Lista: livros esquecidos na estante


De vez em quando, enquanto tiro o pó da estante e reorganizo os livros ou quando estou escolhendo a próxima leitura, acabo "esbarrando" em algum exemplar que parece habitar as prateleiras há muitos anos, esquecido pela leitora que vos escreve. Isso ocorre tanto porque nos últimos anos me tornei o tipo de pessoa que tem mais livros para ler do que livros lidos (vejam bem, eu também costumo passar pra frente os livros que já li) e, por isso, acaba perdendo um pouco do controle do que já tem na estante, como também tenho uma tendência a furar a fila de leituras, fazendo com que alguns livros novos sejam lidos primeiro, enquanto os mais antigos acabam por esperar mais. Com isso em mente, resolvi fazer essa lista com alguns dos livros que me aguardam há mais tempo. A ideia é que sirva como um registro e também como um incentivo para que os leia logo.


As Brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley): comprei os quatro volumes pagando o preço de apenas um em alguma promoção excelente do Submarino em meados de 2013 e me lembro de ter colocado na lista de metas literárias para o ano seguinte. Pois bem, nada foi feito desde aquela época e eu realmente não sei o porquê de isso ter acontecido, já que acredito que irei adorar ler a história do rei Artur pela perspectiva das mulheres. É uma dívida literária altíssima que eu espero pagar antes do fim da década.

O Livro do Cemitério (Neil Gaiman): acho que esse aqui também veio morar na minha estante em 2013 e a razão de tê-lo adquirido é porque me pareceu uma ótima ideia. Comprei em inglês porque na época comprar livros importados era mais barato do que comprar em português e jurei que ia ler para praticar o idioma, mas como sabemos, não fiz isso. Não quero fazer promessas, mas irei me esforçar para riscar esse livrinho da minha lista de leituras ainda em 2018, ok?

V de Vingança (Alan Moore e David Lloyd): minha memória se confunde e já não sei mais se comprei em 2013 ou 2014, porém não há um ano em que não jure que "dessa vez lerei V de Vingança", apenas para me interessar por outras leituras. Em minha defesa, digo que isso deve acontecer porque é uma graphic novel e eu não tenho o hábito de ler muitas.

Lua de larvas (Sally Gardner): esse aqui eu comprei em 2014, uma semana depois da Bienal do Livro de São Paulo. A autora participou do evento e lembro que houve um certo burburinho no booktube. Infelizmente, já não me lembro muito bem sobre o que é a história, mas vou confiar na Michas do passado e também tentarei fazer a leitura antes do fim de 2018. Porém, não prometo.

Por favor, cuide da mamãe (Shin Kyung-Sook): o livro não está esquecido, eu é que finjo que não vejo porque parece ser muito triste e acho que, no momento, não ando com estrutura para leituras que me abalem emocionalmente. Porém, sinto que é uma leitura necessária, do tipo que faz a gente repensar a vida. Um dia irei conhecer.

A invenção de Hugo Cabret (Brian Selznick): mais uma aquisição de 2013, época em que eu estava completamente apaixonada pelo filme e, por isso, não resisti ao livro de capa bonita que vi na Livraria Cultura e precisei trazer para casa. Ao que tudo indica, é bem semelhante ao filme, mas já vi gente dizendo que não é tão bom quanto a adaptação. É possível que isso tenha me desanimado, mas um dia eu lerei.

A terra inteira e o céu infinito (Ruth Ozeki): a premissa toda do livro me intrigou, pois de acordo com a sinopse, uma mulher encontra uma sacola à deriva no mar e dentro dela está o diário de uma adolescente. Não lembro muito mais além disso, mas já julgo o suficiente para querer ler...um dia. Talvez não demore muito, pois coloquei na lista de próximas leituras do Leia Mulheres.

O último deus do Nilo (Wilbur Smith): um belo dia, em 2013, encontrei esse livro aqui em casa e até hoje não tenho certeza de como veio parar aqui. Só sei que mesmo não sendo meu, me interessei e coloquei na minha estante. Até hoje não senti vontade de começar a ler, mas promete ser uma história envolvente e misteriosa no Antigo Egito.

Vagabundos Iluminados (Jack Kerouac): esse eu comprei ainda nos meus anos de faculdade, pouco depois de ter lido On The Road e ter me sentido impactada. Algo me diz que, anos depois, não irei gostar muito da leitura e, possivelmente, irei detestar o autor, mas sigo mantendo o livro na estante e aguardo o momento em que iremos nos encontrar.

Todo Dia (David Levithan): o autor é um dos queridinhos de muitos leitores fãs de young adult e, por isso, quando o livro foi lançado, senti que precisava ler. Isso foi em 2014, a história já ganhou até uma sequência e meu livro segue esquecido na estante. Sinceramente, a única explicação que encontro é o surgimento de outras leituras que furaram a fila. Hoje, já não tenho tanto interesse assim por Todo Dia, mas algo me diz que irei me arrepender se doar o livro sem pelo menos dar uma chance para a leitura. Não garanto que isso vá acontecer tão cedo, mas aguardemos.



Um comentário

  1. As Brumas de Avalon é um livro que sempre vejo na biblioteca e falo "Agora vai!!!", só que nunca vai hahah
    Acho que dos que tenho em casa, um que tá eternamente na minha lista de para ler é O Diário de Anne Frank, sempre que começo acabo parando porque encontro muito peso nele, pelo valor histórico, sabe? Tô nessa desde 2013, mas um dia vai haha
    Beijos, Michas <3

    Limonada (antigo Novembro Inconstante)

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