Acho que já comentei por aqui que sou uma pessoa que escuta álbuns. Não que esta seja uma regra absoluta, pois tenho minhas trilhas sonoras preferidas e até me arrisco a escutar e a montar playlists. Mas, ainda assim, de forma geral, não costumo escutar músicas avulsas. Não sei se sempre fui desse jeito, ou se foi um hábito que desenvolvi ao longo dos anos; o que importa é que eu  sou uma pessoa que escuta álbuns. Gosto de pensar que há um porquê de todas aquelas faixas estarem reunidas no mesmo trabalho de um artista, que provavelmente queria passar uma mensagem por trás disso. E, no geral, sinto que as músicas reunidas em um mesmo disco costumam trazer a mesma vibe. Fico realmente abalada quando estou escutando uma música e a próxima se revela algo completamente diferente, de outro estilo, com outra atmosfera, outra batida. Enfim, é o tipo de coisa que ~corta o clima~, sabem? Eu levo muito a sério esse tipo de coisa. 
Uma das minhas intenções com essa edição do BEDA era falar mais sobre minhas aventuras musicais como alguém que escuta álbuns e tinha, inclusive, determinado que faria isso aos domingos. Como podemos ver, já tivemos dois domingos no mês e em nenhum deles falei sobre música. Ou sobre qualquer coisa, já que estes posts ainda estão nos rascunhos (risos nervosos). Daí que decidi que hoje, já que não tinha nenhuma ideia de post planejada, iria falar sobre o assunto. Como ando operando no modo 45 do segundo tempo, obviamente me utilizo de um meme. E já que não encontrei nenhum que me interessasse, criei o meu. No caso, me inspirei nas tags Com que filme eu vou? e Dias da semana em livros. E assim, sem mais delongas, senhoras e senhores, eis o Meme dos Disquinhos!

O último álbum que você escutou
Abbey Road  (1969), dos Beatles. Depois de alguns anos sem escutar muito a banda, de repente, acordei com vontade. Acho que o desejo veio por conta do clima frio que tem tomado conta da capital paulista nas últimas semanas; acho que o quarteto de Liverpool é a cara de dias frios, no melhor sentido possível. O álbum aqueceu o meu coração e me fez acreditar que os dias ensolarados voltarão. Aqui temos o ~último~ trabalho dos Beatles (são questões, favor pesquisar no Google), que já estavam mais do que consolidados como músicos maduros e, claro, como uma das maiores bandas de todos os tempos. Disquinho clássico, muitíssimo bom, super recomendado para todos.
Faixas para escutar: todas, mas principalmente...não, todas mesmo. Escutem todas.
Um álbum que você quer muito escutar
TS6, também conhecido como o novo da Taylor Swift. Até o momento, não temos muitas informações a respeito, mas sabemos que ele está à caminho e fico angustiada por saber que não terei paz enquanto não tiver escutado e também depois de o ter feito, porque Taylor Swift tem total controle das minhas emoções. Devo muito à ela, que me ajudou a lidar com fatídico ano passado e, desde então, decidi que 1) sou swiftie 2) viverei para escutar qualquer coisa que ela lançar. Afff, eu amo a Tay-Tay, melhor amiga famosa.

Um álbum para dias de bad (tanto para espantar, quanto para ~curtir~)
Olha, são muitos, mas o meu preferido em dias ruins é o incrível The Division Bell (1994), do Pink Floyd. A banda é a minha favorita e, como não poderia ser diferente, é responsável por alguns dos meus álbuns preferidos, entre eles esta preciosidade transcendental que veio ao mundo quando este pequeno hobbit que vos escreve tinha apenas quatro anos de existência. Diferente dos trabalhos anteriores e, principalmente, da era comandada pelo Roger Waters, tudo em The Division Bell me faz pensar em #paz; mesmo quando as letras discorrem sobre a falta de comunicação no mundo contemporâneo e tragam, de forma geral, uma atmosfera meio melancólica. Adoro as melodias, adoro os arranjos, adoro a forma como as faixas foram organizadas e a maneira como elas dialogam entre si, adoro os vocais do David Gilmour (a.k.a. minha alma-gêmea), adoro tudo. Realmente, não sei explicar e, por isso, digo que tudo é muito lindo nesse álbum. Não, tudo é muito perfeito nesse álbum.
Faixas para escutar: Todas, principalmente Marooned, Keep Talking e High Hopes. Mas, sério, todas.

Um álbum que te deixa feliz
Made In The A.M. (2015), do One Direction, porque jamais poderia ser diferente. Basta que os primeiros acordes de Hey Angel comecem para que eu seja bombardeada por uma onda de boas sensações. Esse disquinho é, com certeza, um dos meus preferidos nos últimos cinco anos e irei sempre protegê-lo. Foi por causa dele que decidi me tornar directioner e adotar feelings are the only facts como um dos meus mantras pessoais. As músicas são deliciosas, do tipo que a gente canta junto sorrindo, mesmo quando a temática é meio tristinha, e se sente abraçado.
Faixas para escutar: Drag Me Down, Never Enough, What a Feeling e Temporary Fix
Um álbum para escutar com a família e/ou amigos (ou que te lembre dessas pessoas) 
Aproveitando o gancho da categoria anterior: Harry Styles (2017) é uma unanimidade entre minhas amigas ciladetes. Todas nós gostamos muito - cada uma à sua maneira e com suas ressalvas - do trabalho de estreia solo do Harry e estamos bastante esperançosas em relação ao seu futuro como maior rockstar de sua época. Todas nós, pessoas da internet que somos, acompanhamos todo o hype na época do lançamento e, contrariando o que normalmente acontece, não ficamos de bode e até achamos tudo bem justificado (ainda que existam algumas controvérsias). Além disso, de modo geral, menino Harry sempre vira assunto em nosso chat ciladístico no Whatsapp. Penso em Harry e em suas músicas e já entro no  modo creiço, também conhecido como meu melhor modo, e não tem nada melhor do que ser creiça e ridiculamente fangirl com as amigas.
Faixas para escutar: Sign of the Times (QUE HINO!), Two Ghosts, Sweet Creature e Kiwi.

Um álbum romântico (ou que embale as suas histórias de amor) 
Acho que é inegável que Taylor Swift é excelente na arte de lançar discos românticos e de toda a sua discografia, o que mais me faz entrar nessa vibe é o Speak Now (2010). Tudo nesse álbum me faz pensar em contos de fadas, desde o fabuloso vestido roxo de princesa que a Taylor usa na capa até a lindíssima Enchanted, que poderia facilmente virar um roteiro de comédia romântica com um casalzinho super fofo que se conhece em uma festa e termina o filme largando tudo para se beijar debaixo da chuva.
Faixas para escutar: Mine, Sparks Fly, Enchanted e Long Live - que não é de amorzinho, mas é ótima e merece ser sempre enaltecida.

Um álbum para feriados e/ou férias
Quando penso em férias e tempo para ficar de pernas para o ar, contemplando o nada, também penso em sol, praia e mar. E um dos meus discos preferidos para esses momentos é The Music From The O.C. - Mix #1 (2004), que faz parte da minha vida desde que foi lançado e até hoje é um grande sucesso. Por fazerem parte da trilha sonora de uma série ambientada na California, onde, aparentemente, não faz frio e o céu é sempre ensolarado, as faixas evocam esse clima de verão. Além disso, por serem músicas que escuto há mais de dez anos, tenho várias memórias-conforto associadas à elas.
Faixas para escutar: Honey And The Moon (Joseph Arthur), How Good It Can Be (The 88), Dice (Finley Quaye e William Orbit) e, obviamente, California (Phanton Planet).
Um álbum que te deixa nostálgica (o) 
Reckless (1984), do Bryan Adams, um disquinho muito bom e que merecia mais reconhecimento. Não, eu não era viva na época que o disco saiu e também não o havia escutado até alguns meses atrás. Mas sabe quando a gente sente nostalgia por algo que nunca vivemos? Então, é isso que acontece quando escuto o álbum. As músicas, para mim, funcionam como uma ~máquina do tempo~ e me transportam para outra época; no caso, os anos 1980, que não vivi e acho que é justamente por isso que os acho fascinantes e sinto essa nostalgia. Tenho certeza de que não era uma época perfeita e em muitos aspectos devia ser pior do que os tempos de trevas atuais, mas ainda assim, não consigo deixar de imaginar que eram bons anos para se estar vivo. Culpa dos filmes do John Hughes e mais um monte dos que passavam na Sessão da Tarde.
Faixas para conhecer: One Night Love Affair, Run To You, Heaven (todo mundo conhece essa, sério) e Summer Of '69.

Um álbum para dias frios 
O primeiro em que consegui pensar foi Broken Brights (2012), do Angus Stone, e faz todo o sentido do mundo porque esse álbum foi feito para dias frios. Sabem aquelas músicas folk calminhas, que dão um pouco de sono, só que no melhor sentido? Então, esse disquinho é todo assim. Tem cara de dia frio e chuvoso, mas traz o aconchego de um cobertor quentinho acompanhado por uma xícara de chocolate quente. Sinceramente, nunca prestei muita atenção nas letras e é possível que nunca tenha escutado até o final, mas acho que isso não importa. Definitivamente, preciso melhorar e dar à Broken Brights a atenção que ele merece.
Faixas para conhecer: Wooden Chair, The Blue Door, Only a Woman e Monsters.

Um álbum para dias ensolarados e quentes 
The Breaker (2017), do Little Big Town, que saiu em fevereiro, em pleno verão brasileiro e eu adorei a coincidência porque combinou demais. Apesar de a capa trazer uma imagem dos integrantes em um bosque (?) e vestindo roupas de outono, para mim, as músicas soam como dias quentes e de muito sol. Não conheço muito da banda e para todos os efeitos, achava que era do country. Contudo, achei o disquinho bem pop, mesclando diferentes ~sonoridades~ e obtendo faixas, no geral, bem tranquilas e gostosinhas de escutar.
Faixas para conhecer: Lost in California, Better Man, Rollin' e Don't Die Young, Don't Get Old.
Um álbum que você nunca quis que terminasse 
Dopamine (2015), do BØRNS, uma verdadeira explosão sonora de good vibes. Acho que deve ser humanamente impossível se sentir triste enquanto se escuta esse disco e é justamente por isso que ele deveria ser eterno. Durante 40 minutos, a gente esquece de tudo de ruim que existe no mundo, assim como de nossas frustrações e apenas nos deixamos invadir pelas músicas. A experiência toda é uma delícia, além de realmente fazer bem e afastar os pensamentos ruins. Aí, o álbum termina e a gente precisa encarar a realidade de novo. Felizmente, sempre podemos apertar o play novamente.
Faixas para conhecer: 10.000 Emerald Pools, American Money, The Emotion e Overnight Sensation.

Um álbum que você escutou por causa do hype e não gostou
Lemonade (2016), da Beyoncé. Olha, 'cês vão me desculpar, mas acho a Beyoncé um tanto overrated. Talvez seja isso mesmo ou talvez eu é que não tenha sido atingida por suas músicas ainda. Contudo, até o presente momento, nunca me interessei por nada que ela lança; não porque não ache que seja bom, mas porque, realmente, não é muito o estilo de música que eu gosto de escutar. Mas aí, veio o Lemonade, o álbum mais importante de 2016; o álbum que, aparentemente, revolucionou a história da indústria musical com toda aquela coisa de ser conceitual e visual (e o The Wall, meu povo?, o que é o The Wall?, mas ok, não vou discutir); o álbum que é à frente de seu tempo. Então, tá. Fui escutar e...meh. Vida que segue, tem outros discos.

Um álbum que você escutou por causa do hype e amou 
Dangerous Woman (2016), da Ariana Grande. Até um mês antes do lançamento do disco, eu não fazia ideia de quem era Ariana Grande, só tinha visto o nome pipocando nos meus feeds. Aí, o YouTube recomendou o vídeo da faixa título e amei demais, fiquei ansiosa para escutar, curti o lançamento com todo mundo e agora, mais de um ano depois, tô achando uma delicinha ainda. Essa pegada de R&B bastante predominante no pop atual e esses vocais meio Mariah Carey são o tipo de coisa das quais eu sinto preguiça e fujo - nada contra, só não fazem meu estilo mesmo -, e justamente por isso, fiquei muito surpresa por, não só ter acreditado no hype, mas também por ter adorado a experiência com o disco.
Faixas para escutar: Dangerous Woman, Into You, Leave Me Lonely e Touch Me.

Um álbum flop que você acha bem legal
Como disse na minha retrospectiva 2016, achei o Breathe In. Breathe Out. (2015), da Hilary Duff, um disquinho bem legal e honesto. Entregou tudo o que prometeu, mas acabou não fazendo sucesso algum, o que é bem frustrante já que demorou uns três anos para ver a luz do dia. Além disso, foi o primeiro trabalho que a Hilary lançou após sete anos de afastamento da música; ou seja, os fãs - eu inclusa - estavam bem empolgados, imaginando videoclipes, participações em programas de TV e shows. Só que não tivemos nada disso. Então, sei lá, o álbum meio que chegou mudo e saiu calado. Quase ninguém viu. Flopou mesmo. Mas é legal, de verdade.
Faixas para escutar: My Kind, Tattoo, Night Like This e Belong.
Um álbum que você acha que todo mundo deveria escutar 
Sem sombra de dúvidas, minha mais recente obsessão: Lindsey Buckingham Christine McVie (2017), nada mais, nada menos do que um disquinho de colaborações desses ilustres seres humanos. Olha, se tem uma banda que tem ocupado muito do meu tempo consumido com música, essa banda é o Fleetwood Mac; então, acho que é compreensível que eu estivesse louca para escutar o que sairia desse duo do Lindsey com a Christine. Lerda e desatualizada que sou, só fiquei sabendo do projeto um mês antes e fico feliz que a espera não tenha sido longa. O disco é mais do que tudo o que eu esperava. Sabe quando a gente escuta um trabalho de qualidade, de quem sabe muito bem o que está fazendo e tem anos de experiência e sucesso para provar? Então, não tem erro. Tudo é feito com perfeição, cuidado e muito talento.
Faixas para escutar: não tem nem faixa mais ou menos, tudo é bom.

Um álbum clássico (ou que você considere clássico; ou os dois) 
Finalmente resolvi conhecer mais do trabalho do Tom Petty, de quem sempre gostei de uma forma meio gratuita, e até agora foi só sucesso. Estou conhecendo seus álbuns aos poucos e não encontrei nada de que não tenha gostado. Contudo, se preciso comentar sobre um, escolho Into The Great Wide Open (1991), que é, na verdade, de Tom Petty and the Heartbreakers. Tenho para mim que um clássico é algo que transcende o tempo e que, não importa a época em que o encontremos, ele sempre parece atual. É isso que acontece quando escuto esse disco, que é apenas um ano mais novo que eu. Aliás, saiu na mesma época que aquele disco do Norvana, clássicão do rock e tal. Logo, Into The Great Wide Open também é clássico sim e pronto.
Faixas para escutar: Learning to Fly, Kings Highway, All The Wrong Reasons e Built To Last.

Por fim, o álbum da sua vida
The Dark Side of the Moon (1973), do Pink Floyd. Porque sim. (Na verdade, ainda tô escrevendo sobre ele e quando o post estiver no blog, coloco o link aqui #eu) (risos).



3 Comentários

  1. eu sou TÃO RUIM com música! eu ouço sempre as mesmas coisas, eu nem sei o que eu ouvi, eu não lembro o nome das coisas... toda vez que vejo alguém respondendo uma tag assim - com respostas tão legais e completas! - eu penso "vou melhorar isso"... nunca acontece hahahaha! vou pelo menos anotar algumas referências que vc postou aqui!

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  2. Eu não me importo de escutar músicas avulsas, mas aprendi com meu namorado que pink floyd se escuta em ordem. Acho que é a única banda que eu realmente concordo que tem sincronismo o álbum, você nem sente a passagem entre as músicas, parece tudo uma música só e eu amo.
    O último CD da Beyoncé eu também senti que as músicas se encaixavam, não pelo ritmo, mas pela letra. Como os boatos, parece que ela foi traída e o álbum mostra exatamente isso, ela desconfiando, descobrindo, odiando o marido e depois ela aceitando, perdoando e voltando a amar. Isso é muito legal de se notar.

    Adorei o post <3

    Beijos da Pink do blog Pink is not Rose 🖤

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  3. Acho que eu nunca tinha visto uma tag/meme sobre álbuns, e amei as questões que você fez!
    Também adoro a Hilary Duff e fiquei bem triste que o álbum dela não fez muito sucesso. Mas é aquele ditado né: não fez sucesso no mundo, mas fez sucesso no meu coração <3 HUASHUSHAUHS

    Gostei muito da sua tag e queria pedir se posso respondê-la lá no meu blog também!

    Beijos
    Inverno de 1996

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