Fragmentos: A sutil arte de ligar o f*da-se


A sutil arte de ligar o f*da-se, de Mark Manson, segue essa onda mais recente de livros de autoajuda e desenvolvimento pessoal e fez bastante sucesso desde que foi lançado no final do ano passado (a edição brasileira é publicada pela editora Intrínseca). Confesso que não costumo ler muitos livros do tipo, mas sempre que um chama a minha atenção, nem penso duas vezes antes de começar a ler. E com esse livro não foi diferente...quer dizer, olha esse título!

Nunca sei muito bem o que dizer sobre esse tipo de livro, já que o gênero é daqueles que me fazem pensar em muita coisa e discordar de mais um monte e, no fim, sempre fico com a impressão que não dá para ter uma opinião definitiva sobre eles. Assim, de forma geral, achei a leitura válida, porém meio óbvia em alguns momentos e infeliz em vários dos exemplos que o autor utiliza para explicar a sua "filosofia de vida" (imagino que seja bem fácil largar tudo para viajar e se redescobrir quando se vive no privilégio). Ainda assim, optei por me prender aos aspectos positivos e que, de alguma forma, posso aplicar na minha vida. 

Basicamente, o autor se propõe a nos apresentar estratégias para termos uma vida melhor, fugindo da abordagem motivacional pautada pelo otimismo e optando por algo que, de acordo com ele, é mais próximo da realidade. Assim, ele tenta ajudar o leitor a descobrir o que é realmente importante em sua vida e ligar o foda-se para todo o resto. Apesar de parecer meio extremo, ele levanta pontos relevantes e que considerei válidos. 

Por fim, não considerei a leitura algo excelente, mas também não me arrependo de ter feito. Não sei se irá agradar todo mundo, mas recomendo para quem curte esse tipo de livro, principalmente aqueles com uma escrita mais descontraída e bem humorada. Decidi compartilhar por aqui alguns fragmentos - citações, no caso - que destaquei no livro. Assim, vocês podem ter uma ideia de como é. 😉


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(...) existe uma verdade secreta sobre a vida: é impossível ligar o foda-se para ela. Com alguma coisa a gente tem que se importar. É parte da nossa natureza se importar com as coisas e, portanto, não recorrer ao foda-se.
Sendo assim, a pergunta é: com o que se importar? Como escolher o que importa? E como ligar o foda-se para todo o resto?

O que determina o sucesso não é "De que prazer você quer desfrutar?". A questão relevante é: "Qual dor você está disposto a suportar?". O caminho da felicidade é cheio de obstáculos e humilhações.

É estranho que, numa época em que estamos mais conectados do que nunca, a arrogância esteja tão em alta. Algo na tecnologia recente parece permitir que nossa insegurança jorre aos borbotões, de maneira inédita. Quanto maior a liberdade de expressão, maior nosso desejo de nos vermos livres de qualquer um que possa discordar de nós ou nos chatear.

Essa inundação de extremos noticiados nos condicionou a acreditar que, agora, ser excepcional é a norma. E, como somos todos bastante comuns na maior parte do tempo, o dilúvio de informações sobre o excepcional nos deixa inseguros e desesperados, porque, obviamente, não somos bons o bastante. Assim, sentimos a necessidade cada vez maior de compensar isso com arrogância e vício. Lidamos com isso da única forma que sabemos: enaltecendo a nós mesmos ou aos outros.

Quando abrimos mão das histórias que contamos sobre nós mesmos para nós mesmos, nos libertamos para agir (e fracassar) e crescer.


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