Acho que já comentei por aqui que sou uma pessoa que escuta álbuns. Não que esta seja uma regra absoluta, pois tenho minhas trilhas sonoras preferidas e até me arrisco a escutar e a montar playlists. Mas, ainda assim, de forma geral, não costumo escutar músicas avulsas. Não sei se sempre fui desse jeito, ou se foi um hábito que desenvolvi ao longo dos anos; o que importa é que eu  sou uma pessoa que escuta álbuns. Gosto de pensar que há um porquê de todas aquelas faixas estarem reunidas no mesmo trabalho de um artista, que provavelmente queria passar uma mensagem por trás disso. E, no geral, sinto que as músicas reunidas em um mesmo disco costumam trazer a mesma vibe. Fico realmente abalada quando estou escutando uma música e a próxima se revela algo completamente diferente, de outro estilo, com outra atmosfera, outra batida. Enfim, é o tipo de coisa que ~corta o clima~, sabem? Eu levo muito a sério esse tipo de coisa. 
Uma das minhas intenções com essa edição do BEDA era falar mais sobre minhas aventuras musicais como alguém que escuta álbuns e tinha, inclusive, determinado que faria isso aos domingos. Como podemos ver, já tivemos dois domingos no mês e em nenhum deles falei sobre música. Ou sobre qualquer coisa, já que estes posts ainda estão nos rascunhos (risos nervosos). Daí que decidi que hoje, já que não tinha nenhuma ideia de post planejada, iria falar sobre o assunto. Como ando operando no modo 45 do segundo tempo, obviamente me utilizo de um meme. E já que não encontrei nenhum que me interessasse, criei o meu. No caso, me inspirei nas tags Com que filme eu vou? e Dias da semana em livros. E assim, sem mais delongas, senhoras e senhores, eis o Meme dos Disquinhos!

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Em abril meu blog completou um ano e estou com o rascunho deste post salvo desde aquela época. Minha intenção era ter aproveitado a tentativa de quase-BEDA para publicar um texto sensacional no dia exato do aniversário do blog. Uma breve análise da barra lateral indica que a tentativa não só foi um fracasso, como a quantidade de posts foi paupérrima. E é isso aí, vida que segue, tem outros desafios. E cá estou, quatro meses e um dia depois, tentando novamente. Dessa vez, determinada a obter êxito. 

Pois bem, em abril meu blog completou um ano. Juro que não quero parecer piegas ao dizer coisas como aaaaah-nossa-mas-parece-que-foi-ontem!, mas sim, parece que foi ontem. Claro que, analisando em retrospecto, me dou conta de que mais de 365 dias se passaram desde aquela madrugada de insônia na qual, sem ter muito o que fazer além de pensar na vida, decidi alterar todo o layout da página e publicar o texto que iniciaria o próximo capítulo da minha existência na world wide web. Como disse, estava vivendo muitas e constantes revoluções internas - de certa forma, ainda estou - e cada dia era uma novidade, uma nova Michelle, uma nova quantidade de ideias e concepções sendo destruídas e construídas. E nessa de tentar me (re) encontrar, voltei também a escrever.
É engraçado como, sem nos dar conta, parte de nós adormece. E aí, um belo dia - ou uma não tão bela madrugada -, decide acordar. Desde que comecei a existir na Internet, em 2005, ter um lugar para chamar de meu se fez essencial e foram algumas as residências. Todas elas, aliás, de acordo com as fases que vivia. Tive Flogão (!!!!) para comentar os filmes que eu assistia na época em que aspirava me tornar uma crítica de cinema especializada para poder entrevistar o Steven Spielberg. E como se a ambição já não fosse enorme, decidi que precisava criar também uma conta para expressar todo o meu amor por Star Wars. Como podemos ver, minha versão adolescente já gostava de escrever sobre aquilo de que era entusiasta. 

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Hoje foi um dia de cão. Então, se me permitem - e é claro que permitem porque quem manda nesse negócio aqui sou eu -, irei, tal qual minha amiga Sharon, me utilizar de um meme para não deixar a peteca cair de vez. Como estou com vontade de falar sobre livros, decidi responder a Guilty Reader Tag, criada pela mocinha do canal Read Like Wild Fire e que vi a Catriona, do Little Book Owl, respondendo. Pelo título, a proposta do meme é confessar nossas culpas enquanto leitores e eu só me dei conta disso depois de já ter respondido as questões (risos). Para ser franca, não me senti muito culpada, mas tudo bem porque foi legal responder. #eu
Já presenteou alguém com algum livro que você ganhou de presente?
Não sei se presentear seria a melhor palavra; mas, de certa forma, sim, já fiz isso. Sempre que faço aquela faxina anual na minha estante, separo os livros que vão embora. Aí, pergunto para minha irmã e duas amigas se elas têm interesse em algo. Se sim, então ~dou de presente~ para elas. Se não, ~dou de presente~ para uma biblioteca.

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Não tá fácil pra ninguém e não é de hoje. Por isso, penso que é muito importante que a gente se cuide para que, assim, possamos lidar com as derrotas da vida com um pouco mais de disposição. Infelizmente, até onde eu sei, nenhum de nós veio com um botãozinho que, quando apertado, magicamente modifique a nossa programação, fazendo com que automaticamente passemos a nos sentir bem e a ter a sensação de que todos os nossos problemas foram resolvidos e que a vida é top. Contudo, com um pouquinho de otimismo e força de vontade, a gente consegue se ajudar. 

Vejam bem, é claro que há sim casos e situações que exigem muito mais do que querer melhorar e acreditar que isso é possível. Eu sei disso e não venho, por meio deste post, fazer nenhum tipo de julgamento de valor e muito menos condenar quem precisa e decide procurar ajuda profissional. Aliás, é muito importante frisar que se você sentir que este é o seu caso, procure ajuda. O ano é 2017 e já passou da hora de a gente começar a encarar a nossa saúde mental com a mesma seriedade dedicada à física. Porém, preciso confessar que além de não ter propriedade e/ou formação para falar de um assunto tão delicado, também não me sinto confortável nessa posição. São tempos de trevas e extremismos estes em que vivemos nesta internet de ninguém e prefiro não me colocar em frente à linha de tiro. 'Cês me desculpem, mas sou dessas.

Assim, meu intuito com este post é simplesmente compartilhar alguns hábitos ~inofensivos~ que incorporei à minha rotina e que, de forma geral, têm me ajudado na manutenção do meu bem-estar, afastando as bad vibes e garantindo a sensação de #paz. O tal do self-care. Aos não familiarizados com o costume, segue a definição do primeiro resultado que o Google me ofereceu:
self-care
noun
1. care of the self without medical or other professional consultation
E agora, sem mais delongas, vamos à lista de coisas que eu gosto de fazer em dias de bad, dias de cão, dias de tpm, etc., etc., etc.

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Se na semana passada eu estava na #paz porque o BEDA estava funcionando super bem e ~mais ou menos~ de acordo com o planejado, hoje eu só quero bater com a cabeça na parede enquanto questiono minhas escolhas e decido se entrego logo os pontos e finjo que essa ideia nunca decolou. Com posts atrasados e com um total de nadinha programado para os próximos dias, acho que é seguro afirmar que o desespero é real e, aparentemente, chegou para ficar. Mas como boa brasileira que sou, não irei abandonar o navio e, mesmo que aos trancos e barrancos, concluirei essa cilada. Desabafos feitos, vamos aos highlights da segunda semana de BEDA.
06/08: vinho -  a única bebida possível em dias frios e preguiçosos

Aqui em São Paulo, o clima anda meio esquisito e na semana passada tive a sensação de viver duas estações diferentes, nas quais morri de frio e de calor também. Em ambos os casos, a predominância foi a de dias ensolarados e eu só tenho a agradecer, já que me possibilitou momentos de caminhada, além de uma disposição um pouco maior para sair de casa e encarar o ~treino  nosso de cada dia~.

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Como sabemos, uma das minhas maiores e gratas surpresas do ano passado no departamento das séries foi Stranger Things. Assim como a maioria das pessoas, não fazia ideia do que era a série - e muito menos que ela seria lançada - até poucos dias antes da estreia, quando fui completamente possuída pela vontade de assistir. Odeio criar expectativas, elas (quase) sempre estragam as coisas, mas com Stranger Things o hype foi completamente justificado e o amor, instantâneo. Assim, desesperada para começar um segundo rewatch antes da estreia da nova temporada, em outubro, decidi que falaria sobre o assunto por aqui. E é óbvio que, pelo andar da carroça do BEDA, com posts saindo com dias de atraso, irei apelar para a ajuda da Internet e me utilizarei deste challenge aqui para registrar as ~minhas impressões~ da primeira temporada. 
Sobre opinião sobre assistir Stranger Things
Não sei se entendi muito bem o que preciso dizer aqui (risos) e acho que tem a ver com aquele chororô que aconteceu por conta do hype na época da estreia? Se sim, olha, morro de preguiça dessas coisas. Se um negócio faz sucesso, deve ser porque muita gente gostou; e penso que se alguém tem interesse em algo, deve assistir, f***-se o que As Pessoas estão dizendo. No meu caso, não demorei muito para assistir e, desde o início, fiquei completamente fascinada; então, nem liguei muito para o que os ~diferentões~ disseram. É verdade sim que muito do sucesso da série se baseia na nostalgia e na capacidade dos Duffer Brothers de utilizar isso para vender uma ideia. E é verdade sim que a série é quase uma colcha de retalhos de todos os melhores clichês de filmes da Sessão da Tarde dos anos 80. E é mais verdade ainda que ninguém dá a mínima para isso porque o que a gente quer mesmo é se divertir com uma boa história e personagens cativantes. E Stranger Things traz isso. Particularmente, a experiência de assistir a série foi de muito conforto porque eu adoro as referências, que, em sua maioria, fizeram parte da minha infância e eu sou muito vendida para essas coisas. Gente, a sensação é a de estar assistindo filmes do Steven Spielberg! Afff eu nasci para amar Stranger Things!

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(Ou: Aquele em que avanço como caçadora de monstros fangirl)
(The road so far)

Quando soube que existiam romances de Supernatural, minha primeira reação foi torcer o nariz. Não sei exatamente o porquê, mas essa é sempre a minha reação ao descobrir a expansão, em uma plataforma diferente, de um universo fictício que amo. Contudo, uma vez superada a barreira do preconceito (leiam: as saudades de Sam e Dean são sempre enormes e está sendo absurdamente doloroso lidar com meu atual rewatch da 7ª temporada), fiquei bem curiosa para saber como seriam os Winchester de papel. Depois de me aventurar, venho contar o que achei da experiência.
(Tô até hoje esperando Sam e Dean usarem essas roupinhas da capa do livro rsrsrsrsrsrs)

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(Ou: Aquele com uma amostra do que rola na minha cabeça)


- Então, hoje você não postou de novo...

- É, eu sei. Decidi que só iria escrever depois que o post de domingo estivesse pronto. Que só iria escrever outro post, digo.

- Mas você já tem oito textos iniciados na sua pasta de rascunhos, não dava para aproveitar algo ali? De repente continuar, algo assim? 

- Dificilmente chamaria aqueles parágrafos de textos. O que joguei ali são apenas palavras forçadas e desprovidas de personalidade. E, não, obviamente não dá para aproveitar.

- Pera, não é bem assim. Não precisa ser tão dura. Seja gentil com você, lembra? Talvez os textos não estejam exatamente como você queria, mas não estão ruins. E que tal algum meme? Eles são sempre práticos e você sempre se diverte quando os responde.

- E qual parte do "desprovida de personalidade" você não está entendendo? Claro que não posso responder um meme, não quando só o que faço é responder memes. Eu preciso escrever sobre mim, sobre a minha vida, sobre o universo, essas coisas. Ninguém se interessa por meme, eu certamente não me interesso.

- Ué, mas a ideia não é se divertir? Tudo bem se você quiser escrever sobre coisas mais ~sérias~ e até sobre a nossa vida, mas você sabe que esses textos são um pouco mais difíceis para nós. Sabe que eles exigem um exercício de vulnerabilidade com o qual não estamos muito acostumadas. Por isso, demandam mais e são bem exaustivos. É completamente impossível escrever um ~textão~ por dia e você sabe disso. E de onde saiu essa história de não se interessar por memes? É claro que se interessa, não há nada de errado com eles. 

- Ok, você tem razão. Eu exagerei. Memes são legais, me divirto respondendo. Mas nenhum me interessa no momento. E eu já disse que não vou escrever outra coisa enquanto o texto que era para sair no domingo não for concluído, pare de insistir.

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(Ou: Aquele com mais um meme overshare)

Nem vou me alongar em introdução. Em tempos de BEDA, o desespero é real e os memes estão aí para serem aproveitados. Hoje vou responder o das 50 perguntas - que na verdade, são só 48 -, que vi no blog da Manu. Sigam-me os bons!
Qual foi a última coisa que você escreveu em um papel?
Provavelmente, algo que preciso fazer hoje ou a música de ontem para a playlist do BEDA que estou montando. #spoiler Ambas as anotações foram na minha agenda.

O que está sempre na sua bolsa?
Minha carteira  e necessáire - que sempre tem álcool em gel, batom, espelho e desodorante. Em dias vermelhos, tem absorvente, claro. Sempre tento colocar um creme para as mãos também e, dependendo do dia, um guarda-chuva. Além do celular e dos fones de ouvido, sem os quais me sinto completamente nua.

O que você costuma pedir em um café?
Normalmente, capuccino ou chocolate quente. Se for em uma Starbucks, sempre peço um Caramelo Macchiato ou um Doce de Leite Latte - em dias quentes, opto pelas variações em frappuccino. Para comer, pode ser brownie ou alguma torta, se quiser doce. Se estiver a fim de comer salgado, é sempre o clássico pão de queijo.

Quais websites você visita diariamente?
Difícil de responder porque não acho que exista um; talvez seja o Twitter. Também costumo visitar o Goodreads com frequência e o Valkirias. Em tempos de BEDA, os blogs das amigas também são bastante frequentados.

Para quem você liga quando está triste ou com raiva?
Ninguém, pois detesto falar ao telefone e evito sempre que posso. Além disso, quando estou triste, gosto um pouco de evitar as pessoas e até conversas. Tento entender o que raios está acontecendo e meio que lido com isso de forma racional; feito isso, procuro alguém para desabafar e pedir conselhos. Atualmente, essas pessoas são meus pais e minhas amigas (Ciladetes <3).

De que cor é a sua escova de dentes?
Branca e rosa.

Você tem piercing?
Não. Até queria colocar um no nariz há alguns anos, mas hoje já mudei de ideia e tô feliz com a minha decisão, já que não servi nem para lidar com segundo furo nas orelhas.

Qual é a melhor época do ano na sua terra?
Aquela das férias escolares, quando todo mundo viaja e São Paulo fica "vazia" e dá para ir nos lugares sem pegar muito trânsito. Dependendo do feriado, também vale a pena.

O que deixa você realmente triste?
A vida, o universo e tudo mais. 

O que deixa você realmente feliz?
Dias ensolarados, chocolate, boa música, meus pais, conversas com minhas amigas, meu adorável amicão, comprar coisas que eu quero muito, pizza e episódios novos de Game of Thrones. Essas são as coisas em que consigo pensar no momento.

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Eu sou uma pessoa que abandona livros, mas nem sempre foi assim. Houve uma época em que terminar uma leitura era praticamente uma questão de honra para esta que vos escreve. Não me interessava se a história não tinha ganhado meu coração, se a narrativa era enfadonha ou se os personagens eram pouco cativantes; se eu tinha me proposto a ler, ler eu iria. Até o último ponto final, nem que cada virada de página consumisse toda a minha força vital. Sinceramente, não sei onde foi que aprendi a pensar assim, mas acho que só adotava tal postura por achar que minha opinião sobre um livro só poderia ser considerada ~relevante~ se eu tivesse vencido todas as suas páginas. Não sei até que ponto concordo com esse raciocínio, visto que, em partes, ele faz um certo sentido - como é que posso compreender uma obra se não a absorvi por completo? -, mas tenho para mim que, quando leio, meu bem-estar deve vir em primeiro lugar. O que pode significar muitas coisas, desde o puro entretenimento e conforto da leitura até o aprendizado e as reflexões proporcionadas. E, convenhamos, não há possibilidade de bem-estar quando a gente se obriga a fazer algo.

Por isso, comecei a valorizar muito essa coisa de momento certo para determinadas leituras. Em alguns casos, o tal do momento simplesmente não existe e a melhor decisão é abandonar a leitura mesmo - a vida é curta demais para perder tempo com livro ruim, gente -, mas tem também aqueles casos de quando as estrelas não estão alinhadas, sabem? O bom e velho não é você, sou eu. Tem livros que só pelo título já sei que foi para lê-los que vim ao mundo, que eles foram feitos sob medida para agradar a minha pessoa e, justamente por isso, quero que o nosso contato ocorra nas melhores condições possíveis. Gosto de ser justa com eles. E é por esse motivo que, algumas vezes ao longo dois últimos anos, abandonei algumas leituras dessincronizadas com meu modus operandi na época e me certifiquei de prometer que um dia nos reencontraríamos. O post que trago hoje é um registro dessas promessas. Para me lembrar, claro.

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Já que chegamos ao fim da primeira semana de BEDA sem desespero, descabelamento e vontade de correr para as montanhas, acho que posso declarar essa primeira fase do desafio um sucesso! Ainda que eu tenha certeza de que o post de hoje sairá na madrugada do dia seguinte e não tenha a menor ideia do que será o post de amanhã (risos). Como sábados são dias meio ~mortos~ na internet, decidi que farei deles os dias dos resumos. Vi esse tipo de post rolando no BEDA do ano passado em diferentes blogs e achei muito legal. Pensei em começar falando sobre alguns acontecimentos que marcaram a minha semana, compartilhar algumas fotos e depois partir para os links.

Em linhas gerais, minha vida é bem tranquila, sem grandes acontecimentos diários e que fujam da rotina. Contudo, achei que essa última semana foi especialmente calma e não minto ao dizer que, eventualmente, comecei a funcionar no modo automático porque o frio resolveu dar as caras e, como sabemos, não sei lidar com dias frios. Eles me deixam realmente mal e eu preciso constantemente realizar exercícios mentais para me lembrar de que vai passar, logo esquenta, é só uma fase. No departamento ~cultural~, andei bem procrastinadora e continuei me atrasando em todas as séries e rewatchs que me proponho a realizar, além de não avançar muito nas leituras. Irei poupá-los do que diz respeito à Vida Adulta™, porque não há nada de novo sob o sol, ela continua um eterno 7x1. Mas tudo bem, vida que segue, tem um BEDA que não vai se escrever sozinho, não é mesmo? Então, se me permitem, vou partir para os highlights da semana. Shall we begin?

30/07/2017 
Foi um típico domingo preguiçoso, no qual cozinhei com minha mãe e depois passei a tarde lendo e escutando música na varanda ensolarada. Um dos livros da vez é Os Goonies, de James Khan, uma romantização do filme clássico da Sessão da Tarde. Apesar de ter começado a leitura bem empolgada, em algum ponto da semana, simplesmente perdi o interesse (certeza de que é o frio, que me tira de mim), mas não pretendo abandonar, já que é só amor e nostalgia. Passei o início da noite assistindo aqueles programas de reforma de casa e de culinária do Discovery Home & Health até o momento mais aguardado do domingo: Game of Thrones. São só dois três episódios até agora, mas tô amando a temporada!
31/07/2017 
Fui com minhas amigas Bia e Alessandra ao Parque do Ibirapuera. Apesar do céu com nuvens, não choveu e o sol até nos agraciou com a sua ilustre presença. Acho que a última vez que fui ao parque foi quando ainda era criança, então foi legal visitar o lugar novamente e perceber que minha memória não está tão ruim assim, apesar de ter me perdido um pouco (risos). Fizemos um piquenique, nos atualizamos sobre a vida, colocamos a conversa em dia e, claro, trocamos livros. Os novos habitantes da minha estante são Invenção e Memória, de Lygia Fagundes Telles, e The Magicians, de Lev Grossman, que é o primeiro de uma série. Alguém aí já leu algum desses? Se sim, o que achou?


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(TAG: Diferentão)

Quando decidi que ia participar do BEDA novamente, além de me prometer que tentaria, na medida do possível, seguir meu cronograma e deixar vários posts programados para não ficar desesperada como no ano passado, também jurei que não iria responder muitos memes e que só recorreria à eles em alguma emergência, provavelmente lá pela terceira semana. Quatro dias de desafio e aqui estou, com o pouco de dignidade que ainda me resta, zero posts programados e, claro, o primeiro meme da leva. Tem dias que não se pode ter tudo. A escolha da vez é a TAG: Diferentão, que vi no Território Nerd, mas foi criada pelo General Nerd, e que consiste no simples ato de listar cinco opiniões impopulares sobre qualquer coisa englobada pela cultura pop. Sem mais delongas, shall we begin?

Eu não acho os Beatles a melhor banda de todas
Calma, eu vou me explicar. Eu gosto dos Beatles, que, com certeza, integram uma das minhas bandas preferidas da vida. Meu nome é Michelle, jamais poderia ser diferente. Também tenho absoluta certeza que de todas as bandas que já escutei, Beatles é a mais tocada, a mais marcante e, talvez, a mais influente. Não nego, de forma alguma, a importância da banda dentro do rock e do cenário musical, de forma geral. Além, claro, do impacto cultural. Os Beatles foram e continuam a ser um baita de um fenômeno e seu sucesso é completamente justificável. As músicas são ótimas, muitas delas revolucionárias. Outras, tenho certeza de que foram tatuadas na minha alma. Eu amo demais os Beatles...só não acho que sejam a melhor banda que já agraciou nosso planeta com seu som. Simples assim, vida que segue, tem outras bandas e outros disquinhos para escutar. #allyouneedislove #loveisallyouneed #paz

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(Ou: lembretes que uso como desculpa para dar o cano no treino nosso de cada dia)

É uma verdade universalmente conhecida para quem me acompanha no Twitter que eu odeio academia. Não nego os benefícios que a prática de exercícios trouxe para a minha vida ou a veracidade de todo aquele blablablá sobre como eles são importantes para a saúde física e mental. Tá tudo muito bem, tá tudo muito certo. Só que eu realmente odeio academia. Juro que acredito nas pessoas que se empolgam por malhar, entupindo nossos feeds com selfies pós-treino e fotos de levantamento de peso. Acho excelente quando postam textões motivacionais (que eu nunca leio, mas bear with me) discorrendo sobre a escolha de levar uma vida saudável e atingir os seus objetivos, sejam eles quais forem. Deve ser mesmo maravilhoso tomar whey protein, ficar com braço de Johnny Bravo e tanquinho trincado. É tudo muito topzera, só que eu não consigo mesmo ser #partiuacademia, sabem? Não é muito a minha praia, a minha turma, o meu rolê.
Daí que quando chego lá, jamais determinada à ficar ~sarada~ e apenas pensando se vai dar tempo de ler quando chegar em casa, antes de dormir o sono dos justos e exaustos depois de quase desidratar suando o corpo realizando aquilo que eu só consigo enxergar como autoflagelo, faço cara-de-poucos-amigos e adoto uma postura ~trevosa~. Só que ninguém parece levar isso muito à sério porque nunca consegui escapar de tentativas de interação social, mesmo com fones de ouvido. Acho que devo ter um daqueles rostos amigáveis. Só pode. Acho que devem olhar para mim, com meus 1,56 m e cara de quem acabou de fazer festa de debutante, e pensam que tudo o que mais quero é falar sobre a vida com completos desconhecidos que brilham enquanto suas glândulas sudoríparas trabalham. Ou, talvez, seja só a boa educação que minha mãe me deu me impedindo de não sorrir mesmo quando não tô afim. Sabe como é, a gente tem que demonstrar simpatia. Viemos à esse mundo para agradar aos outros, aparentemente. Deus os livre de lidar com a grosseria da mocinha que vos escreve.

Então, fico lá, com cara de pastel, sustentando um sorriso forçado e um olhar contemplativo. Coisa que, diga-se de passagem, só consigo fazer pela graça de Nossa Senhora das Amazonas, Diana Prince. Respiro fundo, mentalizo uma contagem ad eternum até um milhão, cantarolo na cabeça algum rockão que Dean Winchester escutaria, e sorrio daquele jeito tipo comercial de pasta de dente. Tudo isso em nome da paz e do amor da minha sanidade mental e, por que não?, da sanidade mental daqueles que me importunam. Sou de Peixes, é para esse tipo de coisa que eu vivo. Acontece que por trás da fachada de Ursinho Carinhoso, há sim muito rage - disfarçado de preguiça de lidar, mas ainda assim, rage -, pouca paciência e vontade de explodir tudo. E se na vida real ~chuto bundas~ com classe, tal qual Sansa Stark, na internet eu sou a Daenerys com seus três dragões. DRACARYS TO YOU ALL!

E como este prestigioso espaço está localizado na world wide web, sinto que é meu dever dar vazão à esta minha faceta, principalmente porque no exato momento em que começo a escrever este post deveria estar marombando. Tem dias, meus caros, que a gente precisa escolher as batalhas que vai lutar. Hoje, eu só escolhi a do BEDA. Shall we begin?

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Já começo o post de hoje com um pedido de desculpas por, justo no segundo dia de BEDA, chegar com uma notícia dessas, mas o quanto antes eu colocar a informação para fora, melhor. É certa a morte da Michas booktuber. Isso aí. Sem muita ~enrolação~ porque quando a gente arranca o band-aid rápido, dói menos. Faz mais de um ano que venho pensando sobre isso e se até agora não mudei de ideia, não creio que vá mudar mais. Pelo menos não tão cedo. A verdade é que eu finalmente admiti para mim algo que já vinha martelando na minha cabeça há bastante tempo: ter um canal no YouTube parou de fazer sentido para mim.

Quando eu comecei a fazer os vídeos, em janeiro de 2013, tinha acabado de me formar na faculdade de jornalismo, estava retomando o prazer pela leitura e, principalmente, buscava uma válvula de escape, algo que me distraísse do fato de que não poderia mais contar com a zona de conforto proporcionada pela vida universitária. Por meio de um comentário aqui no blog, fiquei sabendo do canal da Tati Feltrin e, como até então eu desconhecia completamente os conteúdos do YouTube que não fossem Felipes Netos da vida e videoclipes de banda, minha cabeça explodiu. Claro que explodiu. Jamais poderia ser diferente. A adolescente desajustada que sempre vai viver dentro de mim e que buscava conforto nas páginas dos livros havia, finalmente, encontrado a sua turma. Empolgada, desci para o play. E é inegável que foi incrível e a gente se divertiu muito.

Creio que todos nós, enquanto leitores, nos sentimos um tanto sozinhos em algum ponto de nossas jornadas. Penso, inclusive, que sou um pouco eufemista ao falar desse jeito, já que a leitura é uma atividade completamente solitária. Contudo é possível sim, por meio de uma comunidade literária, amenizar essa sensação. Apesar de cada um estabelecer sua própria relação com os livros, podemos aprender muito ao saber das relações dos outros com suas leituras. O diálogo e a troca de ideias é sempre algo gratificante e enriquecedor. E o booktube, de forma geral, é uma comunidade bastante acolhedora. Particularmente, sempre me senti à vontade por lá, como se estivesse mesmo rodeada por amigos. E sei que estava. É por isso que precisei escrever este texto.

Nos últimos quatro anos publiquei mais de 250 vídeos para compartilhar as minhas aventuras literárias. E, meus caros, elas foram muitas. Ainda que não me desse conta, cada uma dessas experiências me modificou como pessoa que lê, tanto por me tornar mais crítica e criteriosa, quanto por me tirar da minha zona de conforto. Aprendi muito como leitora, como comunicadora e como pessoa. O hábito de conversar com uma câmera começou, aos poucos, a ser incorporado à minha rotina e se transformou em algo orgânico. Sem perceber, o ~rótulo~ de booktuber se tornou parte essencial da minha identidade. E aí, um belo dia simplesmente parei de reconhecer a pessoa nos vídeos. Não é como se eu não concordasse com o que ela está falando, ou não enxergasse meu próprio rosto e não escutasse minha própria voz. Claro que aquela pessoa sou eu. A questão é que eu não sou mais aquela pessoa. Lembram daquela conversa sobre mudanças e como elas chegam de forma silenciosa, meio no desajuste e sem muitas explicações? Algo se modificou aqui dentro e aquilo que antes me era tão essencial deixou de ser.

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(Ou: Lá e de volta outra vez)

Sempre gostei de escrever diários. Mesmo com uma enorme lacuna durante os anos de faculdade e mais alguns que vieram depois, tentei, ainda que de forma pouco disciplinada, manter alguns registros de memórias e tenho mantido um diário mais ou menos consistente desde o ano passado. Digo mais ou menos porque nunca me cobrei para manter registros frequentes, o importante era escrever sempre e toda vez que sentisse vontade. Aí, esses dias, conversando com a minha amiga Manu, me dei conta de que não escrevo no meu journal - palavra chique para diário - desde o final de abril, que, coincidentemente - ou não -, foi a mesma época em que o blog entrou numa fase de parcas atualizações.

Apesar de ter me prometido que não ia complicar aquilo que faço por pura diversão, contraditória que sou, foi inevitável ficar com a pulga atrás da orelha. Obviamente, comecei a problematizar o porquê ou porquês de não estar escrevendo no meu diário e, depois de muito refletir, cheguei às seguintes conclusões: 1) Não estou escrevendo porque não quero; 2) não estou escrevendo porque não tenho sentido a necessidade de o fazer. Vejam bem, percebi que só recorri às páginas do meu diário de papel em momentos de completo descaralhamento de cabeça e as utilizei como uma válvula de escape, como se, ao colocar alguns desabafos em um pedaço de papel, parte do peso imaginário saísse das minhas costas e eu pudesse finalmente respirar novamente com o auxílio da leveza recém adquirida. Analisando em retrospecto, faz total sentido que tenha sido assim, tendo em vista o caos emocional que foi o apocalíptico ano de 2016. Eu realmente precisei lançar mão de todos os recursos ao meu alcance para poder manter a sanidade.

Como resolução de ano novo, decidi que não ia, sob hipótese alguma, me entregar para a ansiedade e todos os elementos que ela traz em seu encalço. Modéstia parte, estou me revelando bem sucedida em tal missão. Aos trancos e barrancos, claro, pois jamais poderia ser diferente, mas tem funcionado. Assim, com o emocional ~mais ou menos~ sob controle, não vejo motivos para manter um diário no momento. E tudo bem. Só que lembram daquela coisa de escrever para me lembrar? Então, como é que vou registrar minhas lembranças se não estou escrevendo? Não é como se eu estivesse ficando mais jovem e a minha memória pudesse dar conta do recado. Além disso, reservo o journal para as fases mais complicadas, ou seja, só tem bad vibes. Nas palavras de Manu: quem ler aquilo vai achar que minha vida é uma tragédia. E isso está muito longe da verdade. A vida pode não ser perfeita, pode não estar como eu imaginei, mas jamais diria que é ruim. E eu preciso me lembrar disso, porque a vida é feita de momentos e estes são bons e ruins. Então, se é para registrar, que seja tudo.


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