(Ou: Aquele que poderia ser uma newsletter)

Pois bem, o BEDA acabou e hoje deveria ser o dia em que eu publicaria um texto de despedida reflexivo sobre a experiência e celebraria o Blog Day compartilhando links de blogs que adorei acompanhar, mas em 2017 resolvi ser diferente e não vou fazer isso. Primeiro, porque rolou um fracassinho da minha parte durante o desafio e segundo, porque não dei conta de acompanhar a blogosfera durante os últimos trinta e um dias. 'Cês me desculpem, prometo melhorar. Contudo, como não gosto de encarar toda e qualquer derrota como um flop supremo e eterno, decidi aproveitar o último dia para destacar os (não) highligts do interminável mês de agosto e inaugurar uma nova ~coluna~ nesta prestigiosa publicação.

Em linhas gerais, agosto foi um mês muito montanha-russa: cheio de emoções (badum-dum-tss) que, em sua maioria, não foram das mais positivas. A real é que opto pelo uso de eufemismo porque não encontro palavras para definir o que foram minhas emoções em agosto. O fato é que cheguei em um ponto em que não aguento mais sentir. Todos o sentimentos andam muito intensos e juro que tem momentos em que penso que vou explodir porque não dá mais. A sensação geral foi a de uma tpm eterna: muita angústia, vontade de chorar, picos de sensibilidade, tensão, irritabilidade e, claro, aNsIeDaDe. Eu não aguento mais existir dentro da minha cabeça, é muito exaustivo. E não é como se existisse um único motivo para me sentir assim, é mais uma somatória de pequenos e grandes fatores que tornam o completo descaralhamento da cabeça a única solução possível. Convenhamos, é lastimável que tenha chegado ao ponto de pensar dessa maneira; logo eu, que sempre me considerei uma pessoa otimista e que busca, na medida do possível, só mandar energias positivas (?) para o universo e ajudar a tornar um pouco mais leve a vida de cão nossa de cada dia. Só que até eu preciso admitir que algumas situações não abrem espaço para leveza e meu mês de agosto foi uma sequência de trinta e um dias de desgosto e bad vibes.

Infelizmente ainda não encontrei o meu botão de desligar as emoções para operar no piloto automático e tirar férias de mim, mas fiz o que pude para sentir menos. Porque tem horas que a gente precisa apenas existir para então poder nos cuidar e, como boa pisciana que sou, contei com o suporte das singelas, mas sempre eficientes, doses de escapismo. É bom demais ser o tipo de pessoa que gosta de ~coisinhas~ simples, como entretenimento e cultura, porque podemos sempre contar com elas para aliviar o peso da alma. E enquanto as coisas não melhoram, a gente aproveita para reduzir o Minha Lista da Netflix, diminuir e aumentar a lista de livros para ler, além de praticar o sempre saudável e recomendável fangirling over aquilo que amamos e nos faz bem. ♥

É um pouco sobre essas coisas boas que agosto me trouxe que eu quero falar hoje (e se gostar do resultado, penso em fazer mais posts assim ao final de cada mês. Aguardemos).




Livros & Leituras
Se em agosto do ano passado eu estava prestes a abandonar o livro da vez e meio incomodada com um ritmo de leitura cada vez mais lento, em 2017 aconteceu o oposto. Não só aceitei de vez que agora sou uma leitora de ocasião, que lê apenas quando quer e no ritmo que lhe convém, como também decidi que não vou mais abandonar alguns livros apenas porque ~demoram para engrenar. Assim, passei quase que agosto inteiro na companhia de uma única história: The Scorpio Races, da Maggie Stievater. Sabe aquele livro que ganha o seu coração, mas você não sabe muito bem o porquê? Então, é exatamente este o caso. Ainda quero escrever sobre o livro, mas caso demore, já deixo aqui a minha recomendação para que vocês leiam. De qualquer forma, depois de um mês acompanhando os mesmos personagens, não só fiquei triste por ter que me despedir como fui invadida por uma sensação de vazio e saudade. Fiquei meio perdida, sem saber o que ler depois, além de meio desacreditada na possibilidade de me envolver novamente de forma tão intensa com uma narrativa.

Obviamente, não contava com a astúcia de Manu e Sharon que, insistentemente, me convenceram a começar A Saga dos Corvos, da mesma autora. Porque tudo o que eu preciso nessa vida de leitora lerda e ansiosa é começar mais uma série YA de fantasia. Amigas que não perdem a oportunidade de ser creiças em conjunto são sempre as melhores amigas. Pois bem, em menos de uma semana, já estou quase na metade do primeiro livro e já começo a me descabelar por saber que o Kindle Unlimited não disponibilizou a série completa. (Amazon, pelo amor de Chuck, me ajuda!). Aguardemos as cenas dos próximos episódios.

Ainda no departamento de livros (mais ou menos, mas bear with me), na semana passada resolvi colocar um ponto final em uma questão que estava me incomodando um pouco: fechei meu canal no YouTube. Os vídeos agora estão como privados e, sinceramente, não sei se algum dia irei mudar o status deles. Como não gosto de ser uma pessoa extremista, digo que por enquanto a decisão é eterna, mas saibam que só será eterna enquanto durar. E é só isso que tenho a dizer sobre o assunto. Vida que segue.

Filmes & Séries
Fazendo novamente uma comparação com o mesmo período no ano passado, acho que ando um tanto devagar neste departamento, principalmente com as séries, já que me considero derrotada em relação aos filmes. Para vocês terem uma ideia, fui uma vez ao cinema em agosto - não que muitos filmes imperdíveis tenham estreado -, assisti Valerian e a Cidade dos Mil Planetas e já me esqueci qual é a história. Porém, lembro que o visual do filme é bem bonito, com cores vivas e efeitos visuais que me agradaram. Apesar de não ter amado os atores principais, também não os achei tão terríveis assim. Acho que rolou um problema de química? Talvez uma direção não muito eficiente? Quem sabe um roteiro mal desenvolvido? São questões e a minha memória tá fraca. Também assisti, finalmente!, Guardiões da Galáxia Vol. 2 e adorei, mesmo que o primeiro tenha sido mais do meu agrado. Ainda assim, o filme me entregou tudo o que eu esperava e foi ótimo poder reencontrar os personagens. Provavelmente irei assistir mais vezes. Ah, e como já era de se imaginar, a trilha sonora continua excelente! Assistam e se deixem contagiar pela fofura do Baby Groot. ♥

Apesar de andar extremamente preguiçosa em relação a 1) Séries Originais Netflix do Momento™ e 2) Séries Originais Netflix de Heróis da Marvel™, resolvi contrariar aquela voz na minha cabeça que vive gritando "é uma cilada, Bino!" e comecei a assistir Defensores. Tô super feliz com a minha decisão porque realmente não achei que fosse gostar tanto da série. Não faço ideia de como foi a recepção do público, mas para mim, tá ótima. O que mais gostei é que não me pareceu necessário ter assistido a todas as séries de heróis que vieram antes, de forma que estou conseguindo acompanhar tudo sem muitos problemas. E o melhor de tudo é que agora estou realmente interessada em conferir Punho de Ferro (que todo mundo, aparentemente, odiou), Luke Cage (que até me interessou pelo personagem, mas pouco pela história) e Demolidor (que tá na minha lista para assistir desde que estreou, em 2014 - risos). Só assisti Jessica Jones, gostei bastante e acho que ela foi a principal razão para eu querer acompanhar Defensores. Ainda faltam dois episódios para eu terminar a temporada, mas já recomendo. Dependendo do que eu achar do final, acho que escreverei algo por aqui. Não prometo nada.

Em um mês cabuloso, cheio das bad vibes e inconstância emocional, buscar conforto em histórias felizes foi essencial. Por isso, decidi parar de adiar o inevitável e finalmente comecei a 8ª e última temporada de Full House. Já disse algumas vezes, mas vou repetir: Full House é amor. Nada dá errado na série, tudo é lindo por lá, todo mundo é da paz, todo mundo é do bem e, principalmente, todo mundo é gentil. Assistam Full House, por favor. Outra fonte de alívio tem sido She-Ra! Sim, o desenho animado dos anos 80, o spin-off de He-Man. Aqui o conforto vem tanto pelas good vibes que o desenho propõe - sério, cada episódio termina com uma lição de moral com a intenção de ensinar as crianças a serem pessoas melhores -, quanto pela nostalgia em relação aos tempos em que a vida era mais tranquila e a minha única preocupação era saber se ia ter bolo de chocolate com suco de limão para o lanche da tarde. No mais, recomendo também que vocês assistam She-Ra e que algum estúdio grande aproveite o momento extremamente favorável para super-heroínas e façam um filme sobre a She-Ra, pois como diria minha amiga Manu, ela é topper!

E como não posso concluir essa parte do post sem falar dessa série, falemos então sobre Game of Thrones. Sim, a temporada foi corrida e sim, teve muita coisa feita de qualquer jeito, apenas focando no fan service. Adorei cada segundo. Inclusive, até aquele ship zoado eu resolvi aceitar logo porque acho que assim vai doer menos e será mais divertido. Agora só me resta aguardar um ano - ou mais, meus caros! - pela conclusão da série, que é sim uma das minhas preferidas and I'm not even sorry.

Músicas, disquinhos & videoclipes
Quando decidi que iria embarcar na canoa furada do BEDA, me prometi que faria uma playlist oficial com as trinta e uma músicas que embalaram o desafio e marcaram a trilha sonora da minha vida durante o mês. E, pela graça de Chuck, nesta meta não flopei! Contudo, como optei por deixar a ~vibe sonora~ do meu momento me guiar, acabei não incluindo alguns lançamentos que gostei bastante, mas que definitivamente merecem ser destacados nesta prestigiosa publicação. São eles: Faded Heart, do BØRNS (Garret Borns é um das minhas melhores descobertas musicais recentes - leia: desde 2016 - e eu tô super empolgada para o próximo disco dele, que, se seguir a linha do primeiro single, tem tudo para ganhar meu coração); Lost Boys Life, do Computer Games (também conhecido como o projeto musical do Darren Criss - o Blaine de Glee - com o irmão dele, que eu adorei desde que escutei pela primeira vez; a música é muito delicinha, teve uma versão acústica com a Lea Michele há alguns meses e o clipe oficial traz o Gaten Matarazzo - o Dustin de Stranger Things - como protagonista. Não tem como não amar); Look What You Made Me Do, da Taylor Swift (que dispensa qualquer comentário, pois que clipe excelente! Capaz de me fazer voltar atrás na minha opinião inicial sobre a música e me deixar ainda mais obcecada por essa mulher maravilhosa que é a Tay Tay. Vem, era Reputation! Só vem!). Vou me abster de tecer mais comentários sobre a Taylor por enquanto, pois ao que tudo indica, teremos bastante tempo para isso nos próximos meses.

Daí teve o Hanson passando pelo Brasil e eu me arrependendo profundamente por não ter me esforçado para ir ao show, de forma que só pude me contentar com a participação dos irmãos no programa da Fátima Bernardes. Adoro Mmmbop, é uma das minhas músicas preferidas da vida e fico super feliz que, depois de 20 anos, ela ainda continue muito legal e cheia das good vibes. E essa versão atualizada que eles apresentaram em um programa de TV no ano passado - exatamente a mesma que cantaram na Globo - não me deixa mentir:
Sabe aquele lance de não superar o primeiro amor? Pois é, jamais superei os Hanson.
Muito menos o Zac, meu maior crush musical ♥

De acordo com as estatísticas do Last.FM, a artista mais escutada por mim em agosto foi a minha melhor amiga famosa Taylor Swift, o disquinho foi o absolutamente incrível Lindsey Buckingham Chistine McVie e a música, como jamais poderia ser diferente, foi a deliciosa Love Is Here To Stay, desses dois monstros musicais. E agora, sem mais delongas, eis a minha playlist oficial do BEDA 2017:
learning to fly. por enquanto . walking in the wind . waves . life is a song . love is here to stay . steal your heart away . i won't back down . storms . breathe . touched by an angel . sweet creature . africa . take it easy . all to well . here comes the sun . maneater . forever young . don't stop believin' . got my mind set on you . piano man . the end of the innocence. man on the moon . prisoner . for what it's worth . sultans of swing . mad world . leaning to fly . even the score . isn't it midnight . sign of the times

(clique aqui para escutar)

Ao todo, são 31 músicas que, de forma geral, demonstram que durante o mês de agosto, vivi predominantemente nos anos 80. A seleção foi feita por meio de critérios aleatórios que iam desde uma música que escutei naquele dia, favoritei naquele dia ou me foi apresentada pelo shuffle naquele dia. Nem todas as músicas são reflexos dos sentimentos dos dias que representam (eu disse que senti demais, gente), tiveram sim ocasionais esquecimentos, mas acho que, como um todo, o resultado me soa bastante coeso, além de representar muito bem o meu gosto musical. Tem gente mais das antigas, mas também tem gente mais recente, assim como bad e good vibes. Gostaria de deixar registrados os meus agradecimentos ao Spotify por me lembrar de Man On The Moon - e do R.E.M., que adoro, mas faz tempo que não escuto - e por me apresentar The End Of The Innocence, do Don Henley, a quem deveria me dedicar mais a conhecer - assim como The Eagles. Por fim, achei interessante que comecei o mês de forma bem positiva, com Learning To Fly, de Tom Petty & The Heartbreakers, e terminei no desespero calado, buscando consolo no colo do Harry Styles, que canta Sign Of The Times. É bom demais ser fã dessas coisas simples, mas que deixam a vida mais leve. Espero que a playlist anime quem estiver escutando também.
Stop your crying, it will be alright



Considerações finais
No departamento das vitórias pessoais, cozinhei mais e, consequentemente, expandi meu repertório, o que me possibilitou preparar, inclusive, refeições de verdade, daquelas completas e saudáveis. Ainda falando de self-care, comecei um treino novo na academia - na verdade, é de julho, mas bear with me - e finalmente comecei a sentir os efeitos (além das dores absurdas). Na lista de derrotas, todos os itens se enquadram na categoria de self-care, então fica aqui o puxão de orelha para a Michelle do futuro: em agosto cheguei à marca de quatro fucking semanas sem fazer as unhas e não tenho um pingo de orgulho em relação a isso. Também fui bem negligente e bebi pouca água, além de não ter usado os apps de meditação quando deveria, o que resultou em uma quantidade considerável de noites e madrugadas de insônia e ansiedade. Ou seja, em setembro, você precisa get your shit together, mocinha!  

Muito obrigada à todos que 1) leram este post até o final e 2) me acompanharam durante este BEDA fajuto. Prometo que dedicarei meu mês de setembro à responder os comentários e retribuir o carinho. Quanto aos posts pendentes, prometo que eventualmente eles verão a luz do dia - de preferência, ainda em 2017. Por fim, mas jamais menos importante, Manu, Mia, Sharon e Tati: mais uma vez, I had the time of my life fighting dragons with you ♥



Um Comentário

  1. Oi Michas! Eu adoro acompanhar os seus posts, e apesar de não comentar muito (quase nunca) por aqui, o seu blog é um dos que eu mais gosto de ler. Seus textos sempre me trazem um sentimento bom, sei lá.
    Não li todos os posts do BEDA ainda, mas gostei muito do conteúdo que você trouxe. Aquela vibe mais tranquila e casual que eu tenho procurado tanto nos blogs que eu acompanho. Sentimentos são uma droga em algumas vezes, e apesar de os meus não estarem tão intensos como os seus em agosto, entendo como se sente. Infelizmente, só nos resta aceitar e lidar da melhor forma possível.
    Tenho A Corrida de Escorpião aqui mas não li ainda. Na verdade, eu amo essa autora sem ter lido nada dela, o que é estranho, rs. Pretendo mudar isso esse ano ainda. Não sou de assistir filmes, porque prefiro as séries. Doida para assistir Defensores, mas eu quero ver as séries individuais primeiro, sou dessas. Já vi Jessica Jones e eu amei <3, e agora estou vendo Demolidor.
    Não conheço a maior parte das músicas/bandas que você citou, mas já vou conferir a sua playlist, porque sempre me apaixono pelos artistas que você recomenda.
    Espero que você consiga postar mais vezes a partir de agora, vou adorar te acompanhar (e tentar comentar mais também). Beijos

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