(Alerta de post enooooooooooorme)

Não sei vocês, mas eu achei que setembro foi um mês longo. Não longo-interminável-eterno-não-aguento-mais, mas definitivamente maior do que eu achei que seria. Quando podia jurar que já caminhávamos para o fim, o calendário me informou de que ainda era a segunda semana, enquanto os ponteiros do relógio se movimentavam lentamente - exceto naquelas ocasiões em que eu queria ter mais tempo, porque aí, os ponteiros voaram. Mas o que importa mesmo é que setembro finalmente acabou e chegou a hora de acordar o Billie Joe, assim como desta que vos escreve resumir os highlights do nono mês deste dois mil e dezessete de nosso Senhor.

Ao longo da minha vida, sempre tive um certo carinho pelo mês de setembro. Primeiro, porque é o mês em que meus pais fazem aniversário; segundo, porque posso contar com alívio de reconhecer que o sempre desgostoso agosto chegou ao fim; e tem também o fato de que o mês marca o início da primavera que, como muito bem anunciado por minha amiga Sandy, traz a calmaria e também temperaturas mais elevadas. Como entusiasta de dias ensolarados e coloridos, não poderia estar mais contente. Ainda não consegui usar vestidinho, mas já me permiti algumas horinhas de sol à beira da piscina. #ProjetoVerão2018

Pode parecer pouco, mas essa pequena alteração no clima já foi o suficiente para melhorar bastante o meu emocional; mesmo em dias de cão, não foram muitas as ocasiões em que a ansiedade me venceu, de forma que considerei viável existir dentro da minha cabeça durante boa parte do mês. Não que a bad não tenha batido à minha porta - ela sempre bate, afinal de contas -, mas foi bem mais fácil de controlar as emoções e, de certa forma, "desligá-las" quando precisei de uma folga de mim. Como resultado, tive um mês consideravelmente produtivo no departamento das coisas que realmente importam (leiam: filmes, séries, músicas, livros, etc.) e isso é ótimo, porque se tem uma coisa que me deixa ~boladíssima~ com esses descaralhamentos da cabeça é o quanto eles me incapacitam de aproveitar aquilo que me faz bem. Chega a ser ridícula a minha dificuldade para manter o foco em qualquer coisa. Porém, o que importa é que, pela graça de Chuck, setembro foi um mês gentil. ♥

E o primeiro departamento a usufruir dessa gentileza, foi o do self-care. É engraçado como a gente sempre parece dizer que precisamos nos cuidar para nos sentir melhor, quando algumas vezes é justamente o oposto que acontece: a gente precisa estar se sentindo bem para se cuidar. Ou talvez ambas as coisas sejam interdependentes e a gente nunca consiga descobrir o que vem primeiro. De qualquer forma, em setembro mantive um sono mais ou menos regulado, me alimentei melhor, lembrei de beber água e, acreditem se quiser, comecei a me transformar no tipo de pessoa que não só deixou de se incomodar com o ambiente de academia, mas que também lamenta pelos dias em que não pode frequentá-lo. Sabe aqueles papos de que when you change the way you look at things, the things you look at change?, pois então. É REAL. Façam exercícios físicos, meus caros.


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Curiosamente (?), o departamento de filmes & séries foi bastante movimentado, já que aproveitei para conferir algumas belezinhas disponíveis no catálogo da Netflix, podendo finalmente riscar alguns itens da minha lista. Aliás, acho que de todas as pendências arquivadas para conferir futuramente, a principal era O Caldeirão Mágico (1985), também conhecido por esta que vos escreve como o filme menos Disney dos estúdios Disney. E digo isso no pior sentido possível. Achei tudo bem sombrio, com ares de He-Man e Caverna do Dragão, com aquela vibe meio de fantasia medieval. Definitivamente nada do que eu esperava ao me dispor a assistir um filme do estúdio. Quédizê, além de ter SANGUE, o objetivo maior do vilão é RESSUSCITAR UM EXÉRCITO DE MORTOS. Também não gostei muito dos personagens, que achei um pouco sem carisma; e o roteiro me pareceu deixar várias pontas soltas. Como um todo, achei bem tedioso e não posso imaginar o que o público infantil achou. Considerando que estamos falando de um dos maiores fracassos do estúdio, já dá para ter uma ideia. Para não dizer que a experiência foi totalmente em vão, pelo menos descobri que a história é baseada na série As Crônicas de Prydain, de Lloyd Alexander, da qual nunca tinha ouvido falar.
Daí, me veio uma vontade de assistir a um filme em preto e branco, e o escolhido foi Clash By Night (1952) - que na versão BR recebeu o ~duvidoso~ título Só a mulher peca -, de Fritz Lang. Apesar do diretor importantíssimo, nem vou mentir: só escolhi assistir porque traz a Marilyn Monroe no elenco. Como sabemos - só se você me acompanha desde 2012 (risos) -, gosto bastante de assistir filmes com ela e pouco me importo com o chororô todo de que aaaaaaah ela é muito superestimada, aaaaaaaah mas não tinha talento nenhum e aaaaaaaaaah muito melhor ver filmes com x, y, z, que eram muito mais telentosas; eu sempre fico feliz e em profundo estado de #paz quando vejo Marilyn em cena, e dessa vez não foi diferente. Contudo, a experiência como um todo foi muito mais do que isso, já que a loira mais famosa do cinema não é a estrela principal e quem brilha mesmo é Barbara Stanwyck, a quem preciso prestigiar mais. De acordo com o Filmow, o filme é um drama noir e acho que concordo, já que tudo começa de forma bem banal, trazendo aquelas histórias de cidade pequena e pacata e, de repente, coisas começam a acontecer e a tensão começa a tomar conta de quem está assistindo. Confesso que adivinhei o final, sobre o qual ainda não sei o que pensar. De qualquer forma, é um filme que vale pelas atuações, inclusive a da Marilyn. Foi ótimo poder vê-la em um papel diferente daquele da ~loira burra~, femme fatale, etc.
my life's story

Na última semana, bateu aquela vontade de buscar conforto em filmes e assisti dois que considero altamente recomendáveis. O primeiro, é 17 Again (2009), aquela comédia com o Zac Efron e o Matthew Perry, que eu achei que seria insuportável, mas que depois de ter assistido só consegui ficar revoltada com todos que não me avisaram que era um filme muito legal. Não é perfeito, não é impactante e dificilmente vai te fazer ficar pensando na história por dias. Mas, meus caros, é um filme divertidíssimo. Daqueles de Sessão da Tarde, no melhor sentido possível. Pensa em uma mistura de De repente 30, Quero ser grande De volta para o futuro!!! E com ares de filmes do John Hughes!!!! Com o meu eterno namoradinho de high school, Troy Bolton!!!! E o Chandler!!!! EU NASCI PARA ASSISTIR E AMAR ESSE FILME!!!! E EU AMEI!!! ASSISTAM 17 AGAIN, POR FAVOR!!!

Outro filme que me abraçou, deixando uma sensação de coração aquecido, foi December Boys (2007), que já tinha assistido há alguns anos e só agora resolvi rever. Que bom que o fiz, pois continuo achando o filme super gostosinho de assistir. Sabe aqueles filmes que começam com um narrador contando uma história de seu passado, especificamente sua infância? É exatamente isso que temos aqui, quando somos transportados para uma cidadezinha (?) litorânea da Austrália, no final dos anos 1960, e acompanhamos a história de um verão na vida de quatro garotos órfãos. Coming of age, fotografia linda e uma trilha sonora topíssima! Acho até que é um filme que pode provocar algumas lágrimas, pois foi o que aconteceu comigo quando assisti pela primeira vez. Assistam, por favor. Tem o meu ex-namoradinho dos tempos de ensino fundamental, Daniel Radcfliffe.

Também assisti Mulher Maravilha pela segunda vez e, olha, achei ainda melhor. Não é o meu filme preferido de super-herói, mas é ótimo. Gal Gadot, que mulher ♥

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Não tenho muito o que falar sobre séries, apesar de ter assistido bastante coisa. Resolvi voltar com Twin Peaks, que tinha parado em algum ponto da 2ª temporada, antes da revelação do assassino da Laura Palmer. Como já sabia todos os spoilers possíveis, comecei a assistir a temporada nova na Netflix, mas como continuei completamente perdida, decidi retomar de onde tinha parado. No momento, já sei o que aconteceu com a Laura Palmer, mas ainda tenho um longo caminho para percorrer. Um dia eu chego lá! Também assisti aos episódios novos de Fuller House, sobre os quais não sei muito bem o que dizer, além de que gostei. Para ser sincera, não costumo pensar muito quando acompanho as aventuras dos Tanner-Fuller-Gibbler, já que o que importa é assistir algo fofo, sem muita margem para que coisas ruins aconteçam e que, ao final, sempre me deixe com a sensação de conforto e de abraço quentinho em um dia frio. Porém, preciso fazer uma ressalva: morro de vergonha alheia TODA VEZ que aquela coisa de she-wolf pack aaaaaaawoooooooo acontece. Gente, sério, parem com isso pfvr!!!! No mais, sigo adorando Fernando, me identificando com Ramona e achando Max Fuller a criança mais fofa-linda-adorável do mundo.

Finalmente encontrei forças para encarar a última temporada de The Vampire Diaries e...feelings are the only facts. Não vou mentir, já fazia um tempo que a série não me empolgava (até agora não entendi de onde saiu a ideia de que Kai seria um bom vilão) e só seguia assistindo por consideração. Não gostei tanto assim da última temporada, muito menos do casal Steroline, mas aaaaaaaaaaaaaaaaaaaai os sentimentos da despedida! Eu não tinha ideia do tanto que meu coração ainda estava investido na saga dos irmãos Salvatore! Foi justamente a relação de Damon e Stefan que me manteve fiel até agora e fiquei satisfeita com o desfecho que os dois personagens ganharam - por mais doloroso que tenha sido, acho. Não achei a finale grandes coisas, mas fez justiça ao que a série representou para os fãs, então tá valendo. Agora, sigo em New Orleans, com os Mikaelson, em The Originals (também conhecida como o spin-off que ficou melhor que a série original, risos).

Por fim, o departamento das séries também contemplou a horrorosa 7ª temporada de Supernatural e até agora não consigo acreditar que sobrevivi ao rewatch. Não irei poupá-los: é bem ruim, pior do que me lembrava. Não recomendo. Aliás, se puderem, pulem essa fase. Sam e Dean não mereciam mesmo essa temporada bosta.
I'm so sorry the sreenwriters did this to you, boys. You deserved better. 💔

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Voltando a falar de itens riscados da lista da Netflix, aproveitei para conferir dois documentários de música. O primeiro foi History of the Eagles (2013), que decidi assistir apenas por curiosidade, já que conheço pouca coisa sobre a banda, além do disco de estreia e a icônica Hotel California. E acho que esse foi o melhor jeito de conhecer mais sobre eles. O documentário é dividido em duas partes e contempla as diferentes fases da banda, assim como suas diferentes formações. Também fala um pouco sobre a história de cada um dos integrantes, o que cada um trouxe de importante para o som, os desafios que precisaram enfrentar, as intrigas, etc. Apesar de ter achado um pouco tendencioso na parte que trata da saída do Don Felder - achei que não mostraram os dois lados da história -, ainda acho que é um trabalho excelente, que recomendo muito para quem curte documentários de rock. Particularmente, estou determinada a conhecer melhor o trabalho da banda - tem uma parte no documentário em que a STEVIE NICKS fala que os Eagles são uma de suas bandas preferidas - e, principalmente, os discos solo do Don Henley.

Também decidi que já havia passado da hora de conferir Oasis: Supersonic (2016). Desde que a banda terminou, em 2009, quase não escutei os álbuns e sempre revirava os olhos e torcia o nariz quando lia qualquer informação sobre os irmãos Gallagher. Acho que dá pra dizer que vivi uma espécie de luto ~com bode~, que me fez ficar "de mal" do Oasis e esquecer a enorme importância da banda na minha vida e na minha ~formação musical~. Felizmente, o documentário me fez parar de ser besta, pois estamos falando de uma banda que merece muito ser sempre escutada e reconhecida, apesar dos integrantes. No documentário, acompanhamos o início da trajetória do Oasis, a formação, os primeiros shows, a gravação do primeiro álbum, a repercussão, o início da fama e, claro, as disputas de ego entre os irmãos. Não vou mentir, não mudei de opinião sobre a banda e muito menos sobre a postura dos Gallagher, mas preciso dizer que comecei a mudar de opinião sobre o Liam...? Vejam bem, sempre achei os dois péssimos, mas para mim Liam era o pior. Contudo, o documentário mostra um outro lado dele, ou nos faz enxergar a perspectiva dele e, de certa forma, nos faz pensar em como o Noel também ~complicava~ as coisas. No fim, fiquei com pena dos outros integrantes da banda, pois devia ser insuportável trabalhar com eles.

Ainda falando sobre música, outro revival que ocorreu na minha vida em setembro foi Michael Jackson. Do nada, resolvi escutar os meus discos preferidos do eterno e inigualável Rei do Pop e, sinceramente, concluí que se uma tragédia acontecesse e eu só pudesse escutar MJ pelo resto da vida, não seria ruim. Até porque, a diferença de scrobbles no meu Last.Fm entre ele e outros artistas foi significativa e não me deixa mentir. Ao longo dos anos, passei a considerar o Dangerous (1991) o meu álbum preferido, mas começo a questionar a minha decisão, já que estou completamente obcecada pelo Bad (1987). Como assim eu não gostava de Liberian Girl e me esqueci de Just Good Friends feat. Stevie Wonder? Jamais me perdoarei. De qualquer forma, um belo dia acordei com vontade de escutar músicas mais calminhas do Michael, com aquela sonoridade Alpha FM - que eu acho super good vibes -, e criei uma playlist com as minhas preferidas:
she's out of my life. the girl is mine. say say say. human nature. the lady in my life. liberian girl. man in the mirror. heal the world. give in to me. will you be there. gone to soon. stranger in moscow. earth song. you are not alone. childhood. smile. you are my life. don't walk away. cry. the lost children. this is it

(clique aqui para escutar)

Também escutei bastante o maravilhoso E.MO.TION, da Carly Rae Jepsen, e morri de amores pelo disquinho novo da Miley Cyrus! Sério, escutem o Younger Now, pfvr!

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Considerações finais
Em setembro, apesar de ter falhado na minha meta de ler todos os dias, consegui manter uma rotina e li bem mais do que nos últimos meses. Contudo, como este post já está enorme e eu já estou com ele há uma semana nos rascunhos, vou deixar para comentar as leituras outro dia. No momento, além de continuar com Saga dos Corvos, devo ter mais uns seis livros iniciados e já planejo começar mais um, pois o livro novo do John Green vai ser lançado amanhã! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH
Look do dia em que fui à um chá de panela de uma conhecida e não via a hora de voltar para casa (risos nervosos). Adoro essa gargantilha com pingente de conchinha. Essa brusinha de caveiras estava esquecida há anos no meu armário e achei que ela merecia uma chance de brilhar. Não dá pra ver na imagem, mas eu tomei vergonha na cara e fiz as unhas! O esmalte é um preto da linha da Giovana Antonelli para a Colorama.

Por fim, se você é uma das pessoas que me visitou durante o BEDA, saiba que em setembro eu respondi todos os comentários (tinha coisa pendente de junho (!) e respondi também); por favor, perdoem a demora e não desistam de mim. Ainda quero visitar todo mundo e retribuir os comentários, porém, como sou lerda, acho que só terei concluído a missão no Natal. Bear with me.


2 Comentários

  1. Trabalhando no feriado, a coisa não poderia ser mais depressiva quando penso: "eu vou ler o blog da Michelle, faz tempo que não faço isso".

    E AÍ, EU ME DEPAREI COM UMA CITAÇÃO A UM FILME DA BARBARA STANWYCK, MINHA ATRIZ FAVORITA OF ALL TIME!!!

    (claro que para eu parar meu trabalho lixento e ler esse texto)

    Esse filme do Fritz Lang é muito bom, aliás, essa é a minha fase favorita da Barbara. Ela chuta tantas bundas nos filmes que fez nos anos 50, chega a dar um prazer ver. Eu sou muito entusiasta deste período da carreira dela. Se quiser umas dicas de filmes bons dela, estamos aí. Eu assisti a quase todos *risos nervosos de fã louca*

    Sobre Twin Peaks, te recomendo ver, depois que terminar a segunda temporada, o filme que o Lynch fez, "Os últimos dias de Laura Palmer". Ele te ajuda a entender as referências da terceira temporada, uma vez que ele parte de várias coisas que aconteceram nesse filme.

    Enfim, bom ler um texto seu, como sempre.

    Beijos!

    Jessica (O tronco que fala)

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  2. Li tudo, amei tudo, E O LIVRO NOVO DO JOHN GREEEEEEEEEEEEEEN

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