(TAG: Diferentão)

Quando decidi que ia participar do BEDA novamente, além de me prometer que tentaria, na medida do possível, seguir meu cronograma e deixar vários posts programados para não ficar desesperada como no ano passado, também jurei que não iria responder muitos memes e que só recorreria à eles em alguma emergência, provavelmente lá pela terceira semana. Quatro dias de desafio e aqui estou, com o pouco de dignidade que ainda me resta, zero posts programados e, claro, o primeiro meme da leva. Tem dias que não se pode ter tudo. A escolha da vez é a TAG: Diferentão, que vi no Território Nerd, mas foi criada pelo General Nerd, e que consiste no simples ato de listar cinco opiniões impopulares sobre qualquer coisa englobada pela cultura pop. Sem mais delongas, shall we begin?

Eu não acho os Beatles a melhor banda de todas
Calma, eu vou me explicar. Eu gosto dos Beatles, que, com certeza, integram uma das minhas bandas preferidas da vida. Meu nome é Michelle, jamais poderia ser diferente. Também tenho absoluta certeza que de todas as bandas que já escutei, Beatles é a mais tocada, a mais marcante e, talvez, a mais influente. Não nego, de forma alguma, a importância da banda dentro do rock e do cenário musical, de forma geral. Além, claro, do impacto cultural. Os Beatles foram e continuam a ser um baita de um fenômeno e seu sucesso é completamente justificável. As músicas são ótimas, muitas delas revolucionárias. Outras, tenho certeza de que foram tatuadas na minha alma. Eu amo demais os Beatles...só não acho que sejam a melhor banda que já agraciou nosso planeta com seu som. Simples assim, vida que segue, tem outras bandas e outros disquinhos para escutar. #allyouneedislove #loveisallyouneed #paz


Eu não considero John Green superestimado
Não, meus caros, vocês não leram errado. Eu realmente acho que o John Green merece o sucesso que faz e creio que muito da noção de que ele é superestimado parte das expectativas criadas por quem se propõe a ler os seus livros. Ainda me faltam alguns títulos de sua autoria para ler, mas com base naquilo que li - Quem é você, Alasca?, Cidades de papel e A culpa é das estrelas -, acho que o que ele entrega é um resultado bem honesto. Às vezes, fico com a impressão de que falta um pouco de gentileza à quem lê seus livros, principalmente quando não se é mais o público alvo. Tem gente que, aparentemente, se esqueceu do que é ser adolescente. Claro, há sim um quê de quirky em seus personagens, o que nem sempre torna fácil a identificação; mas ela é real pra muita gente. E sim, alguns dos enredos dos livros são mirabolantes, mas é ficção, gente! Quem nunca, sabe? Não sou a pessoa mais versada na literatura young adult, mas já tive a infelicidade de esbarrar em alguns autores que subestimam seus leitores, partindo do princípio de que adolescentes não têm a habilidade para compreender as Grandes e Complexas Questões que Afligem a Mente Humana™, e que parecem sentir medo de tocar em alguns assuntos ou se aprofundar nos mesmos, com receio de ~quebrar~ o jovem leitor. Acho isso um baita desserviço, vocês me perdoem. Como adolescente outcast que fui, só lamento não ter tido contato com John Green nos tempos de colégio. Teria sido ótimo ler sobre a inevitabilidade da morte naquela época. #okay #okay #paz

Eu adoro todos os filmes de Piratas do Caribe
Adoro, me empolgo, assisto um milhão de vezes e, por mim, pode continuar mandando filme novo que tá pouco. Para ser franca, nem me incomodo muito quando a pessoa simplesmente não gosta dos filmes, esse tipo de coisa é normal, acontece. O que me deixa meio ~bolada~ é quando já partem para o discurso de que aaaaah, mas só o primeiro filme que presta, nem sei por que a Disney continua fazendo esses filmes, ninguém quer saber mais! Santa Ignorância, Batman! Fale por você, que não gosta. Mas sair por aí dizendo que ninguém se interessa é prepotência demais. Olha o tanto de bilheteria desses filmes. Enquanto tiver gente pagando para ver e história para ser contada, acho bom mesmo que a Disney continue explorando esse universo riquíssimo que é o de histórias de piratas. Mesmo que sejam sem o Capitão Jack Sparrow (mas pode ter ele também, pois adoro o personagem, não vou me desculpar, foda-se o que a gente pensa sobre o Johnny Depp, I regret nothing!). E quanto ao papo de só o primeiro filme prestar, olha, acho que é questão de gosto. O primeiro é, sem sombra de dúvidas, brilhante. Principalmente se a gente considerar que o ano era 2003 e, de repente, piratas eram legais novamente. Só que se a gente analisar friamente, a galhofada e os furos de roteiro que tantos amam apontar nas sequências estão presentes desde o momento em que a pequena Elizabeth Swan avistou as velas do amaldiçoado Pérola Negra, savy? Faz parte do ~charme~ dos filmes, oras. Estamos falando de filmes de aventura, blockbusters para todas as idades, aqueles filmes para ver com toda a família. Não é pra ser um negócio sério, gente. É só diversão. É um filme da Disney! #WishUponAStar #DreamsComeTrue #ADreamIsAWishYourHeartMakes #APiratesLifeForMe #Paz #LeaveMickeyAlone

Eu não acho que Supernatural deveria ter acabado na 5ª temporada 
E se tivesse terminado daquele jeito, eu estaria até hoje xingando a família Kripke até a última geração. Ué, mas a série não teve momentos horríveis depois que os Winchester impediram o fucking Apocalipse?, você me pergunta. E eu te digo que sim, caro leitor, mas também teve muitos dos melhores momentos. Claro que Satanás com seu Apocalipse são meio impossíveis de superar e óbvio que Leviatãs não foram uma boa opção como vilões substitutos. Mas achei todos os arcos a partir da 8ª temporada bem decentes e coerentes (são questões, mas bear with me) e, de verdade, gosto da ideia de cada temporada ter uma história mais ou menos fechada. Não é tanto uma questão de ser melhor ou pior do que a ~fase clássica~, mas sim de compreender que houve uma mudança no formato. O que não é necessariamente ruim (Doctor Who tá aí para provar que mudanças podem sempre ser positivas), tendo em vista que os elementos centrais da série, Sam e Dean, continuam interessantes, bem desenvolvidos e, principalmente, reais. Particularmente, não me incomodo com as adições ao elenco (sim, eu sou uma forte defensora de Castiel, midesgulpem), só fico chateada mesmo com a preguiça dos roteiristas e showrunners de aproveitar o enorme potencial que a série tem. Fora isso, tô achando sensacional que estamos caminhando para a 13ª (!) temporada e mal posso esperar para caçar monstros e exorcizar demônios com os irmãos novamente. #SavingPeople #HuntingThings #TheFamilyBusiness #Paz

Eu acho que Game of Thrones é sim tudo isso
Pois é, acho mesmo que a série merece todo esse hype; o que não quer dizer que não tenha defeitos. Acontece que nesses tempos de problematização constante e de opiniões extremistas em que vivemos, é praticamente impossível ficar ~ no meio do caminho~. Sim, a série é violenta, principalmente com as mulheres. Sim, muito da violência só está ali para chocar. Mas, sabem, o material de base também é bem violento. Nem vou entrar nos pormenores do aaaaaaah, mas nos livros não é assim! Aaaaah, mas os livros são melhores!, porque a série é uma fucking adaptação, deal with it! Se quer tudo igual ao livros, então, pelo amor dos Sete, vá ler os livros. Penso que o grande trunfo das adaptações é a possibilidade de oferecer um olhar diferente para as histórias e, ainda que aos trancos e barrancos, a série da HBO tem conseguido se manter fiel à sua proposta. Como disse, há sim problemas; tanto técnicos, quanto aqueles que surgem pela falta de bom senso dos envolvidos. Porém, muitas vezes, a repercussão cheia de rage de parte do público - principalmente na última temporada - é, a meu ver, um tanto exagerada. E o que mais me incomoda é o tal do reclamar apenas por reclamar. Juro que não entendo o porquê de continuar assistindo uma série que só te faz sentir raiva e, pior!, ficar discutindo na internet. Óbvio que é importante ter senso crítico e que não precisamos aceitar tudo que nos entregam sem questionar, mas as pessoas estão muito chatas. #playthegameofthrones #winordie #dracarys #fireandblood #winterishere #paz


Bônus: eu adoro o final de LOST. #paz #fui






3 Comentários

  1. Michas <3

    Olha, eu acho os Beatles uma das melhores bandas, mas não A melhor. Então, basicamente eu concordo com você. Porque, sim existem milhares de bandas para serem ouvidas, mas Beatles é amorzinho. Mas também não é algo que PRECISA ser ouvido. Quem não gosta - e já vi algumas pessoas declarando que realmente não curtem o quarteto - não é obrigado a ouvir mesmo. E tudo bem, né?

    Concordo também sobre o John Green. Eu só não gostei d'O Teorema Katherine, porém não acho mal escrito. Só não gostei da história e dos personagens. E super acho que o sucesso que ele faz é merecido. Ele entende os adolescentes. Mesmo porque ele pesquisa e tem contato com esse mundinho né? E claro, põe muito do que ele era quando adolescente, creio eu. E também, haters gonna hate, não é mesmo? hahaha

    Olha, eu acho que existem franquias bem mais intragáveis do que Piratas do Caribe. Nem vou citar quais, porque como você falou cada um tem seu gosto. Eu já meio que cansei de PdC, mas assisti até o 4 e o único que achei meh, foi o 3. Mas de qualquer modo é sim diversão, que não é pra ser levado a sério. E tem seu charme.

    Sobre Supernatural é assim: não assiti, não posso opinar. HAHAHA Mas se você diz, eu acredito xD

    Já GOT, bom, eu enchi o saco na 2 temporada. Mas assim, não acho que seja ruim (na verdade eu sei que é muito boa, tanto em produção quanto em enredo e execução); não fico problematizando; não acho "ai, mas que saco todo mundo assiste essa merda". De longe. Entendo o hype, só não faço parte dele. That's it! (talvez meu posicionamento tenha ficado meio confuso, mas é isso, só não assisto. Não concordo com esses ~problemas~ que as pessoas veem na série. Só não tô na vibe de assistir. Pelo menos não agora, hehe)
    Quem sabe um dia eu assista, depois de tudo terminar. Who knows?

    Adorei o post. ;)

    Beijins!

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  2. bah, o John Green mudou o MERCADO EDITORIAL e criou toda uma nova geração de leitores, né? apenas maravilhosos demais.

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  3. Só não posso concordar com o último item porque nunca assisti GoT. Nem nunca tive vontade, então não posso dizer se é tudo isso ou se é meia boca, mas com todo o resto, vem cá me abraçar! Supernatural decaiu um pouco entre a sexta e a sétima, na minha opinião, mas depois da loucura com os leviatãs e o Sam ter recuperado sua alma eu voltei a amar fortemente e estou finalmente na 12ª tamporada. Concordo total sobre o John Green, talvez por ter quase 25 anos com a mentalidade e alma da Bruna adolescente, mas com mais maturidade, graças a Deus, mas eu li todos os livros dele e o único que deixou a desejar, para mim, foi o Teorema Katherine, achei fraco. Os outros tem abordagens e temas realmente interessantes e enregam muito aquilo proposto! Bjs!

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