Não tá fácil pra ninguém e não é de hoje. Por isso, penso que é muito importante que a gente se cuide para que, assim, possamos lidar com as derrotas da vida com um pouco mais de disposição. Infelizmente, até onde eu sei, nenhum de nós veio com um botãozinho que, quando apertado, magicamente modifique a nossa programação, fazendo com que automaticamente passemos a nos sentir bem e a ter a sensação de que todos os nossos problemas foram resolvidos e que a vida é top. Contudo, com um pouquinho de otimismo e força de vontade, a gente consegue se ajudar. 

Vejam bem, é claro que há sim casos e situações que exigem muito mais do que querer melhorar e acreditar que isso é possível. Eu sei disso e não venho, por meio deste post, fazer nenhum tipo de julgamento de valor e muito menos condenar quem precisa e decide procurar ajuda profissional. Aliás, é muito importante frisar que se você sentir que este é o seu caso, procure ajuda. O ano é 2017 e já passou da hora de a gente começar a encarar a nossa saúde mental com a mesma seriedade dedicada à física. Porém, preciso confessar que além de não ter propriedade e/ou formação para falar de um assunto tão delicado, também não me sinto confortável nessa posição. São tempos de trevas e extremismos estes em que vivemos nesta internet de ninguém e prefiro não me colocar em frente à linha de tiro. 'Cês me desculpem, mas sou dessas.

Assim, meu intuito com este post é simplesmente compartilhar alguns hábitos ~inofensivos~ que incorporei à minha rotina e que, de forma geral, têm me ajudado na manutenção do meu bem-estar, afastando as bad vibes e garantindo a sensação de #paz. O tal do self-care. Aos não familiarizados com o costume, segue a definição do primeiro resultado que o Google me ofereceu:
self-care
noun
1. care of the self without medical or other professional consultation
E agora, sem mais delongas, vamos à lista de coisas que eu gosto de fazer em dias de bad, dias de cão, dias de tpm, etc., etc., etc.


Desconexão 
Muito do que me deixa na bad tem a ver com a quantidade de tempo que eu ~invisto~ na internet e na ansiedade e descaralhamento da cabeça que surgem a partir disso. É por essa razão que, de todos os itens da minha lista, este aqui aparece no topo. Uma vez que reduzo, na medida do possível, meu tempo conectada (leiam: nas redes sociais, porque não dá para viver sem internet em pleno século XXI), já consigo perceber os efeitos. Tudo fica mais calmo, mais leve e mais fácil de lidar. O foco volta e a concentração também. Sério, sempre comecem por este item.
Fazer exercícios
Eu sei, não tem coisa mais zzZzzzZZzzz que aqueles papos fitness de que é muito importante se exercitar e que a saúde agradece e não-sei-que-não-sei-que-lá. Mas é verdade, meus caros. Desde que comecei a fazer exercícios (caminhar e eventuais sessões de tortura na academia), tenho me sentido muito bem na maioria dos dias. Sim, cada milímetro do meu corpo dói, mas vale a pena porque, além de controlar a ansiedade, também ajuda a regular o sono. E se tem uma coisa que me deixa muito fora de mim é não dormir bem - nem preciso de muitas horas de sono, só preciso que elas sejam bem aproveitadas -, então se a sensação de atropelamento é o preço que eu preciso pagar por isso, que seja. Também gosto de sentir a ~oxigenação do cérebro~ depois que caminho, que deixa tudo mais leve.

Comer direito
Nem vou me desculpar por, neste exato momento, estar soando como a minha mãe. Ela estava certa, quando a gente come bem, se sente bem. O que não quer dizer que eu seja a louca dos legumes e das frutas e das receitinhas saudáveis. Tô longe disso e jamais poderia viver em um mundo em que não pudesse beber Coca-cola e comer pizza. O que procuro fazer é prestar atenção no que estou comendo e evitar essas ~besteiras~, que reservo para ocasiões especiais (leiam: fins de semana, feriado, aniversários, etc.). Não é algo chato, impossível e que me faça detestar a hora de comer. Sabem aquele papo de que a gente é o que a gente come? Então, não sei até que ponto concordo, mas vejo sim um pouco de verdade aí. Quer dizer, como é que vou me sentir bem se só como lixo? É mais sobre ter a noção de que um prato de arroz, feijão e salada vai trazer mais benefícios do que aquele pastel de feira.
Beber água
Porque a gente sempre precisa beber água. BEBAM ÁGUA.
Momentos de Barbiezinha
Tem dias que a gente se sente horrível (Oi, tpm), a autoestima tá no fundo do poço e existir é quase uma missão impossível. Por isso, que eu acho importante ter esses momentos de Barbiezinha no meu dia a dia. Gosto de sentir que estou fazendo algo por mim, sabem? Pode ser uma hidratação nos cabelos, uma rotina de cuidados para a pele, uma maquiagem que realce algum traço específico do meu rosto, fazer as unhas, qualquer coisa assim. Valorizo esses momentos de cuidado pessoal e beleza. Eles me fazem bem.
Escutar música
Não vou mentir: 80% do que faço para manter minha sanidade envolve escutar música. É uma atividade tão simples, mas tão eficiente e poderosa, que pode ser realizada em praticamente qualquer ocasião. Durante a caminhada, enquanto sou Barbiezinha, antes de dormir, lavando a louça, tomando banho, enquanto escrevo, preparando alguma refeição...as possibilidades são muitas e as opções também. Tem música para dias de sol, dias de chuva, para ~malhar~, para dirigir, para tomar sol, para cozinhar, para ficar feliz, para se permitir sentir a bad. Tem música para tudo. Sério, gente, escutem música.
Combo comfort food + maratona de algo que aqueça o coração
Esse aqui eu reservo para aqueles dias especificamente difíceis, nos quais sinto que irei explodir em lágrimas a qualquer momento. Tem horas que a gente precisa se permitir ficar na bad, mas isso não quer dizer que precisamos entregar os pontos. Por isso, me dou uns ~momento de folga de mim~ para preparar alguma coisa gostosinha para comer/beber enquanto assisto alguma coisa que me deixe feliz, calma, na paz. É importante recarregar as baterias. A ideia é buscar algum tipo de conforto. No meu caso: qualquer coisa com chocolate e episódios de Full House.

Arrumar coisas
Quando estou me sentindo muito agitada e sem conseguir manter o foco nas coisas que preciso ou quero fazer, liberto a minha Monica Geller interior. Sempre tem algo que precisa ser arrumado: guarda-roupa, estante de livros, gaveta de sapatos, escrivaninha, etc. Procuro algo assim e me jogo na organização, normalmente acompanhada por disquinhos que me deixem feliz e animada. Por mais enfadonho que possa parecer - e eu tô longe de ser a louca da organização e da limpeza; não tenho virgem no meu mapa astral (acho) -, a sensação de colocar ordem em algo me faz sentir que estou retomando algum tipo de controle, me acalma e faz a minha concentração voltar.
Escrever no journal
Quando começo a colocar palavras e ideias no meu diário, quase sempre o faço sem muito planejamento. Deixo a coisa acontecer naturalmente (ba-dum-dum-tss) e é sempre uma experiência gratificante. Tanto porque esvazio a mente, quanto porque acabo por me conhecer melhor. Escrever é um baita de um exercício de autoconhecimento e acho que todo mundo deveria praticar a atividade em algum momento da vida.



2 Comentários

  1. Cara, eu até ia fazer um post com minha lista de self care, mas ia sr tão parecida que ia dar vergonha hahaha, brincadeiras à parte, é importante termos em mente tudo que podemos fazer por nós quando parece que o mundo tá desabando. Ontem foi um desses dias, cheguei em casa, coloquei um pijama quentinho, Gilmore Girls na TV e me deixei levar até a hora que o sono ganhou. No fim de semana também me dediquei a mim e ao que me faz bem. Sem isso a gente enlouquece, não tem jeito. Bjs, <3

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  2. que delícia de post <3 a gente faz exatamente as mesmas coisas na listinha do self-care! e cara, como isso é importante, né? eu acho que especialmente desconectar e se dar um momento de cuidado 'físico', tipo fazer uma máscara, passar um creme, afe <3 e a coisa da academia BEM QUE DISSERAM. como ajuda a regular o sono mesmo, não é? eu vou de manhã e já começo o dia beeeeeeeeeeeem melhor (claro, depois da tortura que é efetivamente IR hahahaha).

    adorei <3

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