certeza, também merecem atingir a graça que essa obra-prima pop vai proporcionar.
Faixas preferidas: I Really Like You, Making The Most Of The Night, Your Type, I Didn't Just Come Here To Dance, Favorite Colour - na real, essas são apenas sugestões para o caso de você não ter muita ideia de por onde começar, porque todas - repito: todas! - as faixas são boas e favoritas.
Comentário digno de nota: Carly Rae é tão amor que, em 2016, lançou o Side B, que nada mais é que uma segunda parte do E.MO.TION. Ou seja, estamos falando de um álbum duplo. Não consegui prestigiar direito as músicas mais recentes, mas 2017 está aí para isso.

Tango In The Night (Fleetwood Mac, 1987)
Como foi mencionado previamente, o Fleetwood Mac só aconteceu em minha vida em 2016 e, apesar de ter sido por conta de Go Your Own Way (Rumors, 1977), Tango In The Night foi o primeiro álbum da banda que ganhou meu coração. Não confirmo e nem nego a responsabilidade da belíssima arte da capa. Não sei explicar muito bem o que me fez gostar deste álbum, mas acho que é toda a sonoridade dos anos 80, os efeitos, os refrões gostosinhos e a atmosfera geral do disco, que me deixa meio nostálgica por um tempo que não vivi. O fato é que essa belezinha - que vai ganhar edição especial em 2017, OBRIGADA DEUS! - chegou em minha vida naquele ponto do ano em que eu já não aguentava mais e trouxe um certo frescor, uma nova vontade de viver e, sei lá, restaurou a minha fé nas coisas boas da vida (sou dessas, me deixem).
Faixas preferidas: Big Love, Caroline, Tango In The Night, Little Lies e Isn't It Midnight (gente, pelo amor de Deus, escutem o solo de guitarra no final dessa música).

Dopamine (BØRNS, 2015)
Era uma tarde fria e chuvosa de agosto quando o Spotify, por meio de suas Descobertas da Semana, começou a tocar The Emotion. O sentimento de amor à primeira escutada foi tão instantâneo, que larguei a playlist e fui direto para o álbum de capa esquisita, com um sujeito também meio esquisito enquadrado por pernas femininas. O disco, meus caros, é essa preciosidade chamada Dopamine, que, fiel ao seu nome, tem como função primordial proporcionar sensações boas e alegrinhas para aquele que o escuta. Mais good vibes, impossível; meu humor naquele dia tenebroso melhorou 100%. Ainda quero escrever um post faixa-a-faixa para fazer justiça à este trabalho maravilhoso do Garret Borns, mas enquanto esse dia não chega, digo que o que mais me encantou, além das sensações positivas, foi a mistura de efeitos sonoros ~modernos~, letras deliciosamente catchy e a atmosfera free spirit dos anos 60. Se discos fossem bebês, o Dopamine seria a cria de Born To Die - Paradise Edition (Lana Del Rey, 2012) e Oracular Spectacular (MGMT, 2007).
Faixas preferidas: 10.000 Emerald Pools, Electric Love, American Money, The Emotion e Overnight Sensation - aqui, as faixas também funcionam apenas como sugestões para o caso de você precisar de um guia, porque tudo no álbum é muito bom.

Chaos And The Calm (James Bay, 2015)
Como já sabemos, James Bay foi a principal voz do meu ano e realmente não me surpreendo, porque, como disse, seu timbre tem tudo para me fazer ficar apaixonadinha. Mas meu amor por seu álbum de estreia vai além, pois se eu tivesse que escolher um título para me definir em 2016, seria Chaos And The Calm. Toda essa coisa contraditória da calmaria acompanhada do caos tem tudo a ver com as sensações e a aNsIeDaDe com que precisei lidar em 2016 e também com tudo o que significa chegar nessa fase dos vinte e poucos e ainda se sentir meio perdido, sem muita ideia do que estamos fazendo. De se sentir seguro de si, de saber o que quer, de buscar algo que possa sentir e, ainda assim, estar tentando se encontrar. Fiz um post inteirinho dedicado a este álbum e, por isso, vou parar por aqui. Mas, nossa, como amo esse disco.❤
Faixas preferidas: Craving, Let It Go, Scars e Need The Sun To Break. Da versão deluxe, fico com Clocks Go Forward e Stealing Cars.

1989 (Taylor Swift, 2014)
Se é preciso atribuir alguma responsabilidade pelo meu atual amor incondicional por Tay-Tay, a concedo ao 1989, porque foi a partir dele que me entreguei de corpo-alma-e-coração à toda a discografia da minha melhor amiga famosa. Sim, este é o trabalho mais diferente da carreira da Taylor até então e, com certeza, é o mais ousado. Em sua estreia como cantora pop, Taylor conseguiu não apenas entregar de forma absurdamente louvável aquilo que é esperado de um álbum do gênero - melodias gostosinhas, refrões grudentos, efeitos eletrônicos, etc. -, mas também transportar para a sua nova fase aquilo que há de melhor em seu trabalho no country: sua vulnerabilidade ao tratar de assuntos e sentimentos tão pessoais e transformá-los em algo extremamente identificável e universal. De uma forma geral, adoro como ela fala de sentimentos (que são sempre os únicos fatos), corações partidos e anseios. Mas, quando falo do 1989, gosto ainda mais porque aqui Taylor é vulnerável, mas também é dona de si, poderosa, forte. É uma Taylor que cansou de sofrer, colocou seu coração partido em uma gaveta, subiu no salto e foi pra Nova Iorque conquistar o mundo, curtir sua juventude com  as amigas e ser feliz. É uma Taylor livre e, como sabemos, as melhores pessoas são livres.
Faixas preferidas: Welcome To New York, Blank Space, Style, Out Of The Woods, Shake It Off, I Wish You Would, Bad Blood, Wonderland e New Romantics. Ou seja, praticamente todas (risos).

O melhor, o maior, o mais importante disco do ano
Made In The A.M. (One Direction, 2015)
Pois óbvio, pois é claro, pois jamais poderia ser diferente [2]. Responsável por ser o pontapé inicial da minha história de amor com Loius, Liam, Niall e Harry, Made In The A.M. é tão absolutamente sensacional que, depois de quase um ano escutando, eu ainda continuo achando tudo tão lindo e maravilhoso quanto da primeira vez. Adoro o fato de que tudo soa meio familiar, mas ao mesmo tempo novo - em ambos os casos, tanto por buscar referências em outras bandas que fizeram história, quanto por soar exatamente como o One Direction (ainda que com um integrante a menos, que, convenhamos, fez bem em sair). Depois de passar o ano de 2016 contemplando toda a discografia dos meninos (risos), pude perceber que o quinto álbum é, de fato, aquele em que eles mostram mais maturidade, seja porque se envolveram mais na produção ou por conta das letras um pouco mais ~sérias~ e de acordo com a fase da vida que estão vivendo, com todas as descobertas, desilusões e conquistas. É também um álbum de despedida, seja ela temporária ou não, e, por isso, celebra tudo o que o One Direction foi até então para os fãs e para os integrantes. É o One Direction em sua melhor forma até o momento.
Faixas preferidas: TODAS. Não dá nem pra sugerir algumas para quem quer começar, tem que escutar tudinho, do começo ao fim, e deixar que os sentimentos sejam sempre os únicos fatos.

#feelingsaretheonlyfacts


2 Comentários

  1. Oi, tudo bom?
    Que post legal, bem completo. Gostei das suas escolhas, mas agora sobre o Shawn Mendes eu gosto muito das musicas dele, principalmente Neve be alone.

    Beijos
    www.paginadaleitura.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Oi, Lidiane
      Tudo bem sim e com você?
      Pois é, tentei gostar do Shawn Mendes, mas não rolou. Não é pra mim e tudo bem, né? Que bom que tem gente que gosta e que tem mais um monte de coisa para escutar :)
      Fico feliz que tenha gostado do post!
      Beijos

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